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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Taiwan reporta que aeronaves do ELP da China realizaram exercícios em sua zona de defesa aérea

 


De acordo com o South China Morning Post (SCMP), Taipé está atenta às movimentações da China enquanto grande parte do mundo está focada nas tensões entre Rússia e Ucrânia.

Segundo reportagem do SCMP, o Ministério da Defesa de Taiwan afirma que três aeronaves realizaram exercícios de combate militar dentro da zona de defesa aérea de Taiwan na última quarta-feira (16).
O ministério taiwanês afirmou que dentre as três aeronaves estavam dois aviões modelo Y-8, um de inteligência eletrônica e outro de inteligência de guerra, além de um helicóptero anti-submarino modelo Ka-28, que é uma versão atualizada do helicóptero Ka-27, desenvolvido pela União Soviética.
Navio-hospital e navio de reabastecimento chineses realizam exercícios no mar do Sul da China no dia 9 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 11.02.2022
Marinha chinesa realiza exercícios militares simultâneos em 3 diferentes locais
As autoridades de Taipé disseram não saber de onde vieram as aeronaves, mas suspeitam que o helicóptero tenha alçado voo de algum navio chinês que passou despercebido pelos radares taiwaneses.

De acordo com informações do Departamento de Defesa de Taiwan, o Exército de Libertação Popular (ELP) da China já enviou 173 aeronaves à zona de defesa aérea da ilha somente em 2022.
Especialistas ouvidos pelo SCMP consideram que a apreensão no estreito de Taiwan se intensificou nas últimas semanas e que Taipé está atenta às movimentações da China enquanto grande parte do mundo está focada nas tensões entre Rússia e Ucrânia.

"Taiwan está atenta a isso, pois é a primeira vez [que foi] detectado [um helicóptero anti-submarino], e isso mostra que a China está lançando todo o equipamento não usado antes para os exercícios de prontidão de guerra contra Taiwan, com este agora focado em anti-submarinos", disse o coronel aposentado do ELP, Yue Gang, em entrevista ao SCMP.

Yue disse ainda que o ELP está se preparando para uma eventual expansão militar de Taiwan, no que se diz respeito a submarinos. Taipé já informou que está esperando a chegada de ao menos oito submarinos produzidos em solo nacional até 2024.
Taiwan é um território autogovernado e nos anos 1970, a ONU passou a reconhecer a República Popular da China como a única representante legítima da China. Pequim declara que é apenas uma questão de tempo para que Taipé se reunifique com a China continental, e que se trata de uma questão interna do país.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Força Aérea de Taiwan realiza treinamento militar em resposta a testes do governo chinês (VÍDEO)

 


Foram observados caças da Força Aérea taiwanesa levantando voo na cidade de Chiayi e realizando exercícios na manhã desta quarta-feira (5).

A movimentação da Força Aérea de Taiwan é uma resposta aos constantes exercícios e demonstrações realizados pelo Exército de Libertação Popular (ELP) da China no estreito de Taiwan. As manobras realizadas simulavam o combate com aeronaves provenientes do território continental chinês.
Taiwan continua a mostrar força militar com treinamento de caças.

"Com a alta frequência de aviões comunistas entrando na zona de identificação de defesa aérea [ADIZ, na sigla em inglês] de Taiwan, os pilotos da nossa ala são muito experientes e já lidaram com quase todos os tipos de aeronaves deles", disse o major Yen Hsiang-sheng em entrevista à SCMP, relembrando uma missão em que interceptou jatos J-16 do ELP.

O governo de Xi Jinping considera Taiwan como parte do território chinês, posicionamento que vem gerando tensão entre as duas partes.
O presidente chinês, Xi Jinping, passa pela guarda de honra e por um cinegrafista ao chegar para uma cerimônia no Monumento aos Heróis do Povo na Praça Tiananmen para marcar o Dia dos Mártires, em Pequim, China, em 30 de setembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 29.12.2021
Panorama internacional
China diz que Taiwan pode intensificar provocações em 2022 e alerta sobre 'medidas drásticas'
As aeronaves utilizadas pela Força Aérea taiwanesa foram caças F-16, produzidos nos Estados Unidos. Os aviões decolaram de base aérea na cidade de Chiayi, que fica a cerca de 250 quilômetros ao sul da capital Taipé.

