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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Forças de Defesa de Israel planejam criar 1º pelotão exclusivamente feminino

 


As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão planejando criar um pelotão só de mulheres como parte de uma de suas unidades de combate de ambos os sexos, que servem nas fronteiras do país com a Jordânia e o Egito.

A informação foi revelada pela rede de notícias Kan e confirmada pela Forças de Defesa de Israel.
Até agora, as mulheres só podiam ingressar no Exército israelense na linha de frente em uma das unidades mistas, como parte do alistamento obrigatório, o que acaba afastando recrutas preocupadas em seguir normas religiosas.
A estratégia de criar o pelotão feminino não ocorre por uma "agenda social", mas justamente devido a necessidade de atrair recrutas que estejam dispostas a servir na linha de frente, informou o IDF.

Chefes de seminários religiosos israelenses haviam relatado às Forças de Defesa que muitas de suas alunas estavam dispostas a ingressar no Exército, mas tinham medo de não conseguir cumprir as regras na presença de homens em um unidade de combate.
Soldados das Forças de Defesa de Israel (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2022
Soldados das Forças de Defesa de Israel (foto de arquivo). Foto de arquivo
O IDF já utiliza tanques blindados Merkava IV operados exclusivamente por mulheres.
Ainda não está definida a data do início do recrutamento do novo pelotão. Por enquanto, as mulheres continuam podendo ingressar apenas em pelotões mistos. Os homens sempre tiveram a opção de servir em pelotões mistos ou nos exclusivamente masculinos.

sábado, 27 de novembro de 2021

China posiciona forças navais e aéreas no estreito de Taiwan durante visita americana à ilha

 


O Comando do Teatro Leste do Exército de Libertação Popular da China (ELP) implantou forças navais e aéreas, em estado de prontidão de combate, para patrulhar o estreito de Taiwan.

De acordo com o porta-voz do Comando do Teatro Leste do ELP, coronel Shi Yi, citado pelo jornal Global Times, as ações são uma resposta à situação no estreito. O patrulhamento ocorre em meio à visita de uma delegação do Congresso dos EUA à ilha que, por sinal, é a segunda em um mês.
O ELP enviou à região oito aeronaves, incluindo um avião de alerta e controle aéreo KJ-500, uma aeronave antissubmarino Y-8, um bombardeiro estratégico H-6 e quatro caças J-16.
Submarino Yuan da Marinha Popular de Libertação da China, ancorado na Base Naval de Zhoushan. - Sputnik Brasil, 1920, 26.11.2021
VÍDEO mostra novo submarino da China saindo para o mar para rodada de testes


De acordo com especialistas chineses, o ELP estaria aguardando a chegada do avião dos congressistas norte-americanos, enquanto percorria a zona de identificação de defesa aérea sudoeste de Taiwan.

Os militares chineses permaneceram em alerta máximo e tomaram todas as medidas necessárias para lutar a qualquer momento contra a interferência de forças estrangeiras, afirmou o porta-voz.
Especialistas ainda afirmaram que a ação militar realizada pela China na sexta-feira (26) deixa claro que ela foi um aviso para alguns políticos americanos.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Forças de Defesa de Israel atualizam plano para possível ataque a instalações nucleares do Irã

 


Governo israelense diz que seria "bom" se o mundo impedisse Teerã de obter armas nucleares antes que Israel fosse obrigado a agir, e apresenta planejamento militar para combater o Hezbollah.

Nesta quinta-feira (4), em entrevista para Fox News, o ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, declarou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão continuamente atualizando seus planos para um possível ataque militar a instalações nucleares do Irã.

"Se o mundo o impedir [o Irã] antes, é muito bom. Mas, do contrário, devemos permanecer independentes e nos defendermos sozinhos. Até lá, vamos continuar a construí-los [planos de possível ataque], para melhorá-los ao mais alto nível profissional possível", disse o ministro na entrevista citado pela mídia.

Durante a conversa, Gantz identificou "numerosos alvos" dentro do Irã cuja destruição poderia minar a capacidade de Teerã de desenvolver armas nucleares, segundo a mídia.

O ministro também afirmou que o grupo Hezbollah, apoiado pelo Estado iraniano, possui centenas de milhares de foguetes supostamente colocados ao longo da fronteira com Israel, apresentando um mapa classificado de alvos com a localização dos foguetes.

Exlusivo: O ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, mostra à Fox News um mapa de alvos classificados, revelando mísseis do Hezbollah em meio à infraestrutura civil.

O briefing anual de inteligência da FDI indicou que Israel está se preparando para vários dias de combate com o Hezbollah. Reportagens da imprensa local disseram que três mil alvos libaneses seriam atingidos todos os dias durante o próximo conflito, com o objetivo de matar 300 combatentes do Hezbollah a cada 24 horas, de acordo com a mídia.

