Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador 1ª vez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1ª vez. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de julho de 2023

Telescópio Webb detecta pela 1ª vez presença de água em uma região formadora de planetas

 


Pesquisadores usaram telescópios posicionados no deserto do Atacama, no Chile, para observar o sistema PDS 70, localizado a 370 anos-luz da Terra, na constelação de Centaurus, tendo descoberto a presença de vapor de água no disco interior da estrela PDS 70b.

Em uma descoberta impressionante, os cientistas que operam o Telescópio Espacial James Webb (JWST) detectaram a presença de água na região interior de um disco planetário em torno da jovem estrela PDS 70.
As observações, efetuadas por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia (MPIA, na sigla em inglês) no quadro da colaboração de pesquisa MINDS, marcam a primeira detecção de água em uma região formadora de planetas que hospeda vários corpos celestes.
Além disso, a descoberta oferece novos insights sobre a possibilidade de planetas rochosos que se formam nesta zona terem condições para o surgimento de vida.

"Agora podemos ter encontrado evidências de que a água também poderia ser um dos ingredientes iniciais dos planetas rochosos e estar disponível durante a sua formação", afirmou Giulia Perotti, astrônoma do MPIA e principal autora do estudo.

A presença da água no disco interno do PDS 70 indica que pode existir uma reserva substancial de água nessa zona do espaço, o que melhora muito as chances de habitabilidade de quaisquer planetas rochosos que possam se formar nessa área.
Tendo sugerido que a água pode ser um ingrediente inicial de planetas rochosos e que pode estar disponível no momento da sua formação, a descoberta inovadora desafia as teorias anteriores de que água é fornecida principalmente por asteroides que carregam água bombardeando a superfície de um planeta jovem.
A água foi descoberta perto do centro do disco da estrela hospedeira PDS 70, que é a região onde planetas rochosos semelhantes à Terra tipicamente se formam. A água foi encontrada na forma de vapor quente, com uma temperatura de aproximadamente 330 graus Celsius.
Embora nenhum planeta tenha sido detectado perto do centro do disco PDS 70, dois planetas gigantes gasosos, conhecidos como PDS 70b e PDS 70c, foram encontrados mais longe. Esses planetas provavelmente acumularam poeira e gás ao redor durante seu crescimento, criando uma coroa circular com pouco material detectável.
A detecção de água no disco interno do PDS 70 abre novas possibilidades para a compreensão da origem e disponibilidade de água em exoplanetas rochosos. Mais pesquisas e observações serão realizadas para explorar a potencial habitabilidade desses planetas e os mecanismos envolvidos em sua formação.
Imagem de Saturno - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2023
Ciência e sociedade
Nova imagem do Telescópio Espacial Webb revela surpreendente Saturno e seus anéis


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Sonda espacial japonesa encontra água em asteroide pela 1ª vez

 


Segundo informações da imprensa japonesa, a descoberta científica pode fornecer pistas fundamentais sobre as origens dos oceanos da Terra.

A água foi encontrada em uma amostra de asteroide coletada pela sonda espacial japonesa Hayabusa-2, marcando a primeira descoberta desse tipo e lançando luz sobre como os oceanos da Terra podem ter se formado.
As descobertas foram publicadas nesta quinta-feira (22) na revista Science por equipes de pesquisa da Universidade de Tohoku, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão e de outros lugares.
Sonda espacial Hayabusa e o asteroide Itokawa (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 22.09.2022
Sonda espacial Hayabusa e o asteroide Itokawa (imagem referencial)
Os pesquisadores, escreve o jornal Nikkei Asia, analisaram amostras do asteroide Ryugu, enviadas pela sonda Hayabusa-2. Segundo eles, a descoberta oferece um novo suporte para a teoria de que a vida na Terra foi semeada do espaço sideral.

"Esta gota de água tem um grande significado", disse o cientista-chefe Tomoki Nakamura, da Universidade de Tohoku.

