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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Queimadas Bahia: Homem ficou em estado grave após ser agredido durante evento; família acusa seguranças

 



CONFIRA, ABAIXO E NA ÍNTEGRA, A NOTA DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO. A equipe do ESQUENTA DA LAVAGEM vem a público esclarecer que tomamos conhecimento hoje, do lamentável episódio que ocorreu na área externa do evento na madrugada do último sábado. O princípio da confusão iniciou na parte interna, mas, rapidamente, a organização, juntamente com a equipe de segurança, colocou os envolvidos para fora do evento. Ainda assim, repudiamos de forma veemente os atos de agressão ocorridos externamente. Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos, almejando que os envolvidos sejam responsabilizados. Queremos deixar claro também que a equipe MÍDIA SOM era apenas prestadora de serviço e não tem qualquer responsabilidade sobre os fatos ocorridos no dia de ontem. Desde já, queremos deixar um agradecimento a todos que curtiram em paz e promoveram um ambiente de harmonia e diversão. Portanto, todos que não estiverem alinhados ao princípio da boa convivência não são e não serão bem-vindos em futuros eventos.


Um homem, de prenome Halbert, está em estado grave após ser espancado em Queimadas, Região Nordeste da Bahia. O caso aconteceu no sábado (2/5), durante um evento, que é particular, batizado de Esquenta da Lavagem. “Ele saiu para se divertir. Os seguranças da festa pegaram ele, espancaram e jogaram debaixo de um carro. Foi uma testemunha que passava pelo local quem o ajudou. O segurança chegou a alegar que a vítima estava dando overdose. Em momento nenhum isso aconteceu”, disse, ao Região em Pauta, uma familiar da vítima. Por medo, ela não quer se identificar. “Foi uma covardia. O irmão dele também acabou espancado, que está com hematoma nas costas. Halbert vai passar por uma cirurgia no nariz. Ele sente tanta dor nas costas que nem os exames consegue fazer”, comentou. Com ferimentos por todo o corpo, incluindo o rosto, Halbert foi encaminhado para o Hospital Doutor Edson Silva. Por conta das gravidades dos ferimentos, até a tarde deste domingo, ele aguardava regulação para uma unidade de porte maior.


Fonte Região em PAUTA

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Novo IOF traz insegurança para todo mundo e endividados e pobres serão mais afetados, diz professor

 


João Branco, economista e professor da ESPM-Rio, explica à Sputnik Brasil de que forma o aumento nas alíquotas do IOF vai impactar os consumidores e as empresas.

As novas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) entraram em vigor na segunda-feira (20), aumentando o custo do crédito para empresas e famílias.

O governo federal anunciou que o aumento, de 36%, vai ser cobrado até o dia 31 de dezembro de 2021 e incidirá sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos e valores mobiliários.

O objetivo é custear o Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família. De acordo com o governo, a alta do IOF permitirá uma arrecadação extra de R$ 2,14 bilhões para custear o novo programa.

Cartão do Bolsa Família, da Caixa Econômica Federal. Foto de arquivo
© FOLHAPRESS / EVERTON SILVEIRA/AGÊNCIA FREELANCER
Cartão do Bolsa Família, da Caixa Econômica Federal. Foto de arquivo
"Para as pessoas físicas a alíquota passa de 3% ao ano para 4,08% ao ano. Já para as pessoas jurídicas, a alíquota anual passa de 1,5% para 2,04%", informa a Agência Brasil.

João Branco, economista e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-Rio), explica à Sputnik Brasil de que forma esse aumento nas alíquotas do IOF vai impactar os consumidores e as empresas.

"Um cidadão comum, se ele for fazer o financiamento de um carro, ele vai pagar 36% a mais de imposto. Se ele for pegar um empréstimo pessoal, ou financiar uma compra no cartão de crédito, tudo isso vai aumentar significativamente o custo da operação [...]. Isso pesa bastante no bolso das pessoas", comenta.

O especialista recorda que as empresas precisam de capital de giro para se financiar e pagar dívidas. De forma que esse aumento gera "uma atmosfera de desconfiança muito grande por parte do mercado".

