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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Kremlin: Putin e Xi Jinping declararão em breve 'nova era nas relações internacionais'

 


A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo assessor do Kremlin Yury Ushakov. Ele informou que os dois líderes vão se encontrar nesta sexta-feira (4) durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim.

"Uma declaração conjunta foi preparada com antecedência para as discussões sobre a entrada em uma nova era nas relações internacionais e sobre o desenvolvimento sustentável global. O comunicado conjunto vai refletir as visões comuns da Rússia e da China sobre os problemas mundiais mais importantes, incluindo questões de segurança", disse Ushakov.

O assessor acrescentou que acordos sobre a distribuição de gás estão sendo preparados para as conversas entre os líderes russo e chinês.
Falando sobre a situação envolvendo Rússia, Ucrânia e OTAN, Ushakov disse que a "China apoia as demandas da Rússia por garantias de segurança".
Vladimir Putin, presidente da Rússia, durante coletiva de imprensa conjunta com Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria (fora da foto) em Moscou, Rússia, 1º de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 01.02.2022
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O assessor do Kremlin também informou que Vladimir Putin participará da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno. Após o escândalo de doping na Rússia, autoridades do país só podem participar de eventos olímpicos caso sejam convidados pelo chefe de estado do país sede.

A delegação de atletas da Rússia competirá defendendo uma bandeira neutra, sem as cores russas e também sem tocar o hino nacional em caso de vitória. Para participar da competição, todos os atletas necessitam estar com histórico de doping limpo.
Em Genebra, na Suíça, as bandeiras dos EUA e da Rússia aparecem alinhadas durante encontro de representantes dos dois países em 10 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2022
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Nos últimos meses, os Estados Unidos e seus aliados europeus acusam a Rússia de acumular tropas na fronteira com a Ucrânia com o objetivo de invadir o país vizinho. Os EUA têm enviado carregamentos de armas ao país europeu como forma de apoio ao governo ucraniano.
Moscou nega as acusações e critica o avanço da OTAN na região. O Kremlin também salienta que tem o direito de movimentar suas tropas dentro de seu território soberano. Na última sexta-feira (28), o chanceler Sergei Lavrov disse que "se depender da Rússia, não haverá guerra".

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Bolsonaro confirma viagem à Rússia e chama Putin de 'conservador'

 


Presidente estará em Moscou em fevereiro e busca "melhores entendimentos" com o líder russo, Vladimir Putin.

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio do Planalto, o presidente, Jair Bolsonaro (PL), confirmou hoje (27) sua viagem à Rússia entre os dias 14 e 17 de fevereiro.
De acordo com o mandatário, o Brasil visa aprimorar a comunicação e o estreitamento de negociações comerciais com Moscou, segundo O Globo.
Ao ser questionado por um apoiador se Putin era "conservador" ou "gente da gente", o chefe de Estado respondeu com foco no objetivo da viagem.
"Ele é conservador, sim. [...] Vou estar o mês que vem lá. Melhores entendimentos, melhores relações comerciais", declarou Bolsonaro.

Na agenda do presidente, além da viagem à Rússia, está marcada uma visita à Hungria.

Segundo a mídia, os roteiros internacionais fazem parte de uma tentativa do presidente de reforçar sua imagem de líder conservador junto a seus apoiadores.
Em outubro do ano passado, em discurso no Clube Valdai de Discussões Internacionais, Putin defendeu o que chamou de "conservadorismo saudável".
A comunicação entre o líder russo e brasileiro está em conformidade, já que ao confirmar sua viagem à Rússia, Bolsonaro está aceitando o convite para ir a Moscou feito por Putin no dia 1º de dezembro do ano passado, conforme noticiado.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Putin fala com Macron e discute questão do fortalecimento da estabilidade e segurança na Europa

 


O presidente russo, Vladimir Putin, em conversa com o presidente francês Emmanuel Macron, discutiu questões para o fortalecimento da estabilidade e segurança no continente europeu, de acordo com o Kremlin, nesta terça-feira (21).

De acordo com o alto escalão franco-russo, nesta terça-feira (21), teve lugar uma conversa telefônica entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente francês Emmanuel Macron. Os chefes de estado discutiram sobre questões para o reforço da estabilidade e segurança no continente europeu, de acordo com o comunicado do Kremlin.
Um dos pontos abordados na conversa, foi a relação Rússia-EUA, que por conta da crise na Ucrânia, tem sido um ponto de impasse.

"Neste contexto, é dada atenção prioritária ao projeto de tratado entre a Rússia e os Estados Unidos sobre garantias de segurança e ao acordo sobre medidas de segurança para a Rússia e os Estados-membros da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte], que foram enviados aos lados relevantes, incluindo o lado francês, e então publicado. Vladimir Putin informou sobre o trabalho realizado pela diplomacia russa nesta questão", disse o Kremlin em um comunicado.

A situação problemática envolvendo a Ucrânia, OTAN e União Europeia (UE) tem deixado Moscou desconfortável pelo esgarçamento das relações diplomáticas entre as partes envolvidas.

