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domingo, 31 de maio de 2026

Primeiros indícios astronômicos sugerem que estrelas anãs vermelhas podem devorar planetas

 


Após identificarem níveis inesperadamente altos de lítio em anãs vermelhas, astrônomos concluem que estrelas deste tipo podem devorar planetas inteiros durante a formação de seus sistemas.

Astrônomos encontraram as primeiras evidências de que anãs vermelhas podem devorar seus próprios planetas, um comportamento há muito suspeitado, mas nunca confirmado. A descoberta surge a partir de dados do levantamento espectroscópico Gaia‑ESO, que revelou estrelas desse tipo com níveis anormais de lítio.

Essas pequenas estrelas, muito menores e mais frias que o Sol, não deveriam conter lítio, já que o elemento é rapidamente destruído em seus interiores quentes e turbulentos. Por isso, qualquer vestígio detectável funciona como um marcador claro de contaminação externa — um sinal de que a estrela engoliu material planetário ainda rico em lítio.

Segundo o pesquisador Robin Jeffries, até mesmo uma pequena quantidade desse elemento funciona como "tinta em uma tela em branco", tornando a assinatura química impossível de ignorar. A equipe identificou seis anãs vermelhas em três aglomerados estelares com teores de lítio muito acima do esperado.

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A análise detalhada sugere que essas estrelas podem ter consumido o equivalente a três a dez Terras em material planetário. Esse processo destrutivo teria injetado lítio em suas atmosferas, explicando o excesso observado.

Como as anãs vermelhas representam cerca de 75% das estrelas da Via Láctea, o fenômeno pode ser muito mais comum do que se imaginava. Se confirmado, isso mudaria a compreensão sobre a evolução inicial de sistemas planetários e sobre o destino de mundos que orbitam estrelas de baixa massa.


Pesquisas futuras devem investigar quando essas estrelas são mais propensas a devorar seus planetas e como esse comportamento afeta a formação e a estabilidade de sistemas planetários. Isso pode oferecer pistas valiosas sobre a história química e dinâmica da galáxia e sobre a sobrevivência de mundos ao redor de anãs vermelhas, como os estudados em exoplanetas rochosos e sistemas planetários jovens.


terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Alinhamento dos planetas e a Conjunção de Saturno com Netuno em Áries

 


Os planetas Marte, Júpiter, Vênus, Saturno, Urano e Netuno estarão alinhados no céu sob a perspectiva astronômica, proporcionando a oportunidade de observá-los simultaneamente. Para os entusiastas, na noite de janeiro de 2025, o alinhamento planetário poderá ser observado em várias regiões do mundo.

A conjunção de Saturno e Netuno em Áries marca uma fase de renovações profundas nas estruturas, abrindo espaço para novas abordagens na liderança, nas relações de poder e na formulação de políticas públicas
#astrologia #signos #horoscope horóscopo


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sábado, 18 de novembro de 2023

Vapor d'água detectado em discos protoplanetários ajuda a entender formação de planetas

 


O Telescópio Espacial James Webb detectou vapor d'água em discos protoplanetários, confirmando que os sólidos cobertos de gelo desses discos são "sementes" para a formação dos planetas.

estudo usou o Espectrômetro de Média Resolução do James Webb para observar quatro discos ao redor de estrelas semelhantes ao Sol.
A observação confirmou as expectativas de que os discos compactos deslocam seixos de modo mais eficiente do que os discos estendidos.
Os resultados revelaram que os discos compactos tinham um deslocamento mais eficiente e um excesso de água fria em comparação com os discos maiores.
Encoberta pela estrela TYC 7215-199-1, a galáxia anã, denominada Peekaboo, ficou escondida durante décadas - Sputnik Brasil, 1920, 21.08.2023
Ciência e sociedade
Grupo espectral em céu cintilante a 28,7 milhões de anos-luz é registrado pelo Hubble (FOTO)


terça-feira, 25 de julho de 2023

Telescópio Webb detecta pela 1ª vez presença de água em uma região formadora de planetas

 


Pesquisadores usaram telescópios posicionados no deserto do Atacama, no Chile, para observar o sistema PDS 70, localizado a 370 anos-luz da Terra, na constelação de Centaurus, tendo descoberto a presença de vapor de água no disco interior da estrela PDS 70b.

