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sábado, 3 de fevereiro de 2024

Telescópio James Webb descobre buraco negro mais antigo e distante já identificado (FOTO)

 


Graças ao Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) uma equipe de astrônomos descobriu o buraco negro mais distante e mais antigo alguma vez observado, enquanto ele devora sua galáxia hospedeira.

O buraco negro em causa, que é visto tal como era apenas 400 milhões de anos após o Big Bang, poderia ajudar a explicar como os buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente, escreve Space.com.
A descoberta pode ser um grande avanço na compreensão de como os buracos negros supermassivos alcançaram massas equivalentes a milhões ou bilhões de vezes a do Sol na época dos primórdios do Universo.
O buraco negro se encontra na antiga galáxia GN-z11, que está a 13,4 bilhões de anos-luz de distância e, portanto, é visto como era apenas 400 milhões de anos após o Big Bang. O buraco negro em si é cerca de seis milhões de vezes mais massivo que o Sol e parece estar se alimentando de matéria de sua galáxia circundante cinco vezes mais rapidamente do que o limite sugerido pelas teorias atuais.
Uma equipe de astrônomos liderada pelo Instituto Kavli de Cosmologia e Departamento de Física da Universidade de Cambridge usou o telescópio Webb para detectar o buraco negro mais antigo até agora, datado de apenas 430 milhões de anos após o Big Bang. Este buraco negro faminto está "comendo" sua galáxia hospedeira até a morte.
Roberto Maiolino do Departamento de Física da Universidade de Cambridge, líder da equipe de pesquisa, descreveu a descoberta como "um avanço gigante" para a ciência dos buracos negros.

"É muito precoce no Universo ver um buraco negro tão grande, então temos que analisar outras maneiras de como eles pudessem ter se formado", disse ele em comunicado. "As primeiras galáxias eram extremamente ricas em gás, por isso teriam sido como um bufete para os buracos negros", acrescentou Maiolino.

O tamanho dos primeiros buracos negros supermassivos que se formaram quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos é um problema para as teorias de formação, porque para atingir uma massa de milhões ou bilhões de vezes a do Sol deve levar bilhões de anos de alimentação constante.

sábado, 18 de novembro de 2023

Buraco negro mais antigo é descoberto a 13 bilhões de anos-luz de distância da Terra (FOTO)

 


Uma equipe de astrônomos descobriu o buraco negro mais distante já avistado com ajuda de raios X.

O buraco negro está em fase inicial de crescimento, contudo já é considerado massivo, com uma massa estimada entre dez e 100 milhões de sóis.
O corpo celeste foi descoberto em sua galáxia hospedeira, UHZ1, a 13,2 bilhões de anos-luz da Terra, e foi formado aproximadamente 470 milhões de anos após o Big Bang.
A galáxia em questão está na mesma direção do aglomerado de galáxias Abell 2744, que serviu como lente gravitacional para observação.
O novo objeto é importante para auxiliar os pesquisadores a compreender como os buracos negros supermassivos podem atingir massas colossais pouco tempo após o Big Bang.
Uma das hipóteses é que tenham se formado a partir do colapso de estrelas mortas e crescido até se tornarem supermassivos, ou já terem surgido diretamente do colapso de nuvens gigantes de gás e poeira.
A descoberta também é a evidência mais forte de um buraco negro formado a partir de uma nuvem de poeira e gás.


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Antigo lago 'favorável à vida' de 1,3 bilhão de anos é encontrado em Marte (FOTO)

A região de Marte chamada Ladon Valles pode ter sido habitável repetidamente ao longo da história do planeta


Conforme comunicado da instituição não governamental Planetary Society, esta conclusão é baseada na descoberta de sedimentos argilosos feita pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter.

"Usando imagens orbitais, identificamos sedimentos argilosos dentro do norte de Ladon Valles, no sul desta região planetária e nas terras altas do sudoeste que há ao seu redor", afirmou a cientista Catherine Weitz.

De acordo com a equipe liderada por Weitz, as argilas são formadas e permanecem estáveis em condições de pH neutro, onde a água persiste a longo prazo, minimizando a evaporação para formar outros minerais como sulfatos, o que sugere que o local tenha abrigado um lago.
Os sedimentos coloridos em camadas de tons claros mostram mergulhos do leito relativamente baixos e contêm argilas ao longo de 200 quilômetros de distância - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2022
Os sedimentos coloridos em camadas de tons claros mostram mergulhos do leito relativamente baixos e contêm argilas ao longo de 200 quilômetros de distância
Além disso, a especialista afirma que os sedimentos mostram que a região esteve coberta de água há aproximadamente 1,3 bilhão de anos.

