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domingo, 22 de agosto de 2021

'China gera US$ 1 bilhão a cada 60 horas': Senado insta Itamaraty a focar comércio na Ásia, diz mídia

 


Atualmente, a manutenção dos 216 postos diplomáticos do Brasil no exterior consome cerca de 80% do orçamento anual do MRE brasileiro. Parlamentares pedem revisão da divisão de postos e foco em países asiáticos.

Senadores querem modernizar o sistema de distribuição de postos diplomáticos no exterior e priorizar nações com maiores relações comerciais com o Brasil, de acordo com a revista Veja.

O intuito dos parlamentares é convencer o Executivo de que países da Ásia devem ser tratados como parceiros preferenciais, e que não faz mais sentido manter embaixadas e consultados em locais tradicionais que não estão gerando tanta renda para as exportações brasileiras.

Para sustentar o argumento, os senadores citam dados que mostram uma grande diferença nas exportações no primeiro semestre desse ano. Por exemplo, o Brasil exportou mais para a Índia do que para o Reino Unido, mais para Cingapura do que para a Alemanha, mais para a Coreia do Sul do que para a Espanha.

A presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), Kátia Abreu (Progressistas-TO), disse que as exportações brasileiras para a Ásia, excluindo a China, são maiores do que tudo que o Brasil vende para União Europeia.

Entretanto, a presidente complementa que "o comércio Brasil-China é de aproximadamente US$ 1 bilhão [R$ 5,4 bilhões] a cada 60 horas".

Segundo a mídia, diante desses dados, os parlamentares instaram o chanceler Carlos Alberto Franco França a dar explicações sobre a produtividade e as vantagens comerciais da permanência de embaixadas em países com baixo fluxo de negócios com o país.

Em 2019 e 2020, o Itamaraty já fez um corte de 140 postos visando reduzir custos, principalmente no Estados Unidos e na Europa, mas ainda mantém, no total, 61 representações na Europa, 42 na América do Sul, 37 na África, 29 na Ásia e Oceania, 20 na América do Norte, 15 na América Central e Caribe e 12 no Oriente Médio e Ásia Central.

Atualmente, a manutenção dos 216 postos diplomáticos do Brasil no exterior consome cerca de 80% do orçamento anual do Ministério de Relações Exteriores, de acordo com a mídia.

"A manutenção de ampla rede de postos no exterior representa desafio orçamentário ao ltamaraty, uma vez que seu custeio se dá em moeda estrangeira, e, ao longo da última década, o real desvalorizou-se fortemente em relação ao dólar norte-americano. […] O orçamento do MRE em 2021 é o segundo menor dos últimos cinco anos", disse França em um ofício enviado ao Senado.

Esse ano, o Brasil desativou seus postos em sete países visando a diminuição orçamentária, foram eles: Serra Leoa, Libéria, Antigua e Barbuda, Granada, São Cristóvão e Névis e São Vicente e Granadinas. O consulado na Cidade do México, no México, também foi cancelado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Argentina e Chile querem construir um cabo óptico submarino para Oceania e Ásia

 


O presidente do Chile, Sebastián Piñera, em encontro seu homólogo da Argentina, Alberto Fernández, confirmou que ambas nações estão comprometidas a analisar as possibilidades da construção de um cabo óptico submarino que une os dois países com Austrália, Nova Zelândia e Ásia.

Piñera falou na tarde desta terça-feira (26), ao lado de Alberto Fernández, em entrevista coletiva transmitida de modo on-line.

Presidente Piñera: "vamos assinar um acordo que nos permita enfrentar conjuntamente a construção de um cabo óptico submarino que ligará Chile, Argentina e América do Sul à Austrália, Nova Zelândia e Ásia Pacífico

O presidente chileno explicou que este projeto tem como objetivo ampliar as capacidades dos países de se incorporarem plenamente à sociedade digital global

No ato, os líderes assinaram um acordo de reconhecimento e troca de carteiras de habilitação, que permite aos cidadãos dos dois países circularem com o mesmo documento por rotas chilenas e argentinas.

Eles também assinaram acordos em matéria de saúde, para agilizar o intercâmbio de informações entre os dois ministérios; nas questões de fronteira, para eliminar a burocracia nas alfândegas; e também acertaram um pacto para melhorar a implementação do roaming móvel.



