Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador não deve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador não deve. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de março de 2021

Ivermectina não deve ser usada para tratar COVID-19, recomenda OMS

 


Em julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se posicionou sobre o uso da ivermectina no combate à COVID-19, entrando no mérito de que o medicamento não tem eficácia comprovada. Nesta quarta-feira (31), foi a vez da Organização Mundial da Saúde (OMS) se posicionar. A organização recomendou não utilizar o antiparasitário para pacientes com COVID-19, exceto em ensaios clínicos.

O argumento da OMS é que os dados de estudos clínicos para medir a eficácia do medicamento em questão contra a COVID-19 não produziram resultados conclusivos. "Nossa recomendação é não usar ivermectina para pacientes com COVID-19, independentemente do nível de gravidade ou duração dos sintomas", anunciou Janet Díaz, chefe da equipe de resposta clínica à COVID-19, durante uma coletiva de imprensa. A recomendação só traz uma exceção: ensaios clínicos.


Para chegar a essa conclusão, os especialistas da OMS se basearam em 16 ensaios clínicos randomizados com 2.400 participantes, que compararam a ivermectina com outros medicamentos. Dito isso, de acordo com Bram Rochwerg, pesquisador da Universidade McMaster no Canadá e membro do painel da OMS, o número de estudos comparando ivermectina com placebo "é muito menor".

Em contrapartida, os dois especialistas anunciaram, em uníssono, que as recomendações serão atualizadas conforme novas pesquisas surjam confirmando a eficácia da ivermectina. A OMS não é a primeira a se posicionar dessa forma: a Agência Europeia de Medicamentos também não recomenda seu uso exceto em ensaios clínicos. Além disso, a Food and Drug Administration (FDA), órgão dos EUA, também aponta que a ivermectina não deve ser usada para tratar pacientes com COVID-19.


Já na ocasião mencionada anteriormente, do posicionamento da Anvisa, a príncipio a agência divulgou: "não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus", mas atualizou a sua nota oficial, alegando que "as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento" e que o uso fora do previsto na bula "é de escolha e responsabilidade do médico".


Fonte: Inquirer, O Globo

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Ivermectina não deve ser usada contra a Covid-19 e pode causar sérios efeitos colaterais, alerta infectologista



Enquanto alguns médicos e estudos apontam que não há medicação específica para evitar agravamento da covid-19 , outros profissionais da saúde defendem tratamento preventivo contra o novo coronavírus



A suposta cura para o coronavírus da vez é a Ivermectina. Circula pelas redes sociais que a droga, usada para combater parasitas como carrapatos, pulgas e piolhos, previne e até expulsa a Covid-19 do corpo humano.

A medicação foi apontada em uma pesquisa como eficaz na redução da replicação do coronavírus em testes in vitro, ou seja, em amostras do vírus em laboratórios. Entretanto, a comprovação da eficácia do medicamento no corpo humano não foi comprovada.
Em conversa com o VN, o médico infectologista Adriano Oliveira explicou que, nem ivermectina nem nenhuma outra droga possuem, até o momento, comprovação científica no combate à Covid-19.
“Esse uso da Ivermectina profilática para a Covid-19 não tem embasamento técnico científico, portanto, não deveria estar sendo feito.
Oliveira explica que a Ivermectina é uma droga segura para os seus fins, mas, como todo medicamento, pode apresentar sérios efeitos colaterais.
“Sabemos, por exemplo, que é capaz de induzir à hepatite colestática grave. Então a gente tem que tomar muito cuidado, porque o uso indiscriminado de medicação sem prescrição, sem orientação médica, infelizmente pode levar a tragédias”, afirma o doutor.
Ele afirma que, até o momento, a única forma de prevenir o coronavírus é com distanciamento social e higiêne pessoal, principalmente lavar e higienizar as mãos.
“A Ivermectina, de longe, não é a cura para a Covid-19. Infelizmente, não”, frisa.
INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS ALERTAM PARA OS RISCOS
Diversas instituições brasileiras emitiram notas sobre a falta de evidência para utilização da ivermectina na prevenção ou tratamento da Covid-19.
Em nota técnica conjunta, o Centro de Informação sobre Medicamentos, Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal de Sergipe e Universidade Federal do Vale do São Francisco alertam profissionais da saúde:
“Conforme a Nota Técnica Informativa Nº 03/2020, desenvolvida este grupo de Centros de Informações sobre Medicamentos (CIMs), não há evidências científicas robustas que sustentem a utilização do medicamento ivermectina para tratar ou prevenir a COVID-19”.
A Rede Covida, projeto de colaboração científica e multidisciplinar focado na pandemia de Covid-19, formado entre o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba), alertou a população sobre os riscos do uso indevido da Ivermectina no tratamento da Covid-19:
“Tanto pela ausência de evidências científicas sobre a droga quanto aos benefícios para os pacientes com esta doença, como por poder produzir efeitos colaterais graves”.
A Sociedade Brasileira de Infectologia ressalta que a ivermectina e a nitazoxanida aparentam resultado positivo em testes in vitro, mas não há comprovação in vivo, ou seja em seres humanos.
A Sociedade resaslta que alguns medicamentos que tiveram resultado similar no teste in vitro, não apresentou o mesmo benefício em humanos. “Só estudos clínicos permitirão definir seu benefício e segurança na COVID-19”.
A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBT) frisa que alguns médicos estão, erroneamente, compartilhando informações falsas.
“Não existem evidências científicas de que quaisquer das medicações disponíveis no Brasil, tais como ivermectina, cloroquina ou hidroxicloroquina, isoladas ou associadamente, colaborem para melhor evolução clínica dos casos. Isso também é verdade para vitaminas, como, por exemplo, a C e D, e suplementos alimentares contendo zinco ou outros nutrientes”.
A SBPT deixa claro que a ciência e a medicina são dinâmicas e, a qualquer momento, novidades concretas podem surgir e serão anunciadas. Entretanto, a melhor maneira de prevenir o coronavírus é mantendo o isolamento social e o uso de máscaras.
Varela Notícias


POSTAGENS MAIS VISITADAS

Minha lista de blogs