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sábado, 12 de março de 2022

Energia infinita: empresa pretende perfurar buraco 20 quilômetros em direção ao centro da Terra

 


A essa profundidade a temperatura pode chegar a 500 ºC. A empresa Quaise foi criada em 2020 a partir de projeto do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

A empresa já conseguiu angariar US$ 63 milhões, o equivalente a R$ 318 milhões, em investimentos e agora foca na produção de um sistema que conseguirá fazer um buraco de 20 quilômetros em direção ao centro da Terra. Até então, o buraco mais profundo já criado tinha cerca de 12.3 quilômetros.
Para conseguir chegar a tamanha profundidade, a Quaise vai combinar técnicas tradicionais de escavação com a tecnologia usada em reatores de fusão nuclear.

"Com base em pesquisas de fusão inovadoras e práticas de perfuração bem estabelecidas, estamos desenvolvendo uma nova abordagem radical para perfuração ultraprofunda. Primeiro, usamos perfuração rotativa convencional para chegar à rocha do embasamento. Depois, mudamos para ondas milimétricas de alta potência para atingir profundidades nunca antes vistas", explica a empresa em sua página oficial.

Ao chegar na profundidade necessária, a empresa explica que a temperatura será superior aos 500 ºC, o suficiente para aquecer a água e levá-la a um estado "supercrítico" que radicalmente aumenta sua eficiência de extração energética geotérmica.
Demonstração do modelo de perfuração criado pela empresa Quaise - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2022
Demonstração do modelo de perfuração criado pela empresa Quaise
Com isso será possível ter acesso a uma fonte praticamente inesgotável de energia, em qualquer lugar do planeta. Inclusive, de acordo com reportagem do Science Alert, quase todas as usinas de energia em atividade hoje que usam o calor da queima de combustíveis fósseis para criar vapor e mover turbinas, poderá ser adaptada para produzir energia geotérmica.
Ao ser perguntado, durante entrevista ao portal New Atlas, sobre outras maneiras sustentáveis mais simples de se produzir energia, o presidente da Quaise, Carlos Araque, falou sobre o volume de energia necessário para nos tornarmos um planeta mais verde.

"Seria mais fácil acessar apenas a energia eólica e solar. O problema é que não há energia suficiente para alimentar a civilização que criamos com combustíveis fósseis", explicou Araque.

A expectativa de Carlos Araque é de que em 2026 a Quaise seja capaz de iniciar sua primeira usina e em 2028 consiga transformar usinas de carvão em usinas geotérmicas.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Exército chinês revela arma eletromagnética portátil capaz de perfurar aço (VÍDEO)




O Exército chinês demonstrou um poderoso protótipo de um minicanhão eletromagnético desenvolvido para uso individual das forças especiais.

Os engenheiros do Exército de Libertação Popular desenvolveram um minicanhão eletromagnético, do tamanho de uma pistola ou um fuzil.
As capacidades técnicas destas armas foram recentemente reveladas em uma sessão de demonstração, segundo o jornal Global Times.
O armamento foi desenvolvido pela Universidade de Logística do Exército de libertação Popular e foi apresentado em diferentes tamanhos: de pistola, de fuzil e montado em um robô.
No vídeo, os disparos das armas maiores penetram com sucesso lâminas de aço e múltiplas placas de madeira, enquanto os robôs foram usados para estourar balões, o que sugere que possuem um poder de fogo mais limitado.
​Créditos para Rebecca Rambar. 
A arma usa bobinas eletromagnéticas para acelerar rapidamente os projéteis. Uma tecnologia similar é utilizada nas catapultas eletromagnéticas que substituiu os dispositivos a vapor nos porta-aviões mais avançados dos EUA.
Os canhões eletromagnéticos estão igualmente sendo desenvolvidos pelos EUA para seus destróieres da classe Zumwalt, porém ainda não foram fabricados em série e não devem ser confundidos com as armas desenvolvidas pela China, já que utilizam condutores paralelos para acelerar um projétil que desliza ao longo de um "trilho".
O Global Times sugere que os fuzis chineses possam ser utilizados pelas unidades de operações especiais.
Este armamento é mais silencioso que as armas de fogo, o que significa que poderia ser utilizado em missões que requerem sigilo.

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