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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

VÍDEO inédito mostra submarino soviético lançando 16 mísseis balísticos debaixo d'água

 


Imagens que até pouco tempo eram consideradas classificadas foram publicadas nas redes sociais russas, mostrando um submarino soviético lançando uma salva de 16 mísseis balísticos.

Durante a operação Begemot 2, no dia 6 de agosto de 1991, o último submarino do projeto 667BDRM, também conhecido como K-407 Novomoskovsk, disparou 16 mísseis balísticos intercontinentais R-29 Sineva com intervalos de 14 segundos entre cada projétil.

Esta foi a última manobra desta escala na União Soviética e o lançamento, que pode ser observado nas imagens, foi bem-sucedido, já que todos os mísseis partiram e atingiram seus alvos com sucesso.

Esta foi uma missão muito complexa, visto que é muito difícil manter a estabilidade de um submarino durante o lançamento de uma grande quantidade de mísseis.

Cada um dos mísseis pesa mais de 40 toneladas, sendo do tamanho de um prédio de cinco andares. Isto significa que em poucos minutos, mais de 640 toneladas de armamento saíram do submarino.

Trata-se do teste de uma resposta a um ataque nuclear, quando um submarino precisa lançar todos seus mísseis antes que seja destruído pelo inimigo. Esta é precisamente a missão dos submarinos estratégicos.

Curiosamente, este lançamento ocorreu no dia 6 de agosto desse ano, no aniversário do primeiro emprego de uma arma nuclear contra a cidade japonesa de Hiroshima.

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Que consequências geopolíticas teria construção de cabo submarino entre China, Europa e África?

 


Um cabo de Internet conectará a China com países na África e na Europa por via aquática. Em um mundo cada vez mais virtual, o desenvolvimento de tal empreendimento pode ter consequências diretas na geopolítica mundial.

O cabo submarino chinês chamado Paz sairá no final deste ano por via terrestre da China, percorrendo o Paquistão, e se dirigindo ao fundo do mar por 13 mil quilômetros até chegar em Marselha, na França. A intenção por trás de toda engenharia é transportar dados e tornar serviços mais rápidos entre empresas chinesas e seus parceiros comerciais na Europa e na África, de acordo com a Bloomberg.

"Este é um plano para projetar energia além da China, em direção à Europa e à África", disse Jean-Luc Vuillemin, chefe de redes internacionais da Orange SA, companhia telefônica francesa que operará a estação de aterrissagem do cabo em Marselha, citado pela mídia.

O cabo está sendo construído pela Hengtong Optic-Electric Company, que tem a Huawei como sua terceira maior acionista.  

Mapa mostra as conexões do cabo Paz chinês, saindo do Paquistão e se conectando à África e à Europa
Mapa mostra as conexões do cabo Paz chinês, saindo do Paquistão e se conectando à África e à Europa

A França já estaria preparada para enfrentar pressões adicionais de Washington sobre o cabo da Paz, segundo a mídia. O presidente francês, Emmanuel Macron, não quer isolar a China da infraestrutura da Internet, em parte para que a França não tenha que "depender totalmente das decisões dos EUA", disse ele em uma entrevista no Conselho Atlântico em fevereiro, citado pela Bloomberg.

Não é de agora que os EUA vêm interpretando a infraestrutura virtual construída pela China como uma ameaça. No ano passado, o então secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, advertiu a comunidade internacional a "garantir que os cabos submarinos que conectam nosso país à Internet global não sejam subvertidos para coleta de inteligência por Pequim em hiperescala".

Em alguns momentos, Washington e seus aliados já bloquearam o caminho virtual da China. Em 2018, a Austrália destruiu um cabo da Huawei Marine Networks, que conectava as ilhas Salomão, Papua Nova Guiné e Sydney. Em 2020, uma parte de um cabo que seguia de Los Angeles a Hong Kong foi redirecionado depois que autoridades de segurança nacional dos EUA bloquearam os planos de uma conexão com o território que está sob controle chinês.