De acordo com informações do South China Morning Post, os exercícios desta quarta-feira (5) fazem parte de um treinamento de três dias em preparação para as comemorações do Ano Novo Lunar, no final do mês.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

China sobre relatório de Taiwan: 'Em questão de horas, operação de reunificação pode ser resolvida'

 


China rebate documento publicado pela Defesa de Taiwan e diz que a capacidade chinesa perto da taiwanesa é "esmagadora", ao mesmo tempo alerta que "quem resisitir será eliminado".


Ontem (14), o Ministério da Defesa de Taiwan divulgou um relatório sobre uma possível invasão da ilha a ser executada pela China em 2025, contando em detalhes o que poderia acontecer e quais seriam os desafios e as vantagens do Exército de Libertação Popular (ELP) durante a investida, conforme noticiado.
Hoje (14), em um artigo de opinião publicado pelo Global Times, Pequim respondeu ao documento taiwanês dizendo que se o ELP "lançar uma operação de reunificação total pela força, isso [a operação] será resolvida em questão de horas".
No relatório, o ministério citou os três pontos fracos a serem trabalhados pelo ELP para que a investida desse certo.

São eles: deficiência do Exército chinês em veículos de transporte marítimo, incapacidade para acompanhar a logística e suprimentos e a possível intervenção de forças estrangeiras como dos EUA e Jápão.
Pequim rebate dizendo que "o relatório dos militares está alinhado com a propaganda da autoridade do Partido Progressista Democrático (DPP)", e que "a China desenvolveu uma vantagem militar esmagadora, na qual qualquer ataque militar do continente estará além de sua imaginação devido ao tamanho e equipamento das Forças Armadas de Taiwan".
O jornal também ressalta, sobre a ajuda estrangeira, que "a vontade do continente de lutar até o fim no estreito de Taiwan é tão grande que oprime os EUA, [e sua ajuda a Taipé] está se tornando cada vez mais difícil como uma opção prática".

"Assim que a operação de reunificação pela força no continente começar, as capacidades básicas dos militares de Taiwan serão rapidamente destruídas e há pouca esperança de que os reforços cheguem. [...] O desenvolvimento [chinês] de equipamentos não tripulados por si só é inimaginável. Além disso, as tecnologias da China, como veículos aéreos não tripulados, estão na vanguarda mundial."

Segundo o jornal, "se as forças separatistas de Taiwan querem sobreviver, elas não devem, por ignorância, levar a situação a um estágio em que o continente lance uma reunificação pela força".
Soldados do Exército de Libertação Popular (ELP) participando de um treinamento militar nas montanhas em Pamir região noroeste da China de Xinjiang, 4 de janeiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.12.2021
Soldados do Exército de Libertação Popular (ELP) participando de um treinamento militar nas montanhas em Pamir região noroeste da China de Xinjiang, 4 de janeiro de 2021
Complementando, a mídia chinesa escreve que "quem continuar a resistir será eliminado" e as tropas de Taiwan terão de se render "de forma organizada".

domingo, 21 de novembro de 2021

Japão 'enviou sinais' de que participará de eventual guerra entre China e Taiwan, afirma mídia




O jornal South China Morning Post aborda a posição geopolítica do Japão e a possibilidade de o país intervir em conflitos regionais; segundo especialistas citados, os japoneses têm enviado sinais inequívocos.



O Japão pode intervir militarmente no caso de um conflito entre a China e Taiwan, afirmou no domingo (21) o jornal South China Morning Post.

"O Japão não só tem enviado sinais ao nível oficial e individual, mas também tentou realizar ações práticas de resposta através da aliança Japão-EUA ou agiu parcialmente sozinho no atual quadro legal", de acordo com um artigo no jornal Asia-Pacific Security and Maritime Affairs citado pela mídia.

