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domingo, 12 de dezembro de 2021

Negacionista e sem noção, Bolsonaro usa enchente na Bahia para atacar lockdown contra Covid e governadores

 



Para tirar o foco da inércia do governo federal diante das fortes chuvas que atingiram municípios na Bahia, Jair Bolsonaro atacou as restrições de deslocamento decretadas por governadores no combate à pandemia do novo coronavírus.

Questionado sobre como o governo federal ajudaria as famílias que perderam suas casas e seus negócios, Bolsonaro desviou do assunto e comparou a tragédia com os efeitos econômicos causados pelas medidas restritivas.

"Também tivemos uma catástrofe no ano passado, quando muitos governadores, e o pessoal da Bahia, fecharam todo o comércio e obrigaram o povo a ficar em casa. Povo, em grande parte [trabalhadores] informais, condenados a morrer de fome", afirmou durante entrevista em Porto Seguro (BA), neste domingo, onde desembarcou após sobrevoar a região atingida.

Cinco pessoas morreram e 175 ficaram feridas em decorrência das enchentes. Os alagamentos afetam quase 70 mil pessoas e deixaram 6.472 desalojados e 3.744 desabrigados.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse na sexta-feira (10) não ter recebido nenhum contato do governo federal para apoio aos municípios do Estado atingidos pelas fortes chuvas. 

“Espero que o governo federal, como historicamente sempre foi feito, ajude os Estados, os municípios atingidos, mas até esse momento eu não recebi nenhuma ligação do governo federal para tratar desse assunto”, disse Costa.

O governo federal reconheceu o estado de emergência em 17 cidades da Bahia e 32 de Minas Gerais.

domingo, 21 de março de 2021

Bolsonaro comemora 66 anos com aglomeração e críticas a prefeitos e governadores (VÍDEO)

 


Neste domingo (21), o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro comemora 66 anos. Em discurso a apoiadores em Brasília, o mandatário voltou a criticar restrições adotadas por governadores e prefeitos no combate à pandemia.

Dezenas de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reuniram neste domingo (21) em frente ao espelho d'água do Palácio da Alvorada, a residência oficial do chefe de Estado em Brasília, para parabenizá-lo por seu aniversário de 66 anos. O presidente foi ao encontro dos presentes junto de sua esposa, Michelle, e provocou aglomeração.

O presidente cumprimentou apoiadores, pegou uma criança no colo, cantou parabéns, cortou e distribuiu um bolo que lhe foi dado de presente. Bolsonaro também conversou com os presentes, e voltou a criticar as medidas de restrição adotadas por governadores e prefeitos para reduzir a disseminação da COVID-19, mas sem citá-los nominalmente. 

"Tiranos tolhem a liberdade de muitos de vocês [...] se alguém acha que um dia nós abriremos mão da nossa liberdade, está enganado" declarou Bolsonaro, citado pela Veja.

"Contem com as Forças Armadas pela democracia e pela liberdade. Estão esticando a corda. Faço qualquer coisa pelo meu povo. Esse qualquer coisa é o que está na nossa Constituição, na nossa democracia, no nosso direito de ir e vir", acrescentou.
Apoiadores distribuem bolo no Palácio da Alvorada, em Brasília, por ocasião do aniversário de 66 anos do presidente Jair Bolsonaro
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Apoiadores distribuem bolo em comemoração ao aniversário de Jair Bolsonaro

Bolsonaro também se defendeu das críticas pelo gerenciamento da crise sanitária, ao afirmar que está fazendo o possível para combater a pandemia. Entre as medidas adotadas, o presidente citou como exemplo o auxílio emergencial, que ele classificou como "o maior programa social do mundo", mas voltou a insistir que as pessoas não podem deixar de trabalhar.

"O povo precisou, nós atendemos. Agora, o que o povo mais pede pra mim em todo lugar que eu vou é: 'Eu quero trabalhar'. O trabalho dignifica o homem e a mulher. Ninguém quer viver de favor do Estado. Quem vive de favor do estado abre mão da sua liberdade", declarou o presidente, segundo o site Poder 360.

Além disso, Bolsonaro disse que apenas "Deus" poderia tirá-lo do poder, que ele está do "lado do bem" e não deseja que o Brasil siga o caminho do socialismo.

"Enquanto eu for presidente, só Deus me tira daqui […] Nós vamos vencer essa batalha, pode ter certeza que nós estamos do lado certo", afirmou. "Nós não queremos que o Brasil mergulhe em um socialismo, [...] aquele onde o povo vai para a miséria, vai para a fome e vai para o tudo ou nada. Nós não trilharemos esse caminho", frisou o chefe de Estado.
Apoiadores cantam parabéns durante comemoração do aniversário de 66 anos do presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em Brasília
© REUTERS / ADRIANO MACHADO
Apoiadores cantam parabéns para o presidente Jair Bolsonaro

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Moro denuncia novo crime de Bolsonaro: ele queria promover rebelião armada contra prefeitos e governadores


O ex-ministro Sergio Moro fez uma denúncia gravíssima contra Jair Bolsonaro. Disse que ele pretendia flexibilizar o porte de armas para proteger milícias e facilitar uma guerra civil no Brasil, com rebeliões armadas contra prefeitos e governadores que defendem medidas de isolamento social