Movimentação de consumidores no mercado público de Afogados, na Zona Oeste de Recife (PE)
© FOLHAPRESS / MARLON COSTA/FUTURA PRESS
Movimentação de consumidores no mercado público de Afogados, na Zona Oeste de Recife (PE)

Incertezas e insegurança

Na campanha eleitoral de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro afirmou: "Não vamos aumentar impostos". Promessa que foi reiterada quando Bolsonaro já era presidente: "Não tem aumento de impostos e ponto final". Para o professor da ESPM-Rio, todavia, o pior nem é a quebra da promessa.

Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
© AP PHOTO / ERALDO PERES
Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
"Em primeiro lugar essa ampliação de imposto vai de encontro a uma promessa de campanha do governo atual de não promover elevação de impostos [...]. Não chega a ser uma novidade, mas a forma como foi feito, aí sim. Foi muito atribulada, de afogadilho. Quando saiu a notícia, alguns componentes do próprio Ministério da Economia nem sequer sabiam que esse aumento estava em curso. Isso indica que há um certo desespero, uma certa falta de coordenação, falta de planejamento do governo na hora de definir a medida. Isso gera uma expectativa muito ruim no mercado", avalia Branco.

O especialista esclarece que o grande problema do governo federal é que o orçamento não está fechando. Há um desejo em ampliar o Bolsa Família, mas não há recursos.

"O que diz o manual em uma hora dessas? A alternativa número um é cortar custos, se essa alternativa não está no radar, seja porque vamos ingressar agora em um ano eleitoral, seja porque os custos e as despesas foram bastante cortadas ao longo do tempo, a alternativa é ampliar as receitas e uma das alternativas de ampliar as receitas é elevar os impostos."

A decisão de aumentar o IOF afeta indistintamente todos os consumidores que por alguma razão fazem uma operação financeira, e atinge principalmente as pessoas que estão mais endividadas porque a dívida vai aumentar ainda mais, explica João Branco.

"Ou seja, é um imposto regressivo, acaba afetando mais as pessoas que estão em pior situação financeira, de maneira geral acaba afetando mais os mais pobres em detrimentos dos mais ricos [...]. É um imposto muito ruim, prejudica os mais endividados e os mais pobres e vem de uma forma inesperada, gerando insegurança para todo mundo", sublinha.
Homem mostra cédula de 200 reais após o Banco Central do Brasil emitir a nova nota, em Brasília
© REUTERS . ADRIANO MACHADO
Homem mostra cédula de 200 reais após o Banco Central do Brasil emitir a nova nota, em Brasília

Reforma tributária e dicas

Na verdade, os mais pobres vão sofrer ainda mais porque haverá aumento nos produtos, uma vez que a subida de impostos normalmente é refletida nos preços.

Fila de pessoas no açougue localizado no bairro CPA II, em Cuiabá, que distribuiu ossinhos para população há dez anos. A procura por ossos apesentou aumento significativo pelo elevado desemprego, aumento generalizado dos preços e a pandemia, Cuiabá-MT, 22 de julho de 2021
© FOLHAPRESS / FRANCISCO ALVES
Fila de pessoas no açougue localizado no bairro CPA II, em Cuiabá, que distribuiu ossinhos para população há dez anos. A procura por ossos apesentou aumento significativo pelo elevado desemprego, aumento generalizado dos preços e a pandemia, Cuiabá-MT, 22 de julho de 2021
"Quando os agentes econômicos começam a repassar um determinado custo, e imposto é um custo, para o preço, a gente começa a ter uma expectativa de elevação da inflação. Ou seja, essa medida pode ser uma medida que também vai gerar inflação por dois motivos: primeiro pelo repasse automático para o preço e segundo porque na medida em que os agentes começam a ter maior desconfiança com relação ao futuro, maior insegurança com relação ao futuro, eles tendem a se precaver aumentando os seus preços. E se tiver um aumento generalizado desse tipo de comportamento isso vai se concretizar em inflação", explica.

A solução mais recomendável em situações como a atual, segundo João Branco, é conhecida pelos governantes, mas ninguém avança com ela: reforma tributária.