"Os sedimentos coloridos em camadas de tons claros mostram mergulhos do leito relativamente baixos e contêm argilas ao longo de 200 quilômetros de distância", explicou.

Desta forma, a descoberta é uma evidência de que provavelmente houve um lago dentro de Ladon Valles e ao norte do local, que poderia abrigar vida no Planeta Vermelho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Arqueólogos descobrem antigo amuleto hebraico que guardava objeto 'misterioso' (FOTO)

 


O artefato foi encontrado no que restou das escavações no sítio arqueológico do monte Ebal, na Cisjordânia, na região de Samaria.

De acordo com reportagem do The Jerusalem Post, os arqueólogos identificaram no amuleto uma marca semelhante a uma flor de lótus e uma letra do alfabeto hebraico inscrita do lado de fora. Os especialistas ainda estão trabalhando para descobrir a origem do artefato.
Um antigo amuleto hebraico foi encontrado em meio a restos de escavação no sítio arqueológico do monte Ebal em Samaria, onde se encontra o altar bíblico de Josué.

O amuleto estava nos restos das escavações lideradas pelo arqueólogo Adam Zertal, ex-diretor e professor do Departamento de Arqueologia da Universidade de Haifa, em Israel. O ex-diretor, que morreu em 2015, foi o responsável por encontrar o Altar de Josué, no monte Ebal.
O arqueólogo Zvi Koenigsberg trabalhou com Zertal entre os anos de 1982 e 1988, justamente no sítio arqueológico onde estava o amuleto recém-descoberto.

"Após a escavação, nós deixamos muitas pilhas de terra que cavamos. E como esses montes podem conter achados valiosos, um grupo de amigos do professor Zertal os enviou para um local seguro onde pudessem ser avaliados. Depois de muitos anos, foram desenvolvidas maneiras apropriadas de analisar essa terra", explicou Koenigsberg.

Zvi Koenigsberg explicou ao The Jerusalem Post que, por ser pequeno e delicado, o amuleto foi analisado em um sofisticado laboratório em Praga, na República Tcheca, onde foi possível identificar que "havia algo dentro". Os especialistas usaram câmeras especiais para recriar o artefato no computador em 3D e entender que no passado o amuleto foi usado para guardar algum artefato misterioso.

domingo, 3 de outubro de 2021

Descobrem na Áustria impressionante cálice de ouro de 3.000 anos do antigo culto do Sol (FOTOS)

 


Durante escavação em um assentamento pré-histórico na cidade austríaca de Ebreichsdorf, uma equipe internacional de arqueólogos desenterrou um tesouro demais de 3.000 anos de idade.

Entre os vários artefatos descobertos, o mais valioso encontrado foi uma taça de ouro que provavelmente foi usada em rituais do antigo culto do Sol.

De acordo com o portal Nauka w Polsce, a descoberta foi feita por arqueólogos da Áustria e Polônia a cerca de 30 km ao sul de Viena durante trabalhos que estão em curso desde setembro de 2019.

Este recente achado foi reconhecido como uma das mais importantes descobertas arqueológicas na Áustria nas últimas décadas. Arqueólogos desenterraram centenas de diferentes objetos de bronze que tinham um significado sagrado.

"Esta é uma descoberta única", disse Michal Sip, arqueólogo polonês responsável pelas escavações.

O referido cálice de mais 3.000 anos de idade foi achado perto de uma parede de uma das casas deste assentamento pré-histórico. Os ornamentos do objeto indicam que ele foi feito por seguidores do culto do Sol, que era bastante difundido em tempos antigos.

​Descoberta extraordinária em Ebreichsdorf na Áustria: um tesouro de ouro do final da Idade do Bronze, que data de cerca de 1.000 a.C., incluindo um cálice raso do tipo conhecido do norte da Alemanha e sul da Escandinávia.

O artista pré-histórico elaborou este objeto com muito cuidado e empenho, talhando mesmo raios solares espalhando-se em várias direções. O cálice tem apenas cinco centímetros de altura e 20 centímetros de diâmetro e foi feito a partir de uma folha muito fina de liga metálica.

Análise química revelou que a liga é composta por cerca de 90% de ouro e os restantes 10% são proporções iguais de prata e de cobre.

Além deste cálice ímpar, os pesquisadores desenterraram duas pulseiras de ouro feitas de fio torcido e dois objetos não identificados que se assemelham a pedaços de terra embrulhados em fio dourado.

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