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domingo, 23 de junho de 2024

Astrônomos detectam fenômeno misterioso de estrelas ejetando jatos de gás na mesma direção (FOTO)

 


O telescópio James Webb detectou um grupo peculiar de estrelas bebês disparando enormes jatos para o espaço quase na mesma direção.

Por meio do telescópio espacial, os astrônomos observaram pela primeira vez um estranho fenômeno estelar: um grupo de estrelas bebês lançando jatos de gás aparentemente coordenados e a alta velocidade. O mais curioso deste fenômeno é que os jatos apontam todos na mesma direção.

Esta descoberta invulgar apresenta a primeira imagem direta de um fenômeno há muito estudado, chamado fluxos protoestelares, que são jatos de gás liberados por estrelas recém-nascidas, que colidem e carregam material nas nuvens de gás molecular que os cercam. Entretanto, o mistério aqui é que muitos destes jatos parecem estar alinhados na mesma direção, apesar de virem de estrelas separadas.

As observações descritas em um novo estudo publicado na revista Astrophysical Journal, poderiam revelar novas informações importantes sobre como as estrelas se formam e como elas evoluem. As observações revelaram pelo menos 20 estrelas recém-nascidas na região que emitiam ativamente fluxos protoestelares.



Uma imagem em detalhe mostra cinco dos fluxos protoestelares na nebulosa Serpens Main, todos apontando na mesma direção. Os jatos aparecem como bolhas laranja brilhantes - Sputnik Brasil, 1920, 23.06.2024
Uma imagem em detalhe mostra cinco dos fluxos protoestelares na nebulosa Serpens Main, todos apontando na mesma direção. Os jatos aparecem como bolhas laranja brilhantes
Um grupo de 12 estrelas chamou a atenção da equipe. Os jatos que partiam dessas estrelas estavam todos orientados quase na mesma direção, "como granizo caindo durante uma tempestade", de acordo com o comunicado da NASA. Estima-se que os fluxos sejam relativamente jovens, entre 200 e 1.400 anos, escreve Live Science.

Tais jatos perfeitamente alinhados nunca foram vistos antes e é quase impossível que sejam produto do acaso. De acordo com os pesquisadores, é provável que esse grupo de 12 estrelas tenha se formado ao mesmo tempo, e ao longo do mesmo filamento denso de gás. Um poderoso campo magnético define os limites deste filamento formador de estrelas, e também pode ser responsável por direcionar o ângulo dos jatos.

Com o tempo, esse efeito enfraquece, à medida que as interações com outros objetos alteram ligeiramente os eixos de rotação das estrelas, redirecionando os jatos. Este desvio ao longo do tempo poderia explicar por que os astrônomos nunca viram alinhamentos tão perfeitos antes.

sábado, 12 de março de 2022

Energia infinita: empresa pretende perfurar buraco 20 quilômetros em direção ao centro da Terra

 


A essa profundidade a temperatura pode chegar a 500 ºC. A empresa Quaise foi criada em 2020 a partir de projeto do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

A empresa já conseguiu angariar US$ 63 milhões, o equivalente a R$ 318 milhões, em investimentos e agora foca na produção de um sistema que conseguirá fazer um buraco de 20 quilômetros em direção ao centro da Terra. Até então, o buraco mais profundo já criado tinha cerca de 12.3 quilômetros.
Para conseguir chegar a tamanha profundidade, a Quaise vai combinar técnicas tradicionais de escavação com a tecnologia usada em reatores de fusão nuclear.

"Com base em pesquisas de fusão inovadoras e práticas de perfuração bem estabelecidas, estamos desenvolvendo uma nova abordagem radical para perfuração ultraprofunda. Primeiro, usamos perfuração rotativa convencional para chegar à rocha do embasamento. Depois, mudamos para ondas milimétricas de alta potência para atingir profundidades nunca antes vistas", explica a empresa em sua página oficial.

