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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Lula rebate polêmica e ameaças de deputados 'que não querem conversar com o povo'

 


Criticado e inclusive ameaçado nos últimos dias por incentivar que a população converse com deputados e senadores e os cobre em suas casas, o ex-presidente Lula (PT) rebateu nesta quinta-feira (7), em entrevista à Rádio Jangadeiro BandNews, a polêmica criada por bolsonaristas em torno do assunto.

Os deputados federais bolsonaristas Junio Amaral (PL-MG) e Carla Zambelli (PL-SP) e o deputado estadual pelo Paraná Coronel Lee (DC) fizeram ameaças a Lula e a manifestantes se utilizando da fala do ex-presidente. Eles alegam que Lula incentivou que manifestantes procurem a casa de parlamentares para agredi-los.

O ex-presidente esclareceu, afirmando não ter sido este o conteúdo de sua fala, e disse que os deputados que reclamaram parecem não gostar de conversar com o povo, a não ser durante a campanha eleitoral. "Eu fui presidente da República por oito anos. Muitas vezes eu cheguei no Palácio da Alvorada de madrugada e tinha gente esperando para reivindicar alguma coisa. Eu parava para conversar. No meu apartamento em São Bernardo do Campo, todo final de semana tinha gente na porta do prédio e eu parava para conversar para saber o que era. O que eu disse? Disse uma coisa simples. Eu disse que em vez de gastar fortunas indo para Brasília fazer protesto, que quando a gente está dentro do Congresso Nacional a gente não vê, todo deputado mora em uma cidade, todo senador mora em uma cidade. Então não custa nada o povo que está reivindicando ir na porta da casa deles conversar, de forma civilizada, debater um tema".

"Em vez dos deputados me agradecerem, esses deputados que durante as eleições falam que adoram o povo, que andam de carro aberto, abanando a mão para o povo, esse pessoal que gosta até de chegar na campanha e tomar uma cachacinha no bar com o povo. Ora, por que depois de eleito o povo passa a ser estorvo? Não custa nada. O cidadão vai lá, bate palma, o deputado sai de forma civilizada, atende os eleitores, pergunta o que eles querem, eles vão dizer que não querem que aprove determinada lei e o deputado diz se vai votar ou não. Qual é o mal nisso? Ou será que o deputado quer morar escondido? Eu falei uma coisa tão normal, eu ainda utilizei a palavra 'conversar', de forma civilizada. Me parece que tem deputado que não quer conversar com o povo, só na época das eleições", declarou.


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Argentina e Chile querem construir um cabo óptico submarino para Oceania e Ásia

 


O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em encontro seu homólogo da Argentina, Alberto Fernández, confirmou que ambas nações estão comprometidas a analisar as possibilidades da construção de um cabo óptico submarino que une os dois países com Austrália, Nova Zelândia e Ásia.

Piñera falou na tarde desta terça-feira (26), ao lado de Alberto Fernández, em entrevista coletiva transmitida de modo on-line.

​Presidente Piñera: "vamos assinar um acordo que nos permita enfrentar conjuntamente a construção de um cabo óptico submarino que ligará Chile, Argentina e América do Sul à Austrália, Nova Zelândia e Ásia Pacífico

O presidente chileno explicou que este projeto tem como objetivo ampliar as capacidades dos países de se incorporarem plenamente à sociedade digital global. 

No ato, os líderes assinaram um acordo de reconhecimento e troca de carteiras de habilitação, que permite aos cidadãos dos dois países circularem com o mesmo documento por rotas chilenas e argentinas.

Eles também assinaram acordos em matéria de saúde, para agilizar o intercâmbio de informações entre os dois ministérios; nas questões de fronteira, para eliminar a burocracia nas alfândegas; e também acertaram um pacto para melhorar a implementação do roaming móvel.



© FOTO / DIVULGAÇÃO
Funcionários fazem ajustes no cabo de fibra ótica

Chile, Argentina e América Latina

Piñera qualificou a reunião bilateral entre os presidentes como frutífera e destacou que a visita de Fernández "reflete o compromisso do Chile e da Argentina em continuar fortalecendo os laços de amizade".

