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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Bolsonaro gastou quase meio milhão de reais com motociata em São Paulo

 


Metrópoles - A Presidência da República gastou R$ 476 mil com a motociata que Jair Bolsonaro fez em São Paulo em 12 de junho. Os gastos englobam despesas da comitiva que acompanhou o presidente. A Secretaria-Geral se nega, no entanto, a divulgar os nomes dos que se beneficiaram com o valor, alegando que as informações são sigilosas.

A quantia corresponde ao que foi desembolsado pelo cartão corporativo com transporte terrestre, passagens e diárias, e se trata apenas da despesa do governo federal. Em junho, a Secretaria de Segurança de São Paulo afirmou ter gasto mais de R$ 1,2 milhão com o reforço da segurança da motociata.

Continue lendo no Metrópoles. 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Governo Bolsonaro gastou R$ 23,3 milhões para divulgar 'tratamento precoce', ineficaz contra Covid-19

 


Documento enviado pelo Ministério da Saúde à CPI da Covid, e divulgado pela Rede Globo, mostra que o governo Jair Bolsonaro informou à Procuradoria da República no Distrito Federal que foram gastos R$ 23,3 milhões com campanhas de divulgação do suposto tratamento precoce contra Covid-19, comprovadamente ineficaz contra a doença.

O documento foi enviado em razão de uma apuração preliminar do Ministério Público sobre possíveis atos de improbidade administrativa cometidos pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Com o dinheiro gasto com a propaganda do tratamento precoce seria possível adquirir 456.718 doses da vacina da Pfizer, já que o governo pagou US$ 10 (R$ 51,20) por dose do imunizante.

Segundo o documento, o governo Bolsonaro gastou R$ 52 mil em viagens de médicos para Manaus para promover a cloroquina, remédio ineficaz defendido por Jair Bolsonaro.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Marinha pagou R$ 533 em lata de chantilly e gastou R$ 128 mil em paçoca


 

Dados do Portal da Transparência mostram que Comando de Operações Navais adquiriu um spray do produto por valor 21 vezes maior que o de mercado. Há também R$ 128 mil em paçoquinhas, a R$ 5,45 a unidade. Elas custam menos de R$ 1

Revista Fórum - Após o escândalo de gastos de R$ 1,8 bi em compras de mercado realizadas pelo Executivo federal, que só em leite condensado pagou mais de R$ 15 milhões, novas informações sobre a gastança no governo Bolsonaro têm vindo à tona.

Um levantamento realizado pela Fórum no Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União, mostrou que o Comando de Operações Navais da Marinha do Brasil adquiriu, em 2019, uma lata de spray de chantilly de 250g por R$ 533.

A compra não tem data específica e aparece classificada como “Dispensa de Licitação”, uma modalidade de venda para governos de várias esferas em que o montante da transação não pode ultrapassar R$ 17.600. O chantilly foi listado junto a outros itens (pratos, facas e utensílios domésticos).

Continue lendo na Fórum. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Governo Bolsonaro gastou R$ 1 milhões em alfafa, R$ 2 milhões com chiclete e R$ 6,6 mi com bombom

 


Itens fazem parte do rol de compras de 2020 tabulados pelo Metrópoles, que incluíram R$ 15,6 milhões em leite condensado e R$ 31,5 milhões em refrigerantes

Revista Fórum - Além do polêmico gasto de R$ 15.641.777,49 em leite condensado feito pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) em 2020, segundo levantamento feito pelo portal Metrópoles, outros itens chamam a atenção no carrinho de compras do Executivo do ano passado.

A lista de compras do governo Bolsonaro incluiu aquisição de R$ 1.042.974,22 em alfafa em 2020. O chiclete também fez parte da lista: foram gastos R$ 2.203.681,89 com gomas de mascar. E, para adoçar a vida dos integrantes do governo num ano difícil de pandemia, não faltou bombom. Mais precisamente, R$ 8.866.958,69 foram gastos no doce de chocolate.

A comida elaborada pelo governo Bolsonaro ao longo de 2020 também não ficou sem tempero. Os gastos com condimentos ficaram em R$ 49.995.971,95. E, como bebida, R$ 31.545.337,34 de refrigerantes.

Continue lendo na Fórum. 

Absurdo! Governo Bolsonaro gastou quase R$ 20 milhões em chiclete e leite condensado, diz site

 


Em relação a 2019, órgãos do executivo pagaram 20% a mais em alimentos

Um levantamento divulgado pelo portal Metrópoles chocou boa parte dos brasileiros nas redes sociais, no domingo (25). Dados de gastos do governo em supermercado no ano de 2020 mostram que mais de R$ 17 milhões foram gastos apenas em goma de mascar e leite condesado, além dos R$ 5 milhões gastos em fruta desidratada.


De acordo com o portal, com base no Painel de Compras, do Ministério da Economia, todos os órgãos do executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhões em alimentos, o que representa um aumento de 20% em relação a 2019.