Ao chegar na profundidade necessária, a empresa explica que a temperatura será superior aos 500 ºC, o suficiente para aquecer a água e levá-la a um estado "supercrítico" que radicalmente aumenta sua eficiência de extração energética geotérmica.
Demonstração do modelo de perfuração criado pela empresa Quaise - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2022
Demonstração do modelo de perfuração criado pela empresa Quaise
Com isso será possível ter acesso a uma fonte praticamente inesgotável de energia, em qualquer lugar do planeta. Inclusive, de acordo com reportagem do Science Alert, quase todas as usinas de energia em atividade hoje que usam o calor da queima de combustíveis fósseis para criar vapor e mover turbinas, poderá ser adaptada para produzir energia geotérmica.
Ao ser perguntado, durante entrevista ao portal New Atlas, sobre outras maneiras sustentáveis mais simples de se produzir energia, o presidente da Quaise, Carlos Araque, falou sobre o volume de energia necessário para nos tornarmos um planeta mais verde.

"Seria mais fácil acessar apenas a energia eólica e solar. O problema é que não há energia suficiente para alimentar a civilização que criamos com combustíveis fósseis", explicou Araque.

A expectativa de Carlos Araque é de que em 2026 a Quaise seja capaz de iniciar sua primeira usina e em 2028 consiga transformar usinas de carvão em usinas geotérmicas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

'Passando a boiada': Brasil caminha em direção a um colapso ambiental?




Em meio à crescente preocupação com a degradação do meio ambiente no Brasil, especialistas ouvidos pela Sputnik apontam os motivos pelos quais o governo Bolsonaro teria a pior gestão ambiental desde o restabelecimento da democracia no país.
Desde antes da posse do presidente Jair Bolsonaro, o meio ambiente sempre foi uma das áreas de maior preocupação quanto às diretrizes da nova administração federal. Em pouco mais de um ano e meio de governo, as expectativas negativas, segundo a maioria dos especialistas e dos cidadãos comuns, se confirmaram. Incontáveis críticas se acumularam, ao longo dos últimos meses, à atual gestão ambiental nacional, em meio a inúmeras polêmicas envolvendo a Amazônia, o Pantanal e outros biomas brasileiros. 
​Chefe da pasta encarregada de assegurar a proteção do meio ambiente, o ministro Ricardo Salles tem sido um dos mais questionados por sua atuação entre os membros do governo. Além de posicionamentos controversos e, segundo críticos, pouca habilidade para lidar com crises, pesa contra ele o fato de já ter sido condenado, em primeira instância, por atos de improbidade administrativa, quando era secretário estadual, em São Paulo. O julgamento em segunda instância estava marcado para esta quinta-feira (3), mas foi adiado. 
Salles foi acusado de cometer diversas irregularidades no procedimento de elaboração e aprovação do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê. Ele teria participado, de acordo com o Ministério Público, de um esquema que promoveu modificações de mapas, alteração de minuta do decreto do plano de manejo e perseguição a funcionários da Fundação Florestal, com o objetivo de beneficiar empresas filiadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), também condenada.
Há vários meses, circulam especulações sobre uma possível saída do ministro do cargo, medida vista por muitos como uma manobra que poderia acalmar um pouco os ânimos e enviar uma mensagem importante aos mais diversos setores, dentro e fora do Brasil. Há quem acredite, no entanto, que a permanência ou não de Salles na pasta pouco mudaria, na prática, os rumos traçados pelo governo Bolsonaro para a gestão ambiental, que estaria caminhando, a passos largos, para um completo desastre. 

'Pior governo no quesito proteção ao meio ambiente'