"Muitos pesquisadores acreditam que a água foi trazida (do espaço sideral), mas na verdade descobrimos água em Ryugu, um asteroide próximo à Terra, pela primeira vez", comentou.
A Hayabusa-2 foi lançada em 2014 em sua missão para Ryugu e retornou à órbita da Terra há dois anos para deixar uma cápsula contendo a amostra.
A preciosa carga já rendeu vários insights, incluindo material orgânico que mostrou que alguns dos blocos de construção da vida na Terra, os aminoácidos, podem ter sido formados no espaço.
Ilustração mostra a sonda Akatsuki orbitando Vênus. Foto de arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 22.07.2021
Clima noturno de Vênus é registrado pela 1ª vez por sonda japonesa (FOTOS)

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Sistema de escrita milenar usado no Irã moderno é decifrado pela 1ª vez

 


Uma língua, chamada Elamita Linear e usada há cerca de 4.000 anos, teria sido decifrada quase na sua totalidade, depois que um pesquisador estudou vasos de prata preservados até hoje.

A antiga língua Elamita Linear, usada no Oriente Médio nos milênios III e II a.C., foi finalmente decifrada, segundo um estudo publicado na revista Zeitschrift fur Assyriologie und vorderasiatische Archaologie.
A língua, e o mais antigo conhecido sistema de escrita puramente fonográfico, surgiu não mais tarde que cerca de 2150 a.C., na cidade de Susa, sudoeste do Irã moderno. No início do século XX, arqueólogos franceses descobriram as primeiras evidências de um sistema de escrita tão ou mais antigo que o sumério, mas apenas foram encontrados 40 documentos do Elamita Linear, todos no Irã.
Ao longo dos anos também foram descobertas centenas de inscrições do Proto-Elamita, que parece ter caído em desuso centenas de anos antes, mas sua relação com o Elamita Linear ainda não foi confirmada.
François Dessert, acadêmico da Universidade de Teerã, realizou uma análise metalúrgica dos vasos de prata do Elamita Linear, "os exemplos mais antigos e completos de inscrições reais de Elamite em cuneiforme", e os descreveu em declarações ao jornal israelense The Jerusalem Post como "prêmio máximo", porque foi com eles que conseguiu decifrar o conteúdo da língua.
Jarro cerâmico (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 16.04.2021
Descoberta mais antiga inscrição de alfabeto desconhecido no Oriente Médio (FOTO)
Isso foi possível devido a pertencerem a duas dinastias e chefes de Estado diferentes, com muito material para comparação. No entanto, o estudo menciona que ainda não conseguiram decifrar quase 4% dos símbolos conhecidos do sistema de escrita.

"Esta é uma das maiores descobertas arqueológicas das últimas décadas. Foi baseada na mesma abordagem da descoberta de Champollion: identificar e ler foneticamente os nomes dos reis", disse Massimo Vidale, um arqueólogo da Universidade de Pádua, Itália, não envolvido na pesquisa, em referência a Jean-François Champollion, um filólogo francês que decifrou os hieróglifos egípcios durante a campanha militar de Napoleão no país entre 1798 e 1801.

"O argumento é claro, coerente e plausível", concluiu Piotr Steinkeller, um assiriologista da Universidade de Harvard, EUA, que está "bastante convencido" pela decifração, a qual saudou igualmente como "uma grande conquista". Manfred Krebernik, especialista em Estudos do Oriente Médio na Universidade de Jena, Alemanha, também considerou o estudo de Desset "convincente na maior parte".

  • ...
  •     Muitas perguntas chegam a nós do mundo todo. Muitas repetitivamente insistem numa resposta que vou dar alguma satisfação sucinta agor...
  • Horários vibracionais Considerando que, os planetas são regidos por estas Vibrações, naturalmente em determinados períodos, as energias af...
  • Súcubo [do latim succubo] - 1. Que se coloca por baixo. 2. Segundo velha crença popular, demônio (Espírito) feminino que pelas noites vem c...

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Telescópio ALMA detecta pela 1ª vez colisão que produz mais energia que toda a vida do Sol (VÍDEO)

 


Uma equipe de astrônomos do Telescópio ALMA, no Chile, confirmou a detecção de uma das mais energéticas estrelas de raios gama já observada.

