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domingo, 1 de maio de 2022

Violência desenfreada! Jovem de 21 anos é morta por fazer sinal de facção em vídeo de TikTok

 


Uma jovem foi encontrada morta na cidade de Brasnorte, em Mato Grosso, na última sexta-feira (22), dois dias após ter desaparecido. A investigação da Polícia Civil mostra que ela foi assassinada por membros de uma facção criminosa por ter feito um gesto em vídeo publicado no TikTok.

Sem intenção, Ellen Nascimento Silva, de 21 anos, teria feito com a mão o símbolo de uma facção rival a dos suspeitos pelo crime. Não foi detalhado o símbolo feito pela jovem. 

O delegado, Eric Márcio Fantin, chegou ao nome de seis integrantes envolvidos de forma direta com a morte, após quatro dias de diligências, dos quais três são da mesma família: uma mulher e dois filhos. Um deles teria um romance com a jovem.

Através dessa isca, eles teriam a atraído para uma residência, onde ela teve a morte decretada. A execução aconteceu dentro de um carro, e o corpo foi encontrado em um matagal na zona rural da cidade, com as mãos amarradas. Duas pessoas realizaram quatro disparos, de acordo com a investigação.

Desaparecimento

A mãe de Ellen denunciou o desaparecimento no dia 19 de março. A jovem teria dito à mãe que iria até a casa de um amigo, por volta de 21h.

Três dias depois, o corpo foi encontrado em estado de decomposição por um homem que trabalhava com um trator em um sítio da região. A vítima foi identificada após a perícia e reconhecida pelo pai. 

Os suspeitos foram presos em flagrante por homicídio, posse ilegal de munição, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Um deles será indiciado por integrar organização criminosa.


Não foi informado se o vídeo ainda está no ar. Ellen tinha um perfil com pouco mais de 1,3 mil seguidores, e sete publicações. A última postagem foi feita em março.

Fonte: Correio24horas


terça-feira, 7 de setembro de 2021

Bolsonaro estimula a divisão, o ódio e a violência, em vez de somar, diz Lula

 


O ex-presidente Lula (PT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "estimula a divisão, o ódio e a violência" em vez de somar. As declarações foram dadas em pronunciamento do petista sobre o dia 7 de setembro, divulgado na noite desta segunda (6) nas redes sociais.
 

"O 7 de setembro é um dia de compartilhar nossas conquistas: a melhoria da qualidade de vida e o crescimento que colocou o Brasil entre as seis maiores economias do mundo. Mesmo nos momentos difíceis era o dia de levar uma mensagem de fé e esperança na construção de um país soberano e mais justo, um Brasil verdadeiramente independente", diz Lula em vídeo.
 

Ele segue afirmando que o papel de um Presidente da República é o de "manter acesa a confiança no presente e no futuro, mostrar que é possível superar os obstáculos". "Especialmente neste 7 de setembro de um ano tão difícil, era de se esperar um gesto assim de quem está governando o país", afirma Lula.
 

O petista também diz que era de se esperar que, no dia 7 de setembro, Bolsonaro confortasse as famílias vítimas da epidemia da Covid-19 e anunciasse um "plano para garantir vacina para todos, pondo fim a essa angústia que a população está vivendo".
 

"Mas ao invés de anunciar soluções para o país, o que ele faz nesse dia é chamar as pessoas para a confrontação, é convocar atos contra os poderes da República, contra a democracia que ele nunca respeitou. Ao invés de somar, estimula a divisão, o ódio e a violência. Definitivamente não é isso que o Brasil espera de um presidente", segue o ex-presidente. ?
 

"Basta sair na rua para ver que o brasileiro está sentindo na pele a destruição do país", continua Lula.
 

Ele diz ainda que a "fome, a pobreza, o desemprego e a desigualdade não são mandamentos divinos". "São resultados de erros que nós podemos e devemos corrigir para mudar essa situação. Mudar com coragem, com confiança na nossa gente e com democracia sempre. Eu sei que a vida nunca foi tão dura para a imensa maioria do nosso povo, mas eu aprendi a acreditar sempre na força dos brasileiros e das brasileiras", finaliza.
 

Leia a transcrição do pronunciamento do ex-presidente Lula:
 

"Meus amigos e minha amigas, tive a honra de presidir o Brasil durante oito anos. A cada 7 de setembro, eu procurava trazer uma mensagem de esperança para o povo brasileiro. Recordo que muitas vezes anunciei boas notícias nessa data, porque o Brasil naquele tempo era um país em que a vida das pessoas estava mudando para melhor.
 

