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domingo, 29 de janeiro de 2023

Folha mente sobre sigilo de gastos do governo para atacar Lula

 


“Os gastos não estão em sigilo, como se sugere malandramente, buscando a falsa simetria com Bolsonaro”, denunciou Reinaldo Azevedo

O jornal Folha de S.Paulo tentou usar argumentos mentirosos para atacar o presidente Lula, mas a reportagem em questão foi desmascarada pelo jornalista Reinaldo Azevedo. 

“Governo Lula coloca sob sigilo lista de convidados de recepção da posse no Itamaraty. Governo também não divulgou gastos com festa, mas afirma que essas informações são públicas”, diz a reportagem. 

Na sequência, Azevedo fez postagem criticando a reportagem. “O Itamaraty só não divulgou a lista de convidados do coquetel oferecido no dia da posse de Lula, o que faz sentido.  Os gastos não estão em sigilo, como se sugere malandramente, buscando a falsa simetria com Bolsonaro. Isso é ‘jornalismo de ocultação’, não de esclarecimento”, defendeu.

“Jornalismo não é. Força-se a barra para buscar uma igualdade que inexiste. O sigilo sobre delegações estrangeiras pertence também aos países de origem”, acrescentou. 

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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Carla Zambelli mente, diz que pagou viagem aos EUA com recurso pessoal, mas é desmascarada nas redes

 


A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) foi pega mentindo em suas redes sociais nesta terça-feira (25) e a #mamatadaZambelli foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter.

O motivo: Zambelli passou dias nos EUA usando dinheiro público para visitar seus ídolos da extrema-direita e também para participar de uma marcha mundial anti-aborto. 

Questionada sobre as origens do dinheiro usado para o turismo, ela justificou que usou recursos pessoais. No entanto, basta uma simples busca no site da Câmara dos Deputados para provar que Zambelli mentiu. Custos com passagens e hospedagens foram pagos com recursos públicos. 

Quatro diárias no hotel ultrapassam R$ 10 mil reais, como aponta o site. 


Veja a repercussão:

 


 


terça-feira, 23 de março de 2021

Bolsonaro mente em pronunciamento e distorce dados da vacinação no Brasil

 


Jair Bolsonaro que 2021 será “o ano da vacinação dos brasileiros”, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite desta terça-feira, 23, e voltou a mentir sobre sua atuação. Ele afirmou que "em nenhum momento, o governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome".

Porém, desde o início da pandemia, Bolsonaro minimizou a pandemia, afirmando que a Covid-19 era um “gripezinha” e coisas do tipo, falou contra o uso de máscaras, atacou vacinas por motivos ideológicos, entre outras coisas.

Ele ainda distorceu uma importante informação sobre a vacinação no Brasil, ao afirmar que o país é o quinto país que mais vacina no mundo. O dado é correto em números absolutos, mas o importante é levar em consideração a proporção com a população.

Se considerarmos a taxa de vacinação por habitantes, o país está na 58ª posição, segundo dados do projeto Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford.

"Sempre afirmei que adotaríamos qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa. E assim foi feito", afirmou Bolsonaro, que buscou utilizar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária para impedir a aprovação da CoronaVac, produzida pelo Instituo Butantan, para atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Ele também omitiu que sua principal aposta, a vacina Oxford/AstraZeneca, foi contratada antes da aprovação pela Anvisa. Segundo ele mesmo, "em julho de 2020, assinamos um acordo com a Universidade de Oxford para a produção, na Fiocruz, de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca e liberamos, em agosto, R$ 1,9 bilhão", mas aprovação pela Anvisa só ocorreu em janeiro deste ano.

No Brasil inteiro, o curto pronunciamento de Bolsonaro foi marcado por panelaços pedindo sua saída da presidência da República e o chamando de genocida.

Brasil registra 3.251 mortes por Covid-19

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 3.251 mortes por Covid-19, segundo dados do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta terça-feira (23). 

Esta é, de longe, a maior taxa de óbitos diários desde o início da pandemia no Brasil e escancara de uma vez por todas a péssima atuação de Jair Bolsonaro no combate à pandemia, mostrando as consequências do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

Especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram nesta segunda-feira (22) que o Brasil poderá chegar à marca de cinco mil mortes diárias pela doença se nada for feito.

