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domingo, 4 de julho de 2021

Ataque de hackers a diversas empresas nos EUA é atribuído à Rússia; Biden diz que 'não tem certeza'

 


O REvil, que foi apontado como o causador de recentes ataques cibernéticos nos EUA, teria sido o autor de ataques de resgate a mais de 200 provedores de serviços gerenciados no país norte-americano. Biden diz "não ter certeza se são os russos".

Um grupo de hackers "ligado à Rússia", com o nome de REvil, comprometeu mais de 200 empresas sediadas nos EUA em um ataque de ransomware em andamento, relatou a empresa de segurança cibernética Huntress Labs, sediada em Maryland, EUA, escreveu na sexta-feira (2) a agência norte-americana Bloomberg.

Citando uma análise de ameaças interna, os hackers teriam como alvo os provedores de serviços gerenciados (MSP, na sigla em inglês), que fornecem suporte de TI (Tecnologia da Informação) a pequenas e médias empresas. Os ataques permitiriam aos criminosos acessarem as redes dessas empresas e exigirem resgates com a ameaça de desligar os sistemas.

Fontes que estariam familiarizadas com os ataques disseram à mídia que a Synnex Corp e a Avtex LLC estavam entre os MSP visados. George Demou, presidente da Avtex, sugeriu que "centenas" desses serviços podem ter sido atacados, e acrescentou que a empresa agora estava "trabalhando" com clientes que foram impactados.

Por sua vez, um representante da Huntress Labs disse que as informações da empresa mostraram que pelo menos oito parceiros MSP foram afetados, e advertiu que as estimadas 200 vítimas deverão "aumentar significativamente" à medida que forem descobertos mais MSP comprometidos.

Algumas das vítimas do resgate foram solicitadas a fornecer pagamentos em dinheiro de pelo menos US$ 45,000 (R$ 227,640) para que seus serviços voltassem a funcionar, de acordo com a Bloomberg.

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA, na sigla em inglês) confirmou que está ciente dos ataques cibernéticos, e publicou uma declaração indicando que está "tomando medidas para entender e lidar com o recente ataque de ransomware da cadeia de suprimentos contra o Kaseya VSA [um desenvolvedor de software usado pelos MSP] e os MSP que empregam software VSA".

Supostos hackers da Rússia

REvil é o mesmo coletivo de hackers culpado por ataques de ransomware a diversas empresas nos EUA.

Investigadores governamentais e empresas de segurança ainda não forneceram provas substanciadas de que o REvil está de fato "ligada à Rússia" ou "sediado na Rússia", como a mídia dos EUA normalmente o retrata. As alegações de hacking têm servido regularmente como base para novas sanções contra Moscou.

A Rússia propôs repetidamente expandir a cooperação com os EUA e outros países no campo da cibersegurança e do crime cibernético.

Em junho, durante sua cúpula em Genebra, Suíça, os presidentes Vladimir Putin e Joe Biden supostamente concordaram em discutir seriamente o assunto. Na semana passada, o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, confirmou que os "primeiros contatos" sobre cooperação nesta esfera ocorreram recentemente, mas acrescentou que "levaria algum tempo para obter alguns resultados sérios".

Posicionamento do governo dos EUA

Entretanto, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesse sábado (3) que não tem certeza se os ataques foram mesmo promovidos pelo grupo, ainda segundo a Bloomberg.

"Não temos certeza se são os russos. Eu tenho um briefing no avião. O pensamento inicial era: não era o governo russo, mas ainda não temos certeza", disse Biden citado pela mídia.

O presidente ainda reiterou que pediu uma análise "mais aprofundada" para as agências de inteligência norte-americanas, e que se for mesmo comprovado que a origem dos ataques é russa, os EUA vão responder.

"Eu instruí a comunidade de inteligência a investigar a fundo sobre o que aconteceu e saberei melhor amanhã [4], se ficarem comprovados envolvimentos da Rússia, disse a Putin que responderemos", declarou Biden.

O ataque acontece em um momento delicado, apenas poucas semanas após o encontro entre Biden e Vladimir Putin em Genebra, encontro no qual a questão da cibersegurança entre os dois países foi amplamente discutida.


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Planos de serviços funerários: mesmo na pandemia essas empresas podem prestar um serviço mais humanizado


O que prefeitos e vereadores de Queimadas e demais municípios da região já fizeram para regularizar esses serviços? E o que os municípios estão fazendo para dar assistência as pessoas pobres nesse momento de dor e que não tem planos funerários?

Gostaríamos muito de saber, quando as autoridades e órgãos responsáveis por fiscalizar os planos funerários irão agir. Se antes da pandemia essas empresas já eram muito espertinhas, agora durante a pandemia, só pensam em lucrar. Todos nós sabemos que já não temos lá esses benefícios nesses planos, mesmo marcados em letras miudinhas no contrato, descontos pífios em consultas ou compras de remédios, por exemplo, (e que nunca sabemos mesmo se são descontos de fato ou esperteza dos que dizem conceder os descontos), na pandemia, piorou ainda mais o serviço dessas empresas. E claro, o povo, sempre desenformado de seus direitos e muitas vezes com medo ou de mãos atadas, nunca reclamam! 