O fato é que EUA e China progressivamente escalão uma disputa para que um dos dois se consolide como protagonista mundial, se tornando a nova potência, no caso de Pequim, ou se firmando como tal, no caso de Washington. Em um mundo cada vez mais eletrônico e virtual, a soberania necessária para ter o comando nas mãos não depende somente do controle de territórios e mares, mas também, de quem detém o controle da Internet. Os novos investimentos chineses na área ajudam a desbancar o domínio norte-americano na rede e deixam a competição e as tensões entre os dois países ainda mais acirradas.

Segundo a especialista britânica em política cibernética, Emily Taylor, ver as tensões geopolíticas descerem para o fundo do mar influenciando a Internet mundial é lamentável.

"É realmente lamentável ver essa geopolítica descendo da pilha para as camadas físicas da Internet. O que todos nós teremos para chegar a um acordo com isso é: como tentarmos manter o máximo de portas abertas, sem nos expormos a ameaças à segurança nacional?" indagou a especialista citada pela mídia.

No atual panorama tecnológico global, os cabos submarinos têm uma importância estratégica significativa. Cerca de 400 deles transportam quase 98% do tráfego internacional de dados e telefonia da Internet em todo o mundo. Muitos pertencem e são operados por empresas norte-americanas.

NOTÍCIAS MAIS ACESSADAS

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Portador da arma do Juízo Final: Rússia está terminando construção do maior submarino do mundo

 


Submarino nuclear russo Belgorod se prepara para entrar em serviço da Marinha da Rússia. Os testes preliminares dos vários equipamentos do navio demonstraram que está pronto para navegar.

O comprimento do submarino nuclear é superior a 180 metros, tem mais 11 metros de comprimento que o submarino nuclear Typhoon, o maior até agora, e 12 metros mais que os submarinos norte-americanos da classe Ohio.

A história do gigante submarino

Embora oficialmente o submarino tenha sido lançado após a desintegração da União Soviética, em 24 de julho de 1992, a sua construção sofreu grandes alterações posteriormente.

Em 1997, a construção da embarcação e de dois outros navios irmãos foi suspensa devido à difícil situação econômica, tendo entretanto sido produzidos os submarinos da classe Borei.

Os trabalhos foram retomados em 20 de dezembro de 2012. Em 23 de abril de 2019, o Belgorod foi retirado do estaleiro para realizar vários testes e ser completado na água. A entrega do submarino à Marinha da Rússia está prevista para este ano, escreve o portal Izvestia.



© SPUTNIK / PAVEL LVOV
Submarino russo Belgorod, lançado à água em 23 de abril de 2019 ano
No decorrer dos trabalhos de construção, o submarino passou por importantes modificações. Em particular, o seu casco foi aumentado em 30 metros devido à inserção de novos compartimentos, destinados a incorporar uma variedade de outros aparelhos submersíveis menores, bem como a liberá-los no meio marinho e recebê-los de volta.

Primeiro portador do Poseidon

O submarino nuclear Belgorod será o primeiro portador regular de uma nova arma de dissuasão estratégica: os drones subaquáticos nucleares Poseidon, conhecidos também como arma do Juízo Final.

O Poseidon é um veículo subaquático robotizado com sistema de propulsão nuclear, semelhante a um grande torpedo. Especialistas militares ocidentais estimam que o aparelho pese várias dezenas de toneladas.

Somente submarinos nucleares especiais podem ser equipados com esta arma.

O Poseidon pode ser utilizado para efetuar um ataque de retaliação nuclear contra o território de um possível inimigo no caso este atacar primeiro.



© SPUTNIK / MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA
Drone subaquático nuclear russo Poseidon

O drone nuclear submarino Poseidon, de 24 metros de comprimento, consegue atingir uma altíssima velocidade, inalcançável para um submarino comum, submergir à profundidade de um quilômetro e calcular de forma autônoma a melhor trajetória para chegar ao destino.

O sistema Poseidon já foi utilizado no submarino Sarov, mas também pode ser empregado de forma autônoma.

Outros sistemas robóticos

Além do Poseidon, a Rússia está construindo sistemas robóticos submarinos, em particular o veículo autônomo não tripulado Klavesin-2R-PM. Este drone subaquático é capaz de realizar trabalhos de pesquisa e exploração à profundidade de até 6.000 metros. Por exemplo, é capaz de encontrar sensores de sistemas de observação submarina.

