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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

TSE quer saber valores recebidos por canais bolsonaristas nas redes sociais, diz mídia

 


Encontro entre representantes da Justiça Eleitoral, da PF e das gigantes Twitter, Facebook, YouTube e Instagram aconteceu no TSE e serviu para desvendar a origem de notícias falsas e saber valores acumulados por quem as propaga.

Nesta quinta-feira (19), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luis Felipe Salomão, a delegada da Polícia Federal, Denisse Ribeiro, se reuniram com representantes do Twitter, Facebook, YouTube e Instagram para falar da investigação em andamento sobre a live em que o presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

O encontro no Tribunal Superior Eleitoral levou investigadores a questionarem as redes socais sobre o funcionamento das plataformas com relação à arrecadação de dinheiro com publicidade e doações.

A investigação pretende ter acesso à dados de interesse para a apuração dos casos investigados e viabilizar um relatório com os valores recebidos a partir da monetização das páginas e canais de apoiadores de Jair Bolsonaro.

A pedido da PF, o TSE bloqueou o repasse de dinheiro para os canais bolsonaristas investigados. Segundo a reportagem, a PF chegou a solicitar também o bloqueio de repasse de monitorização de canais dos filhos de Bolsonaro; Carlos, Eduardo e Flávio, mas Luis Felipe Salomão negou o pedido.

O vereador Carlos Bolsonaro (direita) com o seu irmão Flávio, senador, em cerimônia de confirmação da vitória do seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018
© AP PHOTO / ERALDO PERES
O vereador Carlos Bolsonaro (direita) com o seu irmão Flávio, senador, em cerimônia de confirmação da vitória do seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018

Outra finalidade do encontro desta quinta-feira (19) é descobrir a origem dos conteúdos de desinformação sobre as urnas eletrônicas e como evitar o faturamento de quem espalha fake news.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Lula: Bolsonaro caça briga com o Judiciário porque não quer saber de governar

 


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (18) a harmonia entre os Poderes nos termos definidos pela Constituição. Durante ato em Teresina, Lula chamou Jair Bolsonaro de "presidente irresponsável" que "caça briga" com o Judiciário. "Porque ele não quer focar no principal: que é governar esse país decentemente", afirmou o ex-presidente. 

Lula defendeu também a construção de maioria no Congresso para fazer política tributária progressiva. "Uma política justa com quem paga e justa com quem é isento. O Estado não consegue melhorar a Educação se não tiver mais escola, não consegue melhorar a Saúde se não tiver dinheiro para fazer investimento", disse Lula. 

"Os partidos progressistas e democráticos, não só o PT, precisam lançar o maior número de candidatos a deputado nos estados. Essa tem que ser uma prioridade para 2022", acrescentou. 

Lula está em viagem pelo Nordeste desde domingo (15). O petista já passou por Pernambuco e nesta quinta-feira (18) está em Teresina. Ainda nesta quarta Lula chega a São Luis, onde fica até sexta-feira (20), quando vai para Fortaleza. Na terça (24), Lula tem agenda em Natal com a governadora Fátima Bezerra. E quarta e quinta-feira Lula estará em Salvador.


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Prefeito eleito morre devido a complicações da Covid-19 um dia após eleição: “morreu sem saber”, diz irmão

 


O prefeito eleito de Itaguaru, Edilson Filgueira, conhecido como Didi Filgueira (PTB), morreu na segunda-feira (16) devido a complicações da Covid-19. Ele estava internado em um hospital de Goiânia tratando a doença. Segundo o G1, Didi foi internado no dia 1º de outubro, após começar a apresentar os primeiros sintomas da Covid-19. Dias depois ele foi entubado e transferido para o UTI. No dia 30 de outubro, foi retirada a ventilação mecânica e ele apareceu em um vídeo com uma máquina de oxigênio fazendo sinal de positivo. Porém, o estado de saúde dele acabou se agravando novamente. Irmão do político, o professor Eduardo Filgueira disse que Didi não chegou a receber a notícia da vitória no pleito. “Foi um choque total. A família está totalmente chocada. Sabíamos que era grave [o quadro clínico dele], mas esperávamos o retorno dele em 10 ou 15 dias. Só que a gente não sabe os projetos de Deus. Ele morreu sem saber que estava eleito”, disse ao G1. Didi teve 53,90% dos votos. Foram 2.368 votos no total. O candidato derrotou Chitão (PP), que ficou em segundo lugar com 44,07% (1.936 votos). Conforme jurisprudência de casos semelhantes julgados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice assume o posto. No caso de Didi, seu vice, que assumirá o cargo, é Fernando Araújo (PDT).


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Queiroz depositou R$ 25 mil na conta da mulher de Flávio Bolsonaro, mas ele diz não saber de nada

Fabrício Queiroz com Flávio Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira com Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Senador Flávio Bolsonaro afirmou em depoimento desconhecer depósito de R$ 25 mil que Fabrício Queiroz fez na conta de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. O depósito foi descoberto pelo MP-RJ. "Queiroz nunca depositou dinheiro na conta da minha esposa, pelo que eu saiba”, disse Flávio


O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou, em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), desconhecer que o ex-assessor Fabricio Queiroz tenha feito qualquer depósito na conta da sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em agosto de 2011. Segundo dados do MP-RJ, porém, Queiroz teria feito um depósito de R$ 25 mi em dinheiro na conta bancária da esposa do parlamentar.
“Não sei a origem do dinheiro. Mas dá uma checada direitinho que eu tenho quase certeza que não deve ter nada a ver com Queiroz. Queiroz nunca depositou dinheiro na conta da minha esposa, pelo que eu saiba”, disse Flávio Bolsonaro em depoimento ao MP-RJ no último dia 7 de julho no âmbito do inquérito que apura a existência de um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), segundo reportagem do jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (10).
No pedido de prisão preventiva de Fabricio Queiroz, os promotores já haviam apontado que o ex-assessor pagava contas pessoais do senador, como as mensalidades da escola das filhas de Flávio. O MP também investiga o pagamento de 114 boletos bancários referentes a outras mensalidades escolares e do plano de saúde cujos valores – no valor de R$ 261,6 mil - não foram debitados das contas do então deputado nem da sua mulher.
Neste domingo (9), uma outra reportagem do jornal O Globo revelou que Flávio Bolsonaro admitiu que usou R$ 86,7 mil em espécie na compra de 12 salas comerciais em um centro comercial do Rio, em 2008. O dinheiro teria sido um empréstimo feito por Jair Bolsonaro e por um irmão, que não foi identificado. O valor, segundo ele, também teria sido quitado em espécie.

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