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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Governo abre representação do Ministério da Economia em Washington e desagrada Itamaraty

 


De acordo com jornal, inauguração do escritório teria irritado o Itamaraty, a partir do momento que diplomatas acham a iniciativa desnecessária.

Apareceu hoje (27) publicado no Diário Oficial da União, após um longo processo, o decreto do presidente, Jair Bolsonaro (PL), oficializando a criação do escritório de representação do Ministério da Economia em Washington, EUA.
Segundo o blog de Lauro Jardim, em O Globo, a nova ação do governo não agradou ao Itamaraty, visto que diplomatas enxergam sua abertura como desnecessária, uma vez que as atribuições do novo escritório já são cumpridas pelos diplomatas que estão na capital norte-americana.
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Segundo a mídia, essas foi a solução encontrada pelo chefe da Economia, Paulo Guedes, para abrigar o atual secretário de Produtividade e Competitividade da pasta, Carlos da Costa. No lugar de Costa, entrará sua assessora, Danielle Marques, cuja nomeação deve ser oficializada nos próximos dias.

Lauro Jardim aponta que o descontentamento do Itamaraty também acontece pelo valor que Costa receberá pelo cargo, já que seu salário será baseado como se fosse o de um embaixador.
Atualmente, o secretário recebe R$ 18,3 mil mensais e o montante será quadruplicado, segundo O Globo.
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domingo, 22 de agosto de 2021

'China gera US$ 1 bilhão a cada 60 horas': Senado insta Itamaraty a focar comércio na Ásia, diz mídia

 


Atualmente, a manutenção dos 216 postos diplomáticos do Brasil no exterior consome cerca de 80% do orçamento anual do MRE brasileiro. Parlamentares pedem revisão da divisão de postos e foco em países asiáticos.

Senadores querem modernizar o sistema de distribuição de postos diplomáticos no exterior e priorizar nações com maiores relações comerciais com o Brasil, de acordo com a revista Veja.

O intuito dos parlamentares é convencer o Executivo de que países da Ásia devem ser tratados como parceiros preferenciais, e que não faz mais sentido manter embaixadas e consultados em locais tradicionais que não estão gerando tanta renda para as exportações brasileiras.

Para sustentar o argumento, os senadores citam dados que mostram uma grande diferença nas exportações no primeiro semestre desse ano. Por exemplo, o Brasil exportou mais para a Índia do que para o Reino Unido, mais para Cingapura do que para a Alemanha, mais para a Coreia do Sul do que para a Espanha.

A presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), Kátia Abreu (Progressistas-TO), disse que as exportações brasileiras para a Ásia, excluindo a China, são maiores do que tudo que o Brasil vende para União Europeia.

Entretanto, a presidente complementa que "o comércio Brasil-China é de aproximadamente US$ 1 bilhão [R$ 5,4 bilhões] a cada 60 horas".

Segundo a mídia, diante desses dados, os parlamentares instaram o chanceler Carlos Alberto Franco França a dar explicações sobre a produtividade e as vantagens comerciais da permanência de embaixadas em países com baixo fluxo de negócios com o país.

Em 2019 e 2020, o Itamaraty já fez um corte de 140 postos visando reduzir custos, principalmente no Estados Unidos e na Europa, mas ainda mantém, no total, 61 representações na Europa, 42 na América do Sul, 37 na África, 29 na Ásia e Oceania, 20 na América do Norte, 15 na América Central e Caribe e 12 no Oriente Médio e Ásia Central.

Atualmente, a manutenção dos 216 postos diplomáticos do Brasil no exterior consome cerca de 80% do orçamento anual do Ministério de Relações Exteriores, de acordo com a mídia.

"A manutenção de ampla rede de postos no exterior representa desafio orçamentário ao ltamaraty, uma vez que seu custeio se dá em moeda estrangeira, e, ao longo da última década, o real desvalorizou-se fortemente em relação ao dólar norte-americano. […] O orçamento do MRE em 2021 é o segundo menor dos últimos cinco anos", disse França em um ofício enviado ao Senado.

Esse ano, o Brasil desativou seus postos em sete países visando a diminuição orçamentária, foram eles: Serra Leoa, Libéria, Antigua e Barbuda, Granada, São Cristóvão e Névis e São Vicente e Granadinas. O consulado na Cidade do México, no México, também foi cancelado.

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