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domingo, 6 de fevereiro de 2022

IMAGEM mostra Via Láctea brilhando em sintonia com luzes que iluminam superfície da Terra

 


Na quinta-feira (3), o cosmonauta russo Anton Shkaplerov compartilhou uma imagem da Via Láctea registrada a partir da Estação Espacial Internacional.

Na imagem, a Via Láctea é vista mais brilhante e próxima, sem que a atmosfera do nosso planeta se interponha.
Cosmonauta russo Anton Shkaplerov compartilhou uma imagem da Via Láctea registrada a partir da Estação Espacial Internacional - Sputnik Brasil, 1920, 06.02.2022
Cosmonauta russo Anton Shkaplerov compartilhou uma imagem da Via Láctea registrada a partir da Estação Espacial Internacional
A imagem mostra as estrelas que formam nossa galáxia brilhando em sintonia com as luzes que iluminam e colorem a superfície terrestre.

Sem a atmosfera do nosso planeta se interpondo na contemplação do espaço, a Via Láctea se distingue mais brilhante e próxima.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Mãe lamenta morte de jovem de 19 anos com Covid-19 em Jundiaí: 'Está brilhando com Deus'

Paulo Henrique de Oliveira Silva, de 19 anos, foi uma das vítimas da Covid-19 em Jundiaí (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Paulo Henrique de Oliveira Silva chegou a fazer quatro testes para descobrir se estava com a doença, mas só o último deu positivo. Resultado saiu quatro dias após a morte dele.


Por Pâmela Ramos, G1 Sorocaba e Jundiaí


O tempo pareceu correr rápido demais para a família de Paulo Henrique de Oliveira Silva, de 19 anos, que morreu de Covid-19 em Jundiaí (SP). O jovem deixou lembranças para Lucia Oliveira, de 50 anos, que perdeu o filho muito cedo, no dia 10 de setembro.

Em entrevista ao G1, a mãe contou que, após o aparecimento dos sintomas, precisou fazer quatro testes para descobrir se estava com a doença, mas três deles deram negativo. O resultado do último chegou quatro dias após o óbito, na última segunda-feira (14).

"Ele ficou mal e foi afastado por 15 dias do trabalho. Depois voltou a trabalhar, deu outra crise e teve que fazer o teste de novo. A firma adiantou as férias e ele ficou mais 15 dias", relata.
De acordo com Lucia, Paulo Henrique estava no apartamento do pai quando passou mal. "Ele foi dar uma volta de skate e, quando voltou, estava muito mal".

Uma equipe de resgate foi chamada e tentou reanimá-lo durante 40 minutos, mas o jovem não resistiu. Na autópsia foi constatado que ele morreu de insuficiência respiratória.

Segundo Lucia, Paulo Henrique tinha bronquite, anemia e asma. Por ser do grupo de risco, ele sempre usava máscara de proteção ao sair de casa, mas acabou sendo infectado mesmo assim. Nenhuma outra pessoa da família contraiu o coronavírus.



Paulo Henrique, vítima da Covid-19, tocava bateria em uma igreja de Jundiaí (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Paixão pela música
A gravidez de Paulo parecia impossível, mas contrariou os exames médicos. Ainda no ventre da mãe, ele teve contato com a música, já que Lucia cantava em um coral da igreja na época.

Foi por isso que as crises de asma nunca impediram o jovem de se dedicar ao que mais amava: a música. Desde pequeno, ele fazia das panelas da cozinha uma bateria completa. Ao crescer, se dedicou a aperfeiçoar a habilidade que o acompanhou desde criança.

"O Paulo veio na nossa vida como uma promessa de Deus. O intuito dele era levar jovens para Jesus, parece que a missão era essa. Aonde ele chegava não tinha tristeza. O sorriso dele era como adrenalina", conta Lucia.
Segundo Lucia, mais de 60 mães entraram em contato com ela para contar que os filhos estavam tristes pela perda. Além disso, pessoas de vários países mandaram mensagens para a família.

"Parece que tocar era o remédio dele, era algo que ele fazia com gosto. Gostava de ajudar as comunidades, não tinha tempo ruim. Ele deixou um legado. Eu me sinto honrada de ter sido a mãe dele".

Dor da saudade
A saudade que dói no peito é expressada nas lágrimas que caem durante a ligação ao G1 e abafam a passagem de som do celular. Na pele, Lucia veste a camisa preferida do filho como um resgate da presença e do cheiro dele, que ainda está na roupa.


"Os instrumentos ficaram aqui. Eu olho e choro muito. Domingo, na igreja, ninguém conseguiu cantar. Foi um culto de muito choro. A minha rua ficou de luto, ninguém abriu comércio, ontem que vieram abrir. Ele era muito querido. Para mim, como mãe, é difícil, mas muita gente perdeu", relata.
O jovem iria completar 20 anos em 13 de setembro, três dias após a morte. Mesmo assim, a família insistiu em cantar os parabéns em homenagem a Paulo Henrique.



Lucia Oliveira ainda veste a camiseta do filho, que morreu com Covid-19 em Jundiaí (SP) — Foto: Arquivo pessoal

A mãe relata que, além de muito ativo na igreja que frequentava, o filho gostava de ajudar as pessoas e tinha o sonho de abrir uma oficina de instalação de som e alarme.

"O dom dele era fora do comum. Ele tinha um carisma, meu filho era maravilhoso. Agora está brilhando com Deus."
O abraço e a frase "benção, mãe" são lembranças que ficaram marcadas para Lucia. "Todo dia ele mandava 'Bom dia, princesa! Como você está hoje?'. Tinha dia em que eu dormia bem cedo e ele apagava a luz e falava 'benção, mãe'. Tinha vez que eu respondia e tinha dia que não, mas eu sabia que ele apagava luz", finaliza.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Oxigênio verde detectado brilhando na atmosfera de Marte




Uma nave espacial europeia detectou brilho esverdeado na atmosfera de Marte, algo que seria possível observar somente na Terra.

A missão ExoMars da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) detectou oxigênio verde brilhante na atmosfera do Planeta Vermelho. Além da Terra, esta é a primeira vez que tal fenômeno é visto em outro planeta.
Em nosso planeta, o oxigênio brilhante pode ser visto durante as auroras polares, quando os elétrons energéticos do espaço atingem a atmosfera superior. Esta emissão de luz alimentada por oxigênio dá às auroras polares seu belo e característico tom esverdeado.

© FOTO / ESA
Representação artística exibe brilho verde na atmosfera de Marte
"Uma das emissões mais brilhantes observadas na Terra vem do fulgor noturno. Mais concretamente, dos átomos de oxigênio que emitem um comprimento de onda de luz particular que nunca foi visto em torno de outro planeta", declarou Jean-Claude Gérard, pesquisador da Universidade de Liège, Bélgica, e autor principal do estudo.
"Contudo, esta emissão tinha sido prevista a existir em Marte há aproximadamente 40 anos e, graças ao orbitador rastreador de gás [TGO], conseguimos encontrá-la", acrescentou.

© FOTO / NASA
Brilho esverdeado de oxigênio na atmosfera da Terra
"As observações em Marte concordam com modelos teóricos anteriores, mas não com o brilho real que vimos em volta da Terra, onde a emissão visível é muito mais fraca, o que sugere que temos mais a aprender como os átomos de oxigênio se comportam, sendo isso extremamente importante para a nossa compreensão da física atômica e quântica", concluiu cientista.
O brilho verde foi detectado em Marte pelo orbitador rastreador de gás da missão ExoMars, que está girando em torno do planeta desde 2016.

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