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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Astrofísica: Estrelas gigantes revelam erupções que imitam supernovas e redefinem sua evolução cósmica

 


Erupções violentas em estrelas gigantes, capazes de imitar supernovas sem destruí-las, estão ajudando astrônomos a recalibrar como esses colossos perdem massa — um processo explosivo que redefine modelos de evolução estelar e revela o papel decisivo da metalicidade nessas tempestades cósmicas.

As estrelas mais massivas do cosmos protagonizam episódios violentos de "perda de massa eruptiva", explosões tão luminosas que podem ser confundidas com supernovas — embora a estrela sobreviva ao evento. Essas chamadas "impostoras de supernova" intrigam astrônomos há décadas, pois imitam explosões estelares reais sem destruírem seus núcleos. O fenômeno ocorre quando gigantes estelares expulsam enormes quantidades de material em surtos irregulares, criando um espetáculo brilhante e imprevisível. Medir essas erupções, porém, é um desafio: métodos tradicionais em infravermelho ou rádio captam apenas o momento presente, ignorando a natureza episódica dessas perdas de massa.


Erupções violentas em estrelas gigantes, capazes de imitar supernovas sem destruí-las, estão ajudando astrônomos a recalibrar como esses colossos perdem massa — um processo explosivo que redefine modelos de evolução estelar e revela o papel decisivo da metalicidade nessas tempestades cósmicas.

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Essa limitação afeta diretamente os modelos de evolução estelar. Para estrelas extremamente massivas, simulações frequentemente falham em completar seus ciclos de vida, em parte porque a perda de massa eruptiva — impulsionada por condições super-Eddington, ou seja, quando a luz acaba sendo mais forte que a contenção causada pela gravidade da estrela — depende de um parâmetro de eficiência cuja magnitude era, até agora, desconhecida.
A incerteza sobre esse parâmetro dificultava a compreensão dos mecanismos físicos por trás das erupções, apesar das evidências observacionais acumuladas. Foi para enfrentar esse obstáculo que uma equipe liderada por Shelley J. Cheng, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian, decidiu adotar uma abordagem populacional em vez de individual.
Exposição de 3 minutos de NGC 3184 mostrando o transiente óptico (SN 2010dn) observado com um telescópio de 24 polegadas. NGC 3184 tem magnitude aproximada de 10,4 - Sputnik Brasil, 1920, 04.05.2026
Exposição de 3 minutos de NGC 3184 mostrando o transiente óptico (SN 2010dn) observado com um telescópio de 24 polegadas. NGC 3184 tem magnitude aproximada de 10,4
O grupo analisou supergigantes vermelhas em galáxias do Grupo Local, aproveitando levantamentos como o PanSTARRS1 Medium-Deep Survey, que ampliaram a capacidade de detectar eventos luminosos transitórios. Essas estrelas, em estágios avançados de vida, fornecem um laboratório natural para calibrar a intensidade das erupções.
Usando o código de evolução estelar MESA, os pesquisadores ajustaram o parâmetro de eficiência e criaram populações simuladas de estrelas com diferentes massas e idades. Depois, compararam as distribuições de brilho previstas com observações reais na Pequena e Grande Nuvens de Magalhães e na galáxia de Andrômeda.
Ilustração artística de dois buracos negros  - Sputnik Brasil, 1920, 03.05.2026
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A comparação revelou uma tendência clara: a eficiência das erupções aumenta com a metalicidade. Em outras palavras, quanto mais elementos pesados uma estrela contém, mais violentas são suas perdas de massa — um efeito que altera profundamente sua trajetória evolutiva. Com essa calibração, modelos mostram que estrelas acima de 20 massas solares podem perder tanto material que sequer chegam à fase de supergigante vermelha, desviando para caminhos evolutivos alternativos. Ainda assim, a relação entre metalicidade e erupções precisa ser testada em galáxias mais distantes, e simulações futuras deverão investigar se a composição química influencia apenas a quantidade de material expelido ou também o gatilho das erupções. A história dessas estrelas eruptivas permanece em aberto. Cada novo levantamento e cada modelo refinado revelam mais nuances desse comportamento extremo, lembrando-nos de que a vida das estrelas é muito mais dinâmica — e imprevisível — do que imaginávamos.


sexta-feira, 14 de junho de 2024

'Feijão verde': astrônomos descobrem raríssima galáxia ativa

 



Astrônomos da Universidade Estadual do Novo México (NMSU, na sigla em inglês) e de outros países relataram a descoberta de mais uma galáxia de classe rara chamada "feijão verde", informa o artigo publicado no portal de pré-impressão arXiv.

As galáxias do tipo feijão verde são galáxias ativas que emitem um brilho verde devido à intensa radiação emitida pela região que circunda o buraco negro central. Até o momento, apenas 17 dessas galáxias foram identificadas pelo Levantamento Digital do Céu Sloan (SDSS, na sigla em inglês). Os astrônomos supõem que sua ocorrência rara se deve ao fato de que essas fontes podem estar passando por uma fase de curta duração em sua evolução.

