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domingo, 21 de novembro de 2021

Japão 'enviou sinais' de que participará de eventual guerra entre China e Taiwan, afirma mídia




O jornal South China Morning Post aborda a posição geopolítica do Japão e a possibilidade de o país intervir em conflitos regionais; segundo especialistas citados, os japoneses têm enviado sinais inequívocos.



O Japão pode intervir militarmente no caso de um conflito entre a China e Taiwan, afirmou no domingo (21) o jornal South China Morning Post.

"O Japão não só tem enviado sinais ao nível oficial e individual, mas também tentou realizar ações práticas de resposta através da aliança Japão-EUA ou agiu parcialmente sozinho no atual quadro legal", de acordo com um artigo no jornal Asia-Pacific Security and Maritime Affairs citado pela mídia.

Especialistas chineses têm avisado que Tóquio pode usar missões de manutenção da paz da ONU para se tornar uma grande potência, sendo que, desde 1992, quando começou a participar de missões da ONU, as restrições à utilização de suas forças militares e às atividades de manutenção da paz têm sido relaxadas.


Além disso, pesquisadores da China referem que a Lei de Segurança Nacional de 2015 permitiu às Forças de Autodefesa do Japão o direito de participar de ações de "defesa coletiva", e alargou seus poderes.
Disparo do sistema automático de artilharia AO-18 (AK-630) da corveta Gromky no âmbito dos exercícios anuais Cooperação Marítima 2021 no mar do Japão - Sputnik Brasil, 1920, 19.10.2021
Japão diz monitorar navios da China e Rússia após exercícios navais conjuntos


Liu Jiangyong, especialista em relações sino-japonesas da Universidade de Tsinghua, China, diz estar preocupado com as ambições mundiais do Japão, ao mesmo tempo que tenta conter seu vizinho. Ele acrescentou que o país se aliou com os EUA, Austrália, Índia, OTAN e a Associação de Nações do Sudeste Asiático para colocar a China em xeque quando Pequim começou a desenvolver a Nova Rota da Seda, um projeto de infraestruturas ferroviárias e portuárias em várias partes do mundo.
Nos últimos anos as Forças Armadas do Japão e dos EUA têm realizado vários exercícios conjuntos e, no início desta semana, os dois países conduziram as primeiras manobras antissubmarino no mar do Sul da China.
Pequim declara que Taiwan é uma província rebelde cujo destino é um dia se reunificar com a China continental, e tem instado outros países a não se intrometerem no que diz ser um assunto interno da China. 


sábado, 5 de dezembro de 2020

Cápsula do Japão com amostras de asteroide pousa na Austrália (FOTOS, VÍDEO)

 


A agência espacial do Japão informou que a cápsula liberada pela espaçonave Hayabusa2 pousou em uma área remota no sul da Austrália, conforme o planejado, trazendo amostras do asteroide Ryugu.

A Hayabusa2 lançou com sucesso a pequena cápsula neste sábado (5) e a enviou para a Terra para entregar amostras de um asteroide distante, que poderiam fornecer pistas sobre a origem do sistema solar e da vida em nosso planeta, disse a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA, na sigla em inglês), segundo a AP.

Na madrugada deste domingo (6), horário do Japão, tarde de sábado no Brasil, a cápsula se transformou brevemente em uma bola de fogo ao reentrar na atmosfera, 120 quilômetros acima da superfície da Terra. A aproximadamente dez quilômetros acima do solo, um paraquedas se abriu para diminuir sua queda, enquanto o equipamento emitia sinais para indicar sua localização.

​O vídeo da imagem da bola de fogo da cápsula de reentrada foi publicado no site da Hayabusa 2!

Os sinais foram detectados, sugerindo que o paraquedas abriu com sucesso e a cápsula pousou com segurança em uma área remota e escassamente povoada de Woomera, na Austrália, disse o oficial da JAXA Akitaka Kishi. De acordo com uma postagem posterior da JAXA no twitter, um helicóptero foi utilizado para encontrar a localização exata da cápsula, que será recuperada assim que o sol nascer.

​Imagens da bola de fogo capturadas no local. Seja bem-vinda de volta.

A Hayabusa2 deixou o asteroide Ryugu, situado a cerca de 300 milhões de quilômetros de distância da Terra, há um ano. Depois de lançar a cápsula, a espaçonave se afastou para capturar imagens do objeto descendo em direção à superfície da Terra, enquanto partia em uma nova expedição para outro asteroide distante.

A cápsula desceu de 220.000 quilômetros de distância no espaço depois que foi separada de Hayabusa2 em uma operação desafiadora, que exigia controle e precisão.

O especialista em rochas espaciais da Universidade Nacional da Austrália, Trevor Ireland, que está em Woomera para a chegada da cápsula, disse à AP que espera que as amostras de Ryugu sejam semelhantes a do meteorito que caiu na Austrália, perto de Murchison, no estado de Vitória, há mais de 50 anos.

