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domingo, 5 de junho de 2022

Extraterrestres poderiam transformar planetas errantes em arcas interestelares, sugere cientista

 


Novo estudo sugere que civilizações extraterrestres poderiam usar planetas errantes para ajudar populações inteiras a escapar de algumas “ameaças existenciais que se aproximam”, ou talvez espalhar as sementes dessa civilização para mundos distantes.

Enquanto transportar um grande número de seres vivos através da vastidão do espaço para mundos distantes possa parecer uma tarefa difícil de executar, mesmo para uma civilização tecnologicamente mais avançada do que a nossa, um recente estudo sugere que isso poderia ser realizado sem o uso de naves espaciais.
Em seu novo artigo publicado on-line pela Cambridge University Press, Irina Romanovskaya, professora de física e astronomia do Houston Community College, aponta que as "civilizações extraterrestres podem usar planetas errantes como meio de transporte interestelar para alcançar, explorar e colonizar sistemas planetários".
Marte (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 28.04.2022
Sociedade e cotidiano
Energia solar pode ajudar humanos a manter colônia em Marte, segundo pesquisa
Um planeta errante é essencialmente um objeto interestelar de massa planetária que não tem um sistema hospedeiro.

Observando que planetas flutuantes podem providenciar "gravidade de superfície constante, grandes quantidades de espaço e recursos", e que "tecnologias podem ser usadas para modificar o movimento de planetas errantes", a pesquisadora sugere que civilizações alienígenas poderiam usar tais planetas como arcas gigantescas.

"Extraterrestres poderiam usar planetas errantes para transportar grandes grupos ou populações para escaparem de ameaças existenciais [...] ou espalhar populações de sua espécie para vários sistemas planetários a fim de preservar a continuidade de sua civilização", explica Romanovskaya.

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Ouvidos poderiam esconder coronavírus, descobre estudo



Uma equipe de cientistas da Universidade Johns Hopkins, EUA, encontrou vestígios do novo coronavírus nos ouvidos humanos, alertando que agora as autoridades médicas precisam tomar mais cuidado.

Chamado de SARS-CoV-2, o novo coronavírus poderia se esconder nas orelhas humana, concluíram pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, EUA.
Os médicos da instituição investigaram autópsias de três pacientes que tinham testado positivo para COVID-19 e morrido da doença, duas mulheres e um homem idoso. Os cientistas descobriram que o vírus pode instalar-se confortavelmente no ouvido médio e na região do mastóide, o osso oco atrás da orelha que protege o ouvido médio e interno, escreve a revista Newsweek.
O estudo foi publicado na última quinta-feira (23) no jornal JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery e deverá levar a novas regras a serem implementadas pela comunidade médica. O coautor Dr. Matthew Stewart acredita que, mesmo com o número limitado de amostras, o uso de máscaras ou respiradores purificadores de ar motorizados durante a realização de exames de orelha e cirurgia de orelha deve implementado.
Além disso, a equipe adverte para não lotar as salas de espera das clínicas ou relaxar as regras de distanciamento social dentro desses espaços.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Descoberta inesperada: enxaguantes bucais poderiam ser capazes de eliminar coronavírus?



Pesquisa urgente deve ser realizada para se definir se enxaguantes bucais podem ser eficazes em reduzir a propagação do coronavírus, sugerem cientistas.

Enxaguantes bucais podem ser capazes de danificar a membrana ou cápsula que envolve o vírus e dessa forma reduzir as possibilidades de infecção, segundo um artigo científico publicado em 14 de maio pela Universidade de Oxford.

Cápsula viral lipídica

O artigo, da autoria de um grupo de cientistas liderado por Valerie O'Donnell, do Instituto de Pesquisa de Imunidade de Sistemas da Universidade de Cardiff (Reino Unido), revela dados que demonstram a importância da garganta e das glândulas salivares na replicação e transmissão do novo coronavírus.
O artigo científico foi sintetizado em uma notícia do jornal britânico The Independent, e refere que o SARS-Cov-2, que causa a doença COVID-19, é um vírus cercado por uma membrana gordurosa ou lipídica, sensível a agentes químicos.
Os autores do artigo escreveram que enxaguantes bucais são uma "área subpesquisada", alertando para a "grande necessidade clínica" de se saber se a lesão dessa membrana poderia ter um papel na parada do vírus na garganta.
Pesquisas anteriores mostraram que enxaguantes bucais poderiam danificar a membrana em outros vírus. No novo artigo, pesquisadores destacaram que ainda não se sabe se isso seria o caso do novo coronavírus, lamentando que o seu uso ainda não tenha sido levado em conta pelos órgãos de saúde pública no Reino Unido.

