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domingo, 24 de janeiro de 2021

EUA recebem permissão de Israel para implantar Cúpula de Ferro no golfo Pérsico e Europa, diz mídia

 


Israel concedeu permissão para que os EUA implantem o sistema de defesa antimíssil israelense Cúpula de Ferro em suas bases militares no golfo Pérsico, na Europa e Extremo Oriente.

"Estou certo de que o sistema vai ajudar o Exército dos EUA a defender seus soldados contra ameaças balísticas e aéreas", afirmou o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, durante a cerimônia de entrega da segunda bateria.

De acordo com o jornal Haaretz, fontes da defesa israelense não revelaram os países onde os sistemas serão posicionados, contudo, informaram que duas baterias já foram entregues e implantadas. Apesar do "segredo" de sua localização, estima-se que os sistemas sejam implantados em países da Europa Oriental, devido à suposta ameaça russa contra as forças norte-americanas e infraestruturas estratégicas dos países da região, afirmaram as fontes.

Em agosto de 2019, os EUA firmaram com Israel um acordo de compra de duas baterias do Sistema de Defesa Cúpula de Ferro.

O Cúpula de Ferro é parte integrante da matriz de defesa escalonada desenvolvida em Israel. A matriz de defesa inclui os sistemas de armas Cúpula de Ferro, Estilingue de Davi, Flecha-2 e Flecha-3.

No mês passado, como parte de uma série de testes de interceptação de fogo real, o sistema Cúpula de Ferro interceptou um míssil de cruzeiro pela primeira vez.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Em derrota diplomática histórica, Bolsonaro fica de fora da cúpula do clima, onde estarão 80 chefes de Estado


 

Preocupado, o Itamaraty, comandado por Ernesto Araújo, tenta uma solução para a crise política e, extra-oficialmente, a chancelaria ainda aposta na inclusão do Brasil no evento

247 - O Brasil ficou de fora da lista de palestrantes da Cúpula da Ambição Climática 2020 (Climate Ambition Summit), evento organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que deverá reunir cerca de 80 chefes de estado. O evento será virtual e ocorrerá no sábado (12).

A exclusão do Brasil, que tem adotado política de relaxamento à preservação do Meio Ambiente, está sendo vista como uma das piores derrotas diplomáticas desde o início do governo de Jair Bolsonaro. 

Segundo o jornalista Jamil Chade, colunista do UOL, o Itamaraty ainda busca uma solução para a crise política e, extra-oficialmente, a chancelaria ainda aposta na inclusão do Brasil no evento. Para o governo, a situação não é definitiva e a esperança é de que exista espaço para reverter.

Nas Américas foram incluídos Uruguai, Argentina, Colômbia, Peru, Belize, Cuba, Costa Rica, Equador, Jamaica, Guatemala, Honduras, Panamá e Canadá. Também estão na relação países da Europa e a China. Além do Brasil, ficaram de fora o México e os Estados Unidos.

Nesta semana, o governo brasileiro apresentou suas metas de emissões de gases de efeito estufa para o ano de 2060 e submeteu seus planos para a ONU. Os objetivos foram considerados como inferiores ao que se esperava do Brasil.

O conhecimento liberta. Saiba mais

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Bolsonaro faz agrado à cúpula das Forças Armadas aumentando salários de oficiais em até R$ 1.600


A partir do próximo mês, militares terão aumento de até R$ 1.600 nos rendimentos, adicionando valores a salários brutos que já são altos. A medida vai favorecer oficiais das Forças Armadas


Em completa contradição com o quadro de dificuldades econômicas do país e de crescimento da pobreza, o governo Bolsonaro vai aumentar os rendimentos de um grupo restrito de oficiais superiores das Forças Armadas. 

Milhões de trabalhadores perdem empregos ou são atingidos por suspensão e corte de salários. A ajuda emergencial não chega a todos os que precisam, mas Bolsonaro vai beneficiar militares com um aumento de até R$ 1.600  em salários que já são muito altos. 
O benefício que será aumentado, chamado de “adicional de habilitação”, criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, é concedido a quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o privilégio para quem fez “curso de altos estudos”, por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva, informa reportagem do Estadão.
Com isso, um general de quatro estrelas, topo hierárquico das três Forças, passará a somar R$ 5.600 por mês ao soldo de R$ 13.400. Até então, o adicional era de cerca de R$ 4.000 mensais. Eles ainda acumulam outros adicionais que elevam o salário para, pelo menos, R$ 29.700 – a remuneração pode subir, a depender da formação, permanência em serviço, atividades e local de trabalho.
Atualmente, recebem o adicional basicamente oficiais e, no caso do Exército, alguns praças. Militares de baixa patente da Aeronáutica e da Marinha também pressionam para receber. Questionado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não informou quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Desde que assumiu, em janeiro de 2019, Bolsonaro já fez outros agrados aos militares. Empregou 2.900 no seu governo e promoveu uma reforma previdenciária mais amena.
Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (ministro-chefe da Secretaria de Governo) e de Bento Albuquerque. Em março, pagamento mais recente publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, contudo, caíram para R$ 24.861,18 e R$ 28.140,46, pela regra do abate-teto. O redutor é aplicado porque servidores não podem acumular vencimentos além de R$ 39,2 mil, valor do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Oficiais das Forças Armadas comandam dez ministérios. Há cerca de 3 mil militares em diferentes postos do governo Bolsonaro.  

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