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sábado, 7 de maio de 2022

Bolsonaro tenta barrar relatório sobre assessor após ordem de Alexandre de Moraes à PF

 



A Advocacia-Geral da União contestou, nesta sexta-feira (6), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de mandar a Polícia Federal produzir um relatório sobre o coronel Mauro Cid, ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira (2), Moraes determinou à PF que seja feita em até 15 dias uma análise detalhada sobre a quebra do sigilo telemático de Cid, informa a Folha de S.Paulo

Para a AGU, sem qualquer pedido formulado pela Procuradoria ou pela polícia, o ministro insiste em diligências desnecessárias e parece estar pautado na estratégia da apuração genérica que busca elementos incriminatórios aleatoriamente, sem qualquer embasamento prévio.

Autorizada por Moraes a pedido da PF, a quebra do sigilo telemático do coronel Cid contribuiu com informações que levaram a seu indiciamento pela delegada Denisse Dias Ribeiro, encarregada do inquérito. A policial atribuiu conduta criminosa a Bolsonaro.

A delegada enquadrou o ajudante de ordens pela prática do crime de violação de sigilo funcional, "considerando que, na condição de funcionário público [o coronel] revelou conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências".

quarta-feira, 27 de maio de 2020

PF esteve na casa de Roberto Jefferson, braço-direito de Bolsonaro, por ordem do STF no inquérito das fake news

Roberto Jefferson e Jair Bolsonaro (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Marcos Corrêa/PR)

Roberto Jefferson, que se tornou um dos líderes da articulação bolsonarista nas úiltimas semanas, é um dos alvos da operação da PF na manhã desta quarta-feira


Um dos alvos da ação da Polícia Federal (PF) no inquérito da fake news da manhã desta quarta-feira (27) é o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e novo aliado de Jair Bolsonaro -ele tornou-se nas últimas semanas um dos braços direitos do presidente.
Ex-aliado de Fernando Collor de Melo e um dos condenados no escândalo do mensalão, Jefferson preside um dos partidos do centrão e passou a defender efusivamente Bolsonaro nos últimos tempos.
Bolsonaro chegou a assistir e recomendar uma live em que Jefferson acusava o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de arquitetar um golpe parlamentar. Bolsonaro tem se articulado com siglas do centrão, distribuindo cargos a essas legendas em troca de apoio no Congresso.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

"Forças Armadas estarão ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade", diz ministro da Defesa

Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

"Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País", abre a nota divulgada pelo ministro Fernando Azevedo e Silva, em meio aos ataques de Jair Bolsonaro contra o STF e o Congresso


Em nota divulgada um dia depois da participação de Jair Bolsonaro em atos antidemocráticos, que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e que ele disse que "as Forças Armadas estão do nossa lado", o ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva afirmou que as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) têm o “compromisso” de estarem “sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade”.
Em referência às agressões contra jornalistas durante o ato em Brasília, neste domingo (3), o ministro afirmou que a liberdade de expressão é “requisito fundamental de um país democrático” e que “qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável”.
No domingo (3), manifestantes se aglomeraram em frente ao Palácio do Planalto pedindo a "intervenção militar com Bolsonaro" e criticando o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Sem máscara, Bolsonaro cumprimentou e declarou, em fala transmitida nas redes sociais, que tem "as Forças Armadas ao lado do povo" e que "não vai aceitar mais interferência". Disse, ainda, que pede a "Deus que não tenhamos problemas nesta semana, porque chegamos no limite".

Leia íntegra da nota do Ministério da Defesa:

As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional.
Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País.
A liberdade de expressão é requisito fundamental de um País democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável.
O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma Pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos.
As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso.
Fernando Azevedo e Silva
Ministro de Estado da Defesa

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