Paga-se durante anos e anos a fio, planos cheio de burocracia, inclusive para colocar os dependentes, para no dia que a pessoa precisar, receber um caixão, uma roupa de péssima qualidade e um tapete na porta! Agora, sequer um suco ou uma bolacha esses caras trazem! Os procolos de velório durante a pandemia, são claros que não devem ter aglomerações, porém para pessoas que não morrem de Covid-19 não tem toda essa exigência não. E mesmo que se evite que tenham pessoas nos velórios, os membros da família também precisam comer! Ou não? As pessoas doidas com a morte de um ente querido e essas empresas, não levam sequer um suco, um chá ou qualquer tipo de lanche? Isso é um absurdo. Sem falar que até para pagar, a pessoa tem que perde tempo de destacar carnê todo mês, sendo que essas empresas, já poderiam ter digitalizado os pagamentos para que se pague por códigos de barra de forma online! Isso é estratégia para ver se a pessoa atrasa? Perguntar não ofende né?

A criação da Lei Federal nº 13.261, impacta a atuação do mercado funerário em todo o território nacional. 


Até o começo de 2016, não existia uma regulamentação específica para a atividade de planos de assistência funerária no Brasil. Basicamente, o Código de Defesa do Consumidor atuava em uma regulamentação geral para a prestação de serviços do mercado funerário, mas não existia uma fiscalização específica e o segmento acabava sem uma definição jurídica para chamar de sua.

Isso mudou com a publicação da Lei Federal nº 13.261, em 22 de março de 2016, que traz regras e fiscalizações necessárias para a comercialização de planos de assistência funerária.

Com a criação da lei específica, houve a definição efetiva da categoria, que antes se dividia em planos de luto, planos de assistência familiar e vários outros, sem um ramo de atividade característico.





O que isso muda para as empresas do ramo funerário?
É importante ressaltar dois pontos consideráveis: 

Existem vários modelos de empresas que comercializam planos funerários;
Existem algumas legislações funerárias específicas de acordo com cada município brasileiro. Em determinados municípios, por exemplo, não é possível que empresas funerárias comercializarem planos funerários.
Levando em conta esses fatores, a legislação pode atuar de formas diferentes em todo o território nacional.

Você pode conferir na íntegra a  Lei Federal nº 13.261,, mas a gente trouxe alguns pontos principais aqui, para ajudar você a ficar por dentro do que a regulamentação implica.

O primeiro ponto é que, para que uma empresa possa administrar planos funerários, ela precisará ter sido criada com esse propósito. Portanto, é indispensável que tenha alvará para comercialização de planos funerários.

A realização do funeral, por outro lado, pode ser executada pela mesma empresa que administra o plano funerário, desde que por meio de empresas funerárias cadastradas ou por autorização da lei.

As empresas de plano funerário não podem realizar os serviços funerários sem o auxílio de empresas funerárias contratadas, que tenham aval da Lei. Isso porque o serviço funerário é de caráter público e municipal, podendo ser executado pelo município ou por empresas autorizadas pelo município, de acordo com a legislação local.

Na prática, isso apenas regulamenta que as funerárias autorizadas pelo município podem  se tornar administradoras de planos funerários, oferecendo um serviço completo aos seus clientes, desde que autorizadas pelo município.

Como falamos acima, existem municípios que não permitem a comercialização de planos funerários pelas empresas funerárias. Em situações como essa, a alternativa das empresas de planos funerários é contratar uma empresa funerária autorizada para realizar os serviços.

funerário
Outra particularidade interessante que a lei aborda é sobre os contratos que devem ser estabelecidos para a prestação dos serviços. Tudo precisa estar nos mínimos detalhes: valor e número de parcelas a serem pagas, titular e dependentes dos serviços contratados, carência, restrições e limites, e muito mais.

As empresas do ramo que não cumprirem as exigências, estarão sujeitas a advertências, multas e, em casos reincidentes, até interdição.

É legal trazer esses pontos para clarear um pouco as exigências que a lei traz, adequando os estabelecimentos de acordo com cada especificidade. A regularização é importante para validar as atividades do segmento, definindo normas próprias e retirando o ramo funerário do campo genérico das leis.

Então aproveitamos para perguntar a prefeitura municipal de Queimadas e ao senhores vereadores, o que eles já fizeram para regulamentar e acima de tudo, melhorar esses serviços no município? E mais, por qual motivo, depois dessas empresas, as pessoas tem que se virar sozinhas sem uma ajuda funeral da secretaria de assistência social do município, se diversos municípios pelo país presta este importante e fundamental serviço na vida de um cidadão? Se a pessoa não tiver planos e nem recursos, irão ficar sem enterro em Queimadas e outros municípios da nossa região senhores prefeitos? O que a lei do município diz a respeito?