"A conversa permitiu-nos traçar um roteiro para estreitar a relação, cooperar no combate à pandemia e analisar as oportunidades futuras", afirmou, acrescentando que a reativação do setor econômico foi um dos principais temas do encontro.

Fernández, por sua vez, fez sua primeira visita oficial ao Chile nesta terça-feira (26). A viagem de Fernández estava originalmente planejada para 18 de janeiro, mas o presidente Piñera e a primeira-dama, Cecilia Morel, entraram em um período de quarentena preventiva por serem contatos próximos de uma pessoa com COVID-19, o que obrigou ao adiamento da reunião.



© AP PHOTO / JACQUELYN MARTIN
Sebastián Piñera, candidato a la presidencia y exmandatario (2010-2014) chileno

Como o cabo submarino funciona

Os cabos submarinos atuais estão em todos os continentes, exceto a Antártida. Eles são ligados por fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital, seja telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69mm de diâmetro e pesam cerca de 10Kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. 

O primeiro sistema desse tipo foi implantado em 1982 nas Ilhas Canárias. No início do século 21, houve um aumento efetivo de oferta de banda graças aos novos sistemas de cabos submarinos lançados nos oceanos Pacífico, Atlântico, no sudeste da Ásia e na América do Sul. No continente americano, há três redes ópticas submarinas de grande capacidade: a SAM1, a South American Crossing e o 360 Network.

A evolução fez o tempo de transmissão dos sinais, que antes era medido em minutos, cair para milissegundos com o uso da fibra óptica. O maior cabo óptico submarino do mundo é o SEA-ME-WE 3: ele tem 38 mil Km e interliga 32 países do sudeste asiático, do Oriente Médio e da Europa.

Além da alta capacidade de transmissão dos cabos submarinos, eles atingem grandes distâncias: podem chegar a 9 mil km sem que haja necessidade de regeneração de sinal. Os dispositivos utilizados em sistemas submarinos são projetados para resistir a pressão d’água de até 8 mil m de profundidade (ou seja, 800 atmosferas). São estruturas de alta confiabilidade, cuja vida útil normalmente atinge 25 anos.



AMAZÔNIA CONECTADA/ EXÉRCITO BRASILEIRO
Exército utilizará cabos de fibra ótica subfluviais para conectar cidades ribeirinhas do interior da Amazônia


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

VIÚVA DE PAULINHO DO ROUPA NOVA BRIGA NA JUSTIÇA POR DIREITO A HERANÇA: ‘QUEREM QUE EU VIRE MENDIGA’

 


A companheira de Paulinho, vocalista do grupo Roupa Nova, Elaine Soares Bastos teve que entrar na justiça para solicitar o reconhecimento de união estável com o músico, que faleceu em dezembro de 2020 em decorrência da Covid-19. A psicóloga alega que os filhos do cantor, Twigg de Souza Santos e Pedro Paulo Castor dos Santos, não a incluíram no inventário.


“Soube que eles [os filhos de Paulinho] abriram o inventário logo depois da morte do pai, no dia 16 de dezembro (…); e não me incluíram. Desde o início, queria fazer tudo de forma consensual, não queriam nem quero, briga nem confusão”, contou  em entrevista à revista Quem.


A advogada de 52 anos afirma que viveu 16 anos com Paulinho e passou a ser declarada dependente no Imposto de Renda do músico desde 2006. Por conta disso, ela já deu entrada no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para ter direito à pensão. “O que estou fazendo é uma regulamentação de união estável, mas os filhos dele estão dificultando porque querem que eu vá para a rua, virar mendiga”, afirmou


Elaine  disse estar surpresa com a exclusão de participar do inventário e extremamente abalada com a perda do companheiro. Segundo o relato ela estaria inclusive vivendo à base de remédios psiquiátricos.


“Tudo o que fiz foi por amor e faria novamente.


O Paulinho começou com o linfoma em 2017. Em agosto do ano passado, foi internado no CHN (hospital em Niterói) para fazer o transplante. Fiquei 33 dias com ele no hospital.