Enxaguantes bucais são eficazes em certos vírus

"Em experiências com tubos de ensaio e estudos clínicos limitados, constatamos que alguns enxaguantes bucais contêm ingredientes viricidas em quantidade suficiente para atacar eficazmente os lípidos das cápsulas virais de vírus semelhantes", afirmou Valerie O'Donnell, citada pelo The Independent.
Contudo, "ainda não sabemos se enxaguantes bucais existentes são ativos contra a membrana lipídica do SARS-CoV-2", precisou, não deixando de salientar a importância de se "pesquisar com urgência seu potencial de uso contra este novo vírus" de molde a "avaliar mais a fundo esta questão", rematou a autora principal do artigo científico.
Reconhecendo que os colutórios ainda não foram testados contra este novo coronavírus, a líder da equipe adianta, no entanto, que "outros estudos clínicos poderiam valer a pena com base nas evidências teóricas".

MAIS NOTÍCIAS

sexta-feira, 27 de março de 2020

Palestinos e Israel unidos contra coronavírus poderiam afetar 'Acordo do Século?'




Devido à rápida propagação do coronavírus em Israel, a liderança palestina anunciou que a Palestina e Israel unirão forças para enfrentar a pandemia, tendo sido criada um gabinete de crise conjunto.

Ao mesmo tempo, a Palestina espera que esta comunhão de esforços contra a pandemia possa levar Israel a desistir do "Acordo do Século".
Mas que medidas conjuntas estão sendo tomadas por ambos contra a propagação do vírus? Israel pode realmente desistir do plano de Trump, e o que a Palestina deve fazer a respeito disso?
Especialistas e políticos palestinos falaram sobre estes assuntos à Sputnik Árabe.

Formato da cooperaçãohttps://iz.ru

Usama Shaat, cientista político palestino e professor na Universidade Al-Quds em Jerusalém, afirma que a coordenação entre Israel e a liderança palestina se limita somente às tentativas de contenção do coronavírus.
"A coordenação tem lugar somente na Cisjordânia, em Jerusalém e na Faixa de Gaza", sendo que nos demais territórios ocupados Israel lidará com o problema sozinho, afirmou o cientista.
Acerca da cooperação, o especialista relembrou haver "cerca de 6.000 prisioneiros nas prisões israelenses e cerca de 40.000 palestinos trabalhando em Israel. E Israel é responsável por suas vidas, segurança social e seguros de saúde".
"Muitos palestinos que estavam em Israel puderam retornar às suas casas na Cisjordânia. Ou seja, existe uma coordenação com Israel nesta matéria, baseada principalmente na responsabilidade de Israel de proteger a saúde dessas pessoas", acrescentou Shaat.

© REUTERS / MUSSA QAWASMA
Manifestantes palestinos discutem com forças israelenses durante protesto na Cisjordânia, em 28 de fevereiro de 2020
Contudo, na opinião dele, isto não tem nada a ver com o futuro das relações israelo-palestinas.

Coordenação de emergência

Por sua vez, Eyad Nasr, membro do Conselho Revolucionário da Fatah, também opina que a coordenação palestino-israelense motivada pelo coronavírus é uma medida forçada e temporária.
"A cooperação atual com Israel contra a propagação do vírus é uma medida de emergência e temporária. Ela só existe para impedir a propagação do vírus: nem mais, nem menos", afirmou peremptoriamente o político palestino.
"A coordenação não deve ir além da luta contra a epidemia. Salvar vidas não tem nada que ver com o processo político, especialmente sob o governo de Benjamin Netanyahu", precisou Eyad Nasr.
Questionado sobre a possibilidade de a cooperação palestino-israelense contra a epidemia poder conduzir a um cancelamento do "Acordo do Século", o político palestiniano foi claro:
"Se Netanyahu permanecer no poder – então não, pois ele é o principal beneficiário do 'acordo'. Assim sendo, as chances de um tal desenlace são extremamente reduzidas."

Como tudo começou

Anteriormente, a agência oficial palestina Wafa informou que o porta-voz da Autoridade Palestina, Ibrahim Melhem, anunciara a criação de um gabinete de crise conjunto com os israelenses para combater a pandemia do coronavírus.
Mais tarde, em 25 de março, o embaixador extraordinário e plenipotenciário do Estado da Palestina na Rússia, Abel Hafiz Nofal, afirmou em uma entrevista ao jornal Izvestia que a Palestina espera que Israel e os EUA desistam do "Acordo do Século" por força do coronavírus.
Segundo o diplomata, a ameaça comum ajudou a unir os esforços das duas forças políticas palestinas – Fatah e Hamas, apaziguando temporariamente as relações entre os árabes e Israel.

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