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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

NASA detecta colisão de um jato de buraco negro com objeto desconhecido no espaço (VÍDEO)

 


Observatório de Raios X Chandra da NASA capturou uma imagem de um jato de buraco negro batendo em um objeto não identificado, denominado C4. A descoberta foi feita na galáxia Centaurus A (Cen A), localizada a cerca de 12 milhões de anos-luz da Terra.

Há muito tempo que a galáxia Centaurus A é estudada por pesquisadores porque ela tem um buraco negro supermassivo no seu centro que emite jatos enormes que se estendem por toda a galáxia. O buraco negro lança os jatos de partículas de alta energia não do interior do buraco negro, mas dos intensos campos gravitacionais e magnéticos à sua volta, detalha Phys.org.
Neste recente estudo, cientistas determinaram que o jato está em certos pontos se movendo perto da velocidade da luz. Usando a imagem de raios X mais profunda já feita de Cen A, eles também encontraram uma mancha de emissão em forma de V conectada a uma fonte luminosa de raios X, algo que não tinha sido visto antes nesta galáxia.


Enquanto os pesquisadores cogitam do que se poderia tratar, a identidade do objeto atingido segue sendo um mistério porque ele está muito distante para que seus detalhes possam ser vistos, mesmo em imagens dos telescópios mais poderosos atuais.

Destaca-se que pode se tratar de uma estrela massiva, ou uma estrela com uma companheira. Os raios X de C4 podem ser causados pela colisão entre as partículas no jato e o gás num vento que se afasta da estrela. Esta colisão pode gerar turbulência, causando um aumento na densidade do gás no jato. Isto, por sua vez, provoca a emissão de raios X vista pelo Chandra.

sábado, 1 de junho de 2024

Telescópio James Webb detecta formação de 3 novas galáxias no espaço

 


Pesquisadores encontraram três galáxias em formação através de dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), que revelaram que os achados no espaço possuem atualmente cerca de 13,8 bilhões de anos.

A descoberta foi possível por conta da quantidade elevada de gás ao redor das galáxias, que pode ser hidrogênio ou hélio, considerados os primeiros componentes do Universo. Diante disso, esses gases vão atuar como combustível para a formação de novas estrelas.
Segundo a coautora do estudo que localizou as galáxias, Simone Nielse, atualmente a área deixou de ver as galáxias como ecossistemas isolados e as novas descobertas ajudam a confirmar a mudança.
O estudo revelou ainda que a enorme reserva dos gases aponta que ainda não houve tempo suficiente para as três galáxias formarem a maior parte das suas estrelas. Agora os cientistas se debruçam para terem amostras sobre a característica das três descobertas.

A galáxia em primeiro plano é LEDA 2046648, e é vista há pouco mais de 1 bilhão de anos, enquanto a maioria das outras ficam ainda mais distantes, vistas em um passado distante - Sputnik Brasil, 1920, 08.03.2024
Ciência e sociedade
Astrônomos detectam galáxia extinta mais antiga já observada no Universo (FOTO)

Cabeça de Cavalo descoberta

Ainda no início deste mês, o telescópio também havia capturado imagens incrivelmente nítidas da nebulosa Cabeça de Cavalo, um dos corpos celestes mais impactantes no cosmo distante. As novas imagens mostravam ondas turbulentas de gás que se elevavam do lado ocidental da Orion B, uma nuvem molecular formadora de estrelas localizada a 1.300 anos-luz da Terra, na constelação de Orion.
A nebulosa em questão é uma nuvem em colapso de gás denso e frio que é iluminada por uma estrela jovem e quente embutida no seu canto superior esquerdo.
A estrutura semelhante a um cavalo que torna essa nebulosa tão distinta foi criada porque o gás mais leve se dissipou, deixando um grosso pilar de gás denso e poeira que é mais difícil de se dissipar. Entretanto isso não vai durar para sempre.
Os cientistas estimam que em cerca de 5 milhões de anos esse pilar de matéria mais densa vai desaparecer.

sábado, 18 de novembro de 2023

Telescópio Espacial James Webb detecta 2 das galáxias mais distantes já descobertas (FOTO)

 


Revelações recentes fornecidas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) permitiram uma compreensão mais profunda sobre a formação de galáxias, confirmando os princípios fundamentais da teoria do Big Bang.

