Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador ineficaz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ineficaz. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Governo Bolsonaro gastou R$ 23,3 milhões para divulgar 'tratamento precoce', ineficaz contra Covid-19

 


Documento enviado pelo Ministério da Saúde à CPI da Covid, e divulgado pela Rede Globo, mostra que o governo Jair Bolsonaro informou à Procuradoria da República no Distrito Federal que foram gastos R$ 23,3 milhões com campanhas de divulgação do suposto tratamento precoce contra Covid-19, comprovadamente ineficaz contra a doença.

O documento foi enviado em razão de uma apuração preliminar do Ministério Público sobre possíveis atos de improbidade administrativa cometidos pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Com o dinheiro gasto com a propaganda do tratamento precoce seria possível adquirir 456.718 doses da vacina da Pfizer, já que o governo pagou US$ 10 (R$ 51,20) por dose do imunizante.

Segundo o documento, o governo Bolsonaro gastou R$ 52 mil em viagens de médicos para Manaus para promover a cloroquina, remédio ineficaz defendido por Jair Bolsonaro.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Após meses de incentivo, Ministério da Saúde recua e diz que vermífugo é ineficaz contra Covid-19


 

Ministério da Saúde comunicou que a nitazoxanida, vermífugo vendido com nome comercial de Annita, não consta do rol de remédios contra o tratamento da Covid-19. Em outubro, o governo Jair Bolsonaro anunciou que a droga era eficaz. Ministro astronauta Marcos Pontes foi grande incentivador da ideia estapafúrdia e investiu milhões num estudo que fracassou por completo

O Ministério da Saúde comunicou à Câmara dos Deputados que o medicamento nitazoxanida, vermífugo vendido com nome comercial de Annita, não consta do rol de remédios contra o tratamento da Covid-19. A droga, que já foi anunciada pelo próprio governo como eficaz no tratamento precoce da doença, também não aparece na lista de compras e distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ministro astronauta Marcos Pontes foi grande incentivador da ideia estapafúrdia e investiu milhões num estudo que fracassou por completo.

“A Nitazoxanida não consta nas orientações deste Ministério da Saúde para o tratamento da Covid-19, e também não se encontra incluída na Relação Nacional de Medicamentos – RENAME 2020, de forma que esse medicamento não é adquirido ou financiado com recursos federais do SUS”, diz trecho do texto do ministério enviado em resposta a um pedido de informações da bancada do PSOL, de acordo com o jornal O Globo.

"Este Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF/SCTIE) e Insumos Estratégicos informa que até o momento, não tem ciência de nenhum processo para aquisição de Nitazoxanida pelo Ministério da Saúde, ou de planos para sua disponibilização na rede pública de saúde", diz outro trecho do documento.

Em outubro, o governo federal afirmou ter comprovações que o vermífugo reduziria a carga viral nos primeiros dias em que os pacientes infectados pelo coronavírus apresentassem sintomas. O anúncio contou com a presença de Jair Bolsonaro e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, principal promotor da ideia estapafúrdia.

"Este Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF/SCTIE) e Insumos Estratégicos informa que até o momento, não tem ciência de nenhum processo para aquisição de Nitazoxanida pelo Ministério da Saúde, ou de planos para sua disponibilização na rede pública de saúde", diz o texto encaminhado à Câmara.

A deputada Sâmia Bomfim, avaliou que o Ministério da Ciência e Tecnologia e o próprio Bolsonaro "demonstraram irresponsabilidade e desinformação" ao estimular o uso do medicamento. “O Ministério da Ciência e Tecnologia investiu milhões num estudo sobre a nitazoxanida, mesmo que a comunidade científica internacional já tivesse negado sua eficácia. Insistiram no estímulo ao uso, também através das redes sociais do próprio presidente da República”, disse a parlamentar.  

Minha lista de blogs