"Este é um mapa de alvos. Cada um deles foi verificado legalmente e operacionalmente em termos de inteligência. Estamos prontos para lutar", acrescentou Gantz.

As tensões permanecem altas enquanto os Estados Unidos e o Irã continuam em um impasse para chegarem a um consenso sobre o acordo nuclear e pela explosão do navio israelense na quinta-feira (25) no golfo de Omã, o qual Israel acusou o Irã de ser responsável pelo ataque.

Teerã negou sua participação no incidente e disse estar "monitorando de perto" as ações de Jerusalém na região.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Forças militares da China ganham poderes de guerra com nova Lei de Defesa Nacional

 


A China expandiu o poder de sua Comissão Militar Central (CMC) – dirigida pelo presidente Xi Jinping – de modo a mobilizar recursos militares e civis pala defesa dos interesses nacionais, tanto a nível interno como externo.

As revisões na Lei de Defesa Nacional, efetivas desde 1º de janeiro, tornam o papel do Conselho de Estado mais fraco na formulação de políticas militares, conferindo os poderes de tomada de decisões à CMC, conta o jornal South China Morning Post.

Pela primeira vez, a "interrupção" e a proteção dos "interesses para o desenvolvimento" foram adicionadas à legislação como base para a mobilização e envio de soldados e forças reservistas.

Como Pequim está promovendo seu plano de forças armadas modernas?

A legislação também enfatiza especificamente a necessidade de construir um mecanismo de coordenação nacional para a mobilização de empresas estatais e privadas para participarem da pesquisa de novas tecnologias de defesa, indo de armas convencionais a domínios não tradicionais de segurança cibernética, espaço e eletromagnetismo.

Analistas militares e políticos comentaram que as emendas visam fortalecer a liderança militar chinesa sob a presidência de Xi, conferindo-lhe as bases legais para responder aos desafios colocados pelos confrontos entre a China e os EUA, segundo o artigo.

Deng Yuwen, que trabalhou como editor do Study Times do Partido Comunista da China, explicou que as emendas têm o objetivo legalizar e aplicar formalmente a natureza "especial" do sistema político e de defesa da China ao lidar com situações que poderiam prejudicar o governo, tanto dentro como além das fronteiras nacionais.



© FOTO / CONTA DO COMANDO MILITAR DO TIBETE DO ELP NO SINA WEIBO
Comando Militar do Tibete do ELP recebe um lote de veículos Dongfeng Mengshi

Segundo o South China Morning Post, o sucesso chinês no controle da pandemia da COVID-19 foi visto por Pequim como um triunfo do "governo autoritário" do Partido Comunista, pois muitos países ocidentais ainda estão lutando contra um número crescente de infecções.

Chen Daoyin, um comentarista político independente e ex-professor da Universidade de Ciências Políticas e Direito de Xangai, afirmou que as mudanças mostram que o governo chinês ganhou confiança para legitimar seu antigo princípio de que "o partido comanda a arma", estampando sua "liderança absoluta sobre as forças armadas e reservistas", cita o jornal.

Zeng Zhiping, um especialista em direito militar da Universidade de Soochow e tenente-coronel reformado do Exército de Libertação Popular (ELP) da China, declarou que "a CMC está agora formalmente encarregada de formular políticas e princípios de defesa nacional, enquanto o Conselho de Estado se torna uma mera agência que promove apoio aos militares", conforme escrito no texto do artigo.

Possíveis significados da mudança da lei

Chi Le-yi, especialista militar baseado em Taipé, acredita que as emendas destacam o uso das forças armadas para eliminar qualquer perturbação nacional, podendo até mesmo ser usadas para atingir as forças independentistas de Taiwan, que Pequim considera parte de seu território.

De igual modo, Chi disse que o objetivo final das emendas da lei de defesa pode ser visto como a mais recente resposta de Pequim à política dos EUA de contenção estratégica da China em ascensão.


© AP PHOTO / MARINHA DOS EUA / ESPECIALISTA DE COMUNICAÇÃO EM MASSA DE 2ª CLASSE KAILA V. PETERS
Navios dos EUA e Japão realizando exercícios no mar do Sul da China

As emendas foram aprovadas pelo Congresso Nacional do Povo em 26 de dezembro, após dois anos de deliberação. Três artigos foram removidos, mais de 50 foram alterados, e outros seis foram acrescentados.

Em uma entrevista coletiva no início de dezembro, um porta-voz do Departamento de Assuntos Legislativos da CMC disse que as mudanças deram ao ELP uma direção clara para suas metas de modernização e desenvolvimento.

