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domingo, 6 de dezembro de 2020

Sonda lunar chinesa Chang'e-5 envia amostras e imagens impressionantes da superfície da Lua (FOTOS)

 



Chang'e-5 presenteou Pequim ao fincar pela primeira vez de forma independente uma bandeira chinesa em um corpo extraterrestre. Quando suas amostras retornarem à Terra, serão as primeiras vindas da Lua em 44 anos.

A Administração Nacional do Espaço da China (CNSA, na sigla em inglês) anunciou na noite de quinta-feira (3) que a sonda completou sua missão de coletar amostras de solo lunar, lançando-as de uma cápsula em órbita lunar para uma espaçonave orbital separada, e assim poder retornar à Terra para serem analisadas. Além de suas amostras, a espaçonave também enviou fotos impressionantes da paisagem árida da Lua, bem como da cápsula de amostragem decolando.



Fotografia tirada pela tripulação da sonda lunar chinesa Chang'e-5 mostra a árida paisagem da Lua

O módulo de aterrissagem pousou na superfície lunar há apenas dois dias em um local ao norte de Mons Rumker, em Oceanus Procellarum, no canto noroeste da Lua que está sempre voltado para a Terra. O local foi escolhido porque sua planície vulcânica é relativamente jovem em comparação aos locais de amostragem anteriores, de cerca de 1,2 bilhão de anos.



Representação gráfica da cápsula coletora de amostras da sonda lunar Chang'e-5
A missão Chang'e-5 começou com uma decolagem do Centro de Lançamento de Espaçonaves de Wenchang, na ilha de Hainan, na China, em 23 de novembro. A sonda tocou a superfície lunar no dia 1º de dezembro.

Se tudo correr bem, as amostras retornarão à Terra em torno dos dias 16 ou 17 de dezembro, pousando em algum lugar da região da Mongólia Interior, no norte da China, e serão as primeiras oriundas da superfície lunar desde que o Luna 24 da União Soviética trouxe amostras em 1976. Nessa época, e a partir de tais amostras, os cientistas soviéticos confirmaram a existência de água na Lua, fato que levou várias décadas para os cientistas americanos da NASA constatarem.



Coletagem de amostras de rocha e poeira da superfície lunar

No entanto, a sonda Chang'e-5 não está sozinha na Lua, duas outras sondas chinesas também se encontram no local. O primeiro da China a tocar a superfície lunar foi o rover Chang'e-3, que pousou em 2013, porém, sua bateria morreu após quase três anos de operação, e o Chang'e-4, que caiu do outro lado da Lua em janeiro de 2019, mas ainda está em operação.



Decolagem da capsula com 2 quilogramas de amostras lunares

No futuro, mais sondas chinesas chegarão à Lua, nomeadamente em missões planejadas aos polos lunares e missões tripuladas de um dia.

sábado, 5 de dezembro de 2020

Cápsula do Japão com amostras de asteroide pousa na Austrália (FOTOS, VÍDEO)

 


A agência espacial do Japão informou que a cápsula liberada pela espaçonave Hayabusa2 pousou em uma área remota no sul da Austrália, conforme o planejado, trazendo amostras do asteroide Ryugu.

A Hayabusa2 lançou com sucesso a pequena cápsula neste sábado (5) e a enviou para a Terra para entregar amostras de um asteroide distante, que poderiam fornecer pistas sobre a origem do sistema solar e da vida em nosso planeta, disse a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA, na sigla em inglês), segundo a AP.

Na madrugada deste domingo (6), horário do Japão, tarde de sábado no Brasil, a cápsula se transformou brevemente em uma bola de fogo ao reentrar na atmosfera, 120 quilômetros acima da superfície da Terra. A aproximadamente dez quilômetros acima do solo, um paraquedas se abriu para diminuir sua queda, enquanto o equipamento emitia sinais para indicar sua localização.

O vídeo da imagem da bola de fogo da cápsula de reentrada foi publicado no site da Hayabusa 2!

Os sinais foram detectados, sugerindo que o paraquedas abriu com sucesso e a cápsula pousou com segurança em uma área remota e escassamente povoada de Woomera, na Austrália, disse o oficial da JAXA Akitaka Kishi. De acordo com uma postagem posterior da JAXA no twitter, um helicóptero foi utilizado para encontrar a localização exata da cápsula, que será recuperada assim que o sol nascer.

Imagens da bola de fogo capturadas no local. Seja bem-vinda de volta.

A Hayabusa2 deixou o asteroide Ryugu, situado a cerca de 300 milhões de quilômetros de distância da Terra, há um ano. Depois de lançar a cápsula, a espaçonave se afastou para capturar imagens do objeto descendo em direção à superfície da Terra, enquanto partia em uma nova expedição para outro asteroide distante.

A cápsula desceu de 220.000 quilômetros de distância no espaço depois que foi separada de Hayabusa2 em uma operação desafiadora, que exigia controle e precisão.

O especialista em rochas espaciais da Universidade Nacional da Austrália, Trevor Ireland, que está em Woomera para a chegada da cápsula, disse à AP que espera que as amostras de Ryugu sejam semelhantes a do meteorito que caiu na Austrália, perto de Murchison, no estado de Vitória, há mais de 50 anos.

"O meteorito Murchison abriu uma janela sobre a origem dos compostos orgânicos na Terra porque descobriu-se que essas rochas contêm aminoácidos simples, bem como água abundante", disse Ireland. "Vamos examinar se Ryugu poderia ser uma fonte potencial de matéria orgânica e água para a Terra quando o sistema solar estava em formação, e se eles ainda permanecem intactos no asteroide'', acrescentou.

Os cientistas dizem que acreditam que as amostras, especialmente aquelas retiradas da superfície do asteroide, contêm dados valiosos não afetados pela radiação espacial e outros fatores ambientais. Eles estão particularmente interessados ​​em analisar materiais orgânicos.

Filmagem da Hayabusa2 a 12.000 km de distância feita pela câmera externa da Estação Espacial Internacional. Obrigado NASA! Parabéns Hayabusa2 pela reentrada bem-sucedida! Confiram!

A JAXA espera encontrar pistas de como os materiais são distribuídos no sistema solar e estão relacionados com a vida na Terra. Yoshikawa, o gerente da missão, disse que 0,1 grama de poeira seria suficiente para realizar todas as pesquisas planejadas, segundo a AP.

Os asteroides, que orbitam o sol, mas são muito menores do que os planetas, estão entre os objetos mais antigos do Sistema Solar e, portanto, podem ajudar a explicar como a Terra evoluiu.

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