Em uma descoberta impressionante, os cientistas que operam o Telescópio Espacial James Webb (JWST) detectaram a presença de água na região interior de um disco planetário em torno da jovem estrela PDS 70.
As observações, efetuadas por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia (MPIA, na sigla em inglês) no quadro da colaboração de pesquisa MINDS, marcam a primeira detecção de água em uma região formadora de planetas que hospeda vários corpos celestes.
Além disso, a descoberta oferece novos insights sobre a possibilidade de planetas rochosos que se formam nesta zona terem condições para o surgimento de vida.

"Agora podemos ter encontrado evidências de que a água também poderia ser um dos ingredientes iniciais dos planetas rochosos e estar disponível durante a sua formação", afirmou Giulia Perotti, astrônoma do MPIA e principal autora do estudo.

A presença da água no disco interno do PDS 70 indica que pode existir uma reserva substancial de água nessa zona do espaço, o que melhora muito as chances de habitabilidade de quaisquer planetas rochosos que possam se formar nessa área.
Tendo sugerido que a água pode ser um ingrediente inicial de planetas rochosos e que pode estar disponível no momento da sua formação, a descoberta inovadora desafia as teorias anteriores de que água é fornecida principalmente por asteroides que carregam água bombardeando a superfície de um planeta jovem.
A água foi descoberta perto do centro do disco da estrela hospedeira PDS 70, que é a região onde planetas rochosos semelhantes à Terra tipicamente se formam. A água foi encontrada na forma de vapor quente, com uma temperatura de aproximadamente 330 graus Celsius.
Embora nenhum planeta tenha sido detectado perto do centro do disco PDS 70, dois planetas gigantes gasosos, conhecidos como PDS 70b e PDS 70c, foram encontrados mais longe. Esses planetas provavelmente acumularam poeira e gás ao redor durante seu crescimento, criando uma coroa circular com pouco material detectável.
A detecção de água no disco interno do PDS 70 abre novas possibilidades para a compreensão da origem e disponibilidade de água em exoplanetas rochosos. Mais pesquisas e observações serão realizadas para explorar a potencial habitabilidade desses planetas e os mecanismos envolvidos em sua formação.
Imagem de Saturno - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2023
Ciência e sociedade
Nova imagem do Telescópio Espacial Webb revela surpreendente Saturno e seus anéis


domingo, 5 de junho de 2022

Extraterrestres poderiam transformar planetas errantes em arcas interestelares, sugere cientista

 


Novo estudo sugere que civilizações extraterrestres poderiam usar planetas errantes para ajudar populações inteiras a escapar de algumas “ameaças existenciais que se aproximam”, ou talvez espalhar as sementes dessa civilização para mundos distantes.

Enquanto transportar um grande número de seres vivos através da vastidão do espaço para mundos distantes possa parecer uma tarefa difícil de executar, mesmo para uma civilização tecnologicamente mais avançada do que a nossa, um recente estudo sugere que isso poderia ser realizado sem o uso de naves espaciais.
Em seu novo artigo publicado on-line pela Cambridge University Press, Irina Romanovskaya, professora de física e astronomia do Houston Community College, aponta que as "civilizações extraterrestres podem usar planetas errantes como meio de transporte interestelar para alcançar, explorar e colonizar sistemas planetários".
Marte (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 28.04.2022
Sociedade e cotidiano
Energia solar pode ajudar humanos a manter colônia em Marte, segundo pesquisa
Um planeta errante é essencialmente um objeto interestelar de massa planetária que não tem um sistema hospedeiro.