"A gente tem um sistema tributário que é muito ruim. Além de ser muito desigual, tem a componente pró-cíclica: vai bem quando as coisas vão muito bem e vai muito mal quando as coisas vão mal. Veja o caso do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], que é um imposto direto sobre o consumo. Grande parte da arrecadação no Brasil é sobre esse tipo de imposto. Se a economia começa a retomar, aumenta, mais até do que proporcionalmente, a arrecadação do governo. E parece que está tudo bem e o governo não quer fazer a reforma tributária. Se a economia começa a patinar e a não crescer, a arrecadação piora mais do que proporcionalmente, e o governo pensa em fazer a reforma tributária, mas já não consegue porque perdeu o apoio político. Já estamos nessa armadilha há muito tempo, não é de hoje", lamenta.

​O professor da ESPM-Rio comenta que só com uma reforma será possível tornar o nosso sistema tributário mais justo, onde as pessoas de mais alta renda paguem proporcionalmente mais impostos do que as pessoas de mais baixa renda.

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), recebe dos ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), segunda parte da reforma tributária. Foto de arquivo
© FOLHAPRESS / PEDRO LADEIRA
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), recebe dos ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), segunda parte da reforma tributária. Foto de arquivo

Enquanto a reforma não acontece, e com as novas alíquotas do IOF já em vigor, o especialista tem algumas dicas para os consumidores:

"Em primeiríssimo lugar, mesmo que o IOF tivesse caído, o juro que você paga pelo cartão de crédito é muito alto, talvez a pior forma de você se financiar é parcelando débito no cartão de crédito, ou entrando no cheque especial. Isso é muito ruim. A melhor maneira, se for ter que pagar IOF, que pelo menos pague fazendo um empréstimo, financiado no mais longo prazo possível na menor taxa. Falar isso é fácil, nem sempre é possível, mas o ideal é não ter dívida, principalmente no cenário que a gente está observando agora do aumento dos juros", conclui.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

'Bolsonaro só semeia insegurança e violência', diz candidata à presidência de Portugal

 


A campanha para presidente de Portugal entra em sua reta final nesta semana. A votação será no domingo (24). Candidato à reeleição, Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado por PPD/PSD e CDS-PP) é favorito para vencer ainda no 1º turno, com 66,7% das intenções de votos, segundo a última pesquisa divulgada.

No segundo lugar, estão tecnicamente empatados o deputado André Ventura, do partido de extrema direita Chega, e Ana Gomes, apoiada pelos partidos LIVRE e PAN, com 11% e 10,8% dos votos, respectivamente. Na sequência, aparece Marisa Matias (Bloco de Esquerda), com 4%. João Ferreira (PCP), com 3,2%, e Tiago Mayan Gonçalves (IL), com 2,3%, completam as projeções da pesquisa encomendada por TVI/Observador. 

Sputnik Brasil entrevistou Ana Gomes durante evento organizado pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), em um hotel em Lisboa, nesta segunda-feira (19). A ex-eurodeputada socialista, viúva de António Franco, embaixador de Portugal no Brasil entre 2001 e 2004, vê com preocupação o crescimento da extrema direita em seu país e no mundo. 

Questionada por Sputnik Brasil se vê semelhanças entre seu opositor André Ventura e o presidente Jair Bolsonaro, a jurista disse que ambos alimentam um discurso divisionista e anticientífico, que "quer estimular a desunião entre os cidadãos e que só semeia insegurança e violência". 

"Preocupa-me muito a questão que estão a sofrer todos no Brasil, designadamente, em consequência da terrível gestão da pandemia, que é o resultado da atitude do presidente Bolsonaro e do desacerto com as autoridades a todos os níveis por parte do seu governo. O povo brasileiro está a pagar caro", avalia Ana Gomes.

A diplomata, que foi chefe de missão e embaixadora de Portugal na Indonésia entre 2000 e 2003, destacou-se por ajudar a negociar a independência do Timor-Leste. Segundo ela, o propósito de Ventura, que conta com o apoio da francesa Marine Le Pen e do italiano Matteo Salvini, é destruir o projeto europeu e a Constituição portuguesa, saindo da Organização das Nações Unidas (ONU). A candidata chama atenção para o fato de a invasão ao Capitólio por apoiadores de Donald Trump não ter sido um ato isolado.