O telescópio VLA identificou uma fonte de rádio estendida designada RGZ J123300.2+060325. Ele possui um desvio para o vermelho de aproximadamente 0,3 que corresponde a uma distância de mais de três bilhões de anos-luz. Novas observações confirmaram que essa fonte é uma galáxia deste tipo chamada RGB1.

Uma impressão artística do Pulsar - uma estrela de nêutrons densa e girando rapidamente enviando ondas de rádio para o cosmos - Sputnik Brasil, 1920, 10.06.2024

Ciência e sociedade
'Nunca detectado antes': astrônomos descobrem no espaço um estranho sinal de rádio


Devido à sua extrema raridade, em média há apenas uma dessas galáxias em um cubo de 1,3 bilhão de anos-luz de diâmetro.
As observações também identificaram várias nuvens separadas em torno de RGB1 a uma distância de 123.000 anos-luz do núcleo, sugerindo uma redução na radiação ionizante nos últimos 150.000 anos. A origem de RGB1 permanece incerta e requer mais observações.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Telescópio James Webb descobre buraco negro mais antigo e distante já identificado (FOTO)

 


Graças ao Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) uma equipe de astrônomos descobriu o buraco negro mais distante e mais antigo alguma vez observado, enquanto ele devora sua galáxia hospedeira.

O buraco negro em causa, que é visto tal como era apenas 400 milhões de anos após o Big Bang, poderia ajudar a explicar como os buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente, escreve Space.com.
A descoberta pode ser um grande avanço na compreensão de como os buracos negros supermassivos alcançaram massas equivalentes a milhões ou bilhões de vezes a do Sol na época dos primórdios do Universo.
O buraco negro se encontra na antiga galáxia GN-z11, que está a 13,4 bilhões de anos-luz de distância e, portanto, é visto como era apenas 400 milhões de anos após o Big Bang. O buraco negro em si é cerca de seis milhões de vezes mais massivo que o Sol e parece estar se alimentando de matéria de sua galáxia circundante cinco vezes mais rapidamente do que o limite sugerido pelas teorias atuais.
Uma equipe de astrônomos liderada pelo Instituto Kavli de Cosmologia e Departamento de Física da Universidade de Cambridge usou o telescópio Webb para detectar o buraco negro mais antigo até agora, datado de apenas 430 milhões de anos após o Big Bang. Este buraco negro faminto está "comendo" sua galáxia hospedeira até a morte.
Roberto Maiolino do Departamento de Física da Universidade de Cambridge, líder da equipe de pesquisa, descreveu a descoberta como "um avanço gigante" para a ciência dos buracos negros.

"É muito precoce no Universo ver um buraco negro tão grande, então temos que analisar outras maneiras de como eles pudessem ter se formado", disse ele em comunicado. "As primeiras galáxias eram extremamente ricas em gás, por isso teriam sido como um bufete para os buracos negros", acrescentou Maiolino.

O tamanho dos primeiros buracos negros supermassivos que se formaram quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos é um problema para as teorias de formação, porque para atingir uma massa de milhões ou bilhões de vezes a do Sol deve levar bilhões de anos de alimentação constante.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Chuvas de meteoros poderão ser vistas no Brasil este mês

Neste domingo, ocorrerá a ocultação de marte, que assemelha-se a um eclipse


De vez em quando, o planeta Terra atravessa a órbita de uma corrente de meteoróides. Quando isso ocorre, vários meteoros entram juntos na atmosfera, em trajetórias paralelas, e parecem vir de um mesmo lugar. Essa região se chama ponto radiante e a chuva de meteoros recebe o nome da constelação onde está o ponto radiante. E três dessas chuvas de meteoros tiveram o ponto alto no fim de julho, mas continuarão visíveis pelos próximos dias. A Piscis Austrinídeos, dentro da constelação Peixe Austral, fica visível até a madrugada do dia 10. O melhor horário para observar os meteoros é por volta das 23h.

As Alfa-Capricornídeas, em Capricórnio, estão ativas até 15 de agosto e têm origem em um cometa. E na constelação de Aquário tem as Delta-Aquarídeas, também originadas em um cometa e que serão visíveis até o dia 23. Já as Perseidas também são provocadas por um cometa, o Swift Tuttle, e ocorrem na constelação de Perseu, o Herói, até o dia 24 de agosto. Enquanto as outras tiveram o auge no mês passado, as Perseidas terão seu ponto alto na semana que vem. Devido ao horário, não será possível acompanhar o fenômeno a olho nu aqui no Brasil. Essa chuva de meteoros será bastante intensa no dia 12, das 10h até as 13h.

No domingo (9), Dia dos Pais, quem acordar bem cedo poderá acompanhar a ocultação de Marte. É como se fosse um eclipse, quando a Lua passa entre a Terra e o planeta vermelho. 



iG

terça-feira, 16 de junho de 2020

Oxigênio verde detectado brilhando na atmosfera de Marte




Uma nave espacial europeia detectou brilho esverdeado na atmosfera de Marte, algo que seria possível observar somente na Terra.