Esta é a primeira vez que os astrônomos detectam luz em comprimentos de ondas milimétricas, proveniente de uma forte explosão causada pela colisão entre uma estrela de nêutrons e outra estrela.
O comunicado do projeto ALMA informa que as explosões de raios gama são as mais brilhantes e energéticas do Universo, capazes de produzir em poucos segundos mais energia do que a emitida pelo Sol durante toda a sua existência.
Um vídeo também foi divulgado mostrando o evento envolvendo a GRB 211106A onde a luz, que parece ter viajado aproximadamente seis ou nove bilhões de anos-luz ao longo do Universo, foi detectada pelo telescópio.
A GRB 211106A, identificada a aproximadamente 20 bilhões de anos-luz da Terra, pertence a uma subclasse de eventos conhecidos como "explosões de raios gama de curta duração".
Segundo a comunidade científica, estas explosões, que são responsáveis pela criação dos elementos mais pesados do Universo, como a platina e o ouro, são resultado de uma fusão violenta entre sistemas estelares binários contendo uma estrela de nêutrons.


terça-feira, 19 de julho de 2022

'Polícia astronômica' descobre pela 1ª vez um buraco negro adormecido

 


O Telescópio Muito Grande do Observatório Europeu do Sul acabou a descobrir o primeiro buraco negro "adormecido", segundo relata um artigo publicado na segunda-feira (19) na revista Nature Astronomy.

Buracos negros dormentes de massa estelar se formam quando estrelas massivas chegam ao fim de suas vidas. Embora sejam considerados bastante comuns, eles são difíceis de detectar porque, ao contrário dos buracos negros regulares, eles não emitem altos níveis de radiação de raios X.
O novo buraco negro é chamado de VFTS 243 e tem massa nove vezes maior que a do nosso Sol. Ele orbita uma estrela azul quente pesando 25 vezes a massa solar, o que o torna um sistema binário.
Os astrônomos observaram primeiro 1.000 estrelas massivas na região da Nebulosa da Tarântula da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia perto da nossa própria Via Láctea.
Primeiramente, os pesquisadores identificaram buracos negros que faziam parte de sistemas binários, estrelas que se movem em torno de outro corpo cósmico. Em seguida, eles olharam para onde "o companheiro" não estava visível.

A parte principal da análise é a eliminação. "O que pode pesar nove massas solares e não emitir nenhuma luz? Um buraco negro é a única possibilidade que nos resta", disse um dos autores do estudo, Tomer Shenar, da Universidade de Amsterdã, nos Países Baixos.

"Pode haver mais lá, mas só para este pudemos mostrar inequivocamente a presença de um buraco negro", acrescentou o cientista.
Alguns dos autores são conhecidos como a "polícia de buracos negros", porque eles têm desmascarado outras "descobertas" do que se acreditava serem buracos negros. O artigo observa que dez descobertas de buracos negros em sistemas binários são contestadas, mas os pesquisadores confiam que o VFTS 243 não é um alarme falso.
Visão do disco de acreção ao redor do buraco negro supermassivo, com estruturas semelhantes a jato fluindo para longe do disco - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2022
Sociedade e cotidiano
Descoberto buraco negro supermassivo que engole o equivalente à massa da Terra por segundo


quarta-feira, 11 de maio de 2022

NASA divulga pela 1ª vez IMAGEM nítida de galáxia próxima à Via Láctea



 

A imagem de uma galáxia próxima à Via Láctea, divulgada pela NASA, é a mais nítida já vista pelo olho humano.

A imagem foi registrada pelo telescópio James Webb, e mostra parte da galáxia Grande Nuvem de Magalhães com nível de detalhes impressionante.
A imagem à esquerda foi captada pelo telescópio Spitzer, enquanto à direita, está a imagem nítida captada pelo telescópio Webb - Sputnik Brasil, 1920, 11.05.2022
A imagem à esquerda foi captada pelo telescópio Spitzer, enquanto à direita, está a imagem nítida captada pelo telescópio Webb
Tanto que é possível observar a emissão dos "hidrocarbonetos policíclicos aromáticos", ou moléculas de carbono e hidrogênio que têm papel importante no equilíbrio térmico e na química do gás interestelar.

