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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Consequências fatais: maior lago da América do Sul está ficando verde (FOTOS)

 


O lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, é considerado por alguns o maior lago da América do Sul, apesar de alguns especialistas o classificarem como uma baía ou uma lagoa.

O lago tem uma área de 13 mil quilômetros, com acesso ao mar do Caribe, sendo o coração da indústria petrolífera da Venezuela, que já foi o motor econômico do país. Além disso, o lago é fonte de trabalho para muitas comunidades pesqueiras. Imagens de satélite divulgadas pela NASA no dia 25 de setembro mostram o lago de cor esverdeada com manchas de óleo em sua superfície.

As imagens revelam redemoinhos de cor verde, marrom e cinza que seguem as correntes naturais e que, segundo os especialistas, dispersam os poluentes por todo o lago.

Lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, vem sofrendo com os vazamentos de óleo há anos
© FOTO / NASA
Lago de Maracaibo, no oeste da Venezuela, vem sofrendo com os vazamentos de óleo há anos

A cor verde do lago é causada por algas que se alimentam dos nutrientes presentes em suas águas, e são constituídas por uma cianobactéria, capaz de fazer fotossíntese e que cresce com o consumo de nutrientes como nitrogênio e fósforo.

De acordo com a BBC Brasil, estes nutrientes são originados por descargas domésticas e industriais de cidades costeiras e instalações próximas, que fazem com que o nitrogênio seja acumulado e essas algas se multipliquem na superfície do lago, bloqueando a luz solar e impedindo que a vegetação cresça naturalmente, além de impedir que outras plantas façam fotossíntese, limitando o oxigênio e reduzindo a população de peixes e outras espécies.

Cor verde reflete presença de algas no lado de Maracaibo, Venezuela
© FOTO / NASA
Cor verde reflete presença de algas no lado de Maracaibo, Venezuela

Segundo a bióloga Yurasi Briceño, citada pela BBC Brasil, estas algas podem ter componentes tóxicos para o homem, e "quando os peixes comem essas algas e depois são consumidos pelas pessoas, esses componentes passam para o corpo dos pescadores, em um efeito cumulativo".

O lago de Maracaibo era originalmente de água doce. Contudo, devido à dragagem para fins comerciais, tornou-se uma área onde ocorre a mistura de água doce e salgada.

Imagen de satélite mostra lago de Maracaibo coberto por algas
© FOTO / NASA
Imagen de satélite mostra lago de Maracaibo coberto por algas

No início do século XX, a descoberta de petróleo transformou o estado de Zulia, onde fica o lago, em um ponto de exportação mundial de petróleo bruto e, durante anos, a cidade de Maracaibo viu sua economia em expansão.

Contudo, devido à falta de manutenção, o lago vem sofrendo com os vazamentos de óleo há anos, com os especialistas estimando que mais de 20 mil barris de petróleo podem ter vazado no mar do Caribe.


terça-feira, 16 de junho de 2020

Oxigênio verde detectado brilhando na atmosfera de Marte




Uma nave espacial europeia detectou brilho esverdeado na atmosfera de Marte, algo que seria possível observar somente na Terra.

A missão ExoMars da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) detectou oxigênio verde brilhante na atmosfera do Planeta Vermelho. Além da Terra, esta é a primeira vez que tal fenômeno é visto em outro planeta.
Em nosso planeta, o oxigênio brilhante pode ser visto durante as auroras polares, quando os elétrons energéticos do espaço atingem a atmosfera superior. Esta emissão de luz alimentada por oxigênio dá às auroras polares seu belo e característico tom esverdeado.

© FOTO / ESA
Representação artística exibe brilho verde na atmosfera de Marte
"Uma das emissões mais brilhantes observadas na Terra vem do fulgor noturno. Mais concretamente, dos átomos de oxigênio que emitem um comprimento de onda de luz particular que nunca foi visto em torno de outro planeta", declarou Jean-Claude Gérard, pesquisador da Universidade de Liège, Bélgica, e autor principal do estudo.
"Contudo, esta emissão tinha sido prevista a existir em Marte há aproximadamente 40 anos e, graças ao orbitador rastreador de gás [TGO], conseguimos encontrá-la", acrescentou.

© FOTO / NASA
Brilho esverdeado de oxigênio na atmosfera da Terra
"As observações em Marte concordam com modelos teóricos anteriores, mas não com o brilho real que vimos em volta da Terra, onde a emissão visível é muito mais fraca, o que sugere que temos mais a aprender como os átomos de oxigênio se comportam, sendo isso extremamente importante para a nossa compreensão da física atômica e quântica", concluiu cientista.
O brilho verde foi detectado em Marte pelo orbitador rastreador de gás da missão ExoMars, que está girando em torno do planeta desde 2016.

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