A missão ExoMars da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) detectou oxigênio verde brilhante na atmosfera do Planeta Vermelho. Além da Terra, esta é a primeira vez que tal fenômeno é visto em outro planeta.
Em nosso planeta, o oxigênio brilhante pode ser visto durante as auroras polares, quando os elétrons energéticos do espaço atingem a atmosfera superior. Esta emissão de luz alimentada por oxigênio dá às auroras polares seu belo e característico tom esverdeado.

© FOTO / ESA
Representação artística exibe brilho verde na atmosfera de Marte
"Uma das emissões mais brilhantes observadas na Terra vem do fulgor noturno. Mais concretamente, dos átomos de oxigênio que emitem um comprimento de onda de luz particular que nunca foi visto em torno de outro planeta", declarou Jean-Claude Gérard, pesquisador da Universidade de Liège, Bélgica, e autor principal do estudo.
"Contudo, esta emissão tinha sido prevista a existir em Marte há aproximadamente 40 anos e, graças ao orbitador rastreador de gás [TGO], conseguimos encontrá-la", acrescentou.

© FOTO / NASA
Brilho esverdeado de oxigênio na atmosfera da Terra
"As observações em Marte concordam com modelos teóricos anteriores, mas não com o brilho real que vimos em volta da Terra, onde a emissão visível é muito mais fraca, o que sugere que temos mais a aprender como os átomos de oxigênio se comportam, sendo isso extremamente importante para a nossa compreensão da física atômica e quântica", concluiu cientista.
O brilho verde foi detectado em Marte pelo orbitador rastreador de gás da missão ExoMars, que está girando em torno do planeta desde 2016.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Astrônomos detectam um novo tipo de asteroide



Além das características rochosas, os pesquisadores encontraram elementos de um cometa, como a presença de uma cauda

Para nós, cometas e asteroides fazem parte de categorias bastante delineadas, com características próprias. No entanto, um corpo rochoso recém-descoberto pode colocar em xeque tudo o que sabíamos até então. 

Os cometas possuem órbitas longas e são carregados com gelo que, quando sublimam, formam uma auréola e uma cauda enevoada – isso acontece normalmente quando se aproximam do Sol. Os asteroides, por outro lado, são geralmente rochosos, secos e insertes, com órbitas semelhantes às dos planetas.

Conhecido como 2019 LD2, o asteroide apresenta propriedades bastante distintas – e até parecidas com um cometa, por ter uma cauda. O evento é bastante raro, mas já foi observado. Porém, o que intrigou os especialistas foi o lugar em que ele foi encontrado.



Asteroide encontrado orbitando Júpiter. Foto: Atlas/University of Hawai
O objeto faz parte dos asteroides troianos de Júpiter, um conjunto de corpos rochosos que orbitam o maior planeta do Sistema Solar. Isso faz com que ele seja o primeiro dentre os asteroides orbitais de Júpiter a soltar gás como um cometa.

O 2019 LD2 chamou a atenção dos astrônomos pela primeira vez no início de junho do ano passado, quando o Sistema de Alerta Terrestre de Impacto de Asteroide (Atlas), situado no Havaí, detectou um sinal fraco e novo que parecia vir dos "troianos de Júpiter". Com observações minuciosas, foram descobertas as intrigantes características que o aproximavam de um cometa.
No entanto, estudos mais aprofundados tiveram de ser suspensos quando os asteroides se moveram de maneira que não pudessem mais ser observados. Com o ressurgimento recente, as pesquisas foram retomadas. 

Explicação para o fenômeno

Pensa-se que os asteroides que orbitam Júpiter podem ter surgido há cerca de quatro bilhões de anos, um período em que se pensa que os planetas do Sistema Solar estavam migrando para sua posição atual. Se o 2019 LD2 compartilha o espaço com o planeta joviano há tanto tempo, qualquer gelo presente em sua superfície já teria desaparecido. No entanto, aparentemente, não foi o que aconteceu.

"Acreditamos que os asteroides devem ter grandes quantidades de gelo sob suas superfícies, mas nunca tivemos nenhuma evidência até agora", disse Alan Fitzsimmons, astrônomo da Queen’s University Belfast, na Irlanda.
Considerando isso, o que pode ter acontecido é que o asteroide se chocou com outro corpo rochoso. Com isso, o impacto pode ter desintegrado uma parte e exposto a camada de gelo interior – que agora está sublimando.
Também é possível que o 2019 LD2 tenha sido integrado à Júpiter recentemente, vindo de um lugar suficientemente distante para que o gelo permanecesse em sua superfície. Talvez em breve teremos algum indício que confirme alguma dessas hipóteses.

Isso por que, no ano que vem, a Nasa lançará a sonda Lucy, a primeira a visitar os "troianos de Júpiter". Levará anos para que chegue até lá, e o asteroide não está no cronograma de visitação, mas talvez seja possível captar alguma observação de sobrevoo à medida que a sonda passa por ele.

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