"Não podemos ser ingênuos e não ver uma marca e uma estratégia por parte de uma central de extrema direita que tem financiadores nos EUA e importantes instrumentos no Brasil através de certos grupos religiosos, com o propósito de destruir a liberdade e a democracia em vários continentes. Em Portugal, durante muito tempo se alimentou a ilusão de que não chegam cá esses tipos de fenômenos. Mas chegaram e há uma ligação. Quem financia esse partido da ultradireita [Chega] são forças ligadas à ditadura, aos maiores esquemas de corrupção e de desvios de recursos do Estado", acusa.

Ana Gomes também criticou Marcelo Rebelo de Sousa por, segundo ela, minimizar o perigo e dizer que a extrema direita é apenas mais uma corrente de opinião e que é preciso fazer o combate às ideias. De acordo com a diplomata, mais do que isso, é necessário aplicar a Constituição portuguesa, que proíbe organizações racistas e quaisquer fundações que ponham em causa a democracia política. 

Nesta terça-feira (19), a candidata admitiu a possibilidade de suspender a campanha nas ruas diante do agravamento da segunda onda da pandemia de COVID-19. João Ferreira também avalia a hipótese. Com uma campanha atípica de apenas duas semanas, em que os candidatos vão às ruas praticamente vazias em função do lockdown, os debates pela TV e pelo rádio têm sido a principal forma de aparecer para os eleitores.



© SPUTNIK / CAROLINE RIBEIRO
O deputado português André Ventura, único eleito pelo estreante partido Chega

André Ventura não compareceu ao último debate radiofônico entre os sete candidatos presidenciais, nesta segunda-feira (18). Na noite anterior, realizou um jantar-comício com mais de 160 pessoas, promovendo aglomeração em um restaurante em Braga, no norte de Portugal, mesmo com os pareceres negativos da  Proteção Civil e do delegado de saúde responsável pela região. Jornalistas foram hostilizados durante o evento. A Guarda Nacional Republicana identificou o dono do restaurante e vai enviar as informações ao Ministério Público para apurar eventuais ilegalidades.

Usando batom vermelho, Chico Buarque grava vídeo em apoio a Marisa Matias

Já Marisa Matias realizou um comício virtual, na noite de segunda, com a participação da escritora espanhola Pilar Del Rio, presidente da Fundação José Saramago, e de Chico Buarque. Usando batom vermelho nos lábios, o cantor brasileiro gravou um vídeo em apoio a Marisa. A hashtag #VermelhoemBelém, em referência ao palácio presidencial, viralizou nas redes sociais depois que Ventura disse que a candidata do Bloco de Esquerda "não está muito bem em termos de imagem, com aquele batom muito vermelho, como se fosse uma coisa de brincar". 

​Outros brasileiros, como Guilherme Boulos, ex-candidato à Presidência do Brasil e à Prefeitura de São Paulo, e o ex-deputado federal Jean Wyllys escreveram em solidariedade a Marisa. A defesa à eurodeputada bloquista ganhou eco em outros países também. Em Luxemburgo, a ministra do Interior, Tania Bofferding, questionou: "Por que razão ainda temos de falar sobre igualdade de gênero e estereótipos? Porque, mesmo hoje, uma política é criticada pela cor dos seus lábios em vez das ideias que ela expressa utilizando esses lábios." 

Na Espanha, a ministra da Igualdade, escreveu em sua conta no Twitter: "'Maquia-te como uma boneca, falas como uma criança, és uma histérica.' O que te incomoda realmente é que as mulheres ocupem o espaço público sem pedir autorização. Em frente, Marisa Matias. Que viva a luta das mulheres." Em Portugal, a própria Ana Gomes gravou um vídeo passando batom vermelho em defesa de sua concorrente e das mulheres.

Para a diplomata, apesar de Portugal ser um país formado, em sua maioria, por mulheres que gerem suas casas e empresas com grande eficácia, as leis de paridade de gênero não são cumpridas, e há um fosso salarial entre os dois gêneros, além de elevado índice de violência doméstica. Segundo ela, é preciso uma mulher na presidência para vigiar e exigir o respeito às leis. Identificada com os ciganos, ela conta com o voto em massa da comunidade, que tem cerca de 50 mil residentes no país, e é alvo de discriminação.