Especialistas chineses têm avisado que Tóquio pode usar missões de manutenção da paz da ONU para se tornar uma grande potência, sendo que, desde 1992, quando começou a participar de missões da ONU, as restrições à utilização de suas forças militares e às atividades de manutenção da paz têm sido relaxadas.


Além disso, pesquisadores da China referem que a Lei de Segurança Nacional de 2015 permitiu às Forças de Autodefesa do Japão o direito de participar de ações de "defesa coletiva", e alargou seus poderes.
Disparo do sistema automático de artilharia AO-18 (AK-630) da corveta Gromky no âmbito dos exercícios anuais Cooperação Marítima 2021 no mar do Japão - Sputnik Brasil, 1920, 19.10.2021
Japão diz monitorar navios da China e Rússia após exercícios navais conjuntos


Liu Jiangyong, especialista em relações sino-japonesas da Universidade de Tsinghua, China, diz estar preocupado com as ambições mundiais do Japão, ao mesmo tempo que tenta conter seu vizinho. Ele acrescentou que o país se aliou com os EUA, Austrália, Índia, OTAN e a Associação de Nações do Sudeste Asiático para colocar a China em xeque quando Pequim começou a desenvolver a Nova Rota da Seda, um projeto de infraestruturas ferroviárias e portuárias em várias partes do mundo.
Nos últimos anos as Forças Armadas do Japão e dos EUA têm realizado vários exercícios conjuntos e, no início desta semana, os dois países conduziram as primeiras manobras antissubmarino no mar do Sul da China.
Pequim declara que Taiwan é uma província rebelde cujo destino é um dia se reunificar com a China continental, e tem instado outros países a não se intrometerem no que diz ser um assunto interno da China. 


sábado, 21 de novembro de 2020

Taiwan poderia resistir à China com bombardeiros norte-americanos B-52?

 


Dispersar bombardeiros B-52 por uma área maior pode ajudar a proteger o país de possíveis ataques. Não é por acaso que a Força Aérea americana começou, nos últimos anos, a enviar B-52 para a base aérea australiana em Darwin, na Australia.

A China continua aumentando suas forças militares de que poderia dispor para uma tentativa de invasão de Taiwan. A Marinha chinesa está adquirindo porta-aviões e navios de assalto anfíbios, enquanto o Exército e o corpo de fuzileiros navais acrescentam veículos de combate modernos e a Força Aérea se treina para combate aéreo intensivo, de acordo com The National Interest.

Porém, ao cruzar o estreito de Taiwan uma frota chinesa enfrentaria não apenas as forças taiwanesas, mas provavelmente também americanas. Os Estados Unidos são obrigados por lei a auxiliar na defesa de Taiwan. 

Características dos bombardeiros americanos

O comandante da Escola de Armas da Força Aérea dos EUA, parte da 57ª Ala na Base da Força Aérea de Nellis, no estado americano do Nevada, visitou recentemente a Base da Força Aérea de Barksdale, em Louisiana, onde fica a 2ª Asa de Bombardeio, a maior unidade de bombardeiros do ramo aéreo dos EUA. Em agosto de 2019 ele revelou uma das possíveis formas de intervenção dos EUA.

Segundo o general de brigada Robert Novotny, o comandante parece ter "lançado minas marítimas de um B-52 Stratofortress", mostrando em seu post no Facebook imagens do bombardeiro carregando 15 minas marítimas Quickstrike.

Estas minas não são novidade. "A família Quickstrike inclui classes de 500, 1.000 e 2.000 libras, conhecidas como Mk. 62, Mk. 63 e Mk. 64, respectivamente", explicou o repórter Joseph Trevithick no portal The War Zone no final de 2018.

Atualmente, enquanto o Pentágono volta ao conflito entre as grandes potências, as minas estão passando por uma série de atualizações.

Por mais de quatro anos, a Marinha americana tem trabalhado em dois programas de atualização relacionados, conhecidos como Quickstrike-J e Quickstrike-ER, para as minas Mk. 80.