O Belgorod é ainda portador das chamadas estações nucleares de águas profundas, que são submarinos menores, como o AS-31 Losharik. Estes veículos são projetados para efetuar uma ampla gama de trabalhos a profundidades de até 6.000 metros.

Em particular, o aparelho As-31 pode ser utilizado na busca de equipamento militar perdido, detectar ou instalar vários sensores submarinos e conectar ou destruir cabos de comunicação.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Argentina e Chile querem construir um cabo óptico submarino para Oceania e Ásia

 


O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em encontro seu homólogo da Argentina, Alberto Fernández, confirmou que ambas nações estão comprometidas a analisar as possibilidades da construção de um cabo óptico submarino que une os dois países com Austrália, Nova Zelândia e Ásia.

Piñera falou na tarde desta terça-feira (26), ao lado de Alberto Fernández, em entrevista coletiva transmitida de modo on-line.

Presidente Piñera: "vamos assinar um acordo que nos permita enfrentar conjuntamente a construção de um cabo óptico submarino que ligará Chile, Argentina e América do Sul à Austrália, Nova Zelândia e Ásia Pacífico

O presidente chileno explicou que este projeto tem como objetivo ampliar as capacidades dos países de se incorporarem plenamente à sociedade digital global

No ato, os líderes assinaram um acordo de reconhecimento e troca de carteiras de habilitação, que permite aos cidadãos dos dois países circularem com o mesmo documento por rotas chilenas e argentinas.

Eles também assinaram acordos em matéria de saúde, para agilizar o intercâmbio de informações entre os dois ministérios; nas questões de fronteira, para eliminar a burocracia nas alfândegas; e também acertaram um pacto para melhorar a implementação do roaming móvel.



© FOTO / DIVULGAÇÃO
Funcionários fazem ajustes no cabo de fibra ótica

Chile, Argentina e América Latina

Piñera qualificou a reunião bilateral entre os presidentes como frutífera e destacou que a visita de Fernández "reflete o compromisso do Chile e da Argentina em continuar fortalecendo os laços de amizade".

"A conversa permitiu-nos traçar um roteiro para estreitar a relação, cooperar no combate à pandemia e analisar as oportunidades futuras", afirmou, acrescentando que a reativação do setor econômico foi um dos principais temas do encontro.

Fernández, por sua vez, fez sua primeira visita oficial ao Chile nesta terça-feira (26). A viagem de Fernández estava originalmente planejada para 18 de janeiro, mas o presidente Piñera e a primeira-dama, Cecilia Morel, entraram em um período de quarentena preventiva por serem contatos próximos de uma pessoa com COVID-19, o que obrigou ao adiamento da reunião.



© AP PHOTO / JACQUELYN MARTIN
Sebastián Piñera, candidato a la presidencia y exmandatario (2010-2014) chileno

Como o cabo submarino funciona

Os cabos submarinos atuais estão em todos os continentes, exceto a Antártida. Eles são ligados por fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital, seja telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69mm de diâmetro e pesam cerca de 10Kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. 

O primeiro sistema desse tipo foi implantado em 1982 nas Ilhas Canárias. No início do século 21, houve um aumento efetivo de oferta de banda graças aos novos sistemas de cabos submarinos lançados nos oceanos Pacífico, Atlântico, no sudeste da Ásia e na América do Sul. No continente americano, há três redes ópticas submarinas de grande capacidade: a SAM1, a South American Crossing e o 360 Network.

A evolução fez o tempo de transmissão dos sinais, que antes era medido em minutos, cair para milissegundos com o uso da fibra óptica. O maior cabo óptico submarino do mundo é o SEA-ME-WE 3: ele tem 38 mil Km e interliga 32 países do sudeste asiático, do Oriente Médio e da Europa.