A cada dia mais empregos eram criados, o salário cresciam, os jovens negros e filhos de trabalhadores chegavam à universidade. As oportunidades se abriam para quem precisava ter uma chance. Um passo de cada vez, mas sempre seguindo em frente. O 7 de setembro é um dia de compartilhar nossas conquistas: a melhoria da qualidade de vida e o crescimento que colocou o Brasil entre as seis maiores economias do mundo. Mesmo nos momentos difíceis, era o dia de levar uma mensagem de fé e esperança na construção de um país soberano e mais justo, um Brasil verdadeiramente independente.
 

Porque este é o papel de um Presidente da República: manter acesa a confiança no presente e no futuro, mostrar que é possível superar os obstáculos. Um presidente tem de saber somar forças e governar com esse sentimento permanente, porque é dele que vem o exemplo para o país.
 

Meus amigos e minhas amigas, especialmente neste 7 de setembro de um ano tão difícil, era de se esperar um gesto assim de quem está governando o país. Que ele desse uma palavra de solidariedade às famílias vítimas da pandemia e viesse anunciar um plano para garantir a vacina para todos, pondo fim a essa angústia que a população está vivendo. Era de ser esperar dele um plano para gerar empregos que desse um alento aos trabalhadores, que viesse dizer que a Petrobras vai voltar a vender gasolina pelo custo real e não mais pelo preço do dólar, porque foi essa política errada que fez disparar o preço dos combustíveis.
 

Que apresentasse medida para baixar o preço dos alimentos, para garantir um mínimo de dignidade a quem está na fila do osso. Mas ao invés de anunciar soluções para o país, o que ele faz nesse dia é chamar as pessoas para a confrontação, é convocar atos contra os poderes da República, contra a democracia que ele nunca respeitou.
 

Ao invés de somar, estimula a divisão, o ódio e a violência. Definitivamente não é isso que o Brasil espera de um presidente. Meus amigos e minhas amigas, eu não preciso dizer os números do custo de vida, do desemprego, da falta de investimento, da pandemia, da fome que voltou ao Brasil. Basta sair na rua para ver que o brasileiro está sentindo na pele a destruição do país.
 

Mas hoje eu estou aqui para dizer que apesar de tudo o Brasil tem jeito. Que é possível, sim, criar emprego novamente, que o salário deve crescer e ganhar a corrida contra a inflação, que é possível produzir comida saudável a preço justo para colocar na mesa das famílias outra vez. Porque o nosso povo tem toda a capacidade de recuperar esse país, de fazer o Brasil voltar a crescer e proporcionar vida com qualidade para todos.
 

Meus amigos e minhas amigas, o Brasil andou para trás porque o governo federal parou de investir no crescimento e nos programas que ajudam o povo. Cortaram as verbas das escolas, dos hospitais, da agricultura familiar, encolheram o Bolsa Família. E nenhum país do mundo, nenhum, vai para frente sem investimento público. Pararam as obras que geram emprego e fazem a economia crescer e, ao mesmo tempo, continuaram cobrando cada vez mais imposto do pobre do que dos ricos.
 

São essas injustiças que nós precisamos enfrentar novamente para colocar o Brasil de pé. Por isso, venho dizendo que a solução para o país é colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda.
 

Meus amigos e minhas amigas, a fome, a pobreza, o desemprego e a desigualdade não são mandamentos divinos. São resultados de erros que nós podemos e devemos corrigir para mudar essa situação. Mudar com coragem, com confiança na nossa gente e com democracia sempre. Eu sei que a vida nunca foi tão dura para a imensa maioria do nosso povo, mas eu aprendi a acreditar sempre na força dos brasileiros e das brasileiras.
 

E neste 7 de setembro, eu quero deixar registrado uma mensagem de esperança. É preciso continuar lutando para superar esse momento, como superamos tantas outras críticas no passado. Tenho fé que vamos reconstruir este país com justiça, soberania e oportunidades para nós, para nossos filhos e nossos netos. Acreditem: o Brasil tem jeito. Muito obrigado e viva o 7 de setembro!"  por Mônica Bergamo | Folhapress 



E neste 7 de setembro, eu quero deixar registrado uma mensagem de esperança. É preciso continuar lutando para superar esse momento, como superamos tantas outras críticas no passado. Tenho fé que vamos reconstruir este país com justiça, soberania e oportunidades para nós, para nossos filhos e nossos netos. Acreditem: o Brasil tem jeito. Muito obrigado e viva o 7 de setembro!"

