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domingo, 7 de janeiro de 2024

NASA compartilha nova FOTO de Urano e seus satélites tirada pelo James Webb

 



Quando pensamos em Urano, geralmente temos em mente a imagem de uma esfera azul-clara. Afinal, foi essa a primeira imagem do astro, capturada em 1986. Mas o Telescópio Espacial James Webb acaba de nos dar uma perspectiva diferente desse planeta distante.

Usando o espectro infravermelho de luz, invisível ao olho humano e emitido por transferência de calor, o Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) da NASA foi capaz de capturar imagens raramente vistas de Urano e seus arredores.
Na verdade, a imagem publicada faz parte do mesmo conjunto, mas com uma resolução muito superior das publicadas em abril, que só tinham duas cores.
Esta imagem de Urano, capturada pela câmera de infravermelho do James Webb, mostra setas de bússola, barra de escala e chave colorida para referência - Sputnik Brasil, 1920, 21.12.2023
Imagem de Urano, capturada pela câmera de infravermelho do Telescópio Espacial James Webb, mostra setas de bússola, barra de escala e chave colorida para referência
Nove dos 27 satélites conhecidos de Urano também podem ser vistos na foto como esferas brancas e azuis brilhantes.
Tal como os anéis, os satélites orbitam o planeta ao longo do seu equador, que está inclinado 98 graus devido a um enorme impacto planetário no início de sua vida, o qual virou o planeta de lado, dizem os cientistas.

"JWST nos permite observar Urano e Netuno de uma maneira completamente nova, porque nunca tivemos um telescópio desse tamanho que olhe no [espectro] infravermelho", disse Naomi Rowe-Gurney, pesquisadora de pós-doutorado e embaixadora do sistema solar para o telescópio.

Ainda assim, Urano possui calotas polares, visíveis no centro do planeta na foto. Várias tempestades brilhantes também podem ser vistas perto e abaixo da borda sul da calota polar.
A NASA planeja uma missão espacial especializada a Urano em 2030.


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sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

NASA compartilha nova FOTO de Urano e seus satélites tirada pelo James Webb

 


Quando pensamos em Urano, geralmente temos em mente a imagem de uma esfera azul-clara. Afinal, foi essa a primeira imagem do astro, capturada em 1986. Mas o Telescópio Espacial James Webb acaba de nos dar uma perspectiva diferente desse planeta distante.

Usando o espectro infravermelho de luz, invisível ao olho humano e emitido por transferência de calor, o Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) da NASA foi capaz de capturar imagens raramente vistas de Urano e seus arredores.
Na verdade, a imagem publicada faz parte do mesmo conjunto, mas com uma resolução muito superior das publicadas em abril, que só tinham duas cores.
Esta imagem de Urano, capturada pela câmera de infravermelho do James Webb, mostra setas de bússola, barra de escala e chave colorida para referência - Sputnik Brasil, 1920, 21.12.2023
Imagem de Urano, capturada pela câmera de infravermelho do Telescópio Espacial James Webb, mostra setas de bússola, barra de escala e chave colorida para referência
Nove dos 27 satélites conhecidos de Urano também podem ser vistos na foto como esferas brancas e azuis brilhantes.
Tal como os anéis, os satélites orbitam o planeta ao longo do seu equador, que está inclinado 98 graus devido a um enorme impacto planetário no início de sua vida, o qual virou o planeta de lado, dizem os cientistas.

"JWST nos permite observar Urano e Netuno de uma maneira completamente nova, porque nunca tivemos um telescópio desse tamanho que olhe no [espectro] infravermelho", disse Naomi Rowe-Gurney, pesquisadora de pós-doutorado e embaixadora do sistema solar para o telescópio.

Ainda assim, Urano possui calotas polares, visíveis no centro do planeta na foto. Várias tempestades brilhantes também podem ser vistas perto e abaixo da borda sul da calota polar.
A NASA planeja uma missão espacial especializada a Urano em 2030.


sábado, 11 de setembro de 2021

Clima e Meio Ambiente: FOTOS de satélites revelam maior redução de caudal do Paraná na Argentina em 77 anos

 


O rio Paraná na Argentina tem sido fortemente afetado pela grave seca desde ao menos 2019, indicam fotos publicadas pela Comissão Nacional Argentina de Atividades Espaciais.

O rio Paraná, o segundo maior na América do Sul, está sofrendo grande diminuição de caudal em sete das províncias por onde passa na Argentina, advertiu na quarta-feira (8) a Comissão Nacional Argentina de Atividades Espaciais (CONAE, na sigla em espanhol).

Grupo de satélites SAOCOM da Comissão Nacional Argentina de Atividades Espaciais registra redução drástica no nível de água do rio Paraná
Grupo de satélites SAOCOM da Comissão Nacional Argentina de Atividades Espaciais registra redução drástica no nível de água do rio Paraná

"O rio Paraná está sofrendo um evento de águas extraordinariamente baixas, devido a uma intensa e prolongada seca em sua bacia superior, no Brasil. Desde 1944 que não se observava tal situação, o que tem tido um enorme impacto nos múltiplos usos do rio", notou o hidrologista Marcelo Uriburu Quirno.

Satélites SAOCOM 1A e SAOCOM 1B da Argentina registram redução drástica no nível de água do rio Paraná
Satélites SAOCOM 1A e SAOCOM 1B da Argentina registram redução drástica no nível de água do rio Paraná

Para chegar a essa conclusão, a CONAE comparou as imagens tiradas pelo satélite SAOCOM 1A em 2019 com aquelas fornecidas pelo SAOCOM 1B em 2021. O declínio da água é visível nas áreas de cor marrom.

"Os satélites SAOCOM 1A e 1B foram projetados para fornecer dados sobre os níveis de água nos solos e o estado das bacias hidrográficas; são muito sensíveis às mudanças nas massas de água e fornecem dados de altíssima qualidade, o que nos permite, entre outras coisas, identificar bancos de areia que estão expostos, ilhas mais expostas e a forma como a umidade e os cursos d'água estão secando", disse Sandra Torrusio, gerente de Ligação Tecnológica do CONAE.

"Diante de emergências como esta, que tem sete províncias no limite, o trabalho coordenado pelo chefe de Gabinete entre os governos nacional, provincial e municipal é muito importante, junto com as agências de ciência e tecnologia e os encarregados de responder à situação através do Sistema Nacional de Gestão Integrada de Riscos [SINAGIR, na sigla em espanhol]", continuou, citada na sexta-feira (10) pela agência argentina Télam.

Formação de ilhas no meio do rio Paraná na Argentina, provocada pela seca na bacia superior, no Brasil
Formação de ilhas no meio do rio Paraná na Argentina, provocada pela seca na bacia superior, no Brasil

Segundo ela, a situação no Paraná está sendo monitorizada pela Unidade de Emergência e Alerta Precoce da CONAE desde ao menos 2020.

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