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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Documentos indicam que ex de Bolsonaro participou da lavagem de dinheiro na rachadinha de Carlos

 


Documentos mostram novos indícios da participação da ex-esposa de Bolsonaro, Ana Cristina Valle, na lavagem de dinheiro do dinheiro de rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro. Ela foi denunciada por testemunhas escutadas pela polícia. Empresas de Ana estão envolvidas em fraudes do DPVAT. A informação é do Jornal Nacional.


O telejornal da Globo achou vários processos que Valle atuou como advogada em indenizações de acidente de trânsito. O MP-RJ acredita que o negócio tenha relação com a rachadinha.


Ana trabalhou em 56 processos cíveis de 2007 a 2010. Desses, 54 estão ligados ao DPVAT. A empresa ficava no Rio de Janeiro, mas 37 casos eram de moradores do Rio Grande do Sul.


Ela também foi chefe de gabinete de Carlos. A ex-esposa do presidente da República ficou na função entre 2001 e 2008. Ela atuou, nos últimos três anos, em que esteve no gabinete, como advogada.


O Coaf relatou que as contas bancárias de quatro empresas ligadas a Cristina realizavam movimentações financeiras suspeitas. Já o MP-RJ acredita que a escolha do endereço não foi uma coincidência.


Leia mais:



Dinheiro de rachadinha era deixado em gabinete de Carlos Bolsonaro, diz MP

Dentro da investigação que apura esquema criminoso no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, entre 2001 e 2019, o Ministério Público encontrou indícios de que uma ex-funcionária ia pessoalmente ao local para devolver as quantias recebidas pela filha, como parte de um esquema de supostas rachadinhas.


Entre novembro de 2013 e dezembro de 2019, Diva da Cruz Martins foi 58 vezes à Câmara de Vereadores, todas para visitar o gabinete de Carlos. As visitas eram rápidas, aconteciam mensalmente e sempre nos primeiros dias do mês.


Durante todo esse período, Diva não constava como funcionária do vereador, o que só aconteceu entre fevereiro de 2003 e agosto de 2005. A suspeita dos investigadores é a de que as idas de Diva ao local coincidam com as datas dos pagamentos a Andrea Cristina da Cruz, sua filha. Em um processo judicial, Andrea alegou que, na realidade, trabalhava como babá.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Contestada hipótese sobre evolução dos planetas gasosos que pode rever formação de Júpiter e Saturno

 


Uma equipe científica internacional determinou que os planetas gigantes no sistema V1298 Tau atingiram seu tamanho atual nos primeiros estágios de sua evolução.


Os resultados da pesquisa foram divulgados em um artigo publicado na semana passada na revista Nature Astronomy.
Os pesquisadores mediram a massa de dois planetas gigantes que orbitam a estrela jovem V1298 Tau, de apenas 20 milhões de anos de idade. Verificou-se que esses planetas são um pouco menores do que Júpiter, enquanto seus períodos orbitais duram 24 e 40 dias.
Os modelos teóricos apontam que os planetas gigantes iniciam sua evolução como objetos com uma massa muito maior, mas gradualmente se “comprimem” durante milhões ou até bilhões de anos.
O exoplaneta HD 209458b transita por sua estrela - Sputnik Brasil, 1920, 29.11.2021
Sociedade e cotidiano
Descoberto grande exoplaneta 5 vezes maior que Júpiter onde o ano dura apenas 16 horas


Porém, uma vez que o sistema V1298 Tau é bastante jovem, os planetas gigantes encontrados refutam essa hipótese, porque já têm um tamanho próximo dos gigantes gasosos do Sistema Solar.

Os cientistas ainda não sabem se o sistema V1298 Tau é um caso normal e se sua evolução é semelhante à da maioria dos planetas. Se for assim, o processo de formação de planetas como Júpiter ou Saturno pode ser muito diferente do que se pensava até agora.