Na última semana (15), o premiê britânico Boris Johnson se manifestou subindo o tom nas tensões mencionando os aliados da OTAN caso Moscou tentasse uma incursão no território vizinho, tese incessantemente defendida pelo governo norte-americano e negada em todas as ocasiões pelo governo russo.
A situação problemática na resolução do conflito interno ucraniano causado pela falta de vontade de Kiev em cumprir os Acordos de Minsk é o ponto da argumentação de Putin, que sublinhou em sua conversa com Macron que a possibilidade de realizar uma nova cúpula no formato da Normandia depende de medidas específicas das autoridades de Kiev para implementar Acordos de Minsk.
Outra questão pontuada pelo líder russo foi a situação da Russia Today (RT). O canal continua sujeito à restrições no solo francês e, segundo Putin, este não é o tratamento que os meios de comunicação franceses recebem na Rússia. A esperança do Kremlin é que "nosso canal terá as mesmas oportunidades de trabalhar sem qualquer discriminação".
Os chefes de Estado também desenvolveram comentários sobre o assentamento de Nagorno-Karabakh. Segundo o comunicado do Kremlin "foi expressa satisfação com a estabilização da situação e os esforços que estão sendo feitos para estabelecer uma vida pacífica, restabelecer os laços econômicos e de transporte na região. Foi observado que a Rússia e a França estão agindo sobre essas questões e pretendendo agir de forma sincronizada no futuro".

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Putin liga para Macron e cobra negociações imediatas com líderes do Ocidente sobre expansão da OTAN

 


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, informou o governo francês, nesta terça-feira (14), que o envio de armas modernas para a Ucrânia é uma ameaça à segurança russa e que o governo ucraniano está aumentando a tensão em Donbass.

Na conversa entre os dois líderes, Putin também comunicou a Macron que a Ucrânia está violando os acordos de Minsk. O líder russo disse que o governo ucraniano vem sistematicamente ignorando as obrigações estabelecidas no acordo, que prevê a resolução do conflito interno.

"O presidente russo enfatizou a importância de iniciar imediatamente negociações internacionais para estabelecer garantias legais que impeçam qualquer expansão da OTAN para leste, bem como o envio de armas para países vizinhos, principalmente para a Ucrânia, que ameaçam a Rússia", declarou o Kremlin.

O telefonema entre os dois presidentes acontece em meio à crescente tensão envolvendo acusações de que a Rússia estaria concentrando tropas na região próxima da fronteira com a Ucrânia.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson - Sputnik Brasil, 1920, 13.12.2021
Panorama internacional
Boris Johnson e Vladimir Putin discutem Ucrânia, Acordos de Minsk e avanço da OTAN em telefonema
Nos últimos dias, Putin fez cobranças similares a outros líderes ocidentais. Durante conversa virtual com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e também com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, o líder russo reforçou a necessidade de receber garantias de que a OTAN não se expandirá para leste.

domingo, 26 de julho de 2020

Putin: Marinha da Rússia receberá armas hipersônicas sem equivalentes no mundo



Presidente Vladimir Putin afirma, em discurso do Dia da Marinha da Rússia, que a instituição possui equipamento especial único, navios avançados e que aprimorará suas vantagens com tecnologias digitais.

No seu discurso em São Petersburgo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou:
"A moderna Marinha russa inclui navios equipados com armas de alta precisão, submarinos estratégicos e multifuncionais, caças de última geração e outras aeronaves, armas únicas e equipamento especial".
A cota de tecnologias avançadas já em serviço está constantemente crescendo na Marinha, enquanto 40 novas embarcações de diferentes classes deverão ser comissionadas neste ano, acrescentou.
Além disso, Putin afirmou que, nos três principais estaleiros do país, começou a construção de outras seis embarcações oceânicas.
"As vantagens únicas e o aumento das capacidades de combate da Marinha serão alcançados por conta da introdução generalizada de tecnologias digitais de ponta, sistemas de ataque hipersônicos sem análogos no mundo, submarinos não tripulados e ainda pelos mais efetivos meios de defesa", afirmou o presidente.

Dia da Marinha da Rússia

Em São Petersburgo, a celebração contou com 46 embarcações de diferentes tipos, entre elas a fragata Admiral Kasatonov, recentemente incorporada à força naval.
Além dos navios, 41 aeronaves voaram pelos céus da cidade, entre caças Su-33, Su-27, Mig-29, bombardeiros e helicópteros.
O 26 de julho também foi comemorado em outras bases das diferentes frotas da Marinha do país.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Putin decreta abril como mês de descanso com salário pago


Putin prorrogou um decreto que estabeleceu como feriado todos os dias úteis desta semana. "Decidi estender o período de dias sem trabalho até 30 de abril", declarou



Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou na quinta-feira, 2, que os russos não devem trabalhar durante todo o mês de abril. O mês inteiro foi declarado pelo governo como período de descanso com direito a salário. A medida é para conter o coronavírus.

Putin prorrogou um decreto que estabeleceu como feriado todos os dias úteis desta semana. "Decidi estender o período de dias sem trabalho até 30 de abril", declarou. Ele disse que cada região pode decidir qual tipo de confinamento é o mais adequado.

"A ameaça persiste. Os virologistas estimam que o pico da epidemia não foi atingido no mundo nem em nosso país", ressaltou o presidente russo. No país, já foram registrados 3.548 infectados pelo vírus com 30 mortos.

O governo anunciou medidas de apoio a empresas para o pagamento de salários. Putin também pediu para que o povo tenha um comportamento “responsável” e siga “as diretrizes das autoridades, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), que defende o isolamento social.

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