O JWST, conhecido por sua precisão, alterou mais uma vez nosso entendimento sobre o cosmos, depois que foi capaz de revelar duas galáxias: a UNCOVER-z13 e a UNCOVER-z12. Os resultados do estudo foram publicados no Astrophysical Journal Letters.
Utilizando a lente gravitacional do aglomerado de galáxias Abell 2744, o telescópio espreitou para o passado e confirmou estas galáxias como a segunda e a quarta mais distantes já observadas. As galáxias, situadas a cerca de 3,5 bilhões de anos-luz de distância, têm características únicas, desafiando a típica forma de galáxias a tais distâncias.
Elas existiam quando o Universo tinha apenas cerca de 330 milhões de anos, são pobres em metais e formam ativamente estrelas. De acordo com as teorias atuais da astronomia, o Universo tem cerca de 13,7 bilhões de anos.
O Phys-org postou hoje [imagens] das galáxias extremamente distantes UNCOVER-Z13 e UNCOVER-Z12.. A primeira é a segunda galáxia mais distante já descoberta.

"As galáxias descobertas anteriormente a estas distâncias apareciam como um ponto nas nossas imagens […] mas uma das nossas parece alongada, quase como um amendoim, e a outra parece uma bola fofa", disse em comunicado Bingjie Wang, especialista que faz parte da equipe do JWST UNCOVER.

Ambas as galáxias partilham características-chave que apoiam o modelo do Big Bang. Elas são jovens, pequenas, possuem um baixo nível de elementos pesados e formam ativamente estrelas. Essas descobertas se alinham com a teoria dos estágios primordiais do Universo, onde as galáxias evoluíram através de fusões e rápido crescimento.


terça-feira, 25 de julho de 2023

Telescópio Webb detecta pela 1ª vez presença de água em uma região formadora de planetas

 


Pesquisadores usaram telescópios posicionados no deserto do Atacama, no Chile, para observar o sistema PDS 70, localizado a 370 anos-luz da Terra, na constelação de Centaurus, tendo descoberto a presença de vapor de água no disco interior da estrela PDS 70b.

Em uma descoberta impressionante, os cientistas que operam o Telescópio Espacial James Webb (JWST) detectaram a presença de água na região interior de um disco planetário em torno da jovem estrela PDS 70.
As observações, efetuadas por cientistas do Instituto Max Planck de Astronomia (MPIA, na sigla em inglês) no quadro da colaboração de pesquisa MINDS, marcam a primeira detecção de água em uma região formadora de planetas que hospeda vários corpos celestes.
Além disso, a descoberta oferece novos insights sobre a possibilidade de planetas rochosos que se formam nesta zona terem condições para o surgimento de vida.

"Agora podemos ter encontrado evidências de que a água também poderia ser um dos ingredientes iniciais dos planetas rochosos e estar disponível durante a sua formação", afirmou Giulia Perotti, astrônoma do MPIA e principal autora do estudo.