Mídia iraniana nomeia arma russa capaz de destruir cidades americanas

 


A perspectiva do lançamento da fabricação em série do sistema de mísseis russo Tsirkon vai colocar os EUA em uma situação sem saída em meio ao aumento de tensões entre a Rússia e os países ocidentais, escreve o jornal iraniano Kayhan.


Segundo os autores do artigo, o Tsirkon "não poderá ser parado por nada", ele será facilmente capaz de "destruir cidades americanas inteiras".
Mesmo assim, conforme a matéria, as falhas dos Estados Unidos na corrida armamentista desencadeada novamente estão forçando Washington a agravar inclusive as relações diplomáticas.

"O Ocidente e a OTAN ainda tentam responder de algum modo, embora até agora as respostas recordem tentativas de guerra entre partes desiguais ou entre 'ratos e o gato'. Eles pretendem anunciar sanções, deter navios, petroleiros e aviões russos, recorrer a uma medida já experimentada durante anteriores campanhas eleitorais nos EUA, isto é, à expulsão de diplomatas russos", conforme a mídia.

Os analistas acreditam que os Estados Unidos não têm nada para opor aos Tsirkon, uma vez que o Exército americano tem falta de meios da proteção e interceptação de mísseis hipersônicos. Em vista disso, na opinião deles, a nova arma russa virará um problema sério para Washington.
Tsirkon: 1º míssil de cruzeiro hipersônico no mundo - Sputnik Brasil, 1920, 20.07.2021
Míssil de cruzeiro hipersônico russo Tsirkon: 1º no mundo de seu tipo
O Tsirkon é o primeiro míssil de cruzeiro hipersônico no mundo, capaz de realizar um longo voo aerodinâmico, manobrando na atmosfera com utilização do seu próprio motor.

O sistema pode atingir a velocidade máxima de Mach 9, o que é nove vezes mais que a velocidade de som, mais de 10.000 quilômetros por hora, e o alcance máximo de disparo é de 1.000 quilômetros. Planeja-se equipar com o novo sistema submarinos e navios de superfície.

Diplomata alemão diz que Rússia tem 'medo' de Ucrânia e Geórgia se tornarem membros da OTAN

 


Em meio a um recente aumento de tensões entre a Rússia e OTAN, especialmente em torno da Ucrânia, um deputado alemão declarou que Rússia pode ter medo da adesão de Kiev à Aliança Atlântica.


Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, o líder da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, disse que Vladimir Putin "tem sido perseguido há muito tempo pelo medo" que os Estados Unidos venham a tornar a Ucrânia e a Geórgia membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Ischinger disse acreditar que o melhor modelo seria semelhante ao adotado com a Finlândia, incluir os países como membros da União Europeia, os deixando de fora da OTAN.

"Nós não podemos declarar categoricamente que a Ucrânia e a Geórgia nunca virão a ser membros da OTAN", explicou o diplomata.

A declaração é feita em meio a um momento de tensão entre o governo russo e a Organização do Tratado do Atlântico Norte. A Rússia considera a implantação de infraestrutura e sistemas de ataque da OTAN na Ucrânia, perto da fronteira russa, de uma "linha vermelha" que não pode ser cruzada. No sábado (4), a embaixada russa em Washington, nos Estados Unidos, emitiu nota dizendo que a Rússia tem o direito de movimentar suas tropas dentro de seu território, respondendo a especulações da mídia sobre supostos planos de Moscou para preparar uma invasão da Ucrânia. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também frisou que o ingresso da Ucrânia na OTAN faria parte dessa "linha vermelha".
Vladimir Putin, presidente da Rússia (à direita), e Joe Biden, presidente dos EUA, durante cúpula na Villa La Grange, em Genebra, Suíça, 16 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 04.12.2021
Panorama internacional
Biden e Putin farão videoconferência em 7 de dezembro, temas incluem Ucrânia

Este tópico pode estar na pauta da videoconferência entre os presidentes da Rússia e EUA, marcada para esta terça-feira (7). Yuri Ushakov, assessor de Putin, adiantou na sexta-feira (3) que os dois líderes discutirão os temas da pandemia, mudanças climáticas, o mercado petrolífero, e não descartou a abordagem da situação na Ucrânia.

