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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Descobrem na Suécia petróglifos únicos de 3.000 anos que retratam barcos (FOTO)

 


Apesar de serem encontrados em uma região isolada, os petróglifos retratam cerca de 60 embarcações, o que é um indicador de época histórica.

Aparentemente, os entalhes faziam parte do litoral da Idade do Bronze, sendo os barcos o principal meio de transporte devido à ausência de estradas.
Cerca de 100 petróglifos foram descobertos no sul de Enkoping, no condado de Uppsala, ao norte de Estocolmo.

Apesar de esta área ser classificada como uma das que tem o maior número de petróglifos na Suécia, as pinturas rupestres são incomumente numerosas e profundas e contêm, entre outras coisas, cerca de 60 barcos, o que parece um pouco incomum para uma vila isolada.

Ao todo, há cerca de 100 pinturas esculpidas em uma colina ao sul da cidade de Enkoping, fazendo com que seja o maior achado em cerca de um século.
Os entalhos têm cerca de 3.000 anos e foram esculpidos em uma época em que o mar chegava até lá, explicando o grande número de embarcações entalhadas na superfície da rocha.
Antes de serem descobertos pelo arqueólogo e "caçador de petróglifos" Sven Gunnar Brostrom, da Universidade de Umea, os artefatos estavam escondidos sob uma camada de terra e pedra.
"Encontrar petróglifos como estes é algo com que você sonha", disse o arqueólogo à mídia sueca. De acordo com Brostrom, esta área estava localizada na costa durante a Idade do Bronze. Uma vez que não havia estradas pavimentadas naquela época, barcos e canoas eram o principal meio de transporte.
Misteriosos símbolos pictos descobertos na Escócia - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2022
Ciência e sociedade
Inscrições feitas em 'alfabeto medieval' são descobertas em uma pedra na Escócia (FOTOS)
Os petróglifos serão documentados e possivelmente encobertos em prol da conservação, segundo o arqueólogo Jonas Svensson Hennius, do conselho do condado de Uppsala.

sábado, 5 de novembro de 2022

Tesouro viking de 1.000 anos é descoberto na Suécia (FOTOS)


 

Uma equipe de arqueólogos descobriu um tesouro de prata viking de aproximadamente mil anos, segundo o Museu Nacional de História.


O sítio, onde a escavação foi realizada, na comunidade de Taby, há quilômetros da periferia de Estocolmo, acredita-se que era habitado entre os séculos V e XI.
Pingente de moeda de 1.000 anos encontrado na Suécia - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2022
Pingente de moeda de 1.000 anos encontrado na Suécia
Na região, os pesquisadores encontraram o tesouro em uma bolsa de linho depositada em um vaso de cerâmica que estava escondido debaixo de um prédio de madeira construído entre os anos 800 e 1050.
Dentro da bolsa foram encontrados 46 objetos, incluindo oito colares de alta qualidade, dois braceletes, um anel, duas pérolas e 12 pingentes de moedas.
Tesouro viking de 1.000 anos encontrado na Suécia - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2022
Tesouro viking de 1.000 anos encontrado na Suécia
Parte das moedas encontradas eram da Inglaterra, Boêmia e Baviera, além de cinco de origem árabe.
Além destes objetos, foram encontrados flechas, pedras para moagem e diversos amuletos.
De acordo com a instituição, a hipótese é de que os itens foram escondidos em tempos difíceis e tumultuosos para evitar que fossem roubados.


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segunda-feira, 16 de maio de 2022

EUA dizem estar prontos para fornecer assistência militar à Finlândia e Suécia contra Rússia

 


Os EUA estão preparados para fornecer assistência militar à Finlândia e Suécia, caso seja necessário, já que ambos os países pretendem aderir à OTAN.

A Finlândia e a Suécia anunciaram formalmente sua intenção de aderir à aliança, em uma ação contra a Rússia.
Por sua vez, Moscou, que considera a expansão da OTAN uma ameaça direta à sua segurança, afirmou que tomará medidas adequadas em resposta a estes países.
Em entrevista à BBC, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, afirmou que as advertências russas são "muito preocupantes" e, usando os mesmos argumentos que na Ucrânia, garantiu que o país não poupará esforços para fornecer armas para que estes países combatam a Rússia.
Nooshi Dadgostar (à direita), líder do Partido de Esquerda da Suécia, fala diante do parlamento sueco durante votação, em 7 de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 16.05.2022
Panorama internacional
Entrada da Suécia na OTAN aumentará tensões de forma 'perigosa', diz líder oposicionista sueca
Além disso, ao ser questionado sobre um possível envio de tropas para estes países, o porta-voz norte-americano evitou especulações e deixou a questão em aberto, mas voltou a ressaltar que Washington fornecerá a assistência militar necessária.