"O Webb, com seu espelho primário significativamente maior e seus detectores melhorados, nos permitirá ver o céu infravermelho com maior clareza, permitindo realizar novas descobertas", informou a NASA.


O telescópio espacial James Webb foi lançado no dia 25 de dezembro de 2021 para possibilitar a observação de todos os cantos do Universo, incluindo os remotos.

domingo, 10 de abril de 2022

Astrônomos conseguiram mapear totalmente um dos 'ossos' da Via Láctea pela 1ª vez


 

Cientistas mapearam completamente um dos trechos mais densos da estrutura de um dos "braços" da Via Láctea.

O longo filamento denso de gás frio, em uma estrutura comparável a um "osso" na parte mais densa de um dos braços espirais da galáxia, foi finalmente mapeado por cientistas.
Medindo cerca de 195 anos-luz de comprimento, o mapa do osso G47 foi obtido através do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês) – um Boeing modificado que voa acima da estratosfera da Terra para evitar interferência infravermelha – e nos dá a primeira imagem completa dos campos magnéticos nele existentes.
Segundo a Science Alert, o resultado da nova pesquisa desafia as expectativas. De acordo com os pesquisadores, o mapeamento pode nos ajudar a entender melhor não apenas as estruturas das galáxias espirais, mas também sua formação estelar.
"Antes do SOFIA, era difícil criar imagens de campos magnéticos em alta resolução na totalidade desses ossos", disse o astrofísico da Worcester State University, em Massachusetts, Ian Stephens, que afirmou ainda que "agora somos capazes de obter tantas medições independentes da direção do campo magnético através desses ossos, o que nos permite realmente aprofundar a importância do campo magnético nessas nuvens filamentosas maciças."
Imagem de Cassiopeia A composta por dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer (tons de vermelho), do Telescópio Espacial Hubble (tons de dourado) e do Observatório de Raios-X Chandra (tons de azul e verde). O pequeno e brilhante ponto azul-bebê fora do centro é o remanescente do núcleo da estrela - Sputnik Brasil, 1920, 29.03.2022
Sociedade e cotidiano
Astrônomos revelam que colisão com supernova pode ter gerado nebulosa mais famosa da galáxia
Os cientistas identificaram pela primeira vez um dos ossos da Via Láctea em 2013. Desde então, eles encontraram 18 desses ossos galácticos no total. Atualmente, a nossa galáxia tem uma taxa muito baixa de formação de estrelas, cerca de três massas solares por ano, e elas tendem a ocorrer nessas regiões.
Os astrônomos também realizaram medições completas de seu tamanho, massa, temperatura, altitude e densidade. Porém, os campos magnéticos dos referidos ossos foram mal restringidos.

"Campos magnéticos [...] podem potencialmente definir a taxa a que as estrelas se formam em uma nuvem. Eles também podem guiar o fluxo de gás, moldar os ossos e afetar a quantidade e o tamanho dos bolsões de gás mais densos, que mais tarde entrarão em colapso para formar estrelas", disse Stephens.
"Ao mapear a orientação dos campos, podemos estimar a importância relativa do campo magnético em relação à gravidade, para quantificar o quanto os campos magnéticos afetam o processo de formação de estrelas."
Anel misterioso no espaço intergaláctico, J0624–6948 - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2022
Sociedade e cotidiano
Anel misterioso no espaço pode ser 1ª supernova intergaláctica conhecida (FOTOS)
O estudo revelou que os campos magnéticos, às vezes, estão perpendiculares ao centro do osso, mas nem sempre. As regiões com campos magnéticos perpendiculares tendem a ser as regiões mais densas e com uma taxa de formação estelar mais ativa, ao contrário das regiões de campos magnéticos paralelos.
Em outras palavras, os pesquisadores sugerem que os campos magnéticos desempenham um papel na prevenção do colapso e na modelagem do osso nas regiões de maior densidade. No entanto, os campos magnéticos nas regiões de menor densidade são complicados e confusos, e o papel que o campo magnético desempenha ainda não está claro.

Minha lista de blogs