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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Carla Zambelli mente, diz que pagou viagem aos EUA com recurso pessoal, mas é desmascarada nas redes

 


A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) foi pega mentindo em suas redes sociais nesta terça-feira (25) e a #mamatadaZambelli foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter.

O motivo: Zambelli passou dias nos EUA usando dinheiro público para visitar seus ídolos da extrema-direita e também para participar de uma marcha mundial anti-aborto. 

Questionada sobre as origens do dinheiro usado para o turismo, ela justificou que usou recursos pessoais. No entanto, basta uma simples busca no site da Câmara dos Deputados para provar que Zambelli mentiu. Custos com passagens e hospedagens foram pagos com recursos públicos. 

Quatro diárias no hotel ultrapassam R$ 10 mil reais, como aponta o site. 


Veja a repercussão:

 


 


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Procuradora bolsonarista fez MP-RJ perder prazo em recurso contra Flávio Bolsonaro


A procuradora Soraya Gaia, que já elogiou Jair Bolsonaro nas redes sociais, antecipou em três dias a contagem de prazo para que o Ministério Público recorresse contra a decisão de foro privilegiado de Flávio Bolsonaro no caso das "rachadinhas", fazendo com o MP-RJ perdesse o prazo


A procuradora Soraya Gaia agiu para que o Ministério Público do Rio de Janeiro perdesse o prazo para recorrer contra o foro especial ao senador Flávio Bolsonaro no caso das "rachadinhas" no seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Segundo a jornalista Catia Seabra, da Folha de S. Paulo, Soraya, que já elogiou Bolsonaro nas redes sociais, antecipou em três dias a contagem de prazo para que o Ministério Público recorresse contra a decisão de foro privilegiado. 
A procuradora bolsonarista lançou no sistema o registro de que o MP-RJ tinha tomado oficialmente ciência da decisão que informava ao Ministério Público a remessa do caso de Flávio para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o que deu início ao que a Justiça chama de fluência de prazo. 
O MP tinha até 17 de julho para apresentar os recursos. Mas os recursos foram protocolados apenas em 20 de julho, e foram considerados “intempestivos”. 
O MP-RJ tentou um recurso à decisão, mas o Tribunal de Justiça alegou a perda de prazo e o rejeitou. O Ministério Público depende agora do julgamento de uma reclamação feita ao STF contra o foro especial dado ao senador.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Ministro do STJ nega recurso de Flávio Bolsonaro e crava: ‘fortes indícios de materialidade e autoria de crimes'



O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmou que a quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi autorizada “em decisões judiciais devidamente fundamentadas”. Ele negou o recurso do senador, filho do presidente.


O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso do senador Flávio Bolsonaro para arquivar o inquérito que corre contra ele na Justiça. Fischer destacou que a investigação contra  senador se dá “no amparo de fortes indícios de materialidade e autoria de crimes”. 
Felix Fischer ainda relata: “ao contrário do que o recorrente informa, que a investigação tenha acontecido em face de pessoa politicamente exposta, com vazamento de seus dados fiscais e bancários por cerca de 10 anos, fato é que, conforme consignado nos presentes autos, a quebra de sigilo foi autorizada em duas decisões judiciais devidamente fundamentadas (no amparo em fortes indícios de materialidade e autoria de crimes; na suposta formação de grande associação criminosa, com alto grau de permanência e estabilidade na Alerj; e, como se não bastasse, na imprescindibilidade da medida).”
A reportagem do jornal O Globo destaca que “o pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro foi feito no início de março deste ano. Os advogados do senador tinham feito um recurso à Corte depois que seus pedidos junto a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio tinham sido negados.”
A matéria ainda informa que “o recurso na Corte representava a 9ª vez que a defesa de Flávio tentou paralisar as investigações, que apuram peculato e lavagem de dinheiro em seu gabinete na Alerj, desde janeiro do ano passado. O senador argumenta que ocorreu quebra de sigilo fiscal e bancário na comunicação feita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre suas movimentações atípicas.”