A presença da água no disco interno do PDS 70 indica que pode existir uma reserva substancial de água nessa zona do espaço, o que melhora muito as chances de habitabilidade de quaisquer planetas rochosos que possam se formar nessa área.
Tendo sugerido que a água pode ser um ingrediente inicial de planetas rochosos e que pode estar disponível no momento da sua formação, a descoberta inovadora desafia as teorias anteriores de que água é fornecida principalmente por asteroides que carregam água bombardeando a superfície de um planeta jovem.
A água foi descoberta perto do centro do disco da estrela hospedeira PDS 70, que é a região onde planetas rochosos semelhantes à Terra tipicamente se formam. A água foi encontrada na forma de vapor quente, com uma temperatura de aproximadamente 330 graus Celsius.
Embora nenhum planeta tenha sido detectado perto do centro do disco PDS 70, dois planetas gigantes gasosos, conhecidos como PDS 70b e PDS 70c, foram encontrados mais longe. Esses planetas provavelmente acumularam poeira e gás ao redor durante seu crescimento, criando uma coroa circular com pouco material detectável.
A detecção de água no disco interno do PDS 70 abre novas possibilidades para a compreensão da origem e disponibilidade de água em exoplanetas rochosos. Mais pesquisas e observações serão realizadas para explorar a potencial habitabilidade desses planetas e os mecanismos envolvidos em sua formação.
Imagem de Saturno - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2023
Ciência e sociedade
Nova imagem do Telescópio Espacial Webb revela surpreendente Saturno e seus anéis


quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Telescópio ALMA detecta pela 1ª vez colisão que produz mais energia que toda a vida do Sol (VÍDEO)

 


Uma equipe de astrônomos do Telescópio ALMA, no Chile, confirmou a detecção de uma das mais energéticas estrelas de raios gama já observada.

Esta é a primeira vez que os astrônomos detectam luz em comprimentos de ondas milimétricas, proveniente de uma forte explosão causada pela colisão entre uma estrela de nêutrons e outra estrela.
comunicado do projeto ALMA informa que as explosões de raios gama são as mais brilhantes e energéticas do Universo, capazes de produzir em poucos segundos mais energia do que a emitida pelo Sol durante toda a sua existência.
Um vídeo também foi divulgado mostrando o evento envolvendo a GRB 211106A onde a luz, que parece ter viajado aproximadamente seis ou nove bilhões de anos-luz ao longo do Universo, foi detectada pelo telescópio.
A GRB 211106A, identificada a aproximadamente 20 bilhões de anos-luz da Terra, pertence a uma subclasse de eventos conhecidos como "explosões de raios gama de curta duração".
Segundo a comunidade científica, estas explosões, que são responsáveis pela criação dos elementos mais pesados do Universo, como a platina e o ouro, são resultado de uma fusão violenta entre sistemas estelares binários contendo uma estrela de nêutrons.


sábado, 11 de junho de 2022

NASA detecta onda de choque de 1,6 milhão de anos-luz em colisão de aglomerados de galáxias (FOTO)

Abell 2146 é um par de aglomerados de galáxias em colisão localizados a aproximadamente 2,8 bilhões de anos-luz de distância na constelação do Dragão.

Aglomerados de galáxias contêm milhares de galáxias de todas as formas e tamanhos e estão entre as maiores estruturas do Universo.
Tipicamente eles têm uma massa cerca de um quatrilhão de vezes superior à do Sol. Colisões entre aglomerados de galáxias liberam enormes quantidades de energia, diferentes de qualquer outro evento observado desde o Big Bang, e representam para os astrofísicos uma espécie de laboratórios de física que estão indisponíveis na Terra.
Análise usando o observatório de raios X Chandra da NASA sugere uma conexão profunda entre alguns dos eventos mais significativos e energéticos do Universo e os mais fracos alimentados pelo nosso Sol.
As duas frentes de choque em Abell 2146 estão entre as mais brilhantes e nítidas conhecidas entre os aglomerados de galáxias.
Este recanto no Universo que parece uma pequena janela com luz espreitando através da escuridão é Abell 2146. Dois aglomerados em colisão estão a 2,8 [bilhões] de anos-luz da Terra. O estudo de Abell foi conduzido pela dra. Helen Russell da Universidade de Nottingham no Reino Unido.
Nesta imagem composta de Abell 2146, os dados do observatório Chandra em roxo mostram gás quente e os dados ópticos do telescópio Subaru mostram galáxias em vermelho e branco. Um aglomerado move-se para o canto inferior esquerdo atravessando o outro aglomerado.
O gás quente do primeiro empurra uma onda de choque, como um estrondo sônico gerado por um jato supersônico, enquanto colide com o gás quente no outro aglomerado. A onda de choque tem cerca de 1,6 milhão de anos-luzescreve portal Tech Explorist.
Chandra observou Abell 2146 por cerca de 23 dias, dando a mais viva imagem de raios X já obtida de frentes de choque em um aglomerado de galáxias.