Questionada sobre por que os brasileiros que têm igualdade de direitos políticos em Portugal deveriam também votar nela, Ana Gomes reconhece que a comunidade brasileira também é vítima de xenofobia em terras lusitanas. Ela cita o caso das denúncias de maus-tratos feitas por brasileiras contra agentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto de Lisboa, além da cobrança de mensalidades mais caras para brasileiros em universidades portuguesas.

"Não se pode continuar a submetê-los a práticas sinistras como aquelas que vemos no SEF. Não podemos continuar com políticas discriminatórias em relação aos nossos cidadãos brasileiros nas universidades, onde várias vezes pagam propinas [mensalidades] exorbitantes. Isso não é minimamente aceitável, porque é do nosso interesse acolher os brasileiros, integrá-los e aproveitar seus talentos, sua criatividade, a vitalidade e o rejuvenescimento que eles trazem à nossa sociedade, que tão carenciada está de combater o declínio demográfico", afirma Ana Gomes à Sputnik Brasil. 

A candidata também disse que, se eleita, não iria à posse de Bolsonaro em uma eventual reeleição do presidente do Brasil em 2022, diferentemente de Rebelo de Sousa, que compareceu a Brasília quando Bolsonaro assumiu o primeiro mandato, em 2019. Ana Gomes elogiou ainda o voto eletrônico, como um bom exemplo que vem do Brasil e que Portugal deveria ter seguido há muito tempo. 



© AFP 2020 / JOSE MANUEL RIBEIRO
Eleições legislativas em Portugal

Mais de 246 mil eleitores inscritos para votar antecipadamente

Apesar das medidas rígidas de confinamento em função da pandemia de COVID-19, no próximo domingo será permitida a circulação para as pessoas votarem manualmente. No último domingo (17), dos 246.880 eleitores inscritos para o voto antecipado, cerca de 83% compareceram às urnas, de acordo com dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI). Como as seções eleitorais estavam concentradas em poucos lugares, houve longas filas. 

Mesmo quem estava inscrito e não compareceu à votação antecipada, terá uma nova oportunidade no dia 24. Outras 12.906 pessoas, entre idosos em asilos e pessoas em confinamento obrigatório por estarem infectadas com o coronavírus SARS-CoV-2, vão poder votar sem sair de casa. Nestas terça e quarta (19 e 20 de janeiro), equipes eleitorais vão providenciar os votos em domicílio àqueles que se inscreveram sob essas condições, de acordo com informações do MAI.  

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


terça-feira, 21 de abril de 2020

Irã aumenta alcance de mísseis navais para 700 km em meio à insegurança no golfo Pérsico



A Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) anunciou que o Irã conseguiu modificar seus mísseis navais, aumentando o alcance para 700 quilômetros, sem ajuda de outras nações.

"Houve uma época em que o maior alcance dos nossos mísseis navais não ultrapassava 45 quilômetros, e mesmo isso foi conseguido com a ajuda de conselheiros militares americanos", disse o brigadeiro-general iraniano Alireza Tangsiri, citado pela Press TV.
"No entanto, nós desenvolvemos mísseis subsuperfície e superfície-superfície com um alcance de 700 quilômetros, que foram inteiramente fabricados pelas elites militares nacionais", acrescentou o comandante da Marinha iraniana.
Durante o discurso, Tangsiri afirmou que a presença de tropas estrangeiras é a causa da insegurança na região.
"Onde quer que os norte-americanos tenham estado presentes, a insegurança se tem seguido, e não conhecemos nenhum lugar onde a presença dos norte-americanos tenha levado a segurança", destacou.

© AP PHOTO / AMIR KHOLOUSI / ISNA
Míssil S-200 iraniano durante exercício militar em Bushehr, no Irã (foto de arquivo)
Tangsiri também comentou o recente incidente naval entre a Marinha do IRGC e os navios de guerra dos EUA no golfo Pérsico, observando que a presença dos norte-americanos no Golfo levou a um grande aumento no número de incidentes marítimos.
Anteriormente, o ministro iraniano da Defesa, Amir Hatami, anunciou que as forças do país adquiriram três drones com capacidade de combate e autonomia de 1.500 quilômetros, podendo operar a mais de 13.700 metros de altitude.

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