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sábado, 14 de agosto de 2021

Dinheiro: Open Banking é algo nunca antes visto no Brasil e pode ser muito positivo para clientes, diz Analista

 


A Sputnik Brasil conversou com Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, sobre o que é e como vai funcionar o Open Baking, além de quais são as vantagens e perigos da nova plataforma.

A segunda fase do Open Banking no Brasil teve início nesta sexta-feira (13). O Open Banking é uma plataforma supervisionada pelo Banco Central (BC) que permite que as pessoas compartilhem, sob autorização, dados pessoais com instituições financeiras para receber um atendimento diferenciado.

"Estamos criando o maior Open Banking do mundo e batendo vários recordes mundiais [...]. Batemos recordes em tempo de implementação, quantidade de chamadas [integrações entre instituições] e quantidade de participantes", afirmou João André Pereira, chefe do departamento de regulação do BC, citado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (13).

Para entender melhor o que é o Open Banking, como funciona a plataforma e quais são as vantagens e perigos para os cidadãos, a Sputnik Brasil conversou com Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Edifício do Banco Central, em Brasília, no dia 13 de abril de 2021
Edifício do Banco Central, em Brasília, no dia 13 de abril de 2021

Implementação da 2ª fase

Na primeira fase, os bancos abriram informações básicas, como canais de atendimento e serviços oferecidos, entre as próprias instituições financeiras. A segunda etapa começa com mais de 100 instituições financeiras participantes. Apenas 11 são obrigatórias, o restante optou por integrar o projeto, explica Jason Vieira.

"Os 11 maiores bancos brasileiros são obrigados a aderir. Outras empresas que são autorizadas, reguladas e supervisionadas pelo BC também podem aderir, mas não é compulsório [...]. A partir da implementação o cliente vai ser alertado sobre a possibilidade de utilização do sistema [...]. Os aplicativos dos bancos efetivamente vão ter a possibilidade de aderir ao Open Banking", explica.

Na etapa que começa nesta sexta-feira (13), as pessoas vão decidir se permitem que outras instituições financeiras tenham acesso às suas informações. De acordo com o BC, o compartilhamento das informações só poderá ser feito após a autorização do cliente e se for informada a finalidade e o prazo de uso dos dados. Os clientes também têm direito de cancelar esse consentimento a qualquer momento.

Pix é o pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia.
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
Pix é o pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia

Vantagens da plataforma

Jason Vieira recorda que o conceito por trás do Open Banking já funciona há muitos anos no Reino Unido e nos EUA e tem por finalidade gerar serviços diferenciais para os clientes. Ele acrescenta que o programa brasileiro Consumidor Positivo já trazia algumas vantagens nessa linha, mas destaca que o Open Banking opera em outro patamar.

"A diferença é que o Consumidor Positivo simplesmente pegava as informações que cada instituição financeira tinha, dava nota aos clientes e as instituições utilizam isso como parâmetro para qualificar esse cliente em relação ao crédito [...]. A vantagem do Open Banking é que esse histórico de informações fica mais aberto entre as instituições financeiras. É um sistema bancário aberto, coisa que no Brasil nós nunca tivemos antes. Os bancos sempre mantiveram uma perspectiva muito fechada com relação às informações dos clientes."

A expectativa é que com o Open Banking taxas de cartão de crédito, por exemplo, comecem a ficar mais competitivas. E que clientes com boa saúde financeira sejam recompensados.

Cartões de crédito (imagem referencial)
Cartões de crédito (imagem referencial)
"A diferenciação do crédito é algo muito importante e que foi uma demanda por anos. É algo que pode influenciar não só sistema bancário, mas o mercado de seguros, o mercado de consumo. [...]. [Eles podem] fazer uma diferenciação direta e imediata em cima do cliente, sobre a saúde financeira dele e premiar o bom pagador. E o prêmio virá na redução de custos de operações bancárias, de investimentos, de crédito em suas diversas esferas", comenta.

O especialista ressalta ainda que com o novo ciclo de juros altos no país, ocorre o encarecimento do crédito e os clientes podem conseguir um crédito mais vantajoso por ter um bom comportamento financeiro. "Vai ser muito positivo para tentar evitar que parte dos efeitos de apertos monetários, de elevações muito grandes de juros, sejam transpassados diretamente para esses clientes."

Perigos e incertezas

Em janeiro deste ano, ocorreu um vazamento de dados da empresa de classificação de crédito Serasa Experian, que expôs dados de 220 milhões de brasileiros, incluindo nome, CPF, endereço, foto de rosto, entre outras informações. Jason Vieira afirma que, apesar de os dados do Open Banking estarem em sistema de segurança, existe a possibilidade de os dados vazarem.

Documentos brasileiros. Foto de arquivo
© FOLHAPRESS / JR MANOLO/FOTOARENA
Documentos brasileiros. Foto de arquivo
"É passível de vazamento? É, infelizmente a gente sabe que isso já acontece [...]. O Open Banking vai funcionar com a anuência do cliente, o cliente vai ser a ponta final a decidir se vai deixar sua vida financeira aberta [...]. Ele pode querer ficar na média em termos de valores de empréstimos, de juros, de facilidades em termos de questões bancárias e não expor a sua vida financeira, vai depender exatamente de cada cliente", afirma.

