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domingo, 22 de maio de 2022

Orçamento secreto para compra de caminhões de lixo cresceu mais de 800%


 


O orçamento destinado a prefeituras para compras de caminhões de lixo com recursos do governo federal aumentou 833% entre os anos de 2019 e 2022, passando de R$ 24 milhões para atuais R$ 200,2 milhões. É o que revela reportagem de André Shalders, Julia Affonso e Vinícius Valfré deste domingo (22) do jornal O Estado de S.Paulo. O número de veículos comprados saltou de 85 para 453 - alta de 532%.

Segundo a reportagem, o esquema, que abastece pequenas cidades de redutos eleitorais de aliados do governo de Jair Bolsonaro, funciona por meio de emendas de relator e através de órgãos controlados pelo Centrão como a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e principalmente a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).

Segundo a reportagem, caminhões são destinados a pequenas cidades sem qualquer plano para construção de aterros sanitários, como determinado em lei. Em cidades, como Minador do Negrão, o caminhão é muito maior que a capacidade de produção de lixo. Com 15 metros cúbicos, o município leva dois dias para encher a caçamba do veículo, que custou R$ 361,9 mil.

Desde 2019, o governo já destinou R$ 381 milhões para essa finalidade. A reportagem identificou pagamentos inflados de R$ 109 milhões. A diferença dos preços de compra de modelos idênticos, em alguns casos, chegou a 30%.


sábado, 14 de agosto de 2021

EUA contrabandeiam dezenas de caminhões-tanque carregados de petróleo da Síria, relata mídia

 


Os EUA e seus aliados curdos sírios controlam mais de 90% da área de produção de petróleo da Síria, privando o país atingido pela guerra da necessária fonte de combustível e renda.

De acordo com a agência de notícias SANA, 55 veículos, incluindo caminhões-cisterna carregados de petróleo e veículos de escolta, saíram da Síria em direção ao Iraque através da fronteira de al-Waleed nas últimas 24 horas.

Anteriormente, o Irã tinha enviado fornecimentos de emergência de combustível à Síria para ajudar a amenizar a escassez, mas seus navios foram alvo de ataques por sabotadores israelenses durante o percurso.

Na sexta-feira (13), fontes locais fora da cidade de al-Yarubiyah afirmaram à SANA que um comboio de 25 veículos, incluindo caminhões-cisterna, caminhões cobertos e frigoríficos foram enviados para leste, em direção à fronteira.

Antes  disso, as fontes reportaram que 30 veículos, incluindo caminhões-tanque, caminhões e veículos blindados também seguiram em direção ao posto fronteiriço de al-Waleed.

O governo sírio considera al-Waleed uma travessia ilegal, pois não possui controle do posto fronteiriço no terreno.

Na última terça-feira (10), a SANA informou que um comboio de 80 veículos da região de Al Jazeera saiu do país, através de al-Waleed, além de 25 caminhões-cisterna que foram avistados seguindo em direção ao Iraque.

O Leste da Síria abriga grande parte das riquezas de petróleo e gás do país. As forças norte-americanas e seus aliados exploram a região de todas as maneiras, a fim de bloquearem o retorno do governo de Damasco à região.

sábado, 11 de julho de 2020

Enorme submarino iraniano é transportado por caminhões em plena estrada (VÍDEO)



Três submarinos da classe Kilo, ou Projeto 877 Paltus, na designação soviética, são os navios de guerra mais potentes na Marinha iraniana.

De acordo com um vídeo que apareceu nas redes sociais, um destes submarinos é mostrado sendo transportado em plena estrada puxado por caminhões.
Nas imagens, um tanto surreais, se pode ver o submarino do Projeto 877 sendo transportado em uma prancha rebaixada especial, alegadamente regressando de um estaleiro à base naval iraniana em Bandar Abbas. O submarino é um dos três adquiridos da União Soviética na década de 1990, escreve Popular Mechanics.
Os submarinos da classe Kilo foram projetados para operar mais perto da costa que os oceânicos convencionais. As embarcações pertencem à Marinha da República Islâmica do Irã e operam na entrada do golfo Pérsico, no golfo de Omã e até mesmo no oceano Índico.
​Transporte de um antigo submarino da Marinha iraniana do Projeto 877, classe Kilo, à base naval em Bandar Abbas.
A frota de submarinos iraniana foi concebida para atribuir ao país a capacidade de atacar navios inimigos, incluindo alvos tão grandes como os porta-aviões dos EUA.
Navios do Projeto 877 Paltus são uma série de submarinos diesel-elétricos construídos no período entre os anos 1982-2000. Têm um deslocamento de 2,32 mil toneladas, cerca de 72,5 metros de comprimento, 9,7 metros de altura e 6 metros de boca.
Cada um é equipado com seis tubos capazes de disparar uma variedade de torpedos. Além disso, os submarinos desta classe são capazes de colocar minas marítimas.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Ao contrário de vídeo postado por Bolsonaro, Ceasa amanhece com fila de caminhões e garante abastecimento normal




O presidente Jair Bolsonaro postou, nas redes sociais, no início da manhã desta quarta-feira (1º), um vídeo que teria sido gravado, na véspera, na Ceasa, a Central de Abastecimento de Minas Gerais, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Nas imagens, um homem aparece mostrando o local vazio e dizendo que há desabastecimento. No texto, Bolsonaro diz que "não é um desentendimento entre o presidente e alguns governadores e prefeitos", e que "são fatos e realidades que devem ser mostrados".