domingo, 10 de abril de 2022

Chuva de rochas e atmosfera incandescente: Hubble detecta planetas com climas extremos (FOTO)

 


Com o objetivo de estudar uma classe única de exoplanetas ultraquentes, os astrônomos do Telescópio Espacial Hubble detectaram uma série de condições climáticas extremas fora de nosso Sistema Solar.

Nos novos estudos, a equipe do Hubble informou sobre uma chuva e rochas vaporizadas em um planeta.
Além disso, notaram que a atmosfera superior de outro planeta está sendo "queimada" devido à intensa radiação ultravioleta de sua estrela.
Os astrônomos descrevem as observações do planeta WASP-178b, localizado a aproximadamente 1.300 anos-luz de distância da Terra.
Imagem artística do planeta KELT-20b orbitando uma estrela azul-branca - Sputnik Brasil, 1920, 07.04.2022
Imagem artística do planeta KELT-20b orbitando uma estrela azul-branca
A atmosfera do corpo celeste, em seu lado diurno, não tem nuvens e é rica em monóxido de silício. No lado escuro, o monóxido de silício pode se esfriar de tal forma que se transforma em rochas que chovem das nuvens.
O Hubble também mostra um outro planeta superquente parecido com Júpiter, o KELT-20b, localizado a aproximadamente 400 anos-luz de distância.
A radiação ultravioleta de sua estrela-mãe aquece os metais na atmosfera, criando uma camada de inversão térmica muito forte.
Com isso, o Hubble fornece uma nova visão dramática da grande variedade de condições atmosféricas em outros mundos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

NASA detecta compostos orgânicos em cratera no maior corpo celeste do cinturão de asteroides (FOTO)

 


Usando câmera de enquadramento (FC) e espectrômetro visível e infravermelho (VIR) a bordo da nave espacial Dawn da NASA, pesquisadores detectaram resíduos de salmouras brilhantes e compostos orgânicos na bacia de Urvara, uma das maiores estruturas de impacto no planeta anão Ceres.

Os resultados do estudo reforçam a hipótese de que Ceres é e tem sido um mundo geologicamente ativo mesmo em épocas recentes, com sais e material rico em compostos orgânicos desempenhando um papel importante em sua evolução.
Com um diâmetro de 940 km, Ceres é o maior objeto no cinturão de asteroides localizado entre Marte e Júpiter.
Achados da missão Dawn sugerem que o interior de Ceres consiste de uma fina camada de depósito de regolito, uma crosta que contém um oceano antigo, uma camada de salmoura na transição entre crosta e o manto e um manto inferior seco.

Com 170 km de largura, a bacia de Urvara é a terceira maior estrutura de impacto em Ceres. É considerado que o impacto que formou esta bacia há cerca de 250 milhões de anos expôs material de profundidades de até 50 km.
Bacia de Urvara no planeta anão Ceres localizado no cinturão de asteroides 
 - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2022
Bacia de Urvara no planeta anão Ceres localizado no cinturão de asteroides

"Nossa análise aponta que diferentes áreas da cratera têm idades muito diferentes", disse doutor Nico Schmedemann, um pesquisador do Instituto de Planetologia da Universidade de Munster, acrescentando que "a diferença de idades é de até 100 milhões de anos".

Nesta área ressurgida, uma escarpa no solo exibe um padrão de fluxo granular de material brilhante (sais), mostrando espectros consistentes com a presença de material orgânico, aponta portal Sci-News.
Este planeta anão é um sobrevivente do período mais antigo da formação do Sistema Solar e, portanto, a pesquisa detalhada sobre o seu interior proporciona uma compreensão fundamental sobre a formação e evolução de embriões planetários que se originaram do disco protoplanetário.

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