Além das comidas tradicionais, como arroz, feijão, carne e salada, também estão no “carrinho do Governo” alimentos como sorvete, biscoito, massa de pastel, picolé, pão de queijo, pizza, bombom, vinho, chantilly, geleia de mocotó, entre outros.


O que chama atenção é o valor gasto com os alimentos. Apenas em goma de mascar, foram gastos R$ 2.203.681, 89 aos cofres públicos. olho shoyu, molho inglês e molho de pimenta, juntos, deram o prejuízo de R$ 14 milhões. Pizza e refrigerante também estavam no “carrinho”, deixando um débito de R$ 32,7 milhões.


Varela Notícias

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Governo gastou mais de R$ 30 milhões em rádios e TVs de pastores que apoiam Bolsonaro

Jair Bolsonaro é recebido pelo Pastor Edir Macedo durante visita ao Templo de Salomão – Foto: Alan Santos/PR


Publicado originalmente na Agência Pública 
Por Bruno Fonseca e Mariama Correia
Mais de R$ 30 milhões – esse é o valor que a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) gastou em campanhas veiculadas em rádios e TVs de líderes religiosos que apoiam Jair Bolsonaro. Segundo levantamento da Agência Pública, o governo pagou com verba pública ações publicitárias em cinco veículos ligados a pastores de igrejas evangélicas que se reuniram com o presidente no início de junho, em Brasília. Na ocasião, os líderes se encontraram com Bolsonaro para “interceder pela nação e levantar um clamor pelo Brasil”, como afirmou Silas Malafaia, um dos organizadores do encontro.
Segundo a reportagem apurou, o valor gasto pela Secom em campanhas nesses veículos equivale a quase 10% de tudo que a secretaria desembolsou desde o início do governo Bolsonaro. Na semana passada, ela foi incorporada ao Ministério das Comunicações, recriado pelo presidente.
Parte do valor gasto cobre os custos das agências de comunicação contratadas pelo governo para desenvolver as campanhas, mas a maioria vai para as próprias redes de TV e rádio, como anúncio publicitário. Segundo a apuração, dos mais de R$ 30 milhões contratados pela Secom, R$ 25,5 milhões foram pagos aos veículos.
A maior parte do valor pago pela Secom foi para campanhas na rádio e TV Record, controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A secretaria pagou mais de R$ 28 milhões para campanhas publicitárias veiculadas na rádio e TV da emissora e na Record News. Desse total, R$ 25,1 milhões foram pagos diretamente aos veículos para custear os anúncios publicitários. O bispo Eduardo Bravo representou Edir Macedo na comitiva que esteve com Bolsonaro no dia 5.
A Secom pagou também cerca de R$ 30 mil em campanhas em emissoras afiliadas à Record. A TV Pajuçara, afiliada em Alagoas, recebeu R$ 12 mil.
Segundo a reportagem apurou, a maioria da verba pública gasta na Record foi para promover a reforma da Previdência. O governo contratou cerca de R$ 11 milhões em ações apenas na emissora de Edir Macedo, cerca de 15% de tudo que a Secom gastou para promover a reforma. A campanha é a mais cara já realizada desde a posse de Bolsonaro, com mais de R$ 70 milhões contratados ao todo.
Além de promover as mudanças na aposentadoria dos brasileiros, a Secom usou verba pública na Record para veicular campanhas de prestação de contas do governo, sobre segurança pública, no combate à violência contra a mulher e ações para divulgar uma imagem favorável do governo federal, como a “Agenda Positiva”. A reportagem encontrou mais mais de R$ 700 mil gastos pela Secom para veicular a campanha na Record, cerca de 12% de tudo que a secretaria já contratou para a ação, feita para mostrar “como cada ato do governo beneficia diretamente o cidadão e faz mudar seu dia a dia para melhor”. A Pública havia revelado que o governo já gastou R$ 14,5 milhões com a Agenda Positiva e manteve gastos milionários mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.
A reportagem encontrou R$ 510 mil gastos na campanha “Dia da Amazônia” apenas em veiculações na Record. A ação foi anunciada em setembro de 2019, após críticas internacionais sobre queimadas na floresta amazônica. Segundo o governo, a campanha, que já custa mais de R$ 3,1 milhões, serve para reafirmar “soberania do Brasil em relação ao território” e “mostrar como o Brasil defende e conserva o bioma”.
A Pública questionou a Secom sobre os valores gastos em publicidade em emissoras religiosas, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Pastor dono de TV e rádio alegou prejuízo financeiro com pandemia
Além do bispo Eduardo Bravo, representante de Edir Macedo, da Universal, outras nove igrejas evangélicas tinham membros presentes no encontro ou foram mencionadas pelos organizadores da comitiva.
Um dos presentes foi o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo. A igreja é dona da Rede Gospel, uma emissora de TV mantida pela Fundação Evangélica Trindade. Segundo a Pública apurou, a Fundação recebeu R$ 402,7 mil da Secom durante o governo Bolsonaro.