 







quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

'Bolsonaro só semeia insegurança e violência', diz candidata à presidência de Portugal

 


A campanha para presidente de Portugal entra em sua reta final nesta semana. A votação será no domingo (24). Candidato à reeleição, Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado por PPD/PSD e CDS-PP) é favorito para vencer ainda no 1º turno, com 66,7% das intenções de votos, segundo a última pesquisa divulgada.

No segundo lugar, estão tecnicamente empatados o deputado André Ventura, do partido de extrema direita Chega, e Ana Gomes, apoiada pelos partidos LIVRE e PAN, com 11% e 10,8% dos votos, respectivamente. Na sequência, aparece Marisa Matias (Bloco de Esquerda), com 4%. João Ferreira (PCP), com 3,2%, e Tiago Mayan Gonçalves (IL), com 2,3%, completam as projeções da pesquisa encomendada por TVI/Observador. 

Sputnik Brasil entrevistou Ana Gomes durante evento organizado pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), em um hotel em Lisboa, nesta segunda-feira (19). A ex-eurodeputada socialista, viúva de António Franco, embaixador de Portugal no Brasil entre 2001 e 2004, vê com preocupação o crescimento da extrema direita em seu país e no mundo. 

Questionada por Sputnik Brasil se vê semelhanças entre seu opositor André Ventura e o presidente Jair Bolsonaro, a jurista disse que ambos alimentam um discurso divisionista e anticientífico, que "quer estimular a desunião entre os cidadãos e que só semeia insegurança e violência". 

"Preocupa-me muito a questão que estão a sofrer todos no Brasil, designadamente, em consequência da terrível gestão da pandemia, que é o resultado da atitude do presidente Bolsonaro e do desacerto com as autoridades a todos os níveis por parte do seu governo. O povo brasileiro está a pagar caro", avalia Ana Gomes.

A diplomata, que foi chefe de missão e embaixadora de Portugal na Indonésia entre 2000 e 2003, destacou-se por ajudar a negociar a independência do Timor-Leste. Segundo ela, o propósito de Ventura, que conta com o apoio da francesa Marine Le Pen e do italiano Matteo Salvini, é destruir o projeto europeu e a Constituição portuguesa, saindo da Organização das Nações Unidas (ONU). A candidata chama atenção para o fato de a invasão ao Capitólio por apoiadores de Donald Trump não ter sido um ato isolado.

"Não podemos ser ingênuos e não ver uma marca e uma estratégia por parte de uma central de extrema direita que tem financiadores nos EUA e importantes instrumentos no Brasil através de certos grupos religiosos, com o propósito de destruir a liberdade e a democracia em vários continentes. Em Portugal, durante muito tempo se alimentou a ilusão de que não chegam cá esses tipos de fenômenos. Mas chegaram e há uma ligação. Quem financia esse partido da ultradireita [Chega] são forças ligadas à ditadura, aos maiores esquemas de corrupção e de desvios de recursos do Estado", acusa.

Ana Gomes também criticou Marcelo Rebelo de Sousa por, segundo ela, minimizar o perigo e dizer que a extrema direita é apenas mais uma corrente de opinião e que é preciso fazer o combate às ideias. De acordo com a diplomata, mais do que isso, é necessário aplicar a Constituição portuguesa, que proíbe organizações racistas e quaisquer fundações que ponham em causa a democracia política. 

Nesta terça-feira (19), a candidata admitiu a possibilidade de suspender a campanha nas ruas diante do agravamento da segunda onda da pandemia de COVID-19. João Ferreira também avalia a hipótese. Com uma campanha atípica de apenas duas semanas, em que os candidatos vão às ruas praticamente vazias em função do lockdown, os debates pela TV e pelo rádio têm sido a principal forma de aparecer para os eleitores.



© SPUTNIK / CAROLINE RIBEIRO
O deputado português André Ventura, único eleito pelo estreante partido Chega

André Ventura não compareceu ao último debate radiofônico entre os sete candidatos presidenciais, nesta segunda-feira (18). Na noite anterior, realizou um jantar-comício com mais de 160 pessoas, promovendo aglomeração em um restaurante em Braga, no norte de Portugal, mesmo com os pareceres negativos da  Proteção Civil e do delegado de saúde responsável pela região. Jornalistas foram hostilizados durante o evento. A Guarda Nacional Republicana identificou o dono do restaurante e vai enviar as informações ao Ministério Público para apurar eventuais ilegalidades.