O país já contabiliza 298.676 mortos pelo coronavírus.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Brasil quebrou? Bolsonaro mente para não pagar auxílio e ameaçar instituições, dizem especialistas

 


Presidente Jair Bolsonaro usou metáfora da vida doméstica para tornar mais palatável o que realmente pretendia dizer: governo não pagará o auxílio emergencial em 2021, afirmou economista à Sputnik Brasil.

Na terça-feira (5), em conversa com grupo de apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília, o chefe de Estado disse que o país estava "quebrado" e ele não poderia "fazer nada". 

"Chefe, o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do imposto de renda, teve esse vírus potencializado pela mídia que nós temos aí, essa mídia sem caráter", afirmou o presidente. 

Para o economista Carlos Pinkusfeld, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a declaração de Bolsonaro é falsa. 

"Um país é diferente de uma família ou de um comércio, não pode quebrar na própria moeda. O que pode ocorrer é uma grave crise externa com endividamento em outra moeda, como aconteceu na Argentina com os fundos abutres. Nesse caso, não é possível emitir dinheiro em outra moeda para pagar essa dívida", explicou o professor do Instituto de Economia da UFRJ. 

'Brasil não está quebrado'

Ainda de acordo com o economista, o que a fala de Bolsonaro esconde, na realidade, é um posicionamento contra o aumento dos gastos públicos e, consequentemente, do pagamento de uma renda básica para a população. 

O economista Cláudio Considera, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também diz que o "Brasil não está quebrado".

"A gente fala isso quando uma nação não tem condições de saldar as suas dívidas com setores externos. O Brasil está tranquilo em termos de reservas", afirmou o especialista à Sputnik Brasil. 

Após a declaração do presidente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que os dois continuavam alinhados e que o chefe de Estado se referia ao "setor público". O ministro defende que a economia do país está se recuperando - ao mesmo tempo, é a favor do corte dos gastos



© FOLHAPRESS / PEDRO LADEIRA
Após declaração do presidente de que país estaria "quebrado", o ministro da Economia, Paulo Guedes, defensor de ajuste fiscal e para quem o Brasil estaria se recuperando, afirmou que Bolsonaro se referia ao setor público e que os dois não têm divergências

"O que Bolsonaro até poderia dizer é que existe um espaço reduzido para se continuar uma política expansionista, que aumentaria a dívida pública, que cresceu durante a pandemia com o pagamento do auxílio, por exemplo. A consequência disso poderia ser um aumento da inflação e dos juros", argumentou Pinkusfeld. 

'Jogar milhares na miséria'

O economista, no entanto, ressalta que essa linha de raciocínio é apenas um modelo de pensamento, que ele próprio discorda. "Desde 2015, implementamos um ajuste fiscal no Brasil que causa o efeito contrário do que se propõe: recessão e aumento da dívida", afirmou. 

Por fim, o professor acredita que a intenção real de Bolsonaro é fazer uma simplificação, para explicar de forma mais palatável, que o governo não tem condições de seguir pagando o auxílio emergencial durante a pandemia do coronavírus. 

"Com esperteza, Bolsonaro faz a passagem de uma metáfora popular, da vida doméstica das pessoas, para se referir a uma questão macro e de estado: o país está quebrado", disse o especialista. "Mas qual seria a consequência de não fazer nada? Jogar milhares de pessoas na miséria. Pode haver uma recessão grande neste ano e a trajetória da dívida ser até crescente, ou seja, ir na direção contrária da teoria do estamos quebrados", acrescentou Carlos Pinkusfeld. 

'Desculpas' para justificar 'escolhas'

Para Cláudio Considera, Bolsonaro dá "desculpas" para justificar suas "próprias escolhas".

"Ele prefere manter subsídios de alguns produtos, que servem mais às classes mais altas, do que fazer algo para as pessoas que ganham menos. Ao contrário do que ele disse, o presidente pode sim fazer muito, como batalhar por uma reforma tributária e administrativa. São escolhas", disse o economista. 



