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sábado, 23 de abril de 2022

Com título de cidadão baiano, Eduardo Bolsonaro critica artistas da Bahia

 


Dias após ganhar a concessão do título de Cidadão de Salvador (lembre aqui), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), gravou um vídeo criticando artistas baianos durante sua passagem por Porto Seguro, nesta sexta-feira (22), em comemoração ao aniversário do Brasil. 

No vídeo, Eduardo aparece ao lado do ex-secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula, comentando sobre a Lei Rouanet e citando artistas como Lázaro Ramos e Maria Bethânia.

 

“Já estamos aqui na Bahia. Terra de Lázaro Ramos e Taís (Araújo)”, inicia Eduardo. “Que passa a maior dificuldade naquele iate…”, completa André. 

 

“Pelo visto o pessoal aqui não está nesse inferno todo, mas está com Bolsonaro, porque tem moto pra tudo quanto é lado. E vem mais quatro anos de vida difícil?”, pergunta Eduardo ao ex-secretário. “Mais quatro anos de miséria, de mamata secada, de torneira apertada. Vocês vão ter que trabalhar”, responde Porciúncula.

 

André ainda diz que os artistas “esquerdistas” vão precisar escolher entre votar nele para deputado federal ou deixá-lo à frente da pasta responsável pela Lei Rouanet. 


“Ou eles votam em mim ou eu volto lá pra Rouanet. Vai ter esquerdista votando”, ri. “Olha, acabamos de ganhar o voto de Lázaro Ramos, Taís , Caetano, Maria Bethânia, Daniela Mercury”, completa Eduardo e André.

 

A cantora Maria Bethânia também é citada pelo filho do presidente. 

 

“Maria Bethânia, fala pra gente como é que faz pra ganhar R$1 milhão pra recitar poesia num blog. Ensina pra gente essa técnica”, diz Eduardo.

 

Assista o vídeo:

 




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Presidente da Fiesp diz que Lula 'acertou mais do que errou' e critica Bolsonaro

 



O novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, afirmou que o Brasil não deve ter medo das eleições e que as urnas eletrônicas são confiáveis. “Qualquer temor deveria deixar de existir. Não existem riscos para o país. O país não vai acabar nem retroceder (independentemente de quem ganhe). O Brasil não precisa temer quem quer que ganhe a eleição”, afirmou ao jornal O Globo.

O comentário vem ocorre um dia após as falas de Jair Bolsonaro (PL), que, em entrevista à Jovem Pan, voltou a duvidar do processo eleitoral e do sistema de urnas eletrônicas.

“O país pode continuar de maneira mais rápida e mais célere, dando dignidade a seu povo, ou não, mas não vai acabar. As instituições no Brasil são fortes. Estão sob ataque constantemente, mas são fortes”, afirmou.

'Lula acertou mais do que errou'

Josué é filho de José Alencar, que foi vice do ex-presidente Lula (PT) em seus dois mandatos, mas afirmou que sua gestão na entidade será apartidária. “Não tenho partido político e nem posição política. Minha posição política é a indústria”, ressaltou.

“O governo (Lula) deve ter acertado mais do que errado, dada a aprovação que teve. Minha proximidade do governo (à época) existiu, mas era distante, nos 12 anos em que meu pai passou em Brasília (como senador e vice-presidente), fui dez vezes para lá, mas como dirigente classista”, afirmou.

O presidente da Fiesp ainda comentou sobre as recentes declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que, em entrevista a Miriam Leitão, destacou que o “mercado” não teme uma mudança de governo, sinalizando que o ex-presidente Lula (PT) não está mal visto pelos fortes grupos econômicos. “Está dizendo o óbvio”, disse Josué.

Economia e críticas a Bolsonaro

Ao Globo, Gomes ainda falou sobre o projeto econômico das elites financeiras. Ele disse que não existe consenso no setor privado sobre que projeto de reforma tributária deve ser aprovado no Congresso; que é contra concessões de subsídios verticais a setores da economia, salvo em situações de segmentos industriais inovadores e por um período de tempo definido; entre outros pontos.

A Fiesp recentemente contratou a consultora Vanessa Rahal para formar um consenso no setor privado em torno de um único projeto de reforma tributária. Gomes disse que não vê conflitos de interesse com o fato dela compor a equipe econômica do pré-candidato à Presidência João Doria (PSDB), atual governador de São Paulo.

Ele também criticou Bolsonaro por uma falta de empenho para a aprovação de uma reforma administrativa, que ataca os direitos dos servidores públicos brasileiros e pode gerar uma onda de demissões em massa das categorias. Segundo ele, o projeto encaminhado pelo Ministério da Economia “não está caminhando porque o governo não quer”.

E continuou as críticas a Bolsonaro. “Provavelmente a nota histórica (sobre o governo) vai ser de um governo que produziu muitos ataques às instituições, às vacinas, à Anvisa, à urna eletrônica, ao TSE, à imprensa, aos jornalistas. (…) Eu torço para que ele faça diferente se ele se reeleger”, ressaltou.

domingo, 22 de agosto de 2021

Agência dos EUA critica uso de ivermectina contra Covid: 'Você não é cavalo nem vaca'

 


A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, equivalente no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criticou, neste sábado (21), o uso de ivermectina para tratar ou prevenir a Covid-19. 