Mas o Globocop sobrevoou a Ceasa, na manhã desta quarta-feira (1º), e constatou o oposto: muito movimento de caminhões e clientes no local. A assessoria de imprensa da Ceasa também garantiu que não há falta de produtos por lá (leia mais abaixo).



Ceasa garante abastecimento na Grande BH

Algumas medidas foram adotadas para evitar a propagação do coronavírus na semana passada, mas o comércio de alimentos segue normalmente no entreposto e a Ceasa garante o abastecimento na Grande BH.

Nesta manhã, muitos caminhões de verduras, frutas e legumes, que vão chegar às mesas dos moradores da região, eram descarregados.



Caminhões formam fila na Ceasa em Contagem

No fim da manhã desta quarta-feira (1º), o vídeo que Bolsonaro postou no Twitter foi apagado.

Nota da Ceasa

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), responsável pela administração da Ceasa, enviou uma nota de esclarecimento. Leia na íntegra:

"A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) esclarece que desde o dia 12 de março – quando foi decretada pelo Governo do Estado a situação de emergência em saúde pública em razão do surto de doença respiratória causada pelo Coronavírus (Covid-19) – segue monitorando, diariamente, as ações da Ceasaminas e afirma que o fluxo de abastecimento segue normal.

Ontem, 31 de março, circulou pela internet um vídeo indicando o desabastecimento no entreposto da Grande BH, localizado Contagem. A Seapa afirma que a informação é inverídica. A limpeza do Mercado Livre do Produtor (MLP), local em que o vídeo foi gravado, é realizada todas as terças, quintas e sextas-feiras, no período da tarde, e aos finais de semana. Não é permitido no momento da limpeza a permanência das caixas com os alimentos.

Informamos, ainda, que a Secretaria e suas vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA) estão realizando o monitoramento da produção agropecuária no Estado, visando identificar possíveis impactos no processo de produção e abastecimento de alimentos. O levantamento e a sistematização das informações serão acompanhados semanalmente e atualizados uma vez por mês.

O relatório da segunda quinzena de março, apresentado ao Comitê Extraordinário Covid-19, aponta situação de normalidade, sinalizando não haver impacto significativo da pandemia, nas produções dos principais grãos (soja, milho, feijão e sorgo); café, frutas e olerícolas; e carnes (bovina, suína e aves). O levantamento está disponível no site da Seapa (https://bit.ly/341PMFR)."

Medidas para conter o coronavírus

As medidas para evitar o coronavírus passaram a valer no último dia 23. Por causa da pandemia, menores de 14 anos e maiores de 60 não podem entrar na Ceasa por ora.

Somente podem acessar o entreposto produtores rurais, consumidores e compradores dos entes ligados ao abastecimento, movimentadores de mercadoria, carregadores, motoristas de veículos utilitários e caminhões, sócios e empregados das empresas concessionária e empregados da Ceasa.



Movimento na Ceasa na manhã desta quarta-feira (1º)

O funcionamento é normal nas empresas de hortifrutigranjeiros, abastecimento alimentar de pessoas e animais, bebidas, higiene e limpeza, farmácias e drogarias, fornecimento de insumos para produção agrícola, embalagens para produtos alimentícios, postos de combustíveis e agências bancárias para atendimento exclusivamente interno.

Já as outras empresas podem abrir a partir das 11h. Restaurantes e lanchonetes ficarão abertos somente para pronta-entrega ou para retirada dos alimentos no local.

Fonte: G1

sábado, 28 de março de 2020

Em reunião tensa, Mandetta ergue a voz a Bolsonaro: 'Estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos?'



Na mais tensa reunião já realizada pelo governo sobre os cuidados a serem tomados para combater o coronavírus, o ministro da Saúde elevou o tom e perguntou incisivamente ao presidente: 'Estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos'?


O ministro da Saúde vai ganhando destaque, nem tanto por suas qualidade, mas por enfrentar Bolsonaro de maneira incisiva. Ao destacar, em reunião de emergância, que a pandemia de coronavírus não é uma “gripezinha”, ele apresentou cenários possíveis para a doença no Brasil e advertiu o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros que, se morrerem mil pessoas, será similar à queda de quatro Boeings. 
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sublinha que "depois, perguntou: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”
A matéria ainda acrescenta que "Mandetta fez um apelo para o presidente criar “um ambiente favorável” para um pacto entre União, Estados, municípios e setor privado para todos agirem em conjunto, unificar as regras e medidas e seguir sempre critérios científicos. Sugeriu, inclusive, a criação de uma central de equipamentos e pessoal, para possibilitar o remanejamento de leitos, respiradores e até médicos e enfermeiros de um Estado a outro, rapidamente, dependendo da demanda."

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