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domingo, 5 de junho de 2022

Anitta diz que já recebeu proposta para desviar dinheiro público, devolvendo parte do cachê

 



A cantora Anitta comentou a "CPI do sertanejo" e afirmou que já recebeu propostas de desvio de verba, segundo reporta o jornal Folha de S. Paulo. "Eu já recebi propostas, eu e meu irmão. 'Você cobra tanto, aí eu vou e pego um pedaço.' Eu falei não", disse ela em entrevista ao Fantástico. "A cantora foi o grande estopim dessa série de investigações de shows de sertanejos pagos com verba de prefeituras em todo o país –há casos em investigação em Roraima, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso", aponta ainda a reportagem.

"Na semana passada, por exemplo, foi revelado que a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, uma cidadezinha mineira, pagaria ao cantor Gusttavo Lima um cachê de mais de R$ 1 milhão, com uma verba que deve ser destinada somente a saúde, educação, ambiente e infraestrutura. Hoje, 29 cidades pelo país têm shows investigados pelo Ministério Público —a maioria deles são de eventos de Gusttavo Lima, mas Xand Avião e Wesley Safadão também aparecem entre os cachês suspeitos", prossegue o texto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Senhor do Bonfim: Funcionária de escola estadual é investigada por desviar vale estudantil

 


Um mandado de busca e apreensão foi cumprido hoje na casa de uma funcionária de uma escola estadual suspeita de desviar créditos do vale alimentação estudantil na cidade de Senhor do Bonfim. A operação foi realizada por equipes da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin . De acordo com a Polícia Civil (PC-BA), na ação foram apreendidos cartões e documentos que devem contribuir com o procedimento instaurado para apurar as fraudes. A investigada pode responder pelo crime de peculato, na modalidade furto, por utilizar-se da condição de servidora pública para cometer os delitos. 



O coordenador da 19ª Coorpin/Bonfim, delegado Felipe Neri Neto, explicou que a servidora é suspeita de realizar transações com os vales. “Aproveitando o acesso que tinha a secretaria escolar, ela violava os envelopes nos quais estavam guardados os cartões do programa, os utilizava em compras em diversos supermercados e em seguida colocava os cartões de volta nos envelopes de forma grosseira, com intuito de ocultar o crime”, detalhou o coordenador. Imagens de câmeras de estabelecimentos comerciais, que captaram a mulher realizando compras, também contribuíram com as apurações. Com o material apreendido, o inquérito deve ser concluído e encaminhado à Justiça. 


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

MP-RJ: Mulher de Queiroz ajudou a desviar R$ 1,1 milhão da Alerj

 


Valor teria sido desviado entre 2007 e 2017. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), R$ 868 mil teriam sido destinados para "rachadinha".

A mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar, ajudou a desviar R$ 1,1 milhão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) no esquema das "rachadinhas", escreve o Estado de São Paulo nesta sexta-feira (20).

As informações foram apontadas pelo Ministério Público do Rio. A Promotoria estima ainda que, deste total, R$ 868 mil tenham abastecido a suposta organização criminosa liderada pelo filho do presidente.

Foram nas contas de Márcia que a investigação também descobriu seis cheques depositados em favor da primeira-dama Michelle Bolsonaro.



© FOTO / REPRODUÇÃO / TWITTER
Ex-PM Fabrício Queiroz (primeiro à dir.) ao lado de policiais militares e do seu ex-patrão, Flávio Bolsonaro (primeiro à esq.)
As transações totalizam R$ 17 mil e ocorreram em 2011. A denúncia oferecida contra Márcia, porém, não menciona os repasses à mulher do presidente.

O MP-RJ concluiu que Márcia fez parte do chamado "núcleo executivo" das "rachadinhas", composto por servidores fantasmas do gabinete de Flávio que recebiam o salário sem nunca bater ponto na Alerj.

Os pagamentos eram autorizados porque o chefe de gabinete do filho do presidente, Miguel Ângelo Braga Grillo, conhecido como Coronel Braga, validava a presença dos funcionários.

A denúncia aponta que esse "núcleo executivo" recebeu R$ 6,1 milhões da Alerj. Desse valor, R$ 2,079 milhões foram repassados diretamente a Queiroz.



© FOLHAPRESS / BARBARA DIAS / AGIF
Grafite em alusão ao suposto esquema de rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), envolvendo Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz
MP-RJ diz que o dinheiro foi desviado por meio de 268 pagamentos feitos pela Alerj distribuídos nos 127 meses que Márcia supostamente atuou como "assessora fantasma" de Flávio Bolsonaro, de abril de 2007 a dezembro de 2017.


O que diz a defesa

Em nota enviada ao jornal que publicou as informações na manhã desta sexta-feira (20), os advogados de defesa de Flávio Bolsonaro, Rodrigo Roca, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, classificaram as imputações do Ministério Público do Rio como "crônica macabra e mal engendrada".

Eles afirmaram que "todos os defeitos de forma e de fundo" da denúncia serão pontuados na formalização da defesa.

"Em função do segredo de Justiça, a defesa está impedida de comentar detalhes, mas garante que a denúncia contra Flávio Bolsonaro é insustentável. Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o senador se mostra inviável e não passa de uma crônica macabra e mal engendrada, influenciada por grupos que têm claros interesses políticos", conclui o comunicado.

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