Além da alta capacidade de transmissão dos cabos submarinos, eles atingem grandes distâncias: podem chegar a 9 mil km sem que haja necessidade de regeneração de sinal. Os dispositivos utilizados em sistemas submarinos são projetados para resistir a pressão d’água de até 8 mil m de profundidade (ou seja, 800 atmosferas). São estruturas de alta confiabilidade, cuja vida útil normalmente atinge 25 anos.



AMAZÔNIA CONECTADA/ EXÉRCITO BRASILEIRO
Exército utilizará cabos de fibra ótica subfluviais para conectar cidades ribeirinhas do interior da Amazônia


sábado, 12 de dezembro de 2020

Lançamento simultâneo de 4 mísseis intercontinentais de submarino nuclear russo é mostrado em VÍDEO

 


O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo do lançamento simultâneo de quatro mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs, na sigla em inglês) Bulava do submarino nuclear Vladimir Monomakh.

O lançamento foi realizado neste sábado (12) a partir do submarino submerso no mar de Okhotsk, e os mísseis atingiram os alvos designados no polígono de Chizha, na região de Arkhangelsk.

O lançamento e o voo, segundo o Ministério da Defesa russo, decorreram segundo o planejado, tendo o ministério destacado "o alto profissionalismo e competência" da tripulação do submarino.

Sobre o submarino nuclear

O Vladimir Monomakh é um submarino nuclear estratégico da classe Borei de quarta geração, tendo sido entregue à Marinha russa em dezembro de 2014.

O navio tem 170 metros de comprimento, dez metros de calado e 13,5 metros de largura. Pode operar entre 400 e 480 metros de profundidade com autonomia de 90 dias. Tem capacidade para transportar 16 lançadores de mísseis Bulava, com alcance de oito mil quilômetros.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Venezuela possui submarino secreto que poderia sabotar interesses dos EUA no Caribe, diz Forbes



Especialista militar da Forbes afirma que a Venezuela possui submergível que seria capaz de conduzir operações contra cabos de Internet dos EUA, criando uma "ameaça assimétrica" a Washington.

A razão disso seria a alegada construção de um submarino VAS 525 em um estaleiro militar em Puerto Cabello, no país sul-americano.
De acordo com H I Sutton, especialista militar da Forbes, o submarino estaria em desenvolvimento desde 2015, enquanto seria semelhante à versão do submergível VAS 525 SL Mk2, originalmente da Itália.
A embarcação subaquática italiana possui pouco mais de sete metros de comprimento e dois metros de largura, publicou a Forbes.
Além disso, o submarino pode descer até 160 metros abaixo da superfície marítima.
De acordo com Sutton, o submarino é pouco conhecido, inclusive nos círculos de defesa, enquanto possui características semelhantes a outro veículo submarino testado recentemente pela Marinha dos EUA.
Sobre o possível uso do minissubmarino VAS 525 da Marinha Bolivariana da Venezuela
Quanto ao seu uso, o suposto submergível venezuelano poderia ser aplicado tanto para fins civis quanto militares.

Carregando sabotadores

O submergível seria capaz de carregar mergulhadores-sabotadores a serviço das Forças Armadas da Venezuela.
Uma vez no mar, tais sabotadores poderiam plantar minas no casco de navios.
Contudo, Sutton ressalta que o alvo mais sensível corresponderia a cabos de Internet, assim como outras estruturas submarinas de fibra óptica utilizadas para comunicações no Caribe.
Em particular, diversos cabos no território da baia de Guantánamo, utilizados pelos EUA, poderiam ser alvo de atos de sabotagem no Caribe.
"E existem muitos outros cabos no alcance dos navios venezuelanos", frisou Sutton.
Uma fez feito um ataque de tal espécie, obras de reparo seriam difíceis de ser conduzidas.
"Cabos submarinos de Internet são frequentemente danificados pelas ancoras de navios, mas isso é geralmente perto da costa. Consequentemente, eles podem ser reparados facilmente. Mas um ataque em águas profundas, especialmente se os navios de reparo se sentirem sob ameaça, poderia ser mais perturbador", acrescentou.
Contudo, o especialista acredita que a condução de tal ataque poderia ser difícil para a Venezuela, ao menos que o país utilize navios civis para transportar o submergível até a região do ataque.

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