Um homem de 52 anos, morreu de Covid-19 no último domingo, na Pensilvânia, após sua esposa ter entrado na Justiça para conseguir o direito de tratar o homem com ivermectina. Keith Smith recebeu as duas doses do medicamento antes de sua condição piorar e o médico interromper o tratamento. A morte ocorreu sete dias após a primeira dose. A reportagem é do portal O Globo.
Keith Smith foi diagnosticado em 10 de novembro sendo internado na unidade de terapia intensiva do hospital em coma induzido 11 dias depois. Com o quadro de saúde piorando, sua esposa, Darla Smith, buscou na ivermectina uma "solução milagrosa'' para a cura do companheiro.
Segundo o jornal The Independent, a mulher foi incentivada por publicações nas redes sociais de grupos conservadores, impulsionados em parte por um serviço de telemedicina pró-Donald Trump que vende prescrições para ivermectina.
Entretanto, a droga é proibida para o tratamento do coronavírus em hospitais nos Estados Unidos devido sua ineficácia e riscos comprovados. A ivermectina é um medicamento antiparasitário, administrado principalmente a animais para tratar sarna e outras doenças.
É uma joia natural e seu uso no tratamento de doenças é essencial na medicina tradicional mexicana: é o cuachalalato. Contamos mais sobre esta árvore.
A casca do cuachalalato é a chave: como chá, pó ou pomada , essa parte da árvore nativa do sul do México tem potencial antiinflamatório, impede a multiplicação de células bacterianas e é benéfica para os sistemas imunossuprimidos, segundo informações do a Universidade do Texas.
Listamos os múltiplos benefícios, cientificamente comprovados, desta árvore .
Um estudo mostrou que a mistura de ácidos anacárdicos isolados dessa planta apresenta uma percepção de autoindução na bactéria, por isso possui propriedades semelhantes às dos antibióticos.
Sputnik, por cuidados de saúde responsáveis
As opiniões expressas pelos especialistas neste artigo são compartilhadas apenas para fins educacionais e informativos e não têm a intenção de servir como um diagnóstico ou tratamento
Em julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se posicionou sobre o uso da ivermectina no combate à COVID-19, entrando no mérito de que o medicamento não tem eficácia comprovada. Nesta quarta-feira (31), foi a vez da Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionar. A organização recomendou não utilizar o antiparasitário para pacientes com COVID-19, exceto em ensaios clínicos.
O argumento da OMS é que os dados de estudos clínicos para medir a eficácia do medicamento em questão contra a COVID-19 não produziram resultados conclusivos. "Nossa recomendação é não usar ivermectina para pacientes com COVID-19, independentemente do nível de gravidade ou duração dos sintomas", anunciou Janet Díaz, chefe da equipe de resposta clínica à COVID-19, durante uma coletiva de imprensa. A recomendação só traz uma exceção: ensaios clínicos.
Para chegar a essa conclusão, os especialistas da OMS se basearam em 16 ensaios clínicos randomizados com 2.400 participantes, que compararam a ivermectina com outros medicamentos. Dito isso, de acordo com Bram Rochwerg, pesquisador da Universidade McMaster no Canadá e membro do painel da OMS, o número de estudos comparando ivermectina com placebo "é muito menor".
Em contrapartida, os dois especialistas anunciaram, em uníssono, que as recomendações serão atualizadas conforme novas pesquisas surjam confirmando a eficácia da ivermectina. A OMS não é a primeira a se posicionar dessa forma: a Agência Europeia de Medicamentos também não recomenda seu uso exceto em ensaios clínicos. Além disso, a Food and Drug Administration (FDA), órgão dos EUA, também aponta que a ivermectina não deve ser usada para tratar pacientes com COVID-19.
Já na ocasião mencionada anteriormente, do posicionamento da Anvisa, a príncipio a agência divulgou: "não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus", mas atualizou a sua nota oficial, alegando que "as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento" e que o uso fora do previsto na bula "é de escolha e responsabilidade do médico".
O médico Geraldo Azevedo (PP), candidato à prefeitura de Brumado, no sudoeste baiano, anunciou através de suas redes sociais que deu entrada em uma unidade de terapia intensiva (UTI), para o enfrentamento da Covid-19.
“A todos que se solidarizaram comigo em prece a Deus e a Jesus Cristo, meus agradecimentos eternos”, disse o político, que está internado no Hospital IBR, em Vitória da Conquista, também no sudoeste baiano.
Dr. Geraldo, como é conhecido, foi prefeito de Brumado entre 1993 e 1996. Agora, tenta voltar à administração do município, em oposição ao atual gestor, Eduardo Vasconcelos (PSB), que busca a reeleição.
Médico explica que, apesar dos medicamentos serem prescritos para outras doenças, não significa que seja seguro para o tratamento da covid-19. Ele relata diversos casos de pacientes com arritmia cardíaca após tomarem a hidroxicloroquina
Hospitais, convênios particulares e até órgãos públicos adotam hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina para tratar covid-19. Para especialistas, oferecer “cura fácil” desvaloriza isolamento social e desvia a atenção da necessidade de ampliar leitos
São Paulo – Em debate realizado na manhã desta quarta-feira (22), especialistas criticaram hospitais privados e planos de saúde que têm ministrado o chamdo “kit covid” para tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. A receita inclui medicamentos como cloroquina (e seu composto, a hidroxicloroquina), ivermectina e azitromicina, e tem sido aplicada em casos suspeitos ou confirmados de covid-19. Sem eficácia comprovada, os remédios podem causar efeitos colaterais graves aos pacientes.
O debate sobre a eficácia do coquetel de medicamentos foi realizado pela Ciência USP. Frederico Fernandes, doutor em pneumologia e médico assistente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explicou que a criação sobre o “kit covid” é mais político do que técnico.