Estas são atualizações revolucionárias que permitem às aeronaves empregar as minas com precisão de qualquer altitude e, no caso dos tipos -ER, largá-las em alvos a até 64 quilômetros de distância. Isso acelera o processo de instalação de campos minados em geral e reduz drasticamente a vulnerabilidade da aeronave que transporta as armas, que de outra forma teria que voar baixo e lentamente para realizar a missão.

E se houver guerra no Indo-Pacífico?

A Força Aérea opera mais de 70 B-52 e, em caso de guerra, poderia desdobrar dezenas de aviões na região da Ásia-Pacífico, ou levá-los dos Estados Unidos para missões na zona de guerra do Pacífico. Sabendo isto, não é difícil imaginar formações de B-52 instalando rapidamente centenas ou mesmo milhares de minas.

Naturalmente, os próprios bombardeiros, se implantados na linha da frente, também seriam alvos. A China poderia atingir os principais postos avançados da América no Pacífico – em particular, a base de bombardeiros em Guam – com mísseis balísticos e de cruzeiro.



© AP PHOTO / ZHA CHUNMING
Destróier da Marinha da China lança um míssil durante manobras no mar do Sul da China (foto de arquivo)
Um súbito ataque chinês poderia exterminar rapidamente as forças americanas na região da Ásia-Pacífico e impedir os Estados Unidos de intervir em uma guerra regional. Essa é a conclusão surpreendente de um relatório de agosto de 2019 do Centro de Estudos dos Estados Unidos da Universidade de Sydney.

"A estratégia de defesa da América no Indo-Pacífico está passando por uma crise sem precedentes", alertaram os autores do estudo Ashley Townshend, Brendan Thomas-Noone e Matilda Steward. "A América não desfruta mais da primazia militar no Indo-Pacífico e sua capacidade de manter um equilíbrio de poder favorável é cada vez mais incerta."

domingo, 28 de junho de 2020

Aviões militares de Taiwan e dos EUA sobrevoam área da costa sul da ilha



Um avião antissubmarino P-3C de Taiwan foi avistado recentemente acompanhado de duas aeronaves militares dos EUA sobre o canal de Bashi, segundo o ex-oficial do Pentágono Drew Thompson.

A configuração e os movimentos da aeronave sugeriam uma operação de reconhecimento antissubmarino.
A declaração de Thompson surgiu depois que aviões militares chineses foram avistados voando ao largo da costa sudoeste de Taiwan. Aeronaves norte-americanas também sobrevoaram a ilha e as Filipinas.
Nas últimas duas semanas, teria havido oito incursões de aviões chineses na zona de identificação da defesa aérea do sudoeste de Taiwan.

© SPUTNIK / ALEKSEI KUDENKO
Avião de reconhecimento P-8A Poseidon dos EUA
A atividade submarina chinesa também foi relatada nas águas contíguas do Japão, em decorrência dos exercícios conjuntos envolvendo navios japoneses e norte-americanos no mar do Sul da China. A Marinha japonesa segue monitorando ativamente a movimentação dos submarinos.
A total of four U.S. surveillance aircraft were operating near the Channel from early morning till late afternoon on June 24. What a busy day!
2 P-8As, 1 P-3C and 1 RC-135W.
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​Quatro aeronaves de reconhecimento dos EUA estavam operando próximo do canal de Bashi desde manhã cedo até o final da tarde no dia 24 de junho. Foi um dia agitado! 2 P-8, 1 P-3C e 1 RC-135w.
O ex-funcionário do Pentágono observou que o P-3C avistado estava sobrevoando a mesma área que os dois P-8 Poseidon da Marinha norte-americana e um RC-135W da Força Aérea dos EUA, informou o Liberty Times.
Com isso, Thompson sugeriu que a aeronave estava rastreando e observando um submarino chinês. Entretanto ressaltou que, aparentemente, a ação não significava que houvesse uma cooperação entre os EUA e Taiwan.
"Taiwan avistou os P-8 dos EUA, descobriu o que estava acontecendo e enviou o P-3C para participar da diversão", escreveu Thompson.

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