Dentre várias, uma das dúvidas mais frequentes das empresas administradoras de planos de assistência funerária, refere-se à fiscalização.

Quem fiscalizará e aplicará punições às empresas?

Na Lei Federal nº 13.261/2016, dois artigos tratam especificamente sobre punições por descumprimento da lei, no entanto não existe nenhuma especificação sobre quem realizará a fiscalização das normas contidas na legislação e nem sobre quem tem competência para aplicar tais sansões.

Para entendermos melhor a questão da fiscalização, é necessário primeiramente entendermos as punições previstas na lei para então tratarmos da fiscalização.

O primeiro artigo da lei que trata de aplicação de punições é o art. 6º, o qual traz a seguinte redação:

“Art. 6o  As empresas comercializadoras de planos de assistência funerária que não observarem as exigências a que se referem os incisos I e II do art. 3o e os incisos I e II do art. 4o terão suas atividades suspensas até o cumprimento integral dessas exigências, excetuadas as atividades obrigatórias e imprescindíveis para o cumprimento dos contratos já firmados. “


                Este artigo trata especificamente sobre a punição aplicada às empresas que descumprem as condições impostas pelos incisos I e II do art. 3o e os incisos I e II do art. 4o,.

Mas agora vem o “X” da questão. Quem fará a fiscalização do atendimento das exigências da Lei Federal nº 13.261/2016 e quem aplicará as sansões ou punições?

Ao analisarmos os artigos da Lei Federal que foram vetados, temos o art. 9º. Neste dispositivo a competência para a fiscalização seria dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

“Art. 9o  A fiscalização das empresas comercializadoras de planos de assistência funerária incumbe aos órgãos e às entidades integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), de que trata o art. 105 da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990.



Voltamos a perguntar aos vereadores e ao prefeito de Queimadas, como este assunto tem sido tratado em Queimadas? Existe alguma lei? Existe alguma assistência funerária do município as pessoas carentes? Os vereadores já criaram alguma lei?

Veja um exemplo de como os serviços tem que ser prestados com eficácia:




sexta-feira, 12 de junho de 2020

Empresas de bolsonaristas sofrem com ameaças de boicote

Da Veja:


Fachada da Smart Fit pichada
O preço do posicionamento político nunca foi tão alto para os empresários brasileiros. Nas últimas semanas, as marcas usadas e os mesmos têm colocado um favor de Jair Bolsonaro (e, consequentemente, dos seus pronunciamentos pedindo uma minimização das medidas contra um covid-19 no país) que têm sido alvo de boicotes.

Foi o que aconteceu com redes de lojas Centauro, Havan e Riachuelo, com academias Bio Ritmo e Smart Fit e com cadeias de restaurantes Coco Bambu e Madero. Os fundadores ou controladores dessas empresas demonstraram, durante uma pandemia, apoio ao presidente brasileiro, com alguns chegando a se envolver em manifestações favoráveis ​​pelo governo Bolsonaro.
Uma das primeiras a notar o efeito negativo que pode vir do posicionamento foi a Smart Fit. Seu fundador, Edgard Corona, compartilhou pelo WhatsApp vídeos de ataques ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendendo a propagação desse tipo de conteúdo. Vale lembrar que, em diversas ocasiões, os discursos de Jair Bolsonaro tiveram Maia e o Congresso como alvos.
Em mensagem ao jornal inglês The Guardian, um dos primeiros a noticiar os boicotes no Brasil, a Smart Fit afirmou não apoiar partidos ou políticos. O jornal apontou a existência de um grupo no Facebook com mais de 300 mil membros, onde se discutia o boicote às academias de Edgard Corona. A rede vem perdendo clientes desde o começo da pandemia .
(…)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Governo Bolsonaro libera contratação de empresas condenadas por fraudes


Para combater a pandemia, o Ministério da Saúde já havia fechado pelo menos 30 contratos por dispensa de licitação até este sexta-feira. Valores superam R$ 150 milhões para compra de equipamentos e leitos de UTI


O governo de Jair Bolsonaro liberou a contratação de empresas condenadas por fraudes e cprrupção junto à administração pública enquanto durarem as medidas emergenciais contra a pandemia de coronavírus. 
Segundo o jornal Estado de S. Paulo, até a tarde desta sexta-feira, 3, o Ministério da Saúde havia fechado pelo menos 30 contratos por dispensa de licitação, por valores que superam a soma de R$ 150 milhões, para compra de equipamentos, leitos de UTI e outros produtos.
O governo já liberou mais de R$ 5 bilhões para aquisições na pasta da Saúde. Em entrevista coletiva, o ministro Luiz Henrique Mandetta disse que tem auxiliado o Ministério da Saúde no sentido de mitigar os riscos na realização das compras. 
“Dentro da área de auditoria estamos tentando não criar nenhum tipo de problema, tentando mitigar esses problemas”, disse Mandetta.

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