O especialista é defensor da autonomia dos profissionais da saúde, mas explica que as entidades médicas precisam apresentar aos seus integrantes notas técnicas sobre a não eficácia daqueles medicamentos contra a covid-19.
“A Associação Médica Brasileira soltou um comunicado absolutamente político acusando os médicos de ‘torcerem pelo vírus’. Eles disseram defender a autonomia do médico, mas não é verdade. Quando estou informado sobre risco-benefício e sei que o risco é maior, o que eu faço é imprudência. Então, erro médico não é autonomia”, afirmou
Na última segunda-feira (20), a AMB defendeu, por meio de uma nota oficial, a autonomia do médico em relação à prescrição da hidroxicloroquina como forma de combate à covid-19. A associação ainda pediu o fim do que chamou de “politização sobre o medicamento”, que não tem eficácia comprovada para o combate do novo coronavírus.
Danos aos pacientes
Frederico explica que o kit é composto por medicamentos indicados para outras doenças, o que significa que pode não ser seguro para o tratamento da covid-19. Ele relata diversos casos de pacientes com quadros graves de arritmia cardíaca após tomarem a hidroxicloroquina.
“O paciente com covid mais idoso pode ter problema cardiovascular e, com uma infecção viral aguda, tudo isso pode levar à arritmia. A gente desconhece a segurança no contexto da covid. Esses kits têm estimulado também o uso precoce de corticoides, o que pode levar à replicação viral”, afirmou.
Izabella Pena, pesquisadora no Whitehead Institute, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, criticou especialmente a presença da ivermectina no “kit covid”. Segundo ela, o uso do medicamento é baseado num estudo australiano que não passou do teste pré-clínico.
“É uma evidencia in vitro, ou seja, fora dos seres vivos. Além disso, foi feita com uma dosagem impossível de circular no sangue do ser humano. Já tem estudos mostrando efeitos colaterais dessa dosagem da ivermectina, como a morte de células. A cloroquina tem mais de 200 testes e a maioria são fúteis, com ensaios científicos sem controles e inúteis. Portanto, você vê vários compostos sendo testados com baixa capacidade de funcionar”, aponta.
Negacionismo?
O kit tem sido distribuído por diversos hospitais privados e planos de saúde do país. No começo de julho, a Prevent Senior, por exemplo, enviou aos pacientes com suspeita de coronavírus um “kit covid” com hidroxicloroquina e azitromicina, mesmo sem que o paciente tivesse testado positivo para a infecção.
O pneumologista do Hospital das Clínicas acrescentou que houve casos de pessoas que, apesar de terem tomado os remédios do “kit”, tiveram o quadro de covid-19 agravado. Alguns faleceram. A única medida com percentual de eficácia aceitável, segundo ele, é o acesso à unidade de terapia intensiva (UTI) feita de forma adequada.
“Quando insistimos no isolamento e máscara, é para evitar o excesso de casos e superlotar a UTI, que é o único recurso que salva vidas. Há o uso político desse kit para (o governo) não (investir em) ampliar o número de leitos ou desvalorizar o distanciamento social. Apontar para uma cura fácil tem o objetivo de intervir menos politicamente, o que vai levar mais pessoas à morte”, afirmou Frederico.
Já Luis Claudio Correia, diretor do Centro de Medicina Baseada em Evidências da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana), afirmou que a prescrição desses medicamentos sem eficácia comprovada é apenas um reflexo da sociedade.
“A decisão baseada em crença faz parte da sociedade. O pensamento baseado no ceticismo, que é um pilar da ciência, não é habitual. Não vai existir medicina baseada em evidência enquanto não houver a sociedade baseada nisso”, disse.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, saudou a declaração da ASEAN de que as disputas no mar do Sul da China devem ser resolvidas conforme o direito internacional.
Em 26 de junho, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) emitiu uma declaração conjunta no final de sua 36ª cúpula, realizada em formato de teleconferência.
A ASEAN, composta pela Birmânia, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã, reafirmou a necessidade de manter e promover a paz, a segurança, a estabilidade e a liberdade de navegação marítima e aérea no mar do Sul da China.
Os signatários apelaram ainda para a resolução das disputas de acordo com o direito internacional.
Mike Pompeo saudou em um tweet a declaração da ASEAN.
The United States welcomes ASEAN Leaders’ insistence that South China Sea disputes be resolved in line with international law, including UNCLOS. China cannot be allowed to treat the SCS as its maritime empire. We will have more to say on this topic soon. https://twitter.com/ASEAN2020VN/status/1276504327385780229 …
Os Estados Unidos saúdam a insistência dos líderes da ASEAN em que as disputas do mar do Sul da China sejam resolvidas de acordo com o direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Não se pode permitir que a China trate o mar do Sul da China como seu império marítimo. Teremos mais a dizer sobre este tópico em breve
Há décadas que a China vem disputando diversas ilhas neste mar com vários países vizinhos. Estes, entre os quais a Indonésia, Filipinas e Brunei, também não abdicam de suas pretensões territoriais na região.
Na plataforma continental destas ilhas, particularmente em Xisha (Ilhas Paracel), Nansha (Ilhas Spratly) e Huangyan (Recife de Scarborough) foram descobertas reservas significativas de hidrocarbonetos.
Vale recordar que a tensão na região tem crescido nos últimos tempos, desde que navios da Marinha dos EUA começaram a navegar na zona, o que a China considerou como violação do direito internacional e ameaça à sua soberania e segurança.
Washington tem repetidamente declarado que os Estados Unidos navegarão em todos os lugares autorizados pelo direito marítimo internacional.