Em entrevista a jornalistas na Casa Branca no sábado (4), Joe Biden disse esperar uma "longa discussão" com Putin e frisou que "não aceita linhas vermelhas de ninguém".


Capacidades de drone de alta velocidade da China são destacadas por revista americana

 


O WZ-8 é um drone de reconhecimento de alta velocidade e elevada altitude, movido a foguetes e lançado no ar a partir de um bombardeiro nuclear H-6N.


De acordo com a revista norte-americana Military Watch, o drone chinês conta com uma série de tecnologias e serve como um multiplicador de forças para muitos dos novos sistemas táticos de armas do Exército de Libertação Popular (ELP).
Apesar de as especificações do equipamento não terem sido reveladas, sabe-se que a aeronave é capaz de voar a velocidade extrema e elevada altitude com o objetivo de fornecer dados de inteligência e dados sobre alvos.
Além disso, o WZ-8 leva vantagem sobre os equipamentos militares rivais, em particular devido à elevada capacidade de reconhecimento, podendo vagar e voar a velocidades máximas de até Mach 7, deixando os mísseis ocidentais AIM-120 para trás e não representando eles uma grande ameaça.
Drone chinês Blowfish A2 - Sputnik Brasil, 1920, 03.12.2021
China cria novo 'supermotor' para drones operarem em regiões montanhosas


A revista também destaca que o maior perigo do drone chinês está relacionado ao fornecimento de dados de direcionamento de alvos, particularmente de navios, que devido a sua mobilidade representam alvos desafiadores para mísseis de longo alcance, dirigindo os mísseis balísticos chineses DF-21D e o DF-26, os mísseis de cruzeiro lançados por navio YJ-100 e os mísseis YJ-12 portados pelos bombardeiros H-6.

O drone WZ-8 possui um formato exclusivo de uma adaga com asas pequenas, e tem como sua maior vantagem coletar informações de forma eficaz em tempo real de forma controlável.


NASA lança missão espacial para estudar misteriosa área de ar denso sobre Polo Norte

 


NASA está estudando uma área misteriosa acima do Polo Norte onde o céu é tão denso que tecnicamente deveria "cair".


A agência espacial dos EUA pensa que algo que não podemos detectar ou entender está apoiando a massa extra, e por isso em 1º de dezembro lançou uma missão para tentar resolver este mistério.
"Algo invisível segura esta massa extra e a missão CREX-2 visa descobrir o que é exatamente", escreve agência em comunicado.
A área que está sendo estudada é uma lacuna em forma de funil no campo magnético da Terra que se abre sobre o Polo Norte ao meio-dia na hora local.

Esta lacuna é chamada de cúspide polar e também existe no Polo Sul. O campo magnético da Terra nos protege de ventos solares severos, mas esses ventos podem entrar pela cúspide polar e interromper os sinais de rádio e GPS que passam por ela.
O que é ainda mais invulgar sobre esta abertura é que quando as naves espaciais passam pela cúspide elas desaceleram e até o momento ninguém sabe explicar o porquê.
Cerca de 400 km acima da Terra, espaçonave atinge um "quebra-molas" – uma densa bolsa de ar chamada cúspide polar, que afeta sinais de GPS e rádio e pode alterar a trajetória de lançamentos de foguetes. NASA envia o foguete de sondagem CREX-2 para estudar [a área].
Mark Conde, o pesquisador principal da missão da NASA, descreveu a área como um "quebra-molas" quando é atingida por uma espaçonave.