Em abril, no meio da pandemia, a Rede Gospel teria feito demissões em massa alegando dificuldades financeiras por queda de arrecadação dos dízimos e por estar com os templos fechados. Em 2012, o apóstolo Estevam Hernandes e sua esposa, a bispa Sônia Hernandes, foram obrigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 785 mil aos cofres públicos por fazer uso de repasses do Ministério da Educação à Fundação Renascer. O dinheiro deveria ter sido utilizado para alfabetização de jovens e adultos. O casal foi preso nos Estados Unidos, em 2007, acusado de tentar entrar no país com dinheiro não declarado dentro de uma bíblia.
Outro membro da comitiva, o pastor R. R. Soares (Romildo Ribeiro Soares) está à frente da Igreja Internacional da Graça de Deus e é proprietário de várias empresas de mídia, incluindo editoras, gravadoras e distribuidoras de filmes. Listada como Rádio e Televisão Modelo Paulista, a Nossa TV recebeu R$ 1,5 mil da Secom. Embora os dados informados pela secretaria levem a um endereço no Rio Grande do Sul – a Nossa TV tem sede no Rio de Janeiro –, o nome de André Bezerra Ribeiro Soares, filho de R. R. Soares, aparece como sócio na consulta do CNPJ no site Brasil.io, que lista dados de empresas brasileiras.
Apesar de não estarem presentes, o pastor Samuel Câmara e o bispo Robson Rodovalho foram citados por Silas Malafaia na transmissão do encontro. Câmara é proprietário da Rede Boas Novas, uma TV aberta com cobertura nacional que tem duas emissoras próprias e quase cem retransmissoras e afiliadas. A empresa recebeu R$ 472 mil da Secom. Já o bispo Rodovalho comanda a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, mantida pela Fundação Sara Nossa Terra. Durante o governo Bolsonaro, a Secom repassou R$ 741 mil à fundação, cuja estrutura de comunicação inclui a Rede Gênesis, emissora de televisão com abrangência nacional por canais pagos, e a Sara Brasil FM, uma emissora de rádio sediada em Brasília.
Comitiva de pastores” deve R$ 194 milhões ao governo
As igrejas e veículos de comunicação ligados ao grupo de pastores que se reuniu com Bolsonaro deve mais de R$ 194 milhões em dívidas com a União.
A maior devedora é a Igreja Internacional da Graça de Deus, de R. R. Soares, que sozinha tem uma dívida de mais de R$ 145 milhões. A dívida da igreja com a Receita cresceu no ano passado: eram R$ 127 milhões segundo dados informados anteriormente à Pública, referentes a agosto de 2019.
Além dos R$ 145 milhões em dívidas previdenciárias – valores não pagos referentes a funcionários, como a contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) –, a editora Graça Artes Gráficas, ligada à igreja, deve mais de R$ 968 mil ao governo.
No Brasil, igrejas acumulam dívidas milionárias com a Receita Federal. De acordo com apuração da Pública, no final de 2019 elas somavam R$ 460 milhões. Mais de 1.200 entidades e grupos religiosos estavam em débito com o governo.
Segundo reportagem do Estadão, em abril o deputado federal David Soares (DEM-SP), filho do missionário R. R. Soares, se reuniu com Bolsonaro e o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, para encontrar “uma solução” para as dívidas tributárias das igrejas.
Em 2019, o governo Bolsonaro havia flexibilizado a prestação de contas de entidades religiosas. Igrejas que arrecadam menos de R$ 4,8 milhões deixaram de precisar enviar dados financeiros à Receita pela Escrituração Contábil Digital (ECD). Segundo a Pública apurou, igrejas e organizações evangélicas são a maioria entre as entidades religiosas que devem à Receita e juntas acumulam cerca de 80% do total em dívidas. Apesar disso, a arrecadação das instituições religiosas vem crescendo ano após ano, bem como o número de entidades registradas na Receita.
Donos de emissoras católicas prometem “mídia positiva” em troca de anúncios
Encontros do presidente da República com líderes religiosos cristãos se tornaram prática recorrente do governo Bolsonaro. No dia 12 de abril, domingo de Páscoa, o presidente participou de uma live com católicos e evangélicos, incluindo Iris Abravanel, escritora e esposa de Silvio Santos, dono do SBT; o pastor Silas Malafaia, o padre Reginaldo Manzotti; e o deputado federal Marco Feliciano (Republicanos). O encontro foi transmitido nas redes sociais do presidente e pela TV Brasil, que é uma emissora estatal. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos contestou o uso da emissora pública na Justiça alegando proselitismo religioso na transmissão.
Durante uma videoconferência no dia 21 de maio, com participação de Bolsonaro, padres que controlam emissoras católicas de rádio e TV ofereceram mídia positiva das medidas de enfrentamento do novo coronavírus em troca de anúncios e outorgas do governo federal. O caso veio à tona em reportagem do jornal Estadão, que mostrou repasses de R$ 4,6 milhões da Secom para emissoras de TV ligadas a grupos religiosos no ano passado. Após a reportagem, comissões da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmaram em nota que “não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares” e que “a Igreja Católica não faz barganhas”

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