"O meteorito Murchison abriu uma janela sobre a origem dos compostos orgânicos na Terra porque descobriu-se que essas rochas contêm aminoácidos simples, bem como água abundante", disse Ireland. "Vamos examinar se Ryugu poderia ser uma fonte potencial de matéria orgânica e água para a Terra quando o sistema solar estava em formação, e se eles ainda permanecem intactos no asteroide'', acrescentou.

Os cientistas dizem que acreditam que as amostras, especialmente aquelas retiradas da superfície do asteroide, contêm dados valiosos não afetados pela radiação espacial e outros fatores ambientais. Eles estão particularmente interessados ​​em analisar materiais orgânicos.

​Filmagem da Hayabusa2 a 12.000 km de distância feita pela câmera externa da Estação Espacial Internacional. Obrigado NASA! Parabéns Hayabusa2 pela reentrada bem-sucedida! Confiram!

A JAXA espera encontrar pistas de como os materiais são distribuídos no sistema solar e estão relacionados com a vida na Terra. Yoshikawa, o gerente da missão, disse que 0,1 grama de poeira seria suficiente para realizar todas as pesquisas planejadas, segundo a AP.

Os asteroides, que orbitam o sol, mas são muito menores do que os planetas, estão entre os objetos mais antigos do Sistema Solar e, portanto, podem ajudar a explicar como a Terra evoluiu.

domingo, 1 de novembro de 2020

Japão considera implantar sistema antimíssil Aegis em navio e não em terra, diz mídia

 


O Japão está considerando utilizar um navio de grande tonelagem como alternativa à instalação em terra do sistema antimíssil dos EUA Aegis, a fim de conter as ameaças de mísseis da Coreia do Norte.

Fontes do governo japonês afirmaram ao jornal  The Japan Times que o Ministério da Defesa está estudando a utilização de um navio de 9.000 toneladas para nele instalar o sistema Aegis, cuja implantação em terra foi descartada.

O país asiático deverá tomar uma decisão em meados de novembro, após receber o relatório provisório de duas empresas privadas que estão avaliando o assunto.

O Ministério da Defesa do país considera duas opções possíveis: a remodelação de navios do setor privado para implantar neles o sistema Aegis e a construção de navios destinados ao sistema.



Sistema de defesa antimíssil Aegis Ashore

Apesar do plano japonês, fonte do Ministério acredita que o país esteja adotando uma "medida desesperada" devido à repentina decisão de interromper o programa original.

O sistema Aegis baseado em terra era originalmente destinado a ajudar a reduzir a carga de trabalho da Força Marítima de Autodefesa do Japão (MSDF, na sigla em inglês), já que a instituição está com o contingente reduzido.

Especialistas em defesa no país acreditam que a opção de um grande navio não fornecerá ao Japão o mesmo nível de segurança, já que uma plataforma em alto mar estaria em risco devido às condições climáticas, enquanto outros questionam os custos para o país que essa opção poderia representar.

sábado, 10 de outubro de 2020

Japão realiza exercícios antissubmarino no mar do Sul da China

 


Tóquio enviou três navios para o local, que depois farão parada no Vietnã para reabastecimento, depois que ações semelhantes foram tomadas pelo Japão em setembro.

A Força Marítima de Autodefesa do Japão realizou na sexta-feira (9) no mar do Sul da China exercícios antissubmarino com três navios, incluindo um porta-helicópteros e um submarino, relata a agência Reuters citando o Ministério da Defesa do Japão, que não mencionou o local exato.

Japão envia três navios para o mar do Sul da China em exercício antissubmarino

O objetivo referido do exercício era "aumentar sua capacidade tática" e é planejado que as embarcações parem durante o fim de semana na baía de Cam Ranh, sul do Vietnã, para se reabastecerem de suprimentos.

O Ministério da Defesa do Japão não pôde ser contatado imediatamente para comentar mais sobre o assunto.

Os EUA têm aumentado sua presença naval no mar do Sul da China, pressionando a China na região e acusando Pequim de querer explorar as extensas reservas de petróleo e gás da área.

Ricas em fontes de energia, as águas do mar do Sul da China são reclamadas por diversos países, incluindo Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã. A China, que estabeleceu postos avançados militares em ilhas artificiais nessa região, também reivindica a área, refere a Reuters.

O jornal Global Times, por sua vez, criticou no sábado (10) os exercícios militares japoneses, referindo também que os navios de guerra do país fizeram o mesmo em 5 de setembro, como não sendo propícios à segurança e estabilidade da área tendo a firme oposição da China.

Na sexta-feira (9), um porta-voz militar chinês disse que o destróier norte-americano USS John McCain havia entrado nas águas em torno das disputadas Ilhas Paracel no mar do Sul da China sem a permissão da China e exortou Washington a parar com "tais ações provocatórias".

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