“Você não é cavalo. Você não é vaca. Sério, pessoal. Parem com isso”, disse a FDA, em uma publicação no Twitter. De acordo com um texto da agência americana publicado em maio, altas doses de ivermectina são indicadas apenas para animais de grandes porte, como cavalos e vacas, podendo ser tóxicas para humanos. Apesar de ser comprovadamente ineficaz contra a Covid-19, a ivermectina tem sido reiteradamente indicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sem qualquer tipo de embasamento científico.






domingo, 4 de abril de 2021

Marco Aurélio critica decisão de Kássio Nunes que libera missas em plena crise de Covid-19

 

Por: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, criticou a decisão do colega Kássio Nunes Marques, de liberar a realização de cultos e missas em igrejas e templos religiosos, em meio a maior crise sanitária da história do Brasil. "Pobre Judiciário", lamentou o ministro, que ainda ironizou ao se referir a Nunes Marques como "novato", já que foi o último a assumir uma cadeira no Supremo, indicado pelo presidente em exercício, Jair Bolsonaro.


"O novato, pelo visto, tem expertise no tema. Pobre Supremo, pobre Judiciário. E atendeu a associação de juristas evangélicos. Parte legítima para a ADPF (tipo de processo que discute cumprimento à Constituição)? Aonde vamos parar? Tempos estranhos!", declarou Mello. Nunes Marques inovou no Plenário ao usar a jurisprudência de um caso nos Estados Unidos, método nada ortodoxo no sistema judicial brasileiro. A decisão do ministro indicado por Bolsonaro contraria o próprio STF, que deu autonomia aos estados e municípios para decidirem sobre as ações locais de isolamento.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

José Genoino critica Jaques Wagner: ele perde a eleição e a culpa é do Lula?

 



José Genoino criticou duramente Jaques Wagner pelos ataques do senador baiano ao ex-presidente Lula em função dos resultados do partido nas eleições municipais: “O Jaques Wagner perde a eleição na Bahia e a culpa é do Lula e do PT? O PT não pode entrar na lógica da conciliação com as elites”

O ex-deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino questionou duramente a crítica do senador Jaques Wagner (PT-BA) ao ex-presidente Lula pelos resultados do PT nas eleições municipais. Foi numa entrevista aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva: “Esses que querem cancelar o Lula são justamente os que querem fazer pactos. O Jaques Wagner perde a eleição na Bahia e a culpa é do Lula e do PT? O PT não pode entrar na lógica da conciliação com as elites. Porque as elites não querem pactuar com o PT. O partido precisa voltar a ser o grande rebelde da política brasileira. E o Lula tem que ser o líder desse processo. Caso contrário, morreremos”.

Genoino é ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, ex-deputado federal pelo PT São Paulo. Foi militante do movimento estudantil na virada dos anos 1960-70 e participou da guerrilha do Araguaia, sendo preso e barbaremene torturado pelo Exército. Foi perseguido durante a campanha que ficou conhecida como “mensalão” em 2005, condenado e preso injustamente. Teve sua pena extinta pelo STF em 2014.


Assista à entrevista de José Genoino ao final.

Leia as opiniões de Jaques Vagner sobre o PT e Lula, publicadas na última terça pelo 247:
247 - O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou ontem em uma entrevista concedida à rádio Metrópole, da Bahia, que o Partido dos Trabalhadores deve passar por uma série de reformas internas após resultados em grande parte decepcionantes nas eleições municipais.

Wagner defendeu uma “mudança geracional” no partido, o que acrescentaria um novo ímpeto e aumentaria o apelo do partido em tempos onde a renovação é uma demanda grande da esquerda brasileira. 

“Na minha opinião, o que o PT deve fazer é isso: uma mudança de conteúdo, quer dizer, para atualizar seu conteúdo, e uma mudança geracional, botando gente mais nova. Nada contra a gente (mais velhos), porque ainda desempenhamos muita coisa boa, mas é preciso trazer a outra geração para ocupar espaço”, disse. 

O senador acrescentou que, apesar de considerar o ex-presidente Lula um “amigo irmão”, o partido deve se tornar mais independente de seu líder. 

“A gente não pode ficar refém. Eu sou amigo irmão do Lula, mas vou ficar refém dele a vida inteira? Não faz sentido. É a minha opinião sincera e parabéns aos jovens que participaram [das eleições municipais] e ganharam”, disse. 

Na entrevista, Wagner também se colocou como um possível nome para 2022, apesar de ter 69 anos: “Para 2022, eu acho que tem que esperar um pouco essa cena ir se arrumando, mas meu nome está colocado”.