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O ex-ministro Sergio Moro foi ao Twitter nesta manhã e fez uma denúncia gravíssima contra Jair Bolsonaro. Disse que ele pretendia facilitar o porte de armas para impulsionar rebeliões armadas contra prefeitos e governadores, abrindo espaço para uma guerra civil no Brasil. “Sobre políticas de flexibilização de posse e porte de armas, são medidas que podem ser legitimamente discutidas, mas não se pode pretender, como desejava o presidente, que sejam utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias impostas por governadores e prefeitos, nem sendo igualmente recomendável que mecanismos de controle e rastreamento do uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, já que há risco de desvio do armamento destinado à proteção do cidadão comum para beneficiar criminosos”, disse Moro.
Além de indicar a proteção às milícias, Moro afirmou também que “a revogação pura e simples desses mecanismos de controle não é medida responsável”. Confira seu post:

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Em reunião ministerial, Bolsonaro sugeriu armar população contra governadores



De acordo com colunista da Época, Bolsonaro sugeriu armar a população contra suposto "autoritarismo" dos governadores


Jair Bolsonaro sugeriu, em reunião com ministros realizada no dia 22 de abril, armar a população contra o suposto "autoritarismo" dos governadores, segundo informações de Guilherme Amado, da Época.

A declaração de Bolsonaro foi feita após o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ter relatado que a ex-mulher e a filha do deputado federal Luiz Lima foram detidas no Rio de Janeiro após descumprirem regras de isolamento social.
“Isso é absurdo. Eu tenho uma filha de 14 anos. Vou pegar minhas 15 armas. Se prendessem ela e botassem no camburão, ou eu matava ou eu morria”, disse Guimarães.
Bolsonaro então afirmou que “é muito fácil uma ditadura no Brasil” e que, para evitar um abuso de poder por parte dos governadores, seria preciso armar a população.
Após esta fala, Bolsonaro ainda xingou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o governador de São Paulo, João Doria. “Esse bosta do governador de SP e esse estrume do governador do RJ se aproveitaram do vírus".
A reunião do dia 22 de abril é a mesma em que, segundo o ex-ministro Sergio Moro, Bolsonaro teria o ameaçado de demissão caso não cedesse em relação ao comando da Polícia Federal.

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Bolsonaro diz estar em guerra com governadores em encontro com empresários

João Doria, Rui Costa, Wilson Witzel, Flávio Dino, Paulo Câmara e Jair Bolsonaro (Foto: SECOM | Reuters)

Durante videoconferência com empresários organizada pelo presidente da Fiesp, o bolsonarista Paulo Skaf, Bolsonaro disse que o setor empresarial precisa "jogar pesado" com os chefes de governo nos estados. "A questão é séria, é guerra", disse Bolsonaro


Jair Bolsonaro disse na manhã desta quinta-feira (14), que estava disposto a conversar com governadores sobre medidas para conter a pandemia de coronavírus. Na porta do Alvorada, Bolsonaro fez até um apelo: "Um apelo que faço aos governadores. Revejam essa política. Estou pronto para conversar. Vamos preservar a vida? Vamos".
Poucos horas depois, no entanto, Bolsonaro demonstrou que o "apelo" não passou de fachada. Em videoconferência com um grupo de empresários organizada pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, seu aliado político, Bolsonaro voltou a pedir que empresários pressionem os governadores pela reabertura do comércio e disse que "é guerra" e que o setor empresarial precisa "jogar pesado" com os chefes de governo nos estados.
"Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil", afirmou Bolsonaro, referindo-se ao governador João Doria (PSDB), seu adversário político. "Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra."
Bolsonaro diz que as medida de isolamento são piores para o país e minimiza o impacto do coronavírus e das mortes causadas pela contaminação.
Bolsonaro é um crítico das ações de isolamento social e tem atacado governadores que determinaram o fechamento de comércio. Doria e governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), são dois dos principais alvos do presidente.

sábado, 18 de abril de 2020

Bolsonaro disse a Mandetta que mortes vão cair nas costas dos governadores, não dele

Bolsonaro e Mandetta participam de entrevista coletiva em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Diálogo foi presenciado na última reunião entre Bolsonaro e Mandetta, segundo colunista do Correio Braziliense. A frase foi uma resposta à declaração de Mandetta de que Bolsonaro seria “responsabilizado pelas consequências, pelas mortes”


A última reunião entre Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta, ainda como ministro da Saúde, teve um diálogo marcante, segundo a jornalista Denise Rothenburg, do Correio Braziliense.
“Você será responsabilizado pelas consequências, pelas mortes”, disse Mandetta a Bolsonaro. “Eu, não, os governadores é que vão!”, respondeu Bolsonaro, aos gritos, de acordo com ela. 'Mandetta não respondeu mais e deixou o presidente falando sozinho, completa a nota da colunista. 
Os dois discordavam sobre as regras do isolamento social, com Bolsonaro querendo encerrar a quarentena e Mandetta seguindo as orientações da OMS, que vê o isolamento como única medida capaz de combater a contaminação do vírus.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Governadores do Nordeste se dizem indignados e criticam campanha de Bolsonaro: ‘atentado à vida’



Os nove governadores do Nordeste assinaram nesta sexta-feira 27 uma segunda carta a respeito das medidas de combate à crise de coronavírus. A última havia sido divulgada na quarta-feira 25 e pedia união do país para enfrentar a pandemia (leia aqui).
Desta vez, após uma reunião por teleconferência, os governadores expressaram  “profunda indignação” com a campanha “O Brasil Não Pode Parar”, do governo federal, exigiram “respeito por parte da Presidência da República” e pediram que “cessem, imediatamente, as agressões contra os governadores” por parte de Jair Bolsonaro.
Para eles, a “omissão em padronizar normas nacionais e a insistência em provocar conflitos impedem a unidade em favor da saúde pública”. Assim, “expõe-se a vida da população, além de assumir graves riscos no tocante à responsabilidade política, administrativa e jurídica”, prossegue o texto.
Leia a íntegra:

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