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quarta-feira, 21 de junho de 2023

Cientistas em Israel descobrem objeto mais quente do Universo, e não é o Sol

 


As anãs marrons têm massas que variam entre um planeta gigante como Júpiter e estrelas pequenas, mais especificamente os objetos subestelares, que não são planetas nem estrelas, e podem ter de 13 a 80 vezes a massa do planeta Júpiter.

Novas descobertas de uma equipe internacional de pesquisadores revelaram recentemente uma anã marrom que eclipsa o nível de calor emitido pelo Sol.
Situada a 1.400 anos-luz da Terra, a anã marrom foi nomeada WD0032-317B e descoberta por uma equipe liderada pelo astrofísico Na'ama Hallakoun, do Instituto de Ciência Weizmann em Israel.
A anã marrom tem uma órbita que é tão perto de sua estrela hospedeira, que mantém uma temperatura acima de 7.727 graus Celsius, tendo os observadores ponderado ser "quente o suficiente para quebrar as moléculas em sua atmosfera em seus átomos compostos".
Para comparação, a temperatura do Sol é de 5.499 graus Celsius.
As anãs marrons são objetos subestelares entre planetas e estrelas com massas abaixo do limite de queima de hidrogênio.
O que torna essa anã marrom ainda mais interessante é que, embora as anãs marrons queimem mais do que os planetas, as autoridades dizem que elas normalmente queimam mais frio do que as estrelas anãs vermelhas mais frias, pois são incapazes de atingir temperaturas altas por conta própria.
Além da emocionante descoberta de um objeto tão anormalmente quente, a equipe de astrônomos afirmou que a anã marrom pode ser capaz de dar aos cientistas uma melhor compreensão do planeta Júpiter, bem como outros gigantes gasosos orbitando estrelas quentes e massivas que são difíceis de estudar por conta própria devido à atividade e às taxas de rotação das estrelas.
Representação artística do exoplaneta COCONUTS-2b orbitando a estrela anã COCONUTS-2 - Sputnik Brasil, 1920, 12.04.2023
Ciência e sociedade
Descoberto 1º sistema binário composto por 2 anãs marrons de classe Y (FOTO)


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domingo, 27 de março de 2022

Novo estudo explica por que a atmosfera do Sol é mais quente que a sua superfície

 


Cientistas da Universidade de Otago na Nova Zelândia conjugaram duas teorias para explicar por que a atmosfera do Sol é muito mais quente do que a sua superfície.

Normalmente, quando você se afasta de uma fonte de calor, este se dissipa e a temperatura circundante diminui, mas isso não é o que acontece com o Sol.
O calor do Sol é gerado em seu núcleo, cuja temperatura se acredita ser mais de 27 milhões de graus Celsius. No momento em que a energia atinge a superfície, o calor diminui até uma temperatura de aproximadamente 6.000 graus. A seguir, na atmosfera do Sol, conhecida como coroa, a temperatura volta a aumentar até um milhão de graus em apenas algumas centenas de quilômetros de distância.
Cientistas têm tido dificuldades para explicar o porquê. Havia duas teorias prevalecentes, mas ambas tinham problemas. Segundo uma teoria, a turbulência da energia solar faz com que os gases em sua atmosfera, principalmente o hidrogênio, hélio e oxigênio aqueçam.
Mas isso não explica por que os elétrons perto do Sol permaneciam relativamente frios. Isso poderia ser explicado pela outra teoria, a das ondas magnéticas.
Essa teoria sugere que o campo magnético do Sol, muito mais caótico que o da Terra, causa enorme quantidade de dissipação de energia. Isso aqueceria o gás sem afetar os elétrons.
Mas os cientistas não têm observado atividade magnética suficiente no Sol para explicar a incrível temperatura da coroa.
A atmosfera do Sol estende-se por aproximadamente oito milhões de quilômetros, cerca de 15% da distância até Mercúrio.
Agora, os pesquisadores Jonathan Squire e Romain Meyrand, em um artigo na revista Nature Astronomy, usaram uma simulação computacional de seis dimensões e determinaram que ambas as teorias estavam corretas.
Os fenômenos das duas teorias funcionam juntos para aquecer os gases, mantendo os elétrons relativamente frios. O que conecta essas duas teorias anteriormente incompatíveis foi denominado por Squire de "barreira de helicidade".
Ela faz com que o fator de turbulência aqueça apenas as partículas de menor escala, ou seja os íons, não os elétrons. Isso aquece o gás enquanto desvia a energia nos elétrons em ondas iônicas ciclotron.

"Se imaginarmos o aquecimento de plasma ocorrendo como água fluindo em uma colina, com elétrons aquecidos bem no fundo, então a barreira de helicidade funciona como uma represa, parando o fluxo e desviando sua energia para ondas iônicas ciclotron. Desta forma, a barreira de helicidade liga as duas teorias e resolve cada um dos seus problemas individuais", explicou Myrand ao portal Science Daily.

A descoberta também coincide com o que foi observado pela sonda solar Parker da NASA, o primeiro objeto feito por humanos a voar para a coroa solar.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Médico, prefeito no Pará não fecha comércio por crer que sol quente mata coronavírus

Nélio Aguiar, prefeito de Santarém. Foto: Divulgação



O prefeito de Santarém (PA), Nélio Aguiar, que também é médico especialista em otorrinolaringologia, acredita que o sol quente mata o novo coronavírus, causador da doença covid-19, e não fechou o comércio durante a pandemia, conforme indicação de decreto ainda vigente do governo estadual do Pará, que determina funcionamento apenas de departamentos essenciais. Infectologistas afirmam que o isolamento social é a melhor forma de prevenção da doença que já matou 4.543 pessoas no Brasil.
O prefeito alterou o horário de funcionamento do comércio e determinou que os estabelecimentos só podem operar das 9h às 15h, horário em que, segundo ele, é o período mais quente do dia, e autorizou todas as lojas a ficarem abertas. A informação foi divulgada ontem pelo próprio prefeito no Twitter, mas a publicação foi apagada na manhã de hoje, após uma série de críticas.
“Por isso que, no início das nossas medidas, no lugar de fecharmos o comércio, optamos em alterar o horário do comércio entre 9 às 15 horas. Nesse horário o sol está mais quente, em tese teríamos a redução do risco de contaminação pelo coronavírus. Com um risco maior à noite”, disse o prefeito, explicando a teoria.
Desta forma, o isolamento social em Santarém está afetado porque trabalhadores são obrigados a saírem de casa todos os dias, correndo risco de exposição ao novo coronavírus.
(…)
Cinco pessoas morreram de covid-19 em Santarém e existem outras 48 infectadas com o novo coronavírus — destas, oito estão internadas em leitos e duas na UTI do Hospital Regional do Baixo do Amazonas. Outros 21 infectados estão em tratamento domiciliar e 17 pessoas se recuperaram da doença, de acordo com boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde de Santarém.
(…)
Do UOL

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