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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

China está aumentando atividade de inteligência na Europa, diz chefe da OTAN

 


A China tem aumentado sua atividade de inteligência e coleta de informações na Europa, declarou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, nesta quarta-feira (8).

Segundo Stoltenberg, "o balão chinês sobre os Estados Unidos confirma um padrão de comportamento chinês".

"Também vimos o aumento das atividades de inteligência chinesa na Europa, novamente, em plataformas diferentes. Eles usam satélites, usam cibernética e, como vimos nos Estados Unidos, também balões", afirmou, durante entrevista coletiva em Washington.


A declaração é dada após o episódio do balão chinês que transitou pelos Estados Unidos na semana passada. Em operação conduzida pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), os EUA derrubaram o dirigível chinês em sua costa leste, após fechar parte do espaço aéreo.
Washington alega que o balão era suspeito de espionagem. Já Pequim informou que o equipamento faz parte de seu aparato para pesquisas climáticas e acabou parando em território norte-americano por forças maiores.
A Casa Branca adiou a viagem que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, faria à China na semana passada, sob a justificativa de que considera o incidente grave para a soberania estadunidense.
O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, faz um discurso na Conferência anual de Sociedade e Defesa em Salen, Suécia, 8 de janeiro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 01.02.2023
Panorama internacional
Stoltenberg diz que China é 'ameaça' à OTAN por avanços militares, como mísseis de longo alcance

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Bolsonaro faz agrado à cúpula das Forças Armadas aumentando salários de oficiais em até R$ 1.600


A partir do próximo mês, militares terão aumento de até R$ 1.600 nos rendimentos, adicionando valores a salários brutos que já são altos. A medida vai favorecer oficiais das Forças Armadas


Em completa contradição com o quadro de dificuldades econômicas do país e de crescimento da pobreza, o governo Bolsonaro vai aumentar os rendimentos de um grupo restrito de oficiais superiores das Forças Armadas. 

Milhões de trabalhadores perdem empregos ou são atingidos por suspensão e corte de salários. A ajuda emergencial não chega a todos os que precisam, mas Bolsonaro vai beneficiar militares com um aumento de até R$ 1.600  em salários que já são muito altos. 
O benefício que será aumentado, chamado de “adicional de habilitação”, criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, é concedido a quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o privilégio para quem fez “curso de altos estudos”, por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva, informa reportagem do Estadão.
Com isso, um general de quatro estrelas, topo hierárquico das três Forças, passará a somar R$ 5.600 por mês ao soldo de R$ 13.400. Até então, o adicional era de cerca de R$ 4.000 mensais. Eles ainda acumulam outros adicionais que elevam o salário para, pelo menos, R$ 29.700 – a remuneração pode subir, a depender da formação, permanência em serviço, atividades e local de trabalho.
Atualmente, recebem o adicional basicamente oficiais e, no caso do Exército, alguns praças. Militares de baixa patente da Aeronáutica e da Marinha também pressionam para receber. Questionado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não informou quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Desde que assumiu, em janeiro de 2019, Bolsonaro já fez outros agrados aos militares. Empregou 2.900 no seu governo e promoveu uma reforma previdenciária mais amena.
Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (ministro-chefe da Secretaria de Governo) e de Bento Albuquerque. Em março, pagamento mais recente publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, contudo, caíram para R$ 24.861,18 e R$ 28.140,46, pela regra do abate-teto. O redutor é aplicado porque servidores não podem acumular vencimentos além de R$ 39,2 mil, valor do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Oficiais das Forças Armadas comandam dez ministérios. Há cerca de 3 mil militares em diferentes postos do governo Bolsonaro.  

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Israel diz que 'não vai parar' de atacar forças do Irã na Síria, aumentando tensões entre os países



Ministro de Defesa de Israel, Naftali Bennett, teria sugerido na terça-feira (28) que Tel Aviv esteve por trás do ataque aéreo contra forças pró-iranianas na Síria no dia anterior, afirmando que os militares estavam focados em expulsar Teerã do país árabe.

Segundo relatos não confirmados da agência de notícias estatal da Síria SANA, os ataques atingiram territórios nas proximidades de Sayyida Zainab, que abrigam a milícia libanesa Hezbollah e a Força Quds iraniana.
"Nós passamos do bloqueio das defesas do Irã na Síria para sua expulsão de lá, e não vamos parar", afirmou ministro israelense em comunicado.
"Não permitiremos que mais ameaças estratégicas aumentem do outro lado das nossas fronteiras sem tomar medidas. Iremos continuar levar a luta para o território do inimigo", acrescentou Bennett.
Ministro da Defesa não confirmou explicitamente o envolvimento de Israel no ataque aéreo, no entanto, seus comentários foram considerados como uma insinuação clara nesse sentido, aponta The Times of Israel.
Responsáveis militares israelenses avisaram que o reconhecimento destes ataques coloca mais pressão sobre o Irã e seus representantes para retaliarem a fim de salvar as aparências.
Israel tem atingido alvos na Síria com frequência, desde o início da guerra civil no país vizinho, justificando os ataques com alegações de que busca atingir grupos apoiados pelo Irã.

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