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domingo, 7 de novembro de 2021

Microrganismos terrestres podem ser usados para criar combustível de foguete em Marte, diz estudo

 


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA, desenvolveram um conceito, segundo o qual bactérias enviadas do nosso planeta para Marte ajudariam a produzir combustível de foguete no Planeta Vermelho que poderia ser usado para lançar futuros astronautas de volta à Terra.

O processo de bioprodução usaria três recursos que existem no Planeta Vermelho: dióxido de carbono (CO2), luz solar e água congelada, além de incluir o transporte de dois micróbios para Marte.

A primeira etapa envolveria cianobactérias (algas), que retirariam CO2 da atmosfera marciana e usariam a luz solar para criar açúcares.

Em seguida, bactérias modificadas Escherichia coli, mais conhecidas como E. coli e que também seriam enviadas da Terra, converteriam esses açúcares em um propelente específico de Marte para foguetes e outros dispositivos de propulsão.

O propelente marciano, que se chama butano-2,3-diol, já existe e pode ser criado por E. coli, na Terra é usado para produzir polímeros para produção de borracha.

Missão humana em Marte (imagem referencial)
Missão humana em Marte (imagem referencial)
"Dióxido de carbono é um dos únicos recursos disponíveis em Marte. Saber que a biologia é especialmente boa na conversão de CO2 em produtos úteis torna-o uma boa opção para criação de combustível de foguete", disse Nick Kruyer, primeiro autor do estudo e doutor pelo Instituto Técnico da Geórgia.

Planeja-se que os motores de foguetes que vão partir de Marte sejam alimentados por metano e oxigênio líquido (LOX, na sigla em inglês). Nenhum destes elementos existe no Planeta Vermelho, o que significa que precisariam ser transportados da Terra para fornecer combustível a uma nave espacial para ela retornar à orbita marciana.

Segundo estimam os pesquisadores, o transporte das 30 toneladas necessárias de metano e LOX deve custar cerca de US$ 8 bilhões (R$ 44,3 bilhões). Para reduzir esse custo, a NASA propôs usar catálise química para converter dióxido de carbono marciano em LOX, embora isso ainda exija que o metano seja transportado da Terra.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Nome e símbolo usados pela Universal não são exclusivos, decide Justiça de SP

 


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido da Igreja Universal do Reino de Deus para proibir a Igreja das Nações do Reino de Deus de usar nome, marcas e símbolos semelhantes. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (12) pela coluna de Rogério Gentile, do portal Uol. A Igreja das Nações foi criada em maio de 2020 por um ministro dissidente. De acordo com a coluna, a Universal, criada por Edir Macedo em 1977, afirmou à Justiça que a igreja "tenta confundir os fiéis com o objetivo de obter 'vantagens econômicas indevidas' por meio de doações". 





Foto: Divulgação

Da mesma forma que a Universal, a Igreja das Nações utiliza o nome "Reino de Deus", uma pomba como símbolo e a expressão "Jesus Cristo" no logotipo das fachadas e altares dos templos. "São utilizados os mesmos aspectos gráficos, fonéticos e ideológicos, sem nenhum símbolo ou imagem para a diferenciação, o que causa extrema confusão", argumentou a Universal na ação. A Universal alega que a pomba da Igreja das Nações é "praticamente idêntica" e se diferencia somente na direção do voo e no fato de que uma está inserida num coração enquanto a outra está dentro de uma cruz. As marcas da Universal são registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). "Há uma clara e evidente má-fé", acusa a Universal. 


IGREJA DAS NAÇÕES


A Igreja das Nações do Reino de Deus foi criada por Romualdo Panceiro. Ainda segundo a coluna de Rogério Gentile, ele fez parte da Universal durante mais de 30 anos e chegou a ser um dos seus principais ministros, chegando a ser cogitado para comandar a igreja. A relação entre o fundador da Universal, Edir Macedo, e Romualdo foi rompida em 2018. 

Na defesa, a Igreja das Nações afirmou que Romualdo Panceiro "nunca teve a intenção de ludibriar as pessoas, mas, sim, de propagar a palavra de Deus". Disse que "Reino de Deus" é um termo bíblico e que a Universal não pode se apropriar de algo "que é tão importante aos cristãos". Não pode haver "monopólio", declarou. 

Sobre a pomba, a Igreja das Nações afirmou que se trata de um signo "importantíssimo" para os cristãos porque remete ao batismo de Jesus Cristo. No processo, citou um trecho da Bíblia. "Batizado, Jesus subiu imediatamente da água e logo os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele". 

A Igreja das Nações declarou que mudou o desenho, ba fonte da letra do nome de "Jesus Cristo" e o logotipo para provar que o único objetivo é "propagar a palavra de Cristo". Mas a Universal ainda pode recorrer da decisão.


quinta-feira, 21 de maio de 2020

WILLIAM BONNER DIZ QUE DADOS DE SEU FILHO FORAM USADOS PARA SACAR OS R$ 600 DO AUXÍLIO EMERGENCIAL



William Bonner retornou ao Twitter nesta quinta-feira (21) para denunciar uma fraude envolvendo Vinicius Bonemer, filho do jornalista com Fátima Bernardes. O rapaz de 22 anos é irmão gêmeo de Laura e Beatriz Bonemer.
Afastado da rede social desde 2019, o jornalista da Globo postou uma série de tweets sobre o roubo dos dados pessoais de Vinicius que acontece há três anos para diversas fraudes. A mais recente foi para acessar a plataforma do auxílio emergencial de R$ 600.
“Interrompo meu silêncio no Twitter para denunciar uma injustiça e uma fraude com dinheiro público. Primeiro, a injustiça. Estelionatários têm usado há 3 anos o nome e do CPF de meu filho para fraudes, como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura, entre outras”, escreveu Bonner.
O apresentador do Jornal Nacional explicou que advogados foram acionados e boletins de ocorrência sobre as fraudes registrados, mas descobriu através do jornal Meia Hora um nove golpe com os dados de Vinicius.
“Na terça, dia 19, fui informado de que o jornal Meia Hora tinha obtido documentos do suposto registro de meu filho no programa de auxílio emergencial do governo. Meu filho não pediu auxílio nenhum, não autorizou ninguém a fazer isso por ele. Mais uma fraude, obviamente. Apresentados os fatos, o jornal corretamente não publicou a matéria.”
“Mas, desta vez, o que vem à tona é ainda mais grave. Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições sócio-econômicas do meu filho não tem direito aos 600 reais da ajuda. Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um ‘não’. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado”, escreveu Bonner.
“O fraudador provavelmente indicou que não tinha conta bancária e abriu a conta específica da Caixa – a que, obviamente, meu filho não tem acesso. Portanto, sequer sabemos se o dinheiro foi depositado e se foi sacado”, completou. Bonner informou que nova queixa foi prestada à polícia e cobrou ação do poder público para evitar as fraudes envolvendo o auxílio emergencial.
“De nossa parte, apresentaremos nova queixa-crime. Da parte dos gestores do auxílio emergencial, esperamos apuração rápida da fraude, para que se resguardem o patrimônio público e a confiança dos cidadãos nos mecanismos de controle desse programa. E para que o controle eficaz do programa não prejudique ainda mais aqueles cidadãos que realmente precisam do auxílio neste momento tão doloroso.”

Veja abaixo alguns dos tweets originais:


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