Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de setembro de 2021

Secretário-geral da ONU adverte que humanidade está perto de 'aniquilação nuclear'

 


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou neste domingo (26), Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, aos países que possuem armas nucleares para destruí-las.

António Guterres advertiu que a sociedade internacional ainda está perto da "aniquilação nuclear", enquanto milhares de armas nucleares existem em todo o mundo.

"Quase 14.000 armas nucleares estão armazenadas em todo o mundo. A humanidade permanece inaceitavelmente perto da aniquilação nuclear. Agora é a hora de remover a nuvem de um conflito nuclear para sempre, eliminar as armas nucleares de nosso mundo e inaugurar uma nova era de confiança e paz", declarou Guterres.

A mensagem se segue à declaração recente de Guterres expressando preocupação de que uma série de nações, incluindo a China, Egito, Índia, Irã, Israel, Coreia do Norte e EUA, ainda não ratificaram o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês). O documento aprovado em 1996 foi assinado por 185 países, mas ainda não entrou em vigor.

"Permanecemos neste estado de limbo por tempo demais", disse ele, elogiando ao mesmo tempo a decisão da Rússia e dos EUA de estender o Tratado de Redução de Armas Estratégicas II (Novo START) e dialogar sobre o assunto.

Em um comunicado para marcar o 25º aniversário da abertura para assinatura do CTBT, o presidente russo Vladimir Putin sublinhou que a "formulação deste documento histórico, que visa fortalecer drasticamente o regime de não proliferação nuclear, confirmou que mesmo as questões mais difíceis de segurança global podem e devem ser resolvidas por meio de negociações".

No final de janeiro, Moscou e Washington prorrogaram o Novo START por mais cinco anos, sem renegociar nenhum de seus termos. O tratado, que entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011, determina uma redução da metade do número de lançadores de mísseis nucleares estratégicos e limita o número de ogivas nucleares estratégicas instaladas a 1.550.

Enquanto isso, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, destacou à Sputnik que todas as potências nucleares em algum momento terão que se sentar para negociações sobre o controle de armas.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Bolsonaro choca o mundo com discurso na ONU e é chamado de mentiroso

Queimadas e Jair Bolsonaro discursando na ONU (Foto: Reprodução | Reuters | Marcos Corrêa/PR)


Em discurso gravado para a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), transmitido nesta terça-feira (22), Jair Bolsonaro voltou a culpar índios pelas queimadas e citou uma "campanha brutal" contra a política ambiental do seu governo.  

 Internautas, políticos e personalidades públicas criticaram o discurso. “Mentira deslavada”, disseram as postagens. 

Veja a repercussão:

Veja a repercussão: 









segunda-feira, 25 de maio de 2020

Bolsonaro terá de responder na ONU por declaração de Salles de aproveitar coronavírus para destruir meio ambiente

Ricardo Salles e Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR

“O Brasil poderia ter salvo dezenas de milhares de vidas", disse Baskut Tuncak, relator especial das Nações Unidas, que apresentará avaliação negativa do governo brasileiro no Comitê de Direitos Humanos


Fórum - O relator especial das Organizações das Nações Unidas sobre as Implicações para os Direitos Humanos da Gestão e Disposição Ambientalmente Adequada de Resíduos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, declarou que o governo Jair Bolsonaro não tem o direito de usar a covid-19 como uma cortina de fumaça para ampliar o desmatamento.
“O governo não deve usar a covid-19 como cortina de fumaça para minar ainda mais a proteção do meio ambiente, da saúde pública e dos trabalhadores”, disse o relator da ONU, em entrevista exclusiva a Jamil Chade, publicada nesta segunda-feira (25).
A avaliação Tuncak considera a fala do ministro da Meio Ambiente, Ricardo Salles, que sugeriu “passar a boiada” enquanto a imprensa está distraída com o coronavírus. A intenção de enfraquecer regulações para facilitar a exploração do ambiente no Brasil repercutiu no exterior, depois da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.
Leia a íntegra na Fórum.

NOTÍCIAS MAIS ACESSADAS

quarta-feira, 29 de abril de 2020

COVID-19: políticas do governo Bolsonaro põem vidas de milhões em risco, alertam oficiais da ONU



As "políticas econômicas e sociais do Brasil colocam milhões de vidas em risco", de acordo com dois especialistas da área de direitos humanos e pobreza da Organização das Nações Unidas (ONU), em clara referência ao governo do presidente Jair Bolsonaro, que tenta romper a política de isolamento social.