"Se no período de candidatura [destes países] e adesão à OTAN eles precisarem de algumas capacidades ou assistência adicionais [...] nós forneceremos esta assistência adicional caso seja necessário", afirmou.

Em resposta às ações dos EUA e OTAN, Viktor Bondarev, presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, alertou que Moscou deve fortalecer sua presença militar na fronteira com a Finlândia, caso o país nórdico receba armas da OTAN.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Doutores na Suécia criam petição para parar imunização com vacina da Pfizer após relato de fraude

 


Pesquisadores na Suécia mostraram preocupação com um artigo de fraude durante estudo da vacina anti-COVID-19 da Pfizer, e citaram dados de efeitos colaterais da vacinação no país.

Um grupo de 16 doutores e pesquisadores da Suécia assinou uma petição exigindo o fim da vacinação contra a COVID-19 no país com os imunizantes da farmacêutica Pfizer.

Na terça-feira (2) a revista British Medical Journal (BMJ) publicou um artigo, revelando que um subempreiteiro da Pfizer pode ter realizado pesquisa fraudulenta em larga escala durante o estudo vital da fase III da vacina no outono de 2020.

Brook Jackson, denunciante e diretor regional da organização de pesquisa Ventavia Research Group no Texas EUA, que trabalhou com os estudos de vacina da Pfizer, sugeriu que a empresa falsificou dados, testou o produto em pacientes duplo-cegos, contratou vacinadores mal treinados, e demorou a reagir aos efeitos colaterais na fase III de testes da vacina.

Os funcionários que realizaram o controle de qualidade teriam estado sobrecarregados pela quantidade de problemas descoberta. O artigo da BMJ concluiu que o estudo criou questões sobre a integridade dos dados e a supervisão regulamentar.

Avião com remessa de doses da vacina da Pfizer contra o coronavírus chegam ao aeroporto Viracopos, em Campinas (SP)
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI
Avião com remessa de doses da vacina da Pfizer contra o coronavírus chegam ao aeroporto Viracopos, em Campinas (SP)

Os cientistas que assinaram a petição sueca consideraram os relatos "extremamente sérios".

"Isso mina a confiança na Pfizer, que é responsável por testar a vacina, e pela segurança da vacina atualmente usada por suecos, incluindo centenas de milhares de crianças", comentam, exortando ao fim da vacinação até for realizado um cálculo de riscos e benefícios para todas as idades.

Os 16 pesquisadores sugeriram que o escopo dos efeitos secundários é "gigantesco", referindo 83.744 tais casos apenas nos dez primeiros meses da vacinação na Suécia, um número mais de dez vezes maior que o dos efeitos secundários de todas as drogas e vacinas tipicamente relatado em cada um dos anos anteriores, para um total de 25.000 medicamentos.

"A forte suspeita de que partes do ensaio clínico da vacina da Pfizer não foram realizadas de uma maneira cientificamente aceitável, a razão pela qual o estudo não pode ser considerado de confiança, junto com a grande quantidade de suspeitas reações adversas relatadas após vacinação, incluindo muitas de natureza séria, nos torna, doutores, pesquisadores e imunologista, profundamente preocupados, especialmente pelas crianças que estão sob risco extremamente baixo de doença séria da COVID-19, mas que estão sob risco de efeitos colaterais sérios."


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Apontada como modelo por Bolsonaro, Suécia suspendeu uso da cloroquina

Lobista da cloroquina, Bolsonaro vende a droga até em live


O índice de mortos pelo total de habitantes na Suécia é quase sete vezes maior que o do Brasil. O país registra, no total, 29.207 casos confirmados e 3.646 óbitos.

Mesmo assim, Bolsonaro cita o país como “exemplo” por não ter adotado medidas duras de isolamento social. “Se depender de mim, quase nada teria sido fechado, a exemplo da Suécia”, afirmou o presidente em coletiva de imprensa nesta quinta (14).

Em abril, hospitais da Suécia também interromperam o uso da cloroquina em pacientes infectados com o coronavírus, após serem relatados graves efeitos colaterais.

“Tomamos a decisão de interromper o uso da cloriquina diante de uma série de casos suspeitos de efeitos colaterais severos, sobre os quais tivemos notícia tanto aqui na Suécia como através de colegas de hospitais em outros países”, declarou à RFI o médico sueco Magnus Gisslén, chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Sahlgrenska, o maior da Suécia.


