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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Cármen Lúcia considera 'graves' ataques de Bolsonaro e ordena manifestação da PGR

 


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou de "graves" os ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas e deu prazo de 24 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de abertura de investigação. "Os fatos narrados nestes autos são graves, de interesse exponencial da República. O manifesto interesse público e superior da nação impõem a observância de prioridade no andamento processual do caso", escreveu a ministra, de acordo com o G1. 

A ministra, em seu novo novo despacho nesta segunda-feira (16), estabeleceu o prazo para parecer do Ministério Público sobre o pedido feito por parlamentares do PT, que leva em conta declarações de Bolsonaro em uma live do dia 29 de julho, em que questionou a segurança das urnas eletrônicas. Essa é a segunda vez que a ministra cobra uma posição da PGR sobre o caso. A ministra registrou na decisão desta segunda que, apesar de ter enviado o caso ao Ministério Público no dia 3, até o momento não foi apresentada uma resposta no andamento do processo.

"Em 3.8.2021, determinei vista à Procuradoria-Geral da República e, até a presente data, não houve manifestação", explicou a ministra.Em suas primeiras manifestações sobre o caso, no início do mês, a ministra considerou que o relato feito por parlamentares do PT, ao solicitarem a apuração, é "grave" e, em tese, "pode configurar crime". “Há de se considerar que o grave relato apresentado pelos autores da presente Petição conjuga atos daquela natureza com outros que podem, em tese, configurar crime, mais especificamente, de natureza eleitoral, utilização ilegal de bens públicos, atentados contra a independência de poderes da República, o que, após a necessária análise, conduzirá à conclusão sobre a competência para o conhecimento e o processamento da presente petição”, escreveu a ministra na decisão do começo de mês.



domingo, 1 de novembro de 2020

Japão considera implantar sistema antimíssil Aegis em navio e não em terra, diz mídia

 


O Japão está considerando utilizar um navio de grande tonelagem como alternativa à instalação em terra do sistema antimíssil dos EUA Aegis, a fim de conter as ameaças de mísseis da Coreia do Norte.

Fontes do governo japonês afirmaram ao jornal  The Japan Times que o Ministério da Defesa está estudando a utilização de um navio de 9.000 toneladas para nele instalar o sistema Aegis, cuja implantação em terra foi descartada.

O país asiático deverá tomar uma decisão em meados de novembro, após receber o relatório provisório de duas empresas privadas que estão avaliando o assunto.

Ministério da Defesa do país considera duas opções possíveis: a remodelação de navios do setor privado para implantar neles o sistema Aegis e a construção de navios destinados ao sistema.



Sistema de defesa antimíssil Aegis Ashore

Apesar do plano japonês, fonte do Ministério acredita que o país esteja adotando uma "medida desesperada" devido à repentina decisão de interromper o programa original.

O sistema Aegis baseado em terra era originalmente destinado a ajudar a reduzir a carga de trabalho da Força Marítima de Autodefesa do Japão (MSDF, na sigla em inglês), já que a instituição está com o contingente reduzido.

Especialistas em defesa no país acreditam que a opção de um grande navio não fornecerá ao Japão o mesmo nível de segurança, já que uma plataforma em alto mar estaria em risco devido às condições climáticas, enquanto outros questionam os custos para o país que essa opção poderia representar.

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