"A cerca de 400 km acima da Terra, as naves espaciais sentem mais arrasto, como se tivessem atingido um quebra-molas. Isso é porque o ar na cúspide é visivelmente mais denso do que o ar em outros lugares nas órbitas das espaçonaves em torno da Terra. Mas ninguém sabe o porquê, ou como", disse cientista.

A agência espacial norte-americana lançou um foguete ao espaço a partir da base de lançamentos de Andoya, situada na Noruega, que liberou o aparelho CREX-2 a fim de estudar este estranho fenômeno que ocorre na atmosfera terrestre.
A espaçonave libera vapores coloridos para que cientistas possam tentar medir a velocidade do vento. Segundo uma teoria, existem ventos em forma de vórtices que giram na cúspide polar.
A missão também lançou vários instrumentos criados para medir partículas eletricamente carregadas que podem estar segurando o ar mais denso. Ao compreender as forças envolvidas na cúspide, os cientistas esperam antecipar melhor as mudanças nas trajetórias das naves espaciais.

Parceria Rússia-Índia é pilar da paz e estabilidade global, diz comunicado após encontro bilateral

 


Moscou e Nova Deli continuam desenvolvendo suas relações estratégicas bilaterais, que os dois países consideram benéficas também para o resto do mundo

A Rússia e a Índia reafirmaram seu compromisso com a parceria bilateral, que é um pilar da arquitetura política mundial, disse o Kremlin, citando a declaração conjunta de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia.

"Os [dois] lados confirmaram seu compromisso com a parceria estratégica especialmente privilegiada e sublinharam que estas relações importantes entre Rússia e Índia, como grandes potências com responsabilidades comuns, seguem sendo um pilar da paz e estabilidade global", indica o comunicado.


Para isso, a Rússia e a Índia decidiram estudar possíveis áreas de cooperação em outros países.

"Os lados concordaram estudar áreas de cooperação mutuamente aceitáveis e benéficas em países terceiros, especialmente no centro e sudeste da Ásia, e também na África", refere o documento do acordo, que destaca o Afeganistão como área de prioridade.

"Os líderes sublinharam que o território do Afeganistão não deve ser usado para encobrimento, preparação ou planejamento de operações ou financiamento de quaisquer grupos terroristas, incluindo o Daesh, Al-Qaeda, Lashkar-e-Taiba [todas organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países] e outros."

O documento também instou ao aumento dos esforços para restaurar o acordo nuclear do Irã, ou Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), e ao seguimento do trabalho em prol do estabelecimento de uma "paz sólida e estabilidade" através da desnuclearização da península coreana.
A declaração bilateral também abordou as relações entre os dois países, instando a uma otimização e aceleração do processo de despacho aduaneiro nas trocas comerciais entre a Rússia e a Índia e acordos de cooperação em diferentes áreas, como o espaço, propriedade intelectual, diplomacia, geminação de cidades ou o desenvolvimento mútuo das línguas russa e hindi.
Ministro da Defesa russo Sergei Shoigu e seu homólogo indiano Rajnath Singh se cumprimentam antes de iniciarem a reunião da 21ª Cúpula Anual Índia-Rússia, 6 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 06.12.2021
Panorama internacional
Ante encontro de Putin e Modi, Rússia e Índia assinam acordo de cooperação militar até 2030


No acordo estão também incluídas provisões para simplificar investimentos na área da construção naval, o investimento de empresas indianas no Extremo Oriente da Rússia, além do fornecimento de dois milhões de toneladas de petróleo à Índia em 2022 pela empresa estatal russa Gazprom.
Moscou e Nova Deli afirmaram querer aumentar o nível de comércio entre os dois países.
"Os lados referiram que o atual volume de comércio bilateral não corresponde ao potencial da parceria estratégica entre a Rússia e Índia. Os líderes dos dois países sublinharam a necessidade de aplicar esforços para conseguir um indicador alvo no valor de US$ 30 milhões [R$ 170,95 bilhões] até o ano 2025", aponta a declaração.

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