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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Contestada hipótese sobre evolução dos planetas gasosos que pode rever formação de Júpiter e Saturno

 


Uma equipe científica internacional determinou que os planetas gigantes no sistema V1298 Tau atingiram seu tamanho atual nos primeiros estágios de sua evolução.


Os resultados da pesquisa foram divulgados em um artigo publicado na semana passada na revista Nature Astronomy.
Os pesquisadores mediram a massa de dois planetas gigantes que orbitam a estrela jovem V1298 Tau, de apenas 20 milhões de anos de idade. Verificou-se que esses planetas são um pouco menores do que Júpiter, enquanto seus períodos orbitais duram 24 e 40 dias.
Os modelos teóricos apontam que os planetas gigantes iniciam sua evolução como objetos com uma massa muito maior, mas gradualmente se “comprimem” durante milhões ou até bilhões de anos.
O exoplaneta HD 209458b transita por sua estrela - Sputnik Brasil, 1920, 29.11.2021
Sociedade e cotidiano
Descoberto grande exoplaneta 5 vezes maior que Júpiter onde o ano dura apenas 16 horas


Porém, uma vez que o sistema V1298 Tau é bastante jovem, os planetas gigantes encontrados refutam essa hipótese, porque já têm um tamanho próximo dos gigantes gasosos do Sistema Solar.

Os cientistas ainda não sabem se o sistema V1298 Tau é um caso normal e se sua evolução é semelhante à da maioria dos planetas. Se for assim, o processo de formação de planetas como Júpiter ou Saturno pode ser muito diferente do que se pensava até agora.


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Por que só Califórnia nos EUA teria 'imunidade' ao coronavírus? Nova hipótese sugere



Baixo nível de infecções na Califórnia levanta dúvidas dos cientistas se já não teria ocorrido uma epidemia na região em 2019, criando imunidade de grupo.

A tese de que a região já teria sido afetada por uma epidemia de SARS-CoV-2 está agitando os meios científicos norte-americanos, tendo a Universidade de Stanford iniciado um estudo para verificar essa hipótese.
A notícia foi avançada pelo portal ABC7 News em 11 de abril. Cientistas da Universidade de Stanford estão tentando compreender por que razão o novo coronavírus parece ser menos virulento na Califórnia do que no resto do país. Tese de uma imunidade de grupo está em equação.
Segundo alguns pesquisadores, a Califórnia já poderia ter sido afetada no ano passado por uma forma de coronavírus, então confundida com uma simples gripe. Esta exposição ao vírus, sem o seu conhecimento, teria permitido aos californianos desenvolver uma imunidade, a chamada imunidade de grupo, adianta o ABC7 News.
"Quando se olha para os outros estados, não conseguimos explicar porque é que a Califórnia teve mais sorte quando deveria ter sido a mais afetada […] Passa-se algo que ainda não descortinamos", afirmou ao portal Victor Davis Hanson, pesquisador do Instituto Hoover da Universidade de Stanford.

Testes em curso

Para testar essa hipótese, estão atualmente sendo realizados testes para detectar a presença de anticorpos em californianos, o que poderia ser um sinal de uma infecção anterior, relata o ABC7 News.
A equipe de pesquisadores de Stanford recorreu a 3.200 voluntários de São Francisco para realizar testes de rastreamento da presença de anticorpos. O Departamento da Saúde Pública do Condado de Los Angeles também iniciou testes de detecção de anticorpos envolvendo 1.000 adultos.
Refira-se que o estado de Nova York, com metade da população da Califórnia, acumula 14 vezes mais mortes que a última, relembra o ABC7 News.
De acordo com os últimos dados da Universidade Johns Hopkins, em 11 de abril há 501.615 infectados nos EUA e 18.777 falecimentos.

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