Em 25 de janeiro de 2019, menos de um mês depois da posse de Bolsonaro, o rompimento de uma barragem em Brumadinho, Minas Gerais, provocou um vigoroso derramamento de rejeitos que se espalhou por uma vasta área e vitimou pelo menos 270 pessoas. Obviamente, não foram traçadas ligações de culpa entre o incidente e a nova administração, mas as proporções do desastre jogaram os holofotes sobre o quanto de atenção o governo brasileiro daria ao meio ambiente. 
Quando, no meio do ano, uma crise de queimadas e desmatamentos na Amazônia reacendeu o interesse público pelas questões ambientais, a suposta atitude permissiva do governo para com violações, as declarações polêmicas do presidente e do ministro Salles, os ataques à ciência, a postura de favorecimento à exploração em detrimento da preservação, entre outras coisas, transformaram a gestão ambiental brasileira em assunto global, mobilizando autoridades e personalidades dos quatro cantos do planeta. 
​A situação, que já não era boa, se deteriorou quando, em meio a isso, grandes quantidades de óleo começaram a aparecer em diversas praias do Nordeste brasileiro, impactando depois também a região Sudeste. Apesar das diferentes teorias que tentaram explicar como o derramamento teria ocorrido, mais de um ano depois, o episódio segue envolto em mistérios, com consequências de dimensões ainda desconhecidas e sem ninguém ter sido responsabilizado legalmente.
Novamente, embora não tenha havido suspeitas sobre culpa do governo no caso, a falta de preparo, a demora em dar uma resposta e a permanência do problema por tanto tempo, segundo vários ambientalistas, demonstrou, no mínimo, uma grande negligência do poder federal. 
​"Não há dúvidas de que o governo Bolsonaro é, de longe, o pior governo no quesito proteção ao meio ambiente desde que o Brasil voltou a ser uma democracia, há quase 40 anos. Ele tem investido, desde o primeiro dia, em desmontar, paralisar os órgãos de controle ambiental", afirma em declarações à Sputnik Brasil o diretor de Justiça Socioambiental do WWF-Brasil, Raul Valle.
De acordo com o especialista, medidas como a substituição de funcionários qualificados por pessoas sem experiência em postos-chave de combate a crimes ambientais, por exemplo, indicam que o governo "não está disposto a punir o criminoso ambiental, mas, sim, disposto a punir aqueles que combatem o crime" e isso vem sendo "sentido na ponta". 
"O aumento de invasão e desmatamento em áreas protegidas, áreas do governo que deveriam ser protegidas, é sintoma dessa paralisia dos órgãos de controle e de uma mensagem muito permissiva com a criminalidade ambiental no país. Então, o governo, embora não tenha, ainda, modificado o aparato legislativo — poucas leis foram aprovadas pelo Congresso mudando o regramento atual —, na prática, isso vem acontecendo simplesmente porque as leis não estão sendo aplicadas." 
​​Ricardo Salles, na opinião de Valle, só está ocupando o Ministério do Meio Ambiente porque é "conivente" e "cúmplice" dessa "linha de desmonte da política ambiental". E, só por isso, ele ainda não foi demitido, apesar das muitas denúncias feitas contra ele. 

Brasil tem hoje uma 'antipolítica' ambiental

Para Rosa Formiga, professora do Departamento de Engenharia Sanitária e do Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a gestão do setor na atual administração é tão "desastrosa" que, em vez de falarmos em política ambiental, deveríamos chamar o que está sendo feito de "antipolítica" ambiental. 
Segundo ela, a situação da Amazônia hoje ilustra bem essa condição: desmatamento acelerado e sem controle, queimadas, desprezo pelos povos indígenas, comunidades tradicionais e pela biodiversidade e desmonte dos órgãos de monitoramento, gestão e fiscalização, como IBAMA, ICMBio e INPE. 
"Ou seja, temos uma política ambiental desastrosa, ou uma antipolítica, que está nos levando a uma crise de grandes proporções", argumenta a acadêmica também em entrevista à Sputnik. "No caso da Amazônia, essa crise pode inclusive atingir um 'ponto de não retorno' às condições originais da floresta, podendo sofrer um processo de savanização, como alertado pelo climatologista Carlos Nobre, ou alterar o fluxo dos 'rios voadores', que são formados pela floresta e garantem a umidade de Cuiabá a São Paulo, conforme explicação do cientista Antônio Nobre." 
​No final do mês passado, o governo enviou ao Congresso um Projeto de Lei Orçamentária Anual, para 2021, prevendo uma redução de R$ 184,4 milhões no orçamento do Ministério do Meio Ambiente, o que representaria uma queda de 5,8% em relação aos R$ 3,128 bilhões destinados à pasta neste ano.
A julgar pelo andamento das coisas, Formiga considera pouco provável que a situação possa melhorar no médio prazo, apesar de toda a resistência que tem se tentado organizar ao suposto projeto antiambiental em curso. 
"Apesar dos alertas e de iniciativas internas e internacionais, não tenho nenhuma esperança de mudanças de rumo na política ambiental do governo atual, que tem reiterado seu desprezo pela ciência, pelo meio ambiente, pelos povos indígenas e pelas comunidades tradicionais."