Usando batom vermelho, Chico Buarque grava vídeo em apoio a Marisa Matias

Já Marisa Matias realizou um comício virtual, na noite de segunda, com a participação da escritora espanhola Pilar Del Rio, presidente da Fundação José Saramago, e de Chico Buarque. Usando batom vermelho nos lábios, o cantor brasileiro gravou um vídeo em apoio a Marisa. A hashtag #VermelhoemBelém, em referência ao palácio presidencial, viralizou nas redes sociais depois que Ventura disse que a candidata do Bloco de Esquerda "não está muito bem em termos de imagem, com aquele batom muito vermelho, como se fosse uma coisa de brincar". 

​Outros brasileiros, como Guilherme Boulos, ex-candidato à Presidência do Brasil e à Prefeitura de São Paulo, e o ex-deputado federal Jean Wyllys escreveram em solidariedade a Marisa. A defesa à eurodeputada bloquista ganhou eco em outros países também. Em Luxemburgo, a ministra do Interior, Tania Bofferding, questionou: "Por que razão ainda temos de falar sobre igualdade de gênero e estereótipos? Porque, mesmo hoje, uma política é criticada pela cor dos seus lábios em vez das ideias que ela expressa utilizando esses lábios." 

Na Espanha, a ministra da Igualdade, escreveu em sua conta no Twitter: "'Maquia-te como uma boneca, falas como uma criança, és uma histérica.' O que te incomoda realmente é que as mulheres ocupem o espaço público sem pedir autorização. Em frente, Marisa Matias. Que viva a luta das mulheres." Em Portugal, a própria Ana Gomes gravou um vídeo passando batom vermelho em defesa de sua concorrente e das mulheres.

Para a diplomata, apesar de Portugal ser um país formado, em sua maioria, por mulheres que gerem suas casas e empresas com grande eficácia, as leis de paridade de gênero não são cumpridas, e há um fosso salarial entre os dois gêneros, além de elevado índice de violência doméstica. Segundo ela, é preciso uma mulher na presidência para vigiar e exigir o respeito às leis. Identificada com os ciganos, ela conta com o voto em massa da comunidade, que tem cerca de 50 mil residentes no país, e é alvo de discriminação.

Questionada sobre por que os brasileiros que têm igualdade de direitos políticos em Portugal deveriam também votar nela, Ana Gomes reconhece que a comunidade brasileira também é vítima de xenofobia em terras lusitanas. Ela cita o caso das denúncias de maus-tratos feitas por brasileiras contra agentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto de Lisboa, além da cobrança de mensalidades mais caras para brasileiros em universidades portuguesas.

"Não se pode continuar a submetê-los a práticas sinistras como aquelas que vemos no SEF. Não podemos continuar com políticas discriminatórias em relação aos nossos cidadãos brasileiros nas universidades, onde várias vezes pagam propinas [mensalidades] exorbitantes. Isso não é minimamente aceitável, porque é do nosso interesse acolher os brasileiros, integrá-los e aproveitar seus talentos, sua criatividade, a vitalidade e o rejuvenescimento que eles trazem à nossa sociedade, que tão carenciada está de combater o declínio demográfico", afirma Ana Gomes à Sputnik Brasil. 

A candidata também disse que, se eleita, não iria à posse de Bolsonaro em uma eventual reeleição do presidente do Brasil em 2022, diferentemente de Rebelo de Sousa, que compareceu a Brasília quando Bolsonaro assumiu o primeiro mandato, em 2019. Ana Gomes elogiou ainda o voto eletrônico, como um bom exemplo que vem do Brasil e que Portugal deveria ter seguido há muito tempo. 



© AFP 2020 / JOSE MANUEL RIBEIRO
Eleições legislativas em Portugal

Mais de 246 mil eleitores inscritos para votar antecipadamente

Apesar das medidas rígidas de confinamento em função da pandemia de COVID-19, no próximo domingo será permitida a circulação para as pessoas votarem manualmente. No último domingo (17), dos 246.880 eleitores inscritos para o voto antecipado, cerca de 83% compareceram às urnas, de acordo com dados provisórios do Ministério da Administração Interna (MAI). Como as seções eleitorais estavam concentradas em poucos lugares, houve longas filas. 

Mesmo quem estava inscrito e não compareceu à votação antecipada, terá uma nova oportunidade no dia 24. Outras 12.906 pessoas, entre idosos em asilos e pessoas em confinamento obrigatório por estarem infectadas com o coronavírus SARS-CoV-2, vão poder votar sem sair de casa. Nestas terça e quarta (19 e 20 de janeiro), equipes eleitorais vão providenciar os votos em domicílio àqueles que se inscreveram sob essas condições, de acordo com informações do MAI.  

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


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