© FOLHAPRESS / EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS
Movimentação para recolhimento de auxílio em agência da Caixa Econômica em Curitiba. Governo não pretende prorrogar o pagamento do benefício em 2021

Além disso, Considera acredita que a fala do presidente tem uma repercussão muito negativa para o país. 

"Algumas coisas um presidente não pode falar. Essa declaração foi uma grande bobagem, e faz com que o Brasil fique mal no resto do mundo, isso espanta o investidor estrangeiro", criticou. 

'Porta aberta para radicalização'

Um dia após decretar a quebra do país, Bolsonaro disse, nesta quarta-feira (6), que o Brasil estava uma “maravilha”. “A imprensa sem vergonha, essa imprensa sem vergonha faz uma onda terrível aí. Para a imprensa, bom estava Lula, Dilma, gastando R$ 3 bilhões por ano para eles”, afirmou o presidente, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

Para Tiago Medeiros, professor do departamento de Filosofia do Instituto Federal da Bahia (IFBA), a declaração de Bolsonaro não significa que ele tenha jogado a toalha. "Ele se posiciona de maneira relativamente coerente a outros passos que deu. Essa coisa de falar uma coisa hoje e outra amanhã, o que revela a falta de compromisso com seu discurso”, disse à Sputnik Brasil o pesquisador do Laboratório de Estudos Brasil Profundo. 

Além disso, Medeiros vê no discurso de Bolsonaro uma "porta sempre aberta para a radicalização". 

"Também não é novo o fato dele argumentar sempre deixando uma porta aberta para uma possibilidade de golpe ou manobra política um pouco mais radical. Afinal, o problema nunca é sua falta de criatividade, sua equipe, sua competência, mas sempre os outros, que são as instituições: o Congresso e o judiciário, que representam o bloqueio ao seu poder de ação, e a mídia, que representa o bloqueio ao seu poder de influência", disse o filósofo político.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Âncora da Record diz que Sikêra Jr. mente para o público para ter audiência



A pandemia do novo coronavírus definitivamente está exaltando os ânimos das pessoas. Na tarde desta quarta-feira (22), o apresentador José Eduardo, da Record de Salvador, partiu para cima de Sikêra Jr. durante o "Balanço geral" local. Ele afirma que o jornalista da RedeTV! "precisa da mentira para subir" e diz que ele "já nasceu mentiroso". 

O discurso inflamado de José Eduardo, mais conhecido como Bocão, foi feito em meio a uma defesa da permanência do isolamento social como forma de conter a contaminação comunitária da Covid-19 nas cidades. Ele desafiou o apresentador do "Alerta nacional" a receber a população em sua casa, já que ele defende o fim da quarentena.

"É questão de responsabilidade, de falar a verdade para a população. De não ter medo de falar a verdade. Tem um apresentador aí que mente, mente porque já nasceu mentiroso e precisa da mentira para subir. E através de mentiras, enganando a população, ele vai subindo de pouquinho em pouquinho. Porque o senhor não bota o povo dentro de sua casa, com sua mulher e seus filhos?", questionou Bocão. 

Na sequência, o apresentador da Record fez uma pausa para exibir uma reportagem. Ele, porém, voltou a atacar Sikêra Jr. após a matéria, que falava sobre filas nas ruas de Salvador em meio ao caos provocado pela doença. 

"As emissoras estão fazendo um trabalho impecável para você não sair de casa. Apenas esse apresentador, que deve ter interesses obscuros, que não me cabem, e que surgiu de paraquedas, tá pedindo para o povo sair de casa. E ele está na cidade que mais está matando de coronavírus", afirmou. 

Por fim, o titular do Balanço Geral da Bahia decidiu citar nominalmente o titular do programa policial na Rede TV!. "Podem dizer pro Sikêra Jr. que o José Eduardo, de Salvador, tá mandando você colocar sua mulher e seus filhos na rua, no meio do povo todo. Se ele quiser um debate comigo, é na hora, e não precisa ser na televisão. E nem no circo, local que ele está acostumado a ir", concluiu.

Por Leo Dias
Colunista do UOL

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