Ação, reação e resistência à 'boiada'

Em reunião ministerial no último 22 de abril, Ricardo Salles causou alvoroço ao sugerir ao presidente que o governo deveria aproveitar o foco da imprensa na pandemia do novo coronavírus para realizar reformas infralegais no sentido de desregulamentar políticas ambientais
"Então, pra isso, precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID-19, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas", disse o ministro na ocasião, gerando revolta e pedidos de investigação e afastamento por parte de parlamentares.
Críticos ao governo consideraram o episódio uma prova dos planos de Bolsonaro de destruir o sistema de proteção ambiental brasileiro, em favor de interesses financeiros privados. 
​"Todos os problemas que nós estamos vivendo hoje não são decorrentes de aplicar ou não política. É um processo de desmonte muito bem elaborado", avalia o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, também ouvido pela Sputnik. "É uma estratégia de governo de acabar com essa questão ambiental. Porque o governo não tem alcance do que são hoje os temas globais, não tem alcance para além das milícias, das ocupações e de acobertar coisas de família. E nem sequer consegue administrar a questão da COVID-19, que é um problema sério."
Mantovani pontua que se, por um lado, é escancarada a incompetência a nível federal, por outro, é preciso destacar que "governos subnacionais estão tomando para si" a responsabilidade de evitar um estrago ainda maior na área ambiental, inclusive com apoio de outros setores. Segundo ele, há uma reação também por parte de grandes investidores e empresários, do Brasil e do exterior, para tentar frear esse processo de degradação.
"Nós começamos a ver que esse pessoal não quer esse governo porque está colocando em risco toda a estrutura de país. Depois, a gente vê também, como eu falei, os governos subnacionais, se mantendo no Acordo de Paris, mantendo as suas estruturas ambientais, seus licenciamentos. Isso mostra que está tendo reação."
Ainda sobre essa reação, o diretor da SOS Mata Atlântica afirma que isso mostra que a preservação ambiental não é, definitivamente, apenas uma coisa de ambientalista. 
"Há uma resistência e que bom que o movimento ambientalista agora ganhou adesão da economia, ganhou adesão da sociedade, que 70%, na última pesquisa, acredita que esse governo é responsável pela destruição da Amazônia", disse ele, acrescentando que é possível fazer um "enfrentamento com informações precisas e corretas". 

sábado, 23 de maio de 2020

Asteroide de 300 metros avança a quase 13 km/s em direção à Terra




O Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês) da NASA está observando de perto todos os asteroides que se aproximam da Terra a uma distância de 0,05 unidade astronômica.

O asteroide Apollo 441987, também conhecido como 2010 NY65, segue avançando e deve se aproximar da Terra no dia 24 de junho, segundo rastreamento da NASA.
O corpo celeste mede entre 140 e 310 metros, com base em como reflete as luzes. Além disso, estima-se que seja um objeto pequeno nos termos da NASA. Entretanto, ele se aproximará a uma velocidade de quase 13 quilômetros por segundo, chegando tão perto quanto 0,02512 unidade astronômica da Terra.

Ilustração artística de asteroide se aproximando da Terra
Como citado anteriormente, o CNEOS da NASA é encarregado de observar todos os asteroides que se aproximam da Terra em 0,05 unidade astronômica, ou aproximadamente 7,5 milhões de quilômetros.
O 2010 NY65, observado pela primeira vez em julho de 2010, passará pelo nosso planeta no início da manhã do dia 24 de junho, a uma distância de 3,7 milhões de quilômetros.
Apesar de ser pequeno, o asteroide 2010 NY65 pode causar danos significativos ao nosso planeta devido aos efeitos secundários, como tsunamis, que podem ser criados mesmo estando distante.

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terça-feira, 7 de abril de 2020

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