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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Rússia recebe informações de que EUA estão treinando milícias perto de sua base na Síria



Em zonas da Síria onde se registra presença ilegal de forças dos EUA, o problema dos terroristas "não só não está resolvido, como, pelo contrário, eles são encorajados a prosseguir as suas atividades", disse a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova.



As tropas dos EUA que se encontram ilegalmente no território da Síria estão treinando milícias no sul do país, onde se localiza a base militar norte-americana de Al-Tanf, disse na quinta-feira (16) Zakharova.
"Recebemos informações de que os que ocupam a chamada 'zona de segurança' em torno da localidade de Al-Tanf [os norte-americanos], estão treinando e fornecendo armas aos milicianos dos grupos armados ilegais Maghawir al-Thawra", afirmou a representante oficial do MRE russo.
"Isto é feito a fim de realizar ações de sabotagem em outras partes da Síria", explicou.
Na semana passada, a defesa antiaérea russa derrubou dois drones lançados em direção à base aérea de Hmeymim.
A Síria lida com conflito desde março de 2011, no qual as forças do governo enfrentam facções da oposição armada e grupos terroristas.

domingo, 24 de maio de 2020

Miriam Leitão diz que militares assistiram Bolsonaro promover as milícias debaixo dos seus narizes


A jornalista Miriam Leitão afirmou que Bolsonaro promoveu abertamente uma revolta armada da população diante dos militares que nada fizeram. Ela diz: “o mais impressionante era que os oficiais, inclusive um integrante do Alto Comando, na ativa, estivessem vendo isso sem reagir”


A jornalista Miriam Leitão chama a atenção para a paralisia dos militares diante de propostas claramente inconstitucionais de Bolsonaro, como o armamento da população para supostamente resistir a governos golpistas. Ela diz: “a proposta do presidente Jair Bolsonaro de armar a população, na radicalidade que ele defendeu na reunião, se posta em prática, permitiria a formação de grupos armados, milícias, como há na Venezuela, e até uma guerra civil.”
Em reportagem publicada no jornal O Globo, a jornalista ainda destaca que “o mais impressionante era que os oficiais, inclusive um integrante do Alto Comando, na ativa, estivessem vendo isso sem reagir. É inconstitucional a proposta do presidente. O Estado tem o monopólio da força, e ele é garantido pelas Forças Armadas. Bolsonaro quer que pessoas armadas saiam de casa para desrespeitar leis e determinações das autoridades.”
A matéria acrescenta: “um ministro do Supremo com quem eu conversei ontem considera que essa é a parte mais relevante da reunião, não apenas por ser claramente inconstitucional, mas porque já há precedentes: “tem aquele fato anterior de revogação das portarias que permitiam a rastreabilidade de armas, balas e munições de uso exclusivo do Exército. Eles substituíram inclusive o responsável pelas portarias. Se você flexibiliza a rastreabilidade você beneficia os milicianos e grupos marginais. Essa é uma questão que precisa ser olhada com atenção. Já há uma ação do PDT no Supremo.”

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Novo diretor-geral troca chefe da PF no Rio, que investigava milícias e assassinato de Marielle

Carlos Henrique Oliveira, superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro – Divulgação



O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Souza, decidiu trocar a chefia da superintendência do Rio de Janeiro, foco de interesse da família de Jair Bolsonaro. Carlos Henrique Oliveira, atual comandante do estado, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão. Sergio Moro disse em sua despedida que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na polícia. O ex-ministro afirmou também que o presidente queria mudanças no Rio e em Pernambuco. (…)

sábado, 18 de abril de 2020

Revogação de portaria sobre controle de armas feita por Bolsonaro ajuda facções e milícias, dizem especialistas



Portarias 46, 60 e 61do Colog foram revogadas por contrariarem diretrizes estabelecidas por Jair Bolsonaro – que é favorável ao uso de armas por civis – para os chamados CACs (colecionadores, atiradores e caçadores), uma das bases de apoio do seu governo


A revogação de três portarias do Comando Logístico (Colog) do Exército que endureciam as regras para o rastreamento, marcação e identificação de armas e munições, feita por Jair Bolsonaro neste mês, irá facilitar atuação de milícias e do crime organizado, dizem especialistas em segurança pública. 

As portarias 46, 60 e 61 foram revogadas por contrariarem diretrizes estabelecidas por Bolsonaro – que é favorável ao uso de armas por civis – para os chamados CACs (colecionadores, atiradores e caçadores), uma das bases de apoio do seu governo. 

As portarias revogadas estabeleciam o Sistema Nacional de Rastreamento de Produtos Controlados pelo Exército (SisNar), visando o rastreamento de Produtos Controlados pelo Exército (PCE), além d a implementação de dispositivos de segurança, identificação e marcação de arma de fogo e munições. 


"Bolsonaro derrubou todas as regras que determinam a marcação de munições e cartuchos, inclusive de itens nacionais. Isso vai atrapalhar trabalhos de investigação. O exemplo mais conhecido é a morte da Marielle [Franco], que começou a ter evidências sobre os autores do crime após a polícia encontrar as munições usadas naquele ato", disse Ivan Marques, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em entrevista ao UOL.

"A gente sabe da ligação espúria entre milícia e crime organizado com forças policiais. Se há um desvio — e sabemos que existe — de órgãos públicos para milícia e crime organizado, se nada for colocado no lugar do sistema de rastreamento, vão conseguir ter armas irrastreáveis. Favorece o crime de maneira geral", completou.

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