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domingo, 29 de agosto de 2021

Ante declarações de Bolsonaro, Lewandowski diz que 'tentativa de golpe configura crime grave'

 


Após presidente convocar apoiadores para um ato em apoio ao seu governo e impulsionar uma escalada de tensões com STF, ex-presidente do Supremo afirma que "tentar romper a ordem democrática com violência viola diversos ditames legais".

Ontem (28), durante o culto do Primeiro Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos em Goiânia, o presidente, Jair Bolsonaro, fez discurso no qual convocou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a falarem com "o povo brasileiro" nos atos programados para o dia 7 de setembro, conforme noticiado.

Hoje (29), o ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski, publicou um artigo na Folha de São Paulo com o alerta de que participar de tentativa de golpe de Estado configura uma série de crimes graves.

No artigo, intitulado "Intervenção armada: crime inafiançável e imprescritível", o ex-presidente do STF diz que "tentar romper a ordem democrática com violência viola diversos ditames legais".

"No Brasil, como reação ao regime autoritário instalado no passado ainda próximo, a Constituição de 1988 estabeleceu, no capítulo relativo aos direitos e garantias fundamentais, que 'constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis e militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático'", afirmou o ministro no artigo.

Lewandowski também alerta que militares e policiais possam ser punidos por participarem de uma tentativa de golpe, mesmo que estejam apenas cumprindo ordens de superiores.

PMs no ato de 7 de setembro

Os Ministérios Públicos de São Paulo e do Distrito Federal querem impedir a presença de policiais militares na manifestação por classificarem como ilegal a participação de PMs da ativa em atos políticos, conforme noticiado.

Segundo o MP, pelo caráter coletivo da manifestação, a presença dos militares da ativa e da reserva contrariaria o regimento disciplinar.

Hoje (29), a Polícia Militar do Distrito Federal indicou que não punirá oficiais da ativa que se manifestem durante o ato do dia 7 de setembro, em postura contrária ao previsto em lei federal que regulamenta a atividade da PM brasiliense, de acordo com Congresso em Foco.

A corporação defendeu a não punição por acreditar que "os policiais militares são cidadãos, e ao exercerem a sua cidadania, podem se manifestar de maneira democrática, desde que não representem a instituição".

sexta-feira, 24 de abril de 2020

'As declarações de Moro são uma delação premiada contra Bolsonaro', afirma Rui Costa



O governador Rui Costa (PT) lamentou nesta sexta-feira (24) a saída do segundo ministro do governo Jair Bolsonaro (sem partido) durante a crise do coronavírus em menos de uma semana. “Primeiro o ministro da saúde e agora o ministro da Justiça”, disse Rui sem citar o nome do ex-juiz Sergio Moro, que anunciou saída em coletiva nesta manhã (veja aqui). 



“O país deveria estar focado no combate a Covid-19. As declarações do ministro são praticamente uma delação premiada. O ministro saiu afirmando que o presidente da República quer colocar no comando da PF, uma pessoa que ele possa ligar e pegar dados de investigações. Isso é uma confissão de que o presidente pretende cometer crimes de responsabilidade”, argumentou Rui durante Papo Correria.



O governador também criticou o foco de Bolsonaro durante a pandemia. “Parece que a preocupação do presidente é saber como estão as investigações”, completou. 

segunda-feira, 6 de abril de 2020

China cobra posição do Brasil sobre declarações racistas de Weintraub


Nota dura do embaixador Yang Wanming deixa claro que a China está pronta para retaliar o Brasil, causando prejuízos bilionários às empresas nacionais, depois que Abraham Weintraub fez declarações racistas contra os chineses em entrevista a Eduardo Bolsonaro


Em uma manifestação dura, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, deixa claro que a China está pronta para retaliar o Brasil, causando prejuízos bilionários às empresas nacionais, depois que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez declarações racistas contra os chineses em entrevista a Eduardo Bolsonaro.
“O lado chinês aguarda uma declaração oficial do lado brasileiro sobre as palavras feitas pelo min. da educação, membro do governo brasileiro. Nós somos cientes de que nossos povos estão do mesmo lado ao resistir às palavras racistas e salvaguardar nossa amizade”, postou Yang Wanming no Twitter.
Em uma postagem desrespeitosa e difamatória contra a China, Weintraub associou o país a uma suposta ação de espalhar o coronavírus para se beneficiar economicamente com a situação, como já fez sugeriram anteriormente Jair e Eduardo Bolsonaro.


China diz que declarações de Weintraub são ‘absurdas’ e ‘desprezíveis’


O porta-voz da Embaixada da China no Brasil reagiu às declarações anti-China feitas pelo ministro da Educação Abraham Weintraub


A Embaixada da República Popular da China no Brasil emitiu na madrugada desta segunda-feira nota rechaçando declarações hostis do ministro da Educação do governo Bolsonaro que atribuem o coronavírus ao país asiático. 
Em sua coluna, o jornalista Leonardo Attuch, ediitor do Brasil 247, adverte que Weintraub "agride a China reiteradamente, porque escolheu um lado na guerra em curso entre as duas maiores potências globais – e certamente não é o lado do Brasil, que deveria se manter equidistante". 
A nota da Embaixada da China destaca: "Em 5 de abril, o ministro da Educação do Brasil Abraham Weintraub, ignorando a posição defendida pela parte chinesa em diversas gestões, fez declarações difamatórias contra a China em redes sociais, estigmatizando a China ao associar a origem da covid-19 ao país. Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil. O lado chinês manifesta forte indignação e repúdio a este tipo de atitude".  
"Atualmente - prossegue o documento -, a pandemia da covid-19 está se espalhando globalmente, trazendo um desafio que nenhum país consegue enfrentar sozinho. A maior urgência neste momento é unir todos os países numa proativa cooperação internacional para acabar com a pandemia com a maior brevidade, com vistas a salvaguardar a saúde pública mundial e o bem-estar da Humanidade. A OMS e a  comunidade internacional se opõem explicitamente à associação do vírus a um certo país ou a uma certa região, combatendo a estigmatização sob qualquer pretexto. Instamos que alguns indivíduos do Brasil corrijam imediatamente os seus erros cometidos e parem com acusações infundadas contra a China", finaliza a nota diplomática.

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