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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Moro denuncia novo crime de Bolsonaro: ele queria promover rebelião armada contra prefeitos e governadores


O ex-ministro Sergio Moro fez uma denúncia gravíssima contra Jair Bolsonaro. Disse que ele pretendia flexibilizar o porte de armas para proteger milícias e facilitar uma guerra civil no Brasil, com rebeliões armadas contra prefeitos e governadores que defendem medidas de isolamento social


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O ex-ministro Sergio Moro foi ao Twitter nesta manhã e fez uma denúncia gravíssima contra Jair Bolsonaro. Disse que ele pretendia facilitar o porte de armas para impulsionar rebeliões armadas contra prefeitos e governadores, abrindo espaço para uma guerra civil no Brasil. “Sobre políticas de flexibilização de posse e porte de armas, são medidas que podem ser legitimamente discutidas, mas não se pode pretender, como desejava o presidente, que sejam utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias impostas por governadores e prefeitos, nem sendo igualmente recomendável que mecanismos de controle e rastreamento do uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, já que há risco de desvio do armamento destinado à proteção do cidadão comum para beneficiar criminosos”, disse Moro.
Além de indicar a proteção às milícias, Moro afirmou também que “a revogação pura e simples desses mecanismos de controle não é medida responsável”. Confira seu post:

domingo, 24 de maio de 2020

Miriam Leitão diz que militares assistiram Bolsonaro promover as milícias debaixo dos seus narizes


A jornalista Miriam Leitão afirmou que Bolsonaro promoveu abertamente uma revolta armada da população diante dos militares que nada fizeram. Ela diz: “o mais impressionante era que os oficiais, inclusive um integrante do Alto Comando, na ativa, estivessem vendo isso sem reagir”


A jornalista Miriam Leitão chama a atenção para a paralisia dos militares diante de propostas claramente inconstitucionais de Bolsonaro, como o armamento da população para supostamente resistir a governos golpistas. Ela diz: “a proposta do presidente Jair Bolsonaro de armar a população, na radicalidade que ele defendeu na reunião, se posta em prática, permitiria a formação de grupos armados, milícias, como há na Venezuela, e até uma guerra civil.”
Em reportagem publicada no jornal O Globo, a jornalista ainda destaca que “o mais impressionante era que os oficiais, inclusive um integrante do Alto Comando, na ativa, estivessem vendo isso sem reagir. É inconstitucional a proposta do presidente. O Estado tem o monopólio da força, e ele é garantido pelas Forças Armadas. Bolsonaro quer que pessoas armadas saiam de casa para desrespeitar leis e determinações das autoridades.”
A matéria acrescenta: “um ministro do Supremo com quem eu conversei ontem considera que essa é a parte mais relevante da reunião, não apenas por ser claramente inconstitucional, mas porque já há precedentes: “tem aquele fato anterior de revogação das portarias que permitiam a rastreabilidade de armas, balas e munições de uso exclusivo do Exército. Eles substituíram inclusive o responsável pelas portarias. Se você flexibiliza a rastreabilidade você beneficia os milicianos e grupos marginais. Essa é uma questão que precisa ser olhada com atenção. Já há uma ação do PDT no Supremo.”

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