Observando que planetas flutuantes podem providenciar "gravidade de superfície constante, grandes quantidades de espaço e recursos", e que "tecnologias podem ser usadas para modificar o movimento de planetas errantes", a pesquisadora sugere que civilizações alienígenas poderiam usar tais planetas como arcas gigantescas.

"Extraterrestres poderiam usar planetas errantes para transportar grandes grupos ou populações para escaparem de ameaças existenciais [...] ou espalhar populações de sua espécie para vários sistemas planetários a fim de preservar a continuidade de sua civilização", explica Romanovskaya.

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domingo, 15 de maio de 2022

Em novo estudo, astrônomos descobrem mais detalhes sobre formação de planetas

 


Com o avanço de estudos sobre exoplanetas, temos uma vaga imagem de como são outros mundos em diferentes sistemas estelares, mas do que são compostos e por que nosso Sistema Solar é diferente ainda permanece um mistério.

Visando responder a algumas das perguntas sobre formação planetária, astrônomos se debruçaram sobre os discos formadores de planetas em torno de estrelas jovens para ver como eles evoluem.
Ao todo, a equipe pesquisou 873 discos protoplanetários dando foco à sua massa, peça-chave para determinar a quantidade de matéria disponível para formar planetas.
Divulgado pela Science Alert e publicado na revista Astronomy and Astrophysics, o novo estudo buscou mapear os dados demográficos dos discos protoplanetários para determinar modelos de evolução.

"Até agora, não sabíamos ao certo quais propriedades dominam a evolução dos discos formadores de planetas em torno de estrelas jovens", disse o cientista do Instituto Max Planck de Astronomia em Heidelberg, Alemanha, e autor principal do estudo, Sierk van Terwisga, em um comunicado à imprensa.

Esta imagem mostra a gigantesca nuvem de formação de estrelas Orion A observada pelo instrumento Receptor de Imagem Espectral e Fotométrica (SPIRE, na sigla em inglês) a bordo do Telescópio Espacial Herschel - Sputnik Brasil, 1920, 15.05.2022
Esta imagem mostra a gigantesca nuvem de formação de estrelas Orion A observada pelo instrumento Receptor de Imagem Espectral e Fotométrica (SPIRE, na sigla em inglês) a bordo do Telescópio Espacial Herschel

domingo, 10 de abril de 2022

Chuva de rochas e atmosfera incandescente: Hubble detecta planetas com climas extremos (FOTO)

 


Com o objetivo de estudar uma classe única de exoplanetas ultraquentes, os astrônomos do Telescópio Espacial Hubble detectaram uma série de condições climáticas extremas fora de nosso Sistema Solar.

Nos novos estudos, a equipe do Hubble informou sobre uma chuva e rochas vaporizadas em um planeta.
Além disso, notaram que a atmosfera superior de outro planeta está sendo "queimada" devido à intensa radiação ultravioleta de sua estrela.
Os astrônomos descrevem as observações do planeta WASP-178b, localizado a aproximadamente 1.300 anos-luz de distância da Terra.
Imagem artística do planeta KELT-20b orbitando uma estrela azul-branca - Sputnik Brasil, 1920, 07.04.2022
Imagem artística do planeta KELT-20b orbitando uma estrela azul-branca
A atmosfera do corpo celeste, em seu lado diurno, não tem nuvens e é rica em monóxido de silício. No lado escuro, o monóxido de silício pode se esfriar de tal forma que se transforma em rochas que chovem das nuvens.
O Hubble também mostra um outro planeta superquente parecido com Júpiter, o KELT-20b, localizado a aproximadamente 400 anos-luz de distância.
A radiação ultravioleta de sua estrela-mãe aquece os metais na atmosfera, criando uma camada de inversão térmica muito forte.
Com isso, o Hubble fornece uma nova visão dramática da grande variedade de condições atmosféricas em outros mundos.

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