O conhecimento liberta. Saiba mais

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domingo, 13 de setembro de 2020

CNBB critica perdão de dívidas de mais de R$ 1 bilhão das igrejas

Dom Valmor de Azevedo, presidente da CNBB (Foto: Divulgação CNBB)

A Igreja Católica reprovou o projeto de perdão das dívidas das igrejas aprovado na última semana pelo Congresso. ACNBB “não participou da elaboração, articulação ou discussão em relação ao PL 1581/2020, conhecido como o ‘projeto que perdoa dívida das igrejas’” -afirmou a direção da entidade dos bispos católicos em nota


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou o projeto de lei aprovado pelo Congresso que perdoa dívidas de igrejas com a Receita Federal. Em um comunicado divulgado neste sábado (leia a íntegra abaixo), a entidade dos bispos católicos afirmou não ter participado da elaboração, articulação ou discussão do projeto e insinuou a existência de "interesses particulares" na defesa do projeto. 
"Um tema tão complexo como o tratamento tributário dado às organizações religiosas não pode ser discutido de modo incidental e praticamente silencioso, sob o risco de surgirem interesses particulares que maculem a própria discussão", diz trecho do comunicado, que é assinado pelo arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB e demais dirigentes da entidade. 
O projeto de lei 1581/2020 aprovado prevê a anulação de dívidas tributárias de instituições religiosas com a Receita que ultrapassariam o valor de R$ 1 bilhão. A emenda foi proposta pelo deputado David Soares (DEM-SP), filho do missionário R. R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. 
Leia a íntegra da nota da Conferência dos bispos:
Nota da CNBB sobre o PL 1581/2020
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB não participou da elaboração, articulação ou discussão em relação ao PL 1581/2020, conhecido como o “projeto que perdoa dívida das igrejas”.
Um tema tão complexo como o tratamento tributário dado às organizações religiosas não pode ser discutido de modo incidental e praticamente silencioso, sob o risco de surgirem interesses particulares que maculem a própria discussão.
É preciso compreender o alcance das características tributárias dos entes religiosos e o Estado deve, definitivamente, abraçar os direitos, sem abandonar o seu dever de combater os eventuais abusos de toda e qualquer organização.
A CNBB coloca-se ao dispor para, de maneira franca, transparente e ética, enfrentar essa temática, evidenciando as lacunas e até mesmo injustiças e equívocos que a legislação apresente.
A CNBB desde muito reclama tratamento adequado por parte do governo em relação a demandas históricas e até hoje não atendidas.
Que isso se faça, portanto, separando os casos condenáveis daqueles que reúnem clamores legítimos e justos respeitando a verdade, a justiça e o bem social.
Brasília, 12 de setembro de 2020
Walmor Oliveira de Azevedo,  arcebispo de Belo Horizonte, MG, Presidente
Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, RS, 1º Vice-Presidente
Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, RR,  2º Vice-Presidente
Joel Portella Amado, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ, Secretário-Geral

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Gilmar Mendes critica Bolsonaro por atrasar dados da Covid-19 para não sair no JN



"Dados do @minsaude são fundamentais às respostas à #COVID19 e devem estar abertos ao público, aos gestores e, portanto, à imprensa de forma consistente e ordenada”, escreveu o ministro do STF Gilmar Mendes nas redes sociais


Plínio Teodoro, Revista Fórum - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi às redes nesta sexta-feira (5) criticar a estratégia do Ministério da Saúde de atrasar a divulgação de dados sobre o coronavírus para que não sejam reportados nos telejornais noturnos, como o Jornal Nacional.
“Na pandemia, a divulgação de dados oficiais envolve, além do dever de prestar contas, uma questão de saúde pública. Dados do @minsaude são fundamentais às respostas à #COVID19 e devem estar abertos ao público, aos gestores e, portanto, à imprensa de forma consistente e ordenada”, tuitou Mendes.
Segundo o jornal Correio Braziliense, citando “fonte do alto escalão”, a estratégia de divulgar os dados da pandemia após às 22 horas foi determinada por Jair Bolsonaro.
Leia a íntegra na Fórum. 

domingo, 10 de maio de 2020

Após Felipe Neto, Youtuber de 9 milhões de seguidores critica Bolsonaro


O Youtuber Lucas Rangel disparou: 'Bolsonaro não me representa. Não é meu presidente e nunca será'


O Youtuber Lucas Rangel foi ao Twitter manifestar sua indignação em relação a Jair Bolsonaro. Rangel diz ter sido incentivado pelo vídeo-carta aberta de Felipe Neto divulgado neste sábado no qual cobra um posicionamento político de influenciadores e artistas: "quem se cala perante o fascismo é fascista".

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Lucas Rangel cravou que Bolsonaro não o representa: "eu não falo sobre política por não saber muito, porém isso não me impede de mostrar meu lado nessa história: ele não me representa. Não é meu presidente e nunca será".
"Não dá mais pra ficar calado perante toda essa negligência com a nação", complementou o Youtuber.
Ele ainda recomendou que seus seguidores estudem e se informem. "É assim que um governo sem noção foi instaurado: quando as pessoas não tinham nem ideia do que estava sendo feito e deixaram apenas acontecer".

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