Mais vistas da semana

terça-feira, 9 de junho de 2020

Rússia venceria forças da OTAN no Báltico em menos de 60 horas, segundo Forbes



Após anúncio de possível redução das tropas dos EUA na Alemanha, especialista em defesa prevê que, em um hipotético confronto militar, a Rússia alcançaria vitória na zona do Báltico muito rapidamente.

O corte de 9.500 militares na força permanente de 34.500 soldados, marinheiros, aviadores e fuzileiros navais do Comando Europeu dos EUA (EUCOM, na sigla em inglês), inverteria os esforços do Pentágono nos últimos anos para reforçar a sua capacidade de defesa contra um eventual ataque russo, afirma o especialista em defesa David Axe.
Em artigo publicado na revista Forbes, Axe refere ser convicção dos analistas que um eventual ataque russo teria como alvo o flanco oriental da OTAN, onde a presença das tropas aliadas é menos significativa, tornando os países bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia - particularmente vulneráveis.

Cortes de Obama e Trump

Para Axe, não está claro se os cortes de Trump irão realmente em frente. Tampouco ficaram definidas quais as unidades que a EUCOM poderia retirar.
Mas Axe não tem dúvidas: as medidas anunciadas surpreenderam os altos comandos militares norte-americanos e enfraqueceriam as defesas da OTAN.
"Durante décadas, o Exército [dos EUA] manteve forças pesadas na Europa, a fim de se defender contra a União Soviética e, posteriormente, contra a Rússia. Os níveis de forças diminuíram rapidamente após o fim da Guerra Fria", escreveu Axe.
A administração Obama acelerou esses cortes, ao ponto de as tropas implantadas permanentemente na Europa terem diminuído de 40 mil em 2011 para cerca de 25 mil em 2014.

EUA aumentam presença militar em 2014

Contudo, a situação na Ucrânia em 2014 levou Obama a procurar restaurar a capacidade de combate na Europa, alocando bilhões de dólares ao programa Iniciativa Europeia de Dissuasão, criada nesses anos, de aumento da presença militar dos EUA na Europa.
Malgrado este reforço estadunidense, o think-tank californiano RAND previu nessa época que as forças dos EUA e da OTAN na Europa seriam incapazes de derrotar um eventual e súbito ataque russo aos países bálticos.

© REUTERS / KACPER PEMPEL
Soldado polonês junto às bandeiras da OTAN, Polônia e EUA
Em 2016, o RAND simulou um ataque russo no Báltico. Neste cenário, o Exército russo ultrapassaria rapidamente as forças da OTAN e alcançaria as capitais da Estônia e Letônia no máximo em 60 horas.
A Rússia mantém forte presença de tanques próximo dos países bálticos da OTAN, capacidade bem superior à dos países da aliança, com a agravante de a maioria dos meios da OTAN serem veículos blindados norte-americanos em rotação temporária, segundo Axe.
"Mas, em vez de aumentar suas forças na Europa, Trump parece estar disposto a diminuir a presença dos EUA no continente europeu. Os membros orientais da OTAN provavelmente ficarão mais vulneráveis após os cortes. Com a presença militar norte-americana diminuindo, a Rússia pode não precisar de 60 horas para ocupar o Báltico. É provável que ela possa fazê-lo muito mais rapidamente", concluiu David Axe.

Posição de Moscou

Vale recordar que a Rússia tem reiterado sistematicamente que nunca atacará nenhum país da OTAN, acrescentando que a Aliança está bem ciente disso.
Para a diplomacia russa, a suposta ameaça de Moscou é um pretexto para implantar mais equipamentos e tropas perto das fronteiras russas. A este respeito, Moscou expressou repetidamente sua preocupação com o fortalecimento da OTAN na Europa.

domingo, 10 de maio de 2020

Forças norte-americanas teriam tentado bloquear comboio russo em rodovia na Síria (VÍDEO)



Forças norte-americanas teriam tentado bloquear uma estrada ao noroeste da Síria e impedido a passagem de um comboio russo.

Nas imagens, registradas no dia 7 de maio pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR), é possível observar o momento em que as tropas norte-americanas tentam impedir um comboio com soldados russos de prosseguir na rodovia M4.
Fontes do SOHR confirmaram que as forças da Rússia e Turquia conduziram um patrulhamento conjunto na rodovia M4, que liga as cidades sírias de Latakia e Saraqeb, que está nas mãos de grupos terroristas.
Essa foi a segunda vez que as patrulhas russas e turcas percorreram distâncias tão longas desde que o recente cessar-fogo entrou em vigor na região.
Anteriormente, no dia 2 de maio, foi compartilhado um vídeo nas redes sociais onde os militares russos bloquearam a passagem de um comboio norte-americano no norte da Síria.
Naquela ocasião, as imagens foram registradas no caminho para Qamishli, cidade onde está localizada uma base militar russa.

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