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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Para ajudar a conter a disseminação da covid, Utinga suspende eventos por 60 dias e emite novo decreto

 


Além dos eventos e festas suspensas pelo decreto, está vetada a entrada de ambulantes, prática de feiras livres em Utinga.

O avanço da pandemia na região da Chapada Diamantina tem levado administrações municipais a decretarem novas medidas restritivas. E foi pensando em conter o vírus que já matou 176 mil pessoas no país, que a prefeitura de Utinga suspendeu por 60 dias todo e qualquer evento no território municipal. A medida foi publicada nesta sexta-feira (4), por meio do decreto 054/2020.

De acordo com assessoria da gestão, a intenção é evitar aglomerações, considerando que “a classificação da situação mundial do novo coronavírus como pandemia significa o risco potencial da doença infecciosa atingir a população de forma simultânea, não se limitando a locais que tenham sido identificados como de transmissão interna”.

A prefeitura aponta que o prazo de 60 dias pode ser prorrogável, caso haja mudança do cenário epidemiológico que justifique tal medida. Estão suspensas as atividades que exijam licenças do Poder Público, bem como aqueles apoiados ou patrocinados pela gestão municipal.

Não haverá eventos esportivos, festas de vaqueiros, torneios de argolinha, corrida de cavalos, bingos. Também não será permitido o uso de translado para festas de qualquer natureza. Ainda sobre as medidas, as reuniões de cunho religioso, bancos, casas lotéricas e correspondentes bancários, devem respeitar o distanciamento de dois metros e seguir categoricamente os protocolos de segurança sanitária contra a covid-19.

Além dos eventos e festas suspensas pelo decreto, está vetada a entrada de ambulantes, prática de feiras livres em Utinga. A prefeitura ressalta sobre a importância de preservar os idosos moradores da cidade e afirma que a Secretaria Municipal de Saúde deve promover tratamento especial aos idosos e pessoas com doenças crônicas, consideradas grupos vulneráveis.

“A gestão quer promover a devida orientação e procedimentos para a prevenção, inclusive a distribuição, via Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, de orientações e máscaras”, salienta trecho do decreto. Em parágrafo único, o documento lembra que “os casos que configurem crimes de desobediência, desrespeito e infração de medida sanitária preventiva, previstas pelo Código Penal, serão conduzidos na forma da legislação vigente”.

Dados pandêmicos
Em publicação no perfil em rede social, a prefeitura diz que o uso de máscaras “cobrindo boca e nariz, higiene regular das mãos com água e sabão, e álcool a 70% permanecem em vigor”. No boletim epidemiológico desta sexta-feira (4), Utinga registra 140 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

São 13 casos ativos, três óbitos pela doença infectocontagiosa, e ainda têm 112 pessoas recém-chegadas na cidade sendo monitoradas, apesar dos 124 casos curados e 1.341 pessoas que tiveram exames negativos para coronavírus. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde e da equipe de Vigilância Sanitária de controle epidemiológico.

“A pandemia ainda não acabou e, infelizmente, tem aumentado os casos de pessoas infectadas em todo o país. Os óbitos são mais que números, são sonhos interrompidos, são famílias lidando com perdas irreparáveis”, salienta assessoria da prefeitura de Utinga em publicação de rede social.

Jornal da Chapada

Lei aqui o decreto completo…


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Principal fator responsável pela disseminação do coronavírus é descoberto



Cientistas descobriram qual é o fator-chave responsável pela velocidade de transmissão do coronavírus.

Com a ajuda de modelos teóricos e experimentos hidrodinâmicos, especialistas analisaram a influência da umidade, da temperatura do ambiente e da velocidade do vento na proliferação de gotículas de saliva que contêm partículas do coronavírus.

© AP PHOTO / ERALDO PERES
Profissional de saúde coleta amostra de teste para COVID-19 em mercado de Brasília, 24 de agosto de 2020
Segundo o portal EurekAlert!, a equipe de cientistas descobriu que a vitalidade do vírus diminui em altas temperaturas e baixa umidade relativa devido à rápida evaporação. Em temperaturas quentes e com alta umidade, porém, a possibilidade de transmitir o coronavírus continua alta.
"Se a umidade relativa do ar em recintos fechados for menor do que 40%, as partículas emitidas por pessoas contaminadas absorvem menos água, se mantendo mais leves, voam mais longe através do quarto e têm maior probabilidade de serem inaladas por pessoas saudáveis. Além disso, o ar seco torna as mucosas de nossos narizes secas e mais vulneráveis a vírus", explicou Ajit Ahlawat, professor do Instituto de Pesquisa Troposférica Leibniz (Alemanha).
A descoberta é particularmente importante devido ao inverno que se aproxima no Hemisfério Norte do planeta, onde milhões de pessoas vão permanecer em ambientes fechados e aquecidos.
A pandemia do coronavírus, que teve os primeiros casos registrados na cidade chinesa de Wuhan, demonstra se acelerar, ressurgindo uma segunda onda em diversos países. De acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA), o número global de casos já soma mais de 31 milhões, dos quais mais de 970 mil são falecimentos.

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