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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Em conversa tensa Mandetta dispara: 'O senhor que me demita, presidente'




Após ter sido publicamente atacado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (2), o ministro da Saúde participou de um jantar com os correligionários Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente. Na conversa, o ministro, segundo reportagem da revista Veja, teria revelado o conteúdo de um diálogo tenso com o presidente no qual ouviu de Bolsonaro que deveria pedir demissão e rebateu: "O senhor que me demita, presidente". A partir desse momento, a conversa teria esquentado ainda mais, ao ponto de o ministro da Saúde recomendar ao presidente que ele se responsabilizasse sozinho pelas mortes causadas pelo coronavírus, que já infectou 8.230 brasileiros e matou 343 pessoas, diz a matéria. Durante o jantar, cuja conversa adentrou a madrugada de acordo com a Veja, Mandetta disse a Maia e Alcolumbre que, por ele, está fora do governo. Bolsonaro não mereceria o empenho dele e de seus técnicos. Os chefes do Legislativo apelaram para que ele resistisse o máximo possível no cargo. “Mandetta já sabe que estamos nos bicando. Ele está extrapolando. Mas não posso demitir ministro em meio ao combate. Nenhum ministro meu é indemissível”, disse Bolsonaro nesta quinta. Apesar do clima cada vez mais divergente, Mandetta realizou normalmente suas atividade nesta sexta (3).

sábado, 28 de março de 2020

Em reunião tensa, Mandetta ergue a voz a Bolsonaro: 'Estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos?'



Na mais tensa reunião já realizada pelo governo sobre os cuidados a serem tomados para combater o coronavírus, o ministro da Saúde elevou o tom e perguntou incisivamente ao presidente: 'Estamos preparados para ver caminhões do Exército transportando corpos'?


O ministro da Saúde vai ganhando destaque, nem tanto por suas qualidade, mas por enfrentar Bolsonaro de maneira incisiva. Ao destacar, em reunião de emergância, que a pandemia de coronavírus não é uma “gripezinha”, ele apresentou cenários possíveis para a doença no Brasil e advertiu o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros que, se morrerem mil pessoas, será similar à queda de quatro Boeings. 
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sublinha que "depois, perguntou: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”
A matéria ainda acrescenta que "Mandetta fez um apelo para o presidente criar “um ambiente favorável” para um pacto entre União, Estados, municípios e setor privado para todos agirem em conjunto, unificar as regras e medidas e seguir sempre critérios científicos. Sugeriu, inclusive, a criação de uma central de equipamentos e pessoal, para possibilitar o remanejamento de leitos, respiradores e até médicos e enfermeiros de um Estado a outro, rapidamente, dependendo da demanda."

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