© FOTO / DIVULGAÇÃO
Funcionários fazem ajustes no cabo de fibra ótica

Chile, Argentina e América Latina

Piñera qualificou a reunião bilateral entre os presidentes como frutífera e destacou que a visita de Fernández "reflete o compromisso do Chile e da Argentina em continuar fortalecendo os laços de amizade".

"A conversa permitiu-nos traçar um roteiro para estreitar a relação, cooperar no combate à pandemia e analisar as oportunidades futuras", afirmou, acrescentando que a reativação do setor econômico foi um dos principais temas do encontro.

Fernández, por sua vez, fez sua primeira visita oficial ao Chile nesta terça-feira (26). A viagem de Fernández estava originalmente planejada para 18 de janeiro, mas o presidente Piñera e a primeira-dama, Cecilia Morel, entraram em um período de quarentena preventiva por serem contatos próximos de uma pessoa com COVID-19, o que obrigou ao adiamento da reunião.



© AP PHOTO / JACQUELYN MARTIN
Sebastián Piñera, candidato a la presidencia y exmandatario (2010-2014) chileno

Como o cabo submarino funciona

Os cabos submarinos atuais estão em todos os continentes, exceto a Antártida. Eles são ligados por fibra óptica e permitem o transporte de todo tipo de informação digital, seja telefone, internet e demais dados. Geralmente, eles têm 69mm de diâmetro e pesam cerca de 10Kg por metro. Para águas profundas, no entanto, são usados cabos mais finos e leves. 

O primeiro sistema desse tipo foi implantado em 1982 nas Ilhas Canárias. No início do século 21, houve um aumento efetivo de oferta de banda graças aos novos sistemas de cabos submarinos lançados nos oceanos Pacífico, Atlântico, no sudeste da Ásia e na América do Sul. No continente americano, há três redes ópticas submarinas de grande capacidade: a SAM1, a South American Crossing e o 360 Network.

A evolução fez o tempo de transmissão dos sinais, que antes era medido em minutos, cair para milissegundos com o uso da fibra óptica. O maior cabo óptico submarino do mundo é o SEA-ME-WE 3: ele tem 38 mil Km e interliga 32 países do sudeste asiático, do Oriente Médio e da Europa.

Além da alta capacidade de transmissão dos cabos submarinos, eles atingem grandes distâncias: podem chegar a 9 mil km sem que haja necessidade de regeneração de sinal. Os dispositivos utilizados em sistemas submarinos são projetados para resistir a pressão d’água de até 8 mil m de profundidade (ou seja, 800 atmosferas). São estruturas de alta confiabilidade, cuja vida útil normalmente atinge 25 anos.



AMAZÔNIA CONECTADA/ EXÉRCITO BRASILEIRO
Exército utilizará cabos de fibra ótica subfluviais para conectar cidades ribeirinhas do interior da Amazônia


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Sucesso na moda na Ásia, Fernanda Cecília Trindade posa sensual e busca oportunidades no Brasil


A mineira tem contratos com grifes do mundo inteiro


Com contratos espalhados por grifes renomadas e grandes agências de modelo de diversos países, principalmente na Índia, Fernanda Cecília, que tem 13 anos de carreira, busca oportunidades no Brasil. “Meu maior ideal é trabalhar no Brasil, mas falta mais oportunidade”, disse a modelo, que tem 1,76m de altura, busto 84, cintura 61, quadril 86, cabelo castanho claro e olhos cor mel. Para manter essas medidas, Fernanda pratica musculação e yoga. Além de trabalhar no Brasil, a modelo tem outros projetos. “Quero trabalhar na moda ainda por alguns anos, mas com tudo que aprendi, vendo em vários países, quero colocar no papel e realizar. Também quero comprar minha loja e montar minha marca. Ainda estou desenhando minha coleção. Quando sair do papel, aí realizarei meu outro sonho. Quero tudo por meios tecnológicos, que não agridem a natureza. Além de uma equipe preparada para saber explicar o produto e a qualidade que estará na loja. Não abro mão disso . Com esses pensamentos, tenho absoluta certeza que será um sucesso a loja que já tem nome em mente, mas ainda não revelei”, planeja. Outro plano de Fernanda é reabrir sua antiga agência na Índia, chamada de Cleópatra Models, onde ela, sozinha, foi destaque entre todas as outras agências, sendo referência entre as modelos. “Quero voltar aos meus empreendimentos, mesmo porque a carreira de modelo não dura para sempre, a beleza acaba e o que fica e quem somos e o que fizemos ao próximo e a nos mesmos”.









Foto: Divulgação/VH Assessoria

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