Bolsonaro não acerta uma. Faz propaganda da cloroquina, mas o país apontado por ele como exemplo a ser seguido suspendeu o uso do medicamento há um mês.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Efeitos colaterais levam hospitais da Suécia a interromper uso da cloroquina

HOSPITAL SAHLGRENSKA, NA SUÉCIA - FOTO: DIVULGAÇÃO/SAHLGRENSKA.SE

“Decidimos interromper o uso da cloroquina diante de uma série de casos suspeitos de efeitos colaterais severos”, disse o professor Gisslén


Defendida pelos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro como uma possível cura para o covid-19, a cloroquina – ou sua variante, a hidroxicloroquina – é indicada para o tratamento da malária, mas tem sido testada em pacientes com coronavírus embora sem comprovação científica da eficácia do medicamento nesses casos.

“Recomendações médicas devem ser feitas por especialistas, e não por políticos”, disse à RFI o médico sueco Magnus Gisslén, professor da Universidade de Gotemburgo e chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Sahlgrenska, o maior hospital da Suécia e um dos maiores da Europa.

Todos os hospitais da região de Västra Götaland – incluindo a cidade de Gotemburgo, a segunda maior do país – pararam de administrar a cloroquina em pacientes de Covid-19. Diversos hospitais da capital sueca – entre eles o Södersjukhuset, um dos maiores de Estocolmo – também já anunciaram a suspensão do medicamento.

“Tomamos a decisão de interromper o uso da cloroquina diante de uma série de casos suspeitos de efeitos colaterais severos, sobre os quais tivemos notícia tanto aqui na Suécia como através de colegas de hospitais em outros países”, destacou o professor Magnus Gisslén.

O especialista ressalta que um dos principais efeitos colaterais possíveis da cloroquina é o risco de arritmias e paradas cardíacas, especialmente se administrada em altas doses. Doses excessivas podem ser letais.

“No início da crise do coronavírus, começamos a administrar a cloroquina em pacientes de Covid-19, o que já vinha sendo feito em países como China, Itália e França. Mas diante de suspeitas de que o remédio pode ter efeitos colaterais mais graves do que pensávamos, optamos por não arriscar vidas. Não se pode descartar que o medicamento possa inclusive piorar o quadro clínico do paciente”, observa o médico sueco.

Ele reforça a preocupação de que ainda não há evidências por trás da esperança de que a cloroquina possa ser eficaz no tratamento da Covid-19. “Vamos portanto aguardar até que se possa ter provas mais robustas em torno do uso da cloroquina”, diz Magnus Gisslén.

O jornal sueco Expressen citou o caso de um paciente de coronavírus que teve sua visão afetada após ser tratado com cloroquina no hospital Södersjukhuset, na capital sueca. Segundo o jornal, o hospital prescreveu duas doses diárias de cloroquina para o sueco Carl Sydenhag, de 40 anos, dois dias depois de ele ter sido diagnosticado com o covid-19 no dia 23 de março.

Em seguida, Sydenhag sentiu fortes dores de cabeça e cãibras, e teve sua visão periférica reduzida. Hoje livre dos sintomas do covid-19, Sydenhag diz que se sente muito melhor, embora a visão ainda esteja pior do que o normal.

Defesa da cloroquina
No Brasil, o uso da cloroquina é uma das principais divergências entre o presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem pedido cautela no uso da cloroquina.

Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional na noite de quarta-feira 8, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento do covid-19.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também se tornou nas últimas semanas um grande defensor da cloroquina no tratamento de infectados pelo coronavírus, mesmo sem estudos conclusivos sobre a eficácia.

De acordo com o jornal New York Times, a posição de Trump pode ser também motivada por interesses pessoais: o presidente americano figura entre os acionistas da Sanofi, indústria farmacêutica que detém a patente da droga.

Ainda segundo a reportagem, um dos principais acionistas da empresa é Ken Fisher, que está entre os maiores doares de campanha para o Partido Republicano de Donald Trump. 

Uso de anestésicos para animais
Nesta sexta-feira, a escassez de medicamentos em consequência da pandemia do coronavírus também levou a Suécia a autorizar o uso de anestésicos utilizados em animais para tratar pacientes internados em unidades de terapia intensiva no país. A mesma medida foi anunciada há poucos dias pelas autoridades da França.

Também comercializado em versão para a medicina veterinária, o Propofol – conhecido pela marca comercial Diprivan – é um agente anestético usado com frequência na sedação de pacientes entubados e ligados a aparelhos em UTIs.

Segundo as autoridades de saúde, o medicamento prescrito para uso veterinário tem a mesma substância ativa e o mesmo efeito do remédio fabricado para humanos.

“Vivemos uma situação extrema, com a explosão de demanda mundial por anestéticos. Devemos portanto tomar medidas extraordinárias que podem ser necessárias”, disse à televisão pública sueca SVT a diretora da Agência de Produtos Médicos da Suécia (Läkemedelsverket), Maja Marklund.

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