O especialista frisa ainda que os sistemas que têm sido adotados pelo BC costumam ter um nível de segurança elevado e os dados dos clientes já estão disponíveis aos bancos de origem e que a consequência legal de um possível vazamento será igual ao de um sistema fechado.

Ainda assim há alguns clientes que serão são obrigados a participar do Open Banking, "pessoas politicamente expostas" terão seus fluxos de informação "flutuando" entre as instituições financeiras.

Jason Vieira afirma que não há como saber ainda quanto tempo demorará para o sistema engrenar e os clientes começarem a receber melhores créditos, mas salienta os potenciais vantagens da plataforma.

"O Open Banking não vai servir só para empréstimos de grande monta, empréstimos de imobiliária, financiamento de veículos ou coisa parecia, ele também poderia servir, de certa maneira, dada a saúde financeira de um cliente, no custo de um cartão de crédito, por exemplo. O spread bancário em cima de empréstimos pessoais e de empréstimos de cartão de crédito [no Brasil] estão entre os mais elevados do mundo", comenta.

O especialista conclui destacando a importância dessa segunda fase, de adesão das pessoas, porque é partir dessa anuência que as instituições bancárias vão poder começar efetivamente a dividir a informação.

"O Consumidor Positivo teve alguns efeitos na redução de custos de empréstimos, isso foi observado especialmente em empréstimos imobiliários. Em alguns, casos, como no empréstimo automotivo, o banco te oferece via celular: você tem disponível determinado valor a crédito para comprar um carro. Significa que eles já olharam o seu score, que eles já sabem sua saúde financeira e significa que você é um bom cliente potencial para eles. Isso é muito provavelmente o que vai acontecer agora com o [novo] sistema. Vai ter uma oferta de crédito ficando mais abundante exatamente para aqueles que tem melhores capacidades de pagamento. Vamos aguardar, vamos ver o que vai se diferenciar efetivamente do sistema antigo, do consumidor positivo."

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Prisão de Jefferson caiu como uma bomba no Planalto, diz Bela Megale


 


A prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB e aliado de Jair Bolsonaro, colocou o Palácio do Planalto em clima de alta tensão, segundo a jornalista Bela Megale, do Globo.

Integrantes do governo vinham atuando para que Bolsonaro baixasse o tom das críticas contra o Judiciário, segundo a colunista. A prisão do bolsonarista, porém, “foi recebida como uma pá de cal sobre qualquer possibilidade de armistício”.

A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes um dia depois de o mesmo magistrado ter aceitado a abertura de inquérito contra Bolsonaro por divulgação de informações sigilosas da Polícia Federal pelo presidente.

Bolsonaro realiza maior ampliação da Abin na história e expande espionagem

 


Jair Bolsonaro está realizando a maior expansão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) desde sua criação, em 1999 durante o governo FHC, segundo reportagem da Veja. O chefe do Executivo, através do decreto nº 10.759/2021, aumentou para 48 o número de órgãos públicos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).

O sistema serve para integrar as medidas e o planejamento das atividades de espionagem do Brasil. Quando Bolsonaro chegou ao governo, eram 39 que integravam o SISBIN, que, além de órgãos federais, também conta com a ajuda de “entidades ou órgãos parceiros” (não divulgados).

Estes órgãos estão obrigados a repassar informações, sigilosas ou não, “sempre que solicitados” pelo presidente da República.

Esta medida serve para fortalecer o Centro Nacional de Inteligência, criado no ano passado na estrutura da Abin para servir na ampliação das investigações domésticas nos casos arbitrados como suspeitos de ameaça “à segurança e à estabilidade do Estado e da sociedade”.

Auditor acusa governo Bolsonaro de alterar documento sobre suposta supernotificação de mortes por Covid

 


Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Marques acusou o governo federal, em depoimento, de ter alterado documento citado por Jair Bolsonaro sobre supernotificação de casos de Covid-19.

Marques é investigado por ter sido o autor do material e classificou como "irresponsabilidade" a divulgação do documento por Bolsonaro. "Quando eu vi o pronunciamento do presidente Bolsonaro, eu fiquei totalmente indignado, porque achei totalmente irresponsabilidade o mandatário da nação sair falando que o tribunal tinha um relatório publicado, que mais da metade das mortes por Covid não era por Covid. Eu achei bem, uma afronta a tudo que a gente sabe que acontece, a todas as informações públicas, à ciência, etc". O auditor está no radar da CPI da Covid e deve ser convocado para depoimento.

No início de junho, Bolsonaro disse a apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada que um suposto relatório do TCU apontava que 50% das mortes por Covid-19 em 2020 tinha sido provocadas, na verdade, por outras causas. 

No mesmo dia, 7 de junho, o tribunal divulgou nota esclarecendo que não tem informações para sustentar a afirmação de Bolsonaro. O TCU ainda disse, à época, não ser o autor do documento. 