"A epidemia da COVID-19 ampliou os impactos adversos de uma emenda constitucional de 2016 que limitou os gastos públicos no Brasil por 20 anos", disseram o analista independente em direitos humanos e dívida externa, Juan Pablo Bohoslavsky, e o relator especial sobre pobreza extrema, Philip Alston. "Os efeitos são agora dramaticamente visíveis na crise atual".
Chamando as atuais ações do governo federal de "irresponsáveis", os funcionários da ONU não citam Bolsonaro, porém condenaram a política de colocar a "economia acima da vida", apesar das recomendações de direitos humanos e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Economia para quem?", questionam. "Não pode se permitir colocar em risco a saúde e a vida da população, inclusive dos trabalhadores da saúde, pelos interesses financeiros de uns poucos. Quem será responsabilizado quando as pessoas morrerem por decisões políticas que vão contra a ciência e o aconselhamento médico especializado?", continuam.
Outra crítica feita pelos oficiais da ONU é de que somente apenas 10% dos municípios brasileiros possuem leitos de terapia intensiva, e o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem nem a metade do número de leitos hospitalares recomendado pela OMS, um fato que pode agravar ainda mais o quadro nas próximas semanas.

© REUTERS / IAN CHEIBUB
Coveiros com trajes de proteção enterram mortos por razões desconhecidas em meio à pandemia de coronavírus em cemitério no Rio de Janeiro
"Os cortes de financiamento governamentais violaram os padrões internacionais de direitos humanos, inclusive na educação, moradia, alimentação, água e saneamento e igualdade de gênero. O sistema de saúde enfraquecido está sobrecarregado e está colocando em risco dos direitos à vida e a saúde de milhões de brasileiros que estão seriamente em risco", disseram.
A análise ainda questiona a necessidade de revogação da Emenda Constitucional 95, mais conhecida como Teto de Gastos, de preocupação com os mais atingidos, "particularmente mulheres e crianças vivendo em situação de pobreza, afrodescendentes, populações rurais e pessoas residindo em assentamentos informais".
Por fim, embora elogiem esforços como a renda básica emergencial e as diretrizes de distanciamento social, eles cobram que o governo brasileiro faça mais. Para além do país sul-americano, a COVID-19 impõe aos Estados a necessidade de repensar as suas prioridades.
"Os Estados de todo o mundo devem construir um futuro melhor para suas populações, e não valas comuns", finalizaram.
Ainda que a avaliação não tenha resultados práticos, ela prejudica a imagem brasileira no exterior, já que coloca o país ao lado de outras poucas nações negacionistas como Nicarágua e Bielorrúsia, e fortalece a expectativa de que o Brasil se torne o próximo epicentro do novo coronavírus no mundo.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Organizações denunciam na ONU corte de orçamento no Brasil para Saúde


43 entidades como Oxfam, Justiça Global, Inesc, Conetas e Campanha Nacional pelo Direito à Educação denunciam que, em 2019, a perda de investimentos no Brasil no setor da saúde foi de R$ 13 bilhões


Algumas das principais entidades de direitos humanos no Brasil recorrem às Nações Unidas para pedir que a entidade pressione o governo a abandonar o teto de gastos. O objetivo seria o de garantir recursos ao combate ao coronavírus. A informação é do jornalista Jamil Chade, em sua coluna no portal UOL. 
Nas últimas semanas, o comportamento do governo brasileiro tem levado diferentes entidades e deputados a apresentar queixas internacionais contra o presidente Jair Bolsonaro, inclusive por flertar com crimes contra a população.
Na carta enviada nesta semana, 43 entidades como Oxfam, Justiça Global, Inesc, Conetas e Campanha Nacional pelo Direito à Educação insistem que, em 2019, a perda de investimentos no Brasil no setor da saúde foi de R$ 13 bilhões. Desde que a Emenda Constitucional 95 foi adotada há quatro anos, o impacto foi de R$ 30 bilhões. Agora, as entidades insistem que tal medida precisa ser revogada para garantir recursos no combate à pandemia.
O jornalista também informa que o grupo também cita o fato de que, entre 2007 e 2019, a falta de investimentos levou a uma redução de 49 mil leitos de UTI no Brasil.