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Rachadinha: STJ nega recurso de Flávio Bolsonaro para paralisar investigações

Flavio Bolsonaro em Live. Foto: Reprodução

Ministro Felix Fischer, do STJ, negou pedido do senador Flávio Bolsonaro para suspender investigação do MP do Rio que apura crimes de peculato e lavagem de dinheiro em seu gabinete na Alerj, desde janeiro do ano passado. Ex-assessor Fabrício Queiroz é apontado como operador do esquema


O ministro Félix Fischer do Superior Tribunal de Justiça (STJ)  negou nesta sexta-feira habeas corpus pedido pela defesa do senador Flávio Bolsonaro no início de março deste ano. O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro tinha feito um recurso à Corte depois que seus pedidos junto a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio tinham sido negados.
O recurso na Corte representava a 9ª vez que a defesa de Flávio tenta paralisar as investigações, que apuram peculato e lavagem de dinheiro em seu gabinete na Alerj, desde janeiro do ano passado. O senador argumenta que ocorreu quebra de sigilo fiscal e bancário na comunicação feita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre suas movimentações atípicas.
Os relatórios de inteligência financeira, que instruíram a primeira fase das investigações, revelaram movimentações atípicas de recursos no gabinete de Bolsonaro, na época em que era deputado estadual no Rio. O primeiro mostrou a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz – o documento abriu as investigações. Depois, por meio de outro relatório, ficou conhecido que o senador fez 48 depósitos de R$ 2 mil totalizando R$ 96 mil ao longo de cinco dias em junho de 2017. Esse relatório é um dos que a defesa alega que ocorreu quebra de sigilo bancário sem autorização judicial. Em abril do ano passado, o TJ do Rio autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio e outras 95 pessoas e empresas.
(…)

Fernanda Valente, Conjur - O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, negou pedido do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) para suspender investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro que apura um esquema de rachadinha. A decisão, confirmada pela ConJur, é desta sexta-feira (17/4) e o processo corre em sigilo.
No início de março, a defesa do senador ingressou com recurso na corte para tentar barrar a investigação, sob argumento de que a quebra do sigilo bancário e fiscal foi ilegal. A apuração trata do esquema no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual.
No parecer ao STJ, o subprocurador-geral da República Roberto Luís Oppermann Thomé, endossa a manifestação do MP fluminense. Ele afirma que, ao contrário do que alega a defesa do senador, "não houve qualquer devassa indiscriminada em sua conta, cuja análise se limitou ao período e 2017 e 2018, quando exercia o mandato de Deputado Estadual".
O procurador diz que a defesa tenta convencer que houve comunicações informais ao Coaf através de integrantes do Ministério Público, mas que isso "não ultrapassa o campo especulativo".
Suspeita de "rachadinha"

O Ministério Público do Rio suspeita que os funcionários que passaram pelo gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual devolviam parte dos salários ao parlamentar, numa operação conhecida como "rachadinha". Há a suspeita também de que o esquema seria comandado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz. 
Em abril de 2019 foi  quebrado o sigilo bancário e fiscal de Flávio, Fabrício Queiroz, nove empresas ligadas a eles e 84 outras pessoas.
Criminalistas ouvidos pela ConJur consideram abusiva a quebra do sigilo de tantas pessoas de uma só vez, sem especificar o que motiva a medida. Os advogados também criticam o longo período abrangido pela decisão — quase 12 anos.
Vaivém de decisões
Em setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão de todos os processos que envolvem a quebra do sigilo de Flávio no caso Queiroz. A medida se baseou em decisão do presidente da corte, ministro Dias Toffoli, que determinou a suspensão nacional das apurações com dados repassados sem autorização judicial por órgãos de controle — incluindo a Receita Federal, o Coaf e o Bacen.  
Por maioria, o Plenário do Supremo entendeu no fim de novembro que é possível o compartilhamento de dados sem autorização entre os órgãos de inteligência e fiscalização e o Ministério Público, para fins penais. 
Após o Plenário firmar essa tese, Gilmar Mendes revogou decisão de setembro que suspendeu as investigações envolvendo Flávio e permitiu que as apurações fossem retomadas.
Em fevereiro, a 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ negou Habeas Corpus do senador e manteve a quebra de seu sigilo fiscal e bancário. O relator do caso, desembargador Antônio Amado, votou por anular a decisão que ordenou a quebra do sigilo. Contudo, as desembargadoras Monica Toledo Oliveira e Suimei Meira Cavalieri divergiram e mantiveram o despacho.

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