Em 8 de junho, o tribunal comunicou que o documento citado se tratava de uma análise pessoal feita pelo servidor Alexandre Marques.

Bolsonaro então admitiu o erro de vincular o documento ao TCU, mas seguiu sustentando, sem provas, que houve supernotificação de óbitos causados pelo coronavírus.

Marques disse acreditar que o documento tenha sido alterado pela  Presidência da República. "[O documento] não tinha nenhuma alusão ou identidade visual do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesse arquivo em pdf que viralizou, não tinha nenhuma identidade visual, data, assinatura, nada. Era somente um só arrazoado".

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Explosão épica de rara estrela é detectada a mais de 4.500 anos-luz da Terra (FOTOS)

 


A explosão, localizada a mais de 4.500 anos-luz é tão brilhante que é possível observá-la a olho nu.

A recente explosão da nova RS Phiuchi, localizada na constelação do Serpentário, a aproximadamente 4.566 anos-luz da Terra, é tão intensa que é possível observá-la a olho nu a partir de nosso planeta, segundo o portal Science Alert.

A RS Phiuchi é um sistema binário integrado por um estrela anã branca e uma estrela gigante vermelha. Enquanto giram uma ao redor da outra, a anã branca acumula o material gasoso que se desprende de sua companheira, composta em sua maioria por hidrogênio.

​Explosão da RS Phiuchi. Captada por Ernesto Guido, Marco Rocchetto e Adriano Valvasori no dia 9 de agosto de 2021. Remotamente a partir da Austrália através da rede do Telescópio LIVE. A RS Oph está em explosão recorrente. A última grande explosão da RS Oph ocorreu em fevereiro de 2006.

Esta matéria permanece na superfície da anã branca, acumulando uma quantidade colossal de energia até alcançar tais níveis de pressão e temperatura que acaba provocando uma explosão termonuclear.

A RS Phiuchi experimenta este tipo de explosão de maneira recorrente, a cada 15-20 anos, um fenômeno raro em nossa galáxia.

A última vez que ocorreu uma explosão da RS Phiuchi foi em fevereiro de 2006.

​Explosão de brilho da nova RS Oph, visível a olho nu com magnitude +4. Mapas de pesquisa. Informação: J.P. Navarro Pina.

Em cada oportunidade, a explosão faz com que a matéria seja violentamente expulsa para o espaço, alcançando velocidades próximas aos 2.600 quilômetros por segundo.

Após este momento de máxima luminosidade, a RS Phiuchi definha gradualmente no decurso de diversas semanas, até ficar completamente invisível.

CPI da Covid decide convocar Braga Netto

 


A cúpula da CPI da Covid decidiu, em acordo feito a portas fechadas com parte dos integrantes da comissão, convocar o ministro da Defesa, general da reserva Braga Netto, para prestar depoimento, de acordo com Caio Junqueira, da CNN Brasil.

A convocação é um pedido do relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e se deve ao fato de Braga Netto ter comandado ao longo da pandemia a Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, pasta responsável por coordenar os trabalhos de combate ao coronavírus.

A reunião em que foi decidida a convocação do general ocorreu após o depoimento do líder do governo na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), no gabinete do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). Participaram da conversa os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Humberto Costa (PT-PE), Simone Tebet (MDB-MS), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eliziane Gama (Cidadania-MA), além de Omar Aziz e Renan Calheiros.

Alessandro Vieira deve apresentar um novo requerimento de convocação do ministro, que deve ser votado na terça-feira (17).

Acelerar os trabalhos

O grupo também deliberou sobre os rumos da CPI e concluiu que os trabalhos da comissão devem se encerrar até a primeira quinzena de setembro. A avaliação é de que a comissão não deve conseguir revelar mais fatos novos.

Os senadores também acreditam que já existem elementos suficientes para a elaboração de um relatório final. O primeiro capítulo do relatório de Renan Calheiros, inclusive, já está pronto. Ele tem cerca de 400 páginas e trata dos possíveis crimes sanitários cometidos pelo governo na pandemia.

O segundo capítulo, que ainda vai ser redigido, tratará dos crimes de corrupção e divulgação de fake news.

STF abre novo inquérito contra Bolsonaro por divulgar dados sigilosos de inquérito do TSE

 

(Foto: STF | Isac Nóbrega/PR)

O ministro Alexandre de Moraes, do Superior Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) a abertura de um novo inquérito contra Jair Bolsonaro. 

O ministro do STF atendeu à notícia-crime apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Bolsonaro, após ele divulgar nas redes sociais informações de inquérito sigiloso do TSE, que apura invasão nos sistemas da Corte. 

A divulgação por Bolsonaro foi feita com o objetivo de lançar dúvidas na população sobre o sistema eleitoral brasileiro em sua campanha pela volta do voto impresso. 

Segundo a jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, além de Bolsonaro, o deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da proposta do voto impresso, que foi derrotada na Câmara, e o delegado da Polícia Federal que conduziu o inquérito também serão investigados. 


 

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