Quando ele teve alta, pegou Covid-19. E eu também. A maior preocupação dele era como ia ficar o meu padrão de vida, ele queria montar algo para mim. Fiquei muito surpresa por não ter sido incluída no inventário porque não esperava. Fiquei 16 anos casada com ele. Estou vivendo o meu luto. Só saio de casa para ir ao psiquiatra e volto”, desabafou.


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Militares querem colocar general Pazuello como ministro da Saúde



Os militares ao redor de Bolsonaro estão em campanha para que o general de divisão Eduardo Pazuello assuma o Ministério da Saúde no lugar de Nelson Teich. Ele é secretário-executivo do Ministério e foi colocado no segundo cargo mais importante da pasta por exigência de Bolsonaro, quando Teich assumiu


Os militares querem assumir o Ministério da Saúde com a saída de Nelson Teich. Os assessores militares no Planalto estão em campanha pelo nome do secretário-executivo da pasta: o general de divisão Eduardo Pazuello, informa a jornalista Carla Araújo, do UOL. Ele foi colocado no segundo cargo mais importante da pasta por exigência de Bolsonaro, quando Teich assumiu.
“Estamos na torcida", disse um auxiliar palaciano nesta sexta-feira (15). Um general no posto, depois de dois médicos recusarem-se a seguir à frente do Ministério da Saúde, Henrique Mandetta e Nelson Teich, significará, na prática, que Bolsonaro passa a centralizar as ações do país em em meio à maior crise sanitária da história. 
O ministro da Casa Civil, general Braga Netto, disse no começo da tarde que Pazzuello fica no cargo "interinamente".
Se não for um general, outros dois nomes cotados para a Pasta já indicaram que serão correias de transmissão de Bolsonaro: o deputado e ex-ministro Osmar Terra, que voltou a ser cotado para assumir a pasta. e a também médica oncologista Nise Yamaguchi, que está em Brasília nesta sexta-feira e é uma propagandista da cloroquina.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

STF autoriza inquérito contra fascistas bolsonaristas que querem fechar a corte


Supremo autorizou pedido da PGR para a instauração de uma investigação sobre os atos antidemocráticos promovidos por bolsonaristas em Brasília, onde há até um acampamento de treinamento fascista financiado por uma vaquinha na internet


O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de instauração de um inquérito para verificar o esquema de financiamento e a natureza de atos antidemocráticos promovidos por bolsonaristas em Brasília. 
No domingo, 3, foi realizado um ato em defesa de Jair Bolsonaro que pedia o fechamento do Congresso e da suprema corte. Os bolsonaristas também criaram no domingo um acampamento de treinamento fascista financiado por uma vaquinha na internet. Os atos no DF, porém, são recorrentes - ocorrendo quase semanalmente.
A autorização para abertura do inquérito partiu do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a realização de diligências mantendo a investigação em sigilo. Moraes, desta forma, decide novamente contra os bolsonaristas. Foi ele quem suspendeu, com base em ação do PDT, a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Igrejas evangélicas querem empréstimos do governo durante a pandemia




Representantes da bancada evangélica, noticia o Estadão, pediram o apoio da área econômica do governo para conseguir acesso a empréstimos bancários. Segundo a reportagem, o assunto chegou a ser levado para o Banco Central. No último dia 22, o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, recebeu o deputado Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal e presidente nacional do Republicanos, partido que compõe o Centrão. Técnicos da área econômica, ainda de acordo com o jornal paulista, temem que a pressão dos evangélicos leve a Caixa a conceder financiamentos para as igrejas em meio à pandemia do novo coronavírus. Em nota, o deputado Marcos Pereira afirmou: “Não houve pedido de socorro algum ao BC. O que houve foi pedido de ‘esclarecimento’ a respeito da possibilidade de instituições financeiras poderem emprestar para instituições religiosas”.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Covid-19: Catarinenses não querem morrer e se revoltam com governador e empresários bolsonaristas



Após governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), aderir à orientação de Bolsonaro de reabrir o comércio local, indo contra a determinação da OMS de isolamento social, população do Estado revoltou-se e